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O chocante amor árabe por Hitler

 

Walid Shoebat

A extensão do amor ou ódio do público a personagens históricos talvez possa ser determinado digitando o nome desse personagem na ferramenta de busca do Google. Hoje em dia, digitar o nome de ditadores árabes em caracteres árabes mostra uma insatisfação geral que os iguala a tiranos como Hitler. Mas e se você digitasse o nome do próprio “Hitler” em caracteres árabes no Google? O que vai encontrar? “Hitler” em árabe tem tantos resultados quanto o número de judeus que ele assassinou: