Pedofilia, heresia e fraude: Bola de Neve ladeira abaixo.

 

Danilo Fernandes

A Bola de Neve merece reconhecimento em função do trabalho que tem sido realizado junto a um grupo grande de jovens desta geração que não estava sendo alvo de nenhum esforço evangelístico consistente e efetivo. Quem conhece a Bola sabe que há muita concessão na linguagem e na apresentação, mas no geral, a mensagem, que é o que importa, estava chegando sem muito ruído ou distorções, pelo menos até alguns anos atrás.

O “NO GERAL” é função das bobagens habituais do neopentecostalismo e do “mover apostólico” que desde sempre poluem a mensagem do Evangelho. O “ATÉ ALGUNS ANOS ATRÁS” é resultado do que veremos a seguir: Uma avalanche de heresias.

Rina adora uma novidade.

Muitos criticam a Bola de Neve sem conhecer-la e ponderam sobre um eventual “liberalismo” na área de costumes. Falta conhecimento de causa. Na verdade, a “cartilha de costumes da casa” é bem conservadora. Muitos membros acrescentariam: “Bem mais do que conservadora, parafuso apertado.” Outros tantos diriam: “Este parafuso é tão apertado que espanou para o legalismo puro e simples”. Quem dera todo o zelo neste aspecto fosse dado à apresentação de um Evangelho puro e sem mistura.

Quem visita o site da Bola de Neve escuta uma trilha sonora vendendo a ideia de uma experiência espiritual, sobrenatural e radical. Não poderia ser mais verdadeiro. Não há nada mais radical nesta vida do que aderir ao Evangelho, viver mirando a Cruz.

Contudo, o entendimento do que seja radical foi totalmente distorcido pelos marqueteiros de plantão da Bola de Neve que obcecados em vender um conceito capaz de impressionar a galera jovem, dispensam a radicalidade da vida em Cristo e oferecem falsas doutrinas e experiências sobrenaturais radicais falsas, como veremos a seguir.

Batismo sexy
Voltando ao flanco comportamental, é interessante observar como certos críticos se separam completamente da repreensão profética ao ficar de “mi mi mi” sobre inovações na linguagem e nos eventos festivos buscando a adesão de jovens. Bobagem criticar ótimas oportunidades de evangelização como shows, luais, baterias de carnaval e que tais. Desde que a mensagem não seja alterada, o exagero pode até ferir as susceptibilidades de alguns, mas a meta é o que importa. Esta é a teoria. Na prática, contudo, o que se vê cada vez com mais frequência são exageros “do departamento de marketing e entretenimento” que transformam o que é Santo, um mistério da Fé em um ato performático que banaliza um sacramento. Um momento de entrega e comunhão com o Pai se arrasta para o deboche e até para a sensualidade sem  hora  ou lugar: Batismo em Toboágua.

Que tipo de pensamento os trajes da irmãzinha despertam nos rapazes da assistência

Este evento de batismo no tobogã é blasfêmia da braba! Alguns irão achar que estamos exagerando, contudo, como veremos a seguir, este é apenas um exemplo de como a quase nulidade da formação teológica dos líderes da BDN e a fraqueza das estruturas doutrinárias e de ensino da denominação permitem que todo o vento de doutrina bata e se acomode na Bola.
É o vicio do espetáculo, do sensorial, da carnalidade. Ou seja, na Bola de Neve o momento sublime do batismo não é o suficiente, é preciso acrescentar uma “ride” maneira rumo à agua. O problema é que junto com a “ride” vem uma camiseta molhada revelando um biquíni enterrado na bunda.

A primeira vez que o Genizah denunciou as aberrações dos atos proféticos e pajelanças similares na Bola de Neve foi em 2009. Na ocasião alertávamos sobre os resultados danosos desta busca pelo sobrenatural, o espetáculo e o diferenciado. Na ocasião, frizamos que quando o prazer pelos “meios” perde o foco do “fim”, o resultado.., bem…Leia o artigo.

Ainda em 2009 circulou um trecho do livro O sequestro do Sagrado relatando o absurdo da unção do Xixi e do rompimento do hímen espiritual, doutrinas espúrias pregadas em algumas igrejas da Bola de Neve, VEJA A MATÉRIA.

De lá pra cá os rumos não se alteraram, até se agravaram.

