Arqueólogos descobrem túmulos de eunucos imperiais

 

DA EFE

Uma equipe de arqueólogos descobriu em Pequim túmulos de dez eunucos que viveram na época da corte imperial chinesa durante a dinastia Ming (1368-1644), informou nesta quarta-feira o jornal "Global Times".

As covas foram descobertas graças às obras para a construção de um prédio de laboratórios. Em agosto, surgiram os primeiros indícios dos restos arqueológicos e os trabalhos foram interrompidos.

As datas exatas dos túmulos e a identidade concreta dos eunucos ainda não foram descobertas pelos cientistas.

Essa informação só sera esclarecida após estudos minuciosos sobre os costumes funerários da época.

Em 2000 e 2003, neste mesmo lugar, onde se localizava o conhecido Templo de Wanshou, foram encontrados túmulos de outros eunucos.

Eles formavam um grupo social que em muitos períodos da história da China tiveram um grande poder.

Na época do Império, uma multidão de jovens viajava para Pequim vindos de todas as partes da China para se transformarem em eunucos.

As famílias economizavam durante anos para pagar os castradores da capital.

Em 1996, morreu o último eunuco, Sun Yaoting, que em 1911, após a queda do imperador, foi obrigado a abandonar a Cidade Proibida, onde morava com centenas de seu grupo.

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Templos são destaques na arquitetura e na história de Istambul

MARINA DELLA VALLE
ENVIADA ESPECIAL A ISTAMBUL

Lado a lado na área de Sultanameh, em Istambul, a antiga basílica de Santa Sofia e a mesquita Azul provavelmente são as duas principais atrações de cunho religioso na cidade.

Após uma longa história como centro religioso, passando pelo cristianismo e o islamismo, Santa Sofia hoje é um museu que ecoa as inúmeras mudanças culturais que moldaram a história de Istambul. A mesquita Azul continua funcionando como local de orações e admite visitantes até certo ponto para não atrapalhar os fiéis.

Essa mesma história religiosa agitada da cidade permite buscá-la em suas igrejas, sinagogas e no grande número de mesquitas que pontilha sua silhueta com minaretes.

Uma das mais conhecidas é a mesquita de Süleymaniye, que se sobressai na paisagem urbana por seu tamanho. Parcialmente inspirada em Santa Sofia, une os estilos bizantinos e otomanos, com grandes domos combinados a outros menores e minaretes –quatro, o que indica sua posição de mesquita real, pois só um sultão poderia chegar a tal número.

A construção teve início em 1550, a mando do sultão Suleiman, o Magnifico (1494-1566), o que explica a opulência da construção: foi sob seu reinado que o Império Otomano atingiu seu ápice.

O site Saudi Aramco World tem um tour virtual pela mesquita com imagens em 360 graus.

Marina Della Valle/Folhapress

Pátio da Nova Mesquita, em Istambul, que teve sua construção iniciada em 1597

Pátio da Nova Mesquita, em Istambul, que teve sua construção iniciada em 1597

A Nova Mesquita, ao lado do mercado de especiarias, em frente ao lado da ponte Gálata no bairro de Fatih, tem a vantagem de sua localização –é fácil combinar uma visita com tours por outros pontos turísticos.

Além disso, ela costuma estar menos cheia que a Azul e a de Süleymanyie, sempre fervilhando de turistas. Sua construção teve início em 1597, mas ela só foi finalizada mais de 50 anos depois.

As igrejas bizantinas foram, em sua maioria, transformadas em museu, a exemplo de Santa Sofia. No pátio do palácio Topkapi fica um exemplo de igreja bizantina que nunca foi transformada em mesquita, Hagia Irene.

Já a igreja de São Salvador em Chora , cujo edifício atual remonta a 1077, foi transformada em mesquita no séc. 16 e hoje é um museu. O destaque são os mosaicos e afrescos bizantinos. O mosaico mais famoso é o de Cristo Pantocrator.

Entre as sinagogas, a Ashkenazi é a única em funcionamento da linha ashkenazi em Istambul a receber fiéis e visitantes. Foi fundada por judeus de origem austríaca em 1900 e fica próxima da torre Gálata, facilitando um tour combinado.

A Neve Shalon é a maior sinagoga sefardita da cidade e foi inaugurada em 1951. Já a sinagoga Ahrida, no quarteirão judeu em Fatih, é uma das mais antigas da cidade.

As visitas às sinagogas devem ser agendadas previamente com o Rabinato de Istambul .

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Justiça dá a estudante adventista direito de faltar a aulas

 

REYNALDO TUROLLO JR.
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma estudante adventista matriculada numa universidade católica do interior de São Paulo conseguiu na Justiça, na semana passada, o direito de não ir às aulas às sextas à noite e aos sábados de manhã.

Quielze Apolinario Miranda, 19, é da igreja Adventista do Sétimo Dia, que prega o recolhimento da hora em que anoitece nas sextas-feiras até o fim do dia dos sábados.

Aluna do 1º ano do curso de relações internacionais da USC (Universidade Sagrado Coração), instituição fundada por freiras católicas em Bauru na década de 1950, Quielze nunca foi às aulas noturnas às sextas e aos sábados e corria o risco de ser reprovada por faltas.

Ela diz ter tentado negociar com a reitoria para apresentar trabalhos alternativos. A USC, de acordo com a estudante, negou em várias instâncias o pedido.

"Geralmente, em outras faculdades é mais fácil. O pastor entrega uma cartinha falando sobre liberdade religiosa e o aluno consegue a dispensa", afirma. "Aqui, não consegui."

TRABALHO EXTRACLASSE

No último dia 16, o advogado da aluna, Alex Ramos Fernandez, entrou com mandado de segurança na Justiça Federal de Bauru.

Solicitou a substituição das atividades das 18h das sextas às 18h dos sábados por "prestações alternativas", como trabalhos extraclasse.

"O que ela estava buscando era uma igualdade para preservar o sentimento e a intimidade religiosa dela", diz.

"Nesses casos o aluno até estuda mais, pois os professores dão trabalhos mais elaborados do que assistir a uma aula. Não há uma quebra de isonomia entre os alunos."

Arquivo Pessoal

Quielze Miranda, 19, estudante adventista que ganhou na Justiça o direito de faltas às aulas nos finais de semana

Quielze Miranda, 19, estudante adventista que ganhou na Justiça o direito de faltas às aulas nos finais de semana

AMPARO LEGAL

O juiz da 3ª Vara Federal de Bauru, Marcelo Zandavali, concedeu uma liminar que obriga a USC a oferecer atividades alternativas.

De acordo com o texto, a USC alegou que faltava ao requerimento da aluna "amparo legal".

O magistrado discordou da instituição e baseou sua decisão nos artigos 5º e 9º da Constituição e na lei paulista nº 12.142, de 2005, que assegura ao aluno esse direito em respeito à sua religião.

A USC informou que só vai se manifestar depois de ser oficialmente notificada.

Segundo o advogado de Quielze, que é adventista e se especializou em casos como o dela, a Justiça vem atendendo, nos últimos anos, aos pedidos de alunos adventistas e judeus, que também guardam os sábados.

A igreja Adventista do Sétimo Dia, religião cristã que surgiu nos anos 1840 nos Estados Unidos, tem como doutrina a crença que Jesus voltará -o advento- e que os mortos dormem, inconscientes, até a ressurreição. Existe no Brasil desde 1894.