Categorias
Noticias

Conselho Mundial de Igrejas se reúne para nova discussão em Brasília

COMISSÃO DA VERDADE

 

O moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Walter Altmann, encontrou-se em Brasilia, na quinta-feira, 3, com a ministra dos Direitos Humanos do Brasil, Maria do Rosário, quando manifestou o apoio do organismo ecumênico internacional à constituição da Comissão da Verdade.

O CMI tem experiência em comissões dessa natureza e, em ato público realizado em junho passado, em São Paulo, repassou ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, cerca de 4 mil páginas de documentos relacionados ao projeto “Brasil: Nunca Mais!”, que estavam salvaguardados na biblioteca do organismo ecumênico internacional, em Genebra, Suíça.

Na audiência, Maria do Rosário esteve acompanhada pela assessora Nadine Borges, um advogado e pela pastora luterana Marga Ströher, que integra a equipe da Secretaria Especial para os Direitos Humanos. Marga é responsável pela pasta de Diversidade Religiosa.

A ministra mostrou-se muito interessada no trabalho do CMI na área dos direitos humanos, de modo especial nos episódios de mediação de conflitos, como, recentemente, no Sudão, e a participação em comissões da verdade e reconciliação.

Altmann, que foi presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) de 2002 a 2010, entregou à ministra uma cópia, em espanhol, do livro “O Acompanhamento”, de Chuck Harper. A publicação trata do apoio às iniciativas de defesa aos Direitos Humanos pelo CMI na América Latina nas décadas de 70 e 90.

No livro, entre outras informações, Harper relata algumas atividades de um adido militar da França para o Brasil que, na década de 1970, partilhou sua "experiência" com a repressão na Argélia, treinando militares brasileiros.

A criação da Comissão da Verdade brasileira já foi aprovada pelo Senado e será, em breve, assinada pela presidenta Dilma Rousseff, que, posteriormente, nomeará os sete membros oficiais que a integrarão, além de 21 assessores.

Os termos de referência da Comissão contém duas disposições que limitam o seu âmbito de ação. A primeira refere-se à extensão do período de investigação de 1946 a 1988 (quando a atual Constituição é aprovada), em vez de 1964 a 1985 , o período da ditadura militar. A outra é que a Comissão não tem autoridade para trazer casos ao Tribunal, disposição que é fortemente criticado por várias organizações da sociedade civil.

“Creio que que temos diante de nós um ‘kairós’ para uma nova contribuição do CMI e do movimento ecumênico brasileiro no campo dos direitos humanos no país. O país tem progredido em muitas áreas, economica e socialmente, mas ainda está muito atrás de países vizinhos na divulgação para a nação dos trágicos acontecimentos de nosso passado durante a ditadura militar. Com base na experiência do passado, podemos ter uma oportunidade de contribuir significativamente no processo de busca pela verdade no Brasil”, disse Altmann na saída do encontro com a ministra.

Ele considera a constituição de uma Comissão da Verdade, apesar das limitações em seus termos de referência, uma oportunidade e um passo significativo no campo dos direitos humanos.

Data: 10/11/2011 09:00:00
Fonte: ALC

Categorias
Noticias

É CRENTE OU NÃO É?

 

Depois de pedir Fernandinho, Neymar renova com Santos e curte balada

FOTO - NEYMAR CRENTE

Um dia antes de renovar com o Santos com salário médio de três milhões de reais nesta quarta, dia 09, Neymar foi visto em seu Iate com amigos e a modelo ex-participante de um reality show sensual Casa Bonita, exibido pela Multishow. Com a família evangélica, Neymar vive a crise muito comum aos adolescentes nesta idade: não sabe conciliar dinheiro e fé.

No dia 20 de outubro, por ter marcado três gols no jogo Santos x Atlético, ele pediu a música Uma Nova História de Fernandinho. Menos de vinte dias depois de reafirmar sua fé, o jogador renovou com Santos. Ele fica no time até 2014, e a informação foi confirmada pelo seu empresário Wagner Ribeiro. A permanência do jogador no time adiou os planos dos clubes espanhóis que demonstravam interesse em negociar o passe do jogador.

Com espírito baladeiro, Neymar, ao lado de amigos e da suposta namorada, a modelo Carol Abranches, nadou, andou de Jet ski e ainda fez coreografia da música “Ai, se eu Te pego”, de Michel Teló.

Data: 10/11/2011 08:52:37

Categorias
Noticias

Projeto de Lei quer Proibir o Sacrifício de Animais em Cultos Religiosos

 

Por Ana Araújo|Repórter do The Christian Post

Um novo projeto de lei divulgado pela Folha chamou a atenção de religiosos e ambientalistas esta semana, na Assembléia Legislativa de São Paulo. A intenção é proibir o sacrifício de animais em cultos religiosos.

Para o autor, Feliciano Filho, PV, o seu projeto só reforça o que já é lei. Na Constituição e na Lei de Crimes Ambientais já é proibida a crueldade e os maus-tratos contra animais, "só fixei multa para quem praticar o sacrifício, que já é proibido”. A polêmica é que vai de encontro à lei que garante a liberdade ao culto. A discussão agora é qual direito deve ser protegido primeiro.

São questões a se pensar: proibir os sacrifícios iria contra a liberdade religiosa? Há realmente caracterização de maus-tratos nesta prática? "é um conflito. A legislação encampa valores da liberdade religiosa e do ambiente. Os dois lados podem ter razão", diz Daniel Lourenço, especialista em direito animal.

O cristianismo não adota o sacrifício de animais, apesar de considerá-los seres inferiores por não usufruírem do livre-arbítrio. No judaísmo também não é comum o sacrifício de animais, apesar do abate kosher, que usa em larga escala técnicas próprias para matar o animal evitando ao máximo o seu sofrimento.

Segundo divulgado na Folha, em 2010, o Brasil exportou 475,23 mil toneladas de carne para países que exigem abate halal ou kosher (39% do total exportado).

A publicação aponta que o sacrifício é mais comum entre membros do candomblé, muçulmanos e judaísmo. Muitos estão considerando a lei preconceituosa. "As motivações da lei são o preconceito e a ignorância. Se o deputado estivesse preocupado com animais, deveria bater na porta de frigoríficos", declara o sociólogo Reginaldo Prandi.

Para Antonio Carlos Arruda, coordenador de políticas públicas da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP, o projeto é "inaceitável". "Liberdade religiosa é princípio da democracia." O promotor de Justiça do Estado Laerte Fernando Levai declarou que "há que se respeitar o direito ao culto, sim, desde que as práticas não impliquem violência".

Defensores dos animais apoiaram a idéia. "Nossa sociedade ainda tem a idéia de que animais são coisas. Nessa visão, o direito do homem é superior ao deles", diz o advogado Daniel Lourenço. Para Reginaldo Prandi, a evolução deve vir de dentro da religião. "Há segmentos do candomblé que não matam animais. Pode ser que, no futuro, a religião evolua para um sacrifício mais simbólico, mas isso não pode ser imposto. Não se muda uma religião por decreto".