Os garçons de Deus e a Ana Paula Valadão de Quatro

Em outubro de 2010 a Bola de Neve organiza um mega evento com o falso profeta Randy Clark. Definitivamente uma atração radical. Uhuuuu!

Randy Clark é o falso profeta por trás do famoso evento da Vineyard do aeroporto de Toronto. Neste falso avivamento as pessoas berravam, urravam, andavam como animais, incluindo Leão (ver Ana Paula Valadão que recebeu Randy na Lagoinha, gostou da parada e andou “causando” em um de seus shows) e, principalmente, riam. É a famosa unção do riso (embora eu prefira deboche). Os primeiros grandes incentivadores deste palhaço hipnotizador em nossas terras foram os Valadão que, inclusive fizeram este vídeo testemunhal a seguir para ajudar nas vendas de espetáculos deste mentiroso em outras terras.

O que há por trás destes fenômenos, hoje explorados por muitos que se julgam garçons de Deus, que ficam a servir estas unções especiais?

Estas vivências sensoriais  não passam em nenhum teste capaz de indicar que tenham origem no Sr. Deus. Não testificam verdade e não tem embasamento bíblico. Ou alguém tem a coragem de afirmar que o nosso Deus Todo Poderoso poderia desejar que glorificássemos o Seu Santo Nome enquanto rolamos no chão como animais? Deus nos quer urrando, latindo, miando? Em que parte do novo testamento está dito que nos últimos dias iríamos para a igreja para latir feito cachorros, cacarejar feito galinhas, grasnar feito gansos? Estamos fadados a louvar andando de quatro feito leões, ou mesmo chafurdando na nave?  Talvez alguns prefiram ficar pulando feito macacos? É isto! De ápice da criação, vamos regredir ao cipó! Onde está escrito que a nossa edificação e a nossa adoração ao Pai dependeria de nos prestarmos a tal papel ridículo? Então o Espírito consolador de Deus virá no fim dos tempos para nos fazer andar de quatro? Nós que fomos libertos, somos FILHOS, eleitos, vamos dar testemunho ao mundo prostrados de quatro e latindo?
Eu vos digo que para isto nem é necessário aceitar Jesus e buscar uma vida de santidade. No meu tempo de dono de boate, eu me lembro bem (em alguns casos me contaram, risos),  de dias em que o fim de festa era  igual ao que se vê no vídeo, com duas vantagens: o uísque era melhor e, com sorte, você não se lembrava de nada depois.

Os farsantes, como sempre, buscam trechos descontextualizados das Sagradas Escrituras para justificar estas tolices. Em seu livro “Evangélicos em Crise”, Paulo Romeiro combate essa novidade (Mundo Cristão, p. 80): Quanto ao “urro do leão” e à “unção do riso”, Romeiro esclarece: “Alguns citam Isaías 5.29 para defender o urro (…) Mas aqui é uma metáfora (…) As pessoas que usam Isaías 5.29 para defender o urro do leão usariam também Isaías 40.31, ‘sobem com asas como águias’, literalmente para tentar sair voando? (…) Para justificar a ‘unção do riso sagrado’, seus defensores citam Génesis 18.12, em que Sara riu (…) Entretanto, esta passagem nada tem a ver com gargalhada santa. Além disso, Sara riu de incredulidade, uma atitude nada recomendável para o cristão.

Crente animal

O fenômeno é hipnose e histeria coletiva e as razões são dinheiro e poder. Já foi largamente descrito o fenômeno da Kundalini Hysteria, um tipo de hipnose que provoca exatamente estes efeitos, técnica que Benny Hinn domina com maestria. Contudo, segue a palhaçada enquanto houver quem se impressione e pague para ver e sentir.

Galinhas e antas brasileiras cacarejando e urrando na IBAV, SP. Aqui também tem crente animal!

Os caciques gospel tupiniquins também adoram isto. Gostam de se sentir profetas poderosos que são capazes de prodígios, entre os quais, o mais infame: pretensamente dirigir o mover do Espírito Santo. E como garçons de Deus, distribuem doses a quem comparece aos seus eventos: cante, dance, imite cachorro e papagaio, oferte e depois saia gritando que foi impactado. Putz! Batida de ônibus com caminhão também impacta! Quero ver se acham bonito!

Quanto ao falso profeta Randy Clark, a igreja onde ele fez sua primeira gracinha (Vineyard – Toronto) não acha que ele seja homem de Deus. Algum tempo depois do evento a membresia reconhece que tudo era uma grande armação e lhe dá o cartão vermelho. Os grandes pregadores americanos que se manifestaram sobre o assunto também não acham. Consulte o Google! Porem o Rina, o André Valadão e família (no vídeo) idolatram Randy. Oferecem ao farsante um prestígio que ele não tem em sua terra.  Ao que tudo indica, gostam de tomar esta “unção” boiola pela venta, ficar de quatro, urrar… Diante disto, eu sou obrigado a perguntar novamente: Tem para homem esta unção?

Mas também quem vai a estes experimentos é igualmente culpado. Ninguém quer desistir de sua vida no pecado e se entregar a Graça do Senhor Jesus. É mais fácil recorrer a estes expedientes emocionantes e depois voltar a sua vida de adultério, prostituição, roubo, etc.

Os leitores observaram o cartaz do evento na Bola de Neve? O gringo promete “liberaração destinos”; “transferência de unção”; e “ativação profética”!

O Babalorichá Gospel não arria trabalhos de macumba. A sua especialidade é arriar as suas calças e bater a sua carteira!

Ativação profética

Para começar, liberar destinos não é novidade. Na macumba se vende a mesma tramóia tem décadas. Lá chamam de “liberar os caminhos”. Partem do pressuposto de que as coisas boas que tem de lhe acontecer são objeto de um pedágio (arriar trabalhos) que se paga ao capiroto para que outros capirotinhos parem de atrapalhar os projetos da sua vida. São nec$ssários gastos! Em se tratando de um submundo do mal, de gente enredada nas falsidades dos demônios, até faz sentido… Afinal é o “vale-tudo” mesmo.

E a versão gospel? Não é muito diferente não! Para quem acredita na doutrina das maldições hereditárias (aquelas que resistiram à Cruz) na vida dos nascidos de novo (de novo, pero no mucho, tem umas pendências a resolver que Gizuz não deu conta…) tem no babaloricha gospel a certeza de um poder especial deste sobre as maldições e pecados que o Cristo não venceu (blasfêmia indizível, mas sou obrigado a escrever) e que se libera sobre a vida da pessoa e abre seus caminhos.

Isto é um absurdo completo. Propor que destinos sejam liberados por A ou B, mesmo que em nome de Jesus é pura heresia. Propor cura interior, regressão e que tais  para achar maldições do passado ou revelar pecados do presente para a confissão é afirmar que o sacrifício do Senhor Jesus não foi bastante e suficiente para eliminar todas as maldições sobre a vida do crente. Tudo isto é o mesmo que afirmar que o Pai não governa e não tem cada fio de nosso cabelo contado.

Tolices de um apóstolo-mirim

Já o conteúdo de ativação profética chega até ser ridículo. Parte do entendimento que profeta é o camarada dotado de super- poderes. Alguém que possui o poder de adivinhar o futuro, um tipo de pitonisa gospel. Esquecem-se que a voz profética é de Deus e, em geral, é de exortação. O verdadeiro profeta é tudo menos o mocinho que aprendeu o linguajar neo penteca versão "O pequeno apóstolo, um jogo da Arca Mundial". Na verdade, as Sagradas Escrituras nos instruem que um verdadeiro profeta, vivendo neste meio, já estaria com calos na garganta e sulcos nos pés de tanto xingar e chutar esta turba de dementes e farsantes.

Vende-se Unção

Mas o minha heresia “favorita” é a tal transferência de unção. Uma novidade que está invadindo até mesmo os arraiais pentecostais. Está cheio de pastor famosinho por ai vendendo por até dez mil reais uma dose de sua unção. Manja dose de esperma de touro famoso? É por ai! Só que ao contrário do bovino, a transferência é ilimitada, risos. A justificativa do golpe está na sucessão de Elias para Eliseu. Vai ai uma das interpretações mais boçais do texto sagrado que eu já conheci.

Quem se importa que o conceito de unção no velho testamento é diferente do de hoje e, se vamos adotar este entendimento, o antigo, então o façamos direito e falemos de comissão e sucessão: De Elias à Eliseu: 1 Rs. 19.19, nesta ocasião Eliseu estava sendo comissionado (ungido) para assumir Elias à Eliseu: 1 Rs. 19.19, nesta ocasião Eliseu estava sendo comissionado (ungido) para assumir o lugar de Elias: 1 Rs. 19.16. Quando Davi foi ungido na casa de seu pai, pelo profeta Samuel: 1 Sm. 16.13, isto estava ocorrendo porque Deus havia rejeitado a Saul como rei: 1 Sm. 15.11. Ao tempo em que Davi foi ungido para ser rei, o Espírito do Senhor, se retirou da vida de Saul: 1 Sm. 16.14.

Em breve no meio gospel: Download de unção

Na presente aliança a unção é orientação de Deus, para levar bênçãos às pessoas, segundo os nossos dons. Todos nós a temos. Contudo, como vimos acima, sabemos que ela pode ser perdida, se não seguimos a tal orientação de Deus. A unção jamais poderá ser transferida segundo nossa vontade, pois provem de Deus. Tão pouco poderá ser vendida em doses homeopáticas, ou baixada na internet a partir do site da estrela gospel. Perde-se tudo, não parte.
Não se pode repartir o que é indivisível.

Estas pessoas que advogam tais absurdos e praticam tais rituais, estas sim, nem mesmo possuem unção de Deus. Querem vender aquilo que não lhes pertence. Ofendem gravemente a Deus. Logo se vê que suas obras não procedem do Senhor. Da mesma forma, também não podem transferir seus dons (inteligência, boa voz, persuasão, etc.). No máximo, podem transferir o seu know-how no engano e manipulação de pessoas, mas isto não se faz com reza braba e imposição de mãos na cabeça. Melhor fazer o curso do Malafaia em Aguas de Lindoia ou similar.

Não me surpreende que leigos acreditem nisto e comprem um pouquinho de unção. Surpresa mesmo é ver, no Gideões, pastores comprando unção de outros pastores ligeiramente mais famosos. Eu até entendo um Renê Terra Nova comprando a unção de Abraão do Morris Cerullo. Neste caso, é uma forma de tornar oficial seu sonho de ser Patriarca, mas o pé de chinelo fazendo isto me espanta!

Esta Itioka deve tomar muita Ypioca

Moça no fundo: mardita ypioca.

A cada dia, a doutrina da Bola de Neve se parece mais com uma sopa de entulho. E não faltam cozinheiros dispostos a jogar algo novo no caldeirão. O dono da cozinha, Chef Rina, adora uma novidade. Contudo, se você perguntar a alguém da cozinha quem é que mexe mais neste caldeirão, um nome desponta: Neuza Itioka. A maioria do entulho é dela ou foi trazido pelos “preletores” que ela traz para os congressos da denominação.

É influência direta da Neuza Ypioca toda a pegada forte da Bola nos temas heterodoxos (mover profético, cura interior, libertação, mapeamento, atos proféticos, satanismo, etc.). Sempre que há um problema sério, o Rina faz reunião com ela e a liderança da igreja. A aliança começou em meados de 2002 e formou a identidade da igreja. Foi uma irmã que foi num congresso e apresentou toda a literatura desse movimento ao Rina, que na época estava sofrendo com problemas de “ocultismo” na igreja. Desde então, ela vem pelo menos duas vezes por ano, fazer o congresso de cura e, pior de tudo, o Rina obriga toda liderança a fazer cura interior e libertação ano após ano.

Um líder nos informa que obrigar os líderes a tais práticas é um meio de saber se há um satanista infiltrado, pois quem se recusa a fazer os encontros vai para a lista negra.

Nada de sexo oral entre casados.

Com a Neuza veio também uma ênfase forte na ministração de dízimos e ofertas naquele esquemão do gafanhoto devorador, brecha ao maligno, etc. A diferença fica por conta destes ares pretensamente sobrenaturais e proféticos, risos. E talvez na linguagem, risos. No caso dos surfistas o devorador deve ser o tubarão e tomar caldo é a colheita seca...
D. Neuza também é grande demonizadora da cultura, o que é um tremendo contrassenso dada às características da denominação, mas quem se importa, risos. Chato mesmo são suas instruções para o sexo entre casados. Sexo oral, por exemplo, nem pensar! Proibido a todos os casais na Bola de Neve (mas não a todos os pastores, como veremos a seguir)! Será que esta senhora nunca leu Cantares? Queria vê-la dizer ao Rei Salomão que sexo oral não pode… Ou talvez lhe aprouvesse também dizer a Jesus que não fizesse o primeiro milagre…

