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Revista italiana expõe noitadas de padres gays

Igreja Católica

Consternadas, autoridades católicas dizem que sacerdotes homossexuais devem abrir mão dos benefícios da vida na Igreja

Capa da revista italiana "Panorama" com a reportagem "As Noitadas dos Padres Gays"

Capa da revista italiana "Panorama" com a reportagem "As Noitadas dos Padres Gays"

A edição desta semana da revista italiana Panorama, de propriedade do primeiro ministro Silvio Berlusconi,  leva mais um escândalo às portas do Vaticano. Baseada em um mês de investigação com câmeras escondidas, uma longa reportagem expõe três religiosos sob o título As Noitadas dos Padres Gays. Há fotos dos padres em clubes e a capa da revista mostra um homem de batina, segurando um rosário, com as unhas pintadas de rosa.

Depois que a revista chegou às bancas, autoridades “consternadas” da Igreja Católica divulgaram uma nota oficial dizendo que padres homossexuais deveriam revelar-se e deixar a vida monástica. “Aqueles que levam uma vida dupla, que não compreendem o que significa ser um padre católico, não deveriam abraçar o sacerdócio”, afirma o comunicado da Diocese de Roma, a maior da Itália. “A honestidade exige que eles se revelem.”

Recentemente, o Cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, causou furor ao sugerir que a homossexualidade, e não o celibato, estaria na origem dos casos de pedofilia que macularam a imagem da Igreja Católica em diversos países. O Papa Benedito XVI já condenou, em várias oportunidades, o casamento gay, qualificando-o de “ameaça insidiosa e grave ao bem comum.”

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Padre holandês é suspenso após fazer missa ‘laranja’ pela seleção

 

A missa realizada por Paul Vlaar

A missa foi realizada antes do último jogo da Copa

Um padre católico da cidade de Obdam, na Holanda, foi suspenso pela Igreja após realizar uma missa com trajes e decoração cor de laranja – a mesma da seleção de futebol do país – no último domingo, dia da final da Copa do Mundo.

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, o bispo de Haarlem e Amsterdã, Jos Punt, disse que o padre Paul Vlaar não havia respeitado a natureza sagrada da eucaristia.

Durante a missa do domingo, Vlaar usou um traje laranja e decorou sua igreja com bandeiras laranja e flores da mesma cor. Até mesmo o piano da igreja foi decorado com a cor da seleção.

O padre chegou a simular um jogo de futebol dentro da igreja e, atuando como goleiro, pegou um pênalti cobrado por um fiel.

Muitos dos 300 fiéis que acompanharam a missa também compareceram vestidos com roupas laranja para rezar pelo sucesso da seleção na final da Copa, contra a Espanha.

Apesar disso, a Holanda perdeu por 1 a 0 e teve que se contentar com seu terceiro vice-campeonato – já havia ficado em segundo lugar nas Copas de 1974 e 1978.

Segundo o bispo Punt, o padre será afastado de suas funções e passará por um “período de reflexão”.

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Evangélicos estão com Serra e Marina e você?

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41% dos católicos vão de Dilma. Tucano lidera entre pentecostais

Donos de um quarto dos votos no país, os evangélicos se dizem mais dispostos a optar por José Serra (PSDB) do que por Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial. A disputa está tecnicamente empatada entre os católicos, que representam 62% do eleitorado. Marina Silva (PV) tem mais apoio dos evangélicos do que dos católicos.
De acordo com o Datafolha, Serra aparece 9 pontos percentuais à frente de Dilma entre os fiéis de igrejas pentecostais, que somam 16% dos entrevistados. No segmento, Serra tem 42%, e Dilma, 33%. Os católicos dão 40% das intenções de voto ao tucano e 41% à petista.
Desde o ano passado, os candidatos travam batalha pelo apoio dos líderes das principais denominações. Serra articula aliança com o presidente do maior ramo da Assembleia de Deus, pastor José Wellington Bezerra da Costa. Dilma conta com os votos da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo.
Entre os fiéis de igrejas não pentecostais (7% dos eleitores), o tucano aparece com vantagem de 5 pontos sobre a petista: 38% a 33%. Serra também está à frente de Dilma entre os espíritas, que somam 3% dos entrevistados. O grupo lhe dá dianteira de 11 pontos: 44% a 33%.
O duelo volta a se equilibrar entre o eleitorado que diz não seguir religião alguma. No segmento, o tucano tem 35%, contra 33% da petista, o que configura um empate técnico entre os dois. Serra se declara católico. Dilma, que já disse não ter certeza da existência de Deus, tem procurado se apresentar como católica.
Única evangélica entre os candidatos ao Planalto, Marina Silva (PV) tem mais apoio dos companheiros de crença do que dos católicos. A verde aparece com 13% das intenções de voto nos dois grupos evangélicos. Entre os católicos, cai para 8%. Curiosamente, o melhor resultado da candidata é entre os eleitores que dizem não ter religião: 18%.

Data: 5/7/2010
Fonte: Folha de SP