Outro guru muito respeitado pelo Rina é o Ap. Léo, especializado em "atos proféticos" e “mapeamente espiritual”. É o homem que consagrou o Rina à apostolo no ano de 2003. Também amigo da casa é o Cirilo da Santa Geração, o especialista em na "unção do pó de ouro". Veja como a coisa vai ficando feia…

Há pastores da Bola de Neve que aliviam esta baderna e procuram a centralidade nas Escrituras em suas pregações. Outros chafurdam alegres na lambança. Entre os que se divertem na lama, o mais famoso é pr. Erik da Bola-Santos. Conta-se que ele resolveu construir uma arca da aliança há alguns anos atrás e disse que foi direção de Deus (É claro que foi! Deus se cansou da gente e voltou para a antiga aliança!). No último carnaval, eles levaram a arca pela areia da praia, junto com a bateria de escola de samba da igreja, para fazer evangelismo e guerra profética (vai vendo…) no carnaval. Lá ia a arca na frente da multidão, que não podia chegar perto (quase bíblico o preceder, o detalhe fica por conta da Aliança errada, mas quem liga!) no ritmo dos tamborins. Roa-se de inveja Yossef Akiva, risos.
Acho ótimo evangelismo no carnaval, mas com a arca fica parecendo abre-alas de bloco da baixada santista (Ih! Foi mal, risos).

Vem com Josué, lutar na Praia de Boqueirão  (ops, Erik)

Boqueirão, Boqueirão

Vem com Erik lutar na Praia de Boqueirão

E as barracas de cerveja ruirão!

Em anos anteriores (nos conta uma testemunha),  pr. Erik levou esta mesma arca ao topo do Monte Serrat, mas não pelo bondinho como todo mundo sobe, mas pela escadaria. Afinal, a arca não pode ser colocada em carros de bois, uma referência a passagem de Uzá! (Socorro Gizuz!). E que ninguém diga que o pr. Erik não é homem zeloso das "escrituras" e das tradições!  Anos atrás, ainda na igreja antiga, ele mandou instalar um semáforo enorme no altar. Ali se lia: Nível de Alerta Espiritual. Debaixo da luz verde está escrito "descansar", na amarela "alerta" e na vermelha "guerrear". Praticamente a sala da justiça de Gizuz!

A esta altura, o leitor que é só cristão evangélico, leitor de Bíblia e seguidor do evangelho puro e sem mistura deve estar achando que faltou a aulas da Escola Bíblica Dominical ou está numa igreja muito desatualizada. Não está não meu irmão! Igreja boa é aquela desatualizada  uns bons 2.000 anos. Se a sua denominação foi fundada há cem anos ou mais e segue a mesma doutrina bíblica, você está no lucro. Creia!

O pessoal da Bola de Neve Church também tem uma queda por profetas. O Rina todo ano traz uns profeteiros para mostrar novas revelações sobre a igreja. Entre eles estão o turco da Igreja Casa Firme – Wissan Halawi, Sergio Lopes (Comunhao plena) e principalmente um de tal apostolo Kevin (um cara do Canada). Durante muito tempo, veio também a mexicana Ana Mendez, uma pirada. Uma pesquisa pelo Google será suficiente para tirar o sono das crianças. Nem vou me aprofundar com esta turma.

Resumo da profetada: A doutrina da Bola é uma sopa de entulho e fora tudo o que foi dito ainda tem: um pouco de Renascer, Casa de Davi (Sim! Os anjos cutucavam lá também), David Quinlan, Daniel Mastral, etc. E, recentemente, o Silas Malafia virou um amigão da casa. Neste site o material doutrinário da Bola: www.mergulhandonapalavra.com.br

Quando eu era menino, eu gostava das coisas de menino

Imagine uma igreja que tem um ministério de jovens espetacular e um ministério regular incapaz de edificar um adulto maduro na fé? Problemas à frente.

Com uma linguagem tão focada em determinada faixa etária e uma teologia fraca é até fácil segurar uma membresia de adultos adolescentes na fé ou starlets desempregadas, mas dai a manter este clima de aventura radical com a membresia que envelheceu fica mais difícil. O que um surfista de fim de semana recém formado quer é grana. Ficar rico é seu novo esporte radical. E para este publico que a Bola de Neve está ensaiando oferecer a teologia da prosperidade. Por enquanto o Rina ainda não pega pesado no tema, mas já assinou aliança com Silas Malafaia. Nas últimas Eslavec, o evento promovido pelo Silão em Águas de Lindoia com a nata da confissão positiva, Rina esteve presente. Já Malafaia é convidado frequentemente para palestrar autoajuda na Bola de Neve. Se a influencia crescer, o caldo entornou de vez.

Furo exclusivo: Uma bolinha safadinha…

Priscila Mastrorosa, irmã de Rina e casada com Gilson.

A sede da Bola de Neve no Rio de Janeiro é uma das joias da coroa do Ap. Rina. Localizada de frente para o mar da Barra da Tijuca, em um dos metros quadrados mais caros do país. Ali fica um dos trechos de praia mais famosos do Rio, a chamada praia do Pepê onde a juventude dourada da cidade se bronzeia. Quem passa no local não acredita que naquele prédio funcione uma igreja. Mas talvez seja esta a explicação para tantos famosos frequentando o local. Tudo marketing.

O comando da unidade ficava por conta do casal Gilson e Priscila Mastrorosa. Ele, pastor, ex-empresário e operador do mercado financeiro. Ela, pastora, ex-surfista, ex-drogada e irmã do Ap. Rina, o líder da denominação. Ou seja, a joia estava estregue aos cuidados da família.

Como pode ser visto NESTA MATÉRIA, nesta igreja tem comunhão todas aquelas ex-artistas; ex-modelos sensuais de revista masculina; atores globais e outros famosos. O casal conquistou diversas matérias em revistas de celebridades oficiando o casamento de famosos e resgatando artistas perdidos.

Muito glamour entre as famosas de Gizuz

Muitos jovens foram alcançados e boa Obra foi feita por lá, até recentemente, quando uma avalanche de baixaria surpreendeu a todos.

Um dos motes favoritos dos líderes da Bola de Neve  é afirmar que os dízimos e ofertas da igreja são auditados externamente por uma empresa de auditoria de renome: a BDO-Trevisan. Tudo muito lindo na teoria, mas na prática havia exceções. Uma delas era a unidade de Gilson e Priscila Mastrorosa.

Não foi por falta de tentativa. Os administradores tentaram diversas vezes estender a auditoria até a unidade, mas sempre encontravam alguma resistência por parte de Gilson, por quem o Ap. Rina dizia colocar a mão no fogo. Deve estar queimado até o osso.

O primeiro evento suspeito envolvendo o Pr. Gilson foi vexame do fundo da bolsa de valores. Desde sempre Gilson teve o sonho de abrir uma corretora de valores em Los Angeles. Falava em abrir a Bola de Neve por lá. Igreja e corretora, tudo a ver, risos! A fim de treinar, Gilson teve uma brilhante ideia: Apresentou à igreja sede em São Paulo uma simpática consultora de investimentos para que esta realizasse em diversas unidades da Bola cursos sobre aplicação em bolsas de valores e, claro, risos, organizasse fundos de investimento onde muitos irmãozinhos aplicaram o seu rico dinheirinho. Não só eles! Entrou na dança uma baba em dízimos e ofertas da igreja.

Alguém pode me dizer aonde já se viu aplicar os dízimos em fundos de alto risco? Como não podia deixar de ser, deu mer… (um resultado desfavorável, risos) e a grana virou pó! Rebu instalado. Ventilador ligado. A coisa fedeu tanto que a Corretora TOV, envolvida na aplicação dos valores, devolveu parte do dinheiro dos membros, mas nada para a igreja, que teve de aceitar caladinha a tungada, pois recebeu ameaça de denuncia à imprensa.

Na sede no Rio de Janeiro as desconfianças em relação ao Pr. Gilson começaram a aumentar. Contas básicas não batendo indicavam problemas. O estopim foi aceso quando, numa seção de “cura interior” (Bem feito! Fica ensinando heresia, vai o castigo, risos.), uma moça confessa que mantinha um caso sexual com um pastor da Bola de Neve há seis anos.

Adúltero , pedófilo e ladrão. (mantinha um harém fora do casamento)

Minha filha, que pastor? Pastor Gilson. O Pastor Gilson, o segundo da denominação, líder no Rio e casado com a irmã do apóstolo Rina, este pastor Gilson? Ele mesmo. Minha filha quantos anos tem? Tenho 20. Então você começou este caso quando tinha 14 anos? Sim.

O caldo entornou. Foi caixote brabo. Operação abafa na cura interior. A partir dai, cada mergulho do Gilson foi um flash e ele foi saindo cada vez pior na foto.

Genizah sabe a identidade da moça, uma menina linda, esportista aquática. Os pais ainda não decidiram o que fazer legalmente sobre o caso. Em respeito a eles, sua decisão e à menina, que é vítima, vamos manter a discrição. Na Bola Rio, contudo, quase todos sabem quem é a moça.

Genizah preserva a identidade da vítima

Agora não havia impedimentos por parte de Rina e as investigações foram feitas. Alguns afirmam que uma câmera foi colocada na sala de contagem de dízimos e o que se filmou foi um vexame. Na questão do adultério, descobriram-se  muitas outras amantes atuais e passadas e outras atitudes sórdidas. Com muitos indícios na mão, Rina ligou para ele dizendo:
- "você vai preso, cê tá ferrado" e o cara percebendo que a casa caiu, fugiu. Ao que tudo indica para Los Angeles e, obviamente, com um bom pé de meia.

A história deixa lições. Para começar, a tremenda hipocrisia do pastor no que tange ao constante e massacrante reforço às regras comportamentais. No fim das contas, os fariseus costumam ser os mais depravados.

Depois de entornado o caldo, “Rina mão queimada” e família revelam o passado negro de Gilson no que tange a dinheiro no passado. Sem entrar em detalhes, um empresário acusado de golpes por seus sócios e bem enrolado. Estaria este homem apto a administrar dinheiro de igreja?

Após o evento, Rina reuniu os seus pastores e abriu o jogo. O que é muito bom.  Também conversou com a membresia do Rio. Já a membresia de outros locais segue sem nada saber. Fica um ambiente de fofoca. Há alguns domingos, na sede da Bola, a sua irmã, Priscila Mastrorosa, foi chamada à frente a fim de que alguns pastores orassem por ela. Aproveitou-se o momento para se oferecer qualquer explicação? Não. Um erro! Rina deve prestar contas do dinheiro dos dízimos e ofertas aos membros e também acerca do comportamento promiscuo do ex pastor (o segundo homem da denominação!). Sua irmã, que foi ofendida e é inocente, voltou para São Paulo e está compreensivelmente recolhida. Deus a console. Outro cunhado de Rina, o pastor Giba assumiu a unidade da Barra no Rio.=

A Bola de Neve tem muitos méritos. Creio que o que foi exposto deve servir para reflexão. Em especial com relação ao assédio doutrinário por parte de agentes de modismos e experimentos heterodoxos. De resto, vale lembrar: Os erros são das lideranças, não da maioria do povo de Deus que lá está. O povo está ali genuinamente buscando Deus e bate de frente com religião. E, como vimos, religião ruim.

Praia do Pepê

Apesar dos pesares, tem muita gente passando ao largo de tudo isto e vivendo com Deus e obtendo conversões genuínas e verdadeiras. São muitos os jovens que realmente viveram uma experiência radical com Jesus. Há muitas as famílias restauradas, etc. Deus faz mesmo, apesar da confusão.

Há muitos pastores ali que abandonaram tudo para viver para a Obra e Missões. A maioria tem o desejo sincero e ardente de ver os sinais do Reino na nação e na presente geração. Na Bola de Neve há muito espaço para as pessoas se engajarem nos ministérios e exercerem seus dons e talentos. Há incentivo para pequenos grupos e a comunhão entre os membros. O ministério de recuperação de drogados é mais do que digno de nota. Para finalizar: os eventos evangelísticos, os shows musicais e a linguagem acessível a todos são bons frutos.

Enfim, a Bola é uma denominação nova, de uma liderança nova e de primeira geração, portanto, sujeita a ventos de doutrina. Vento é bom para as ondas e o surfe. Mas na Igreja são perigosos. Para alcançar seu alvo principal, já é necessário caminhar numa linha tênue por conta da linguagem, do esforço de se fazer entendido e motivar uma geração normalmente arredia ao convencional. Se é assim, porque buscar mais pedras de tropeço trazendo para casa novos e perigosos riscos de apostasia?

Genizah

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/12/bola-de-neve-ladeira-abaixo.html#ixzz191DtTw2U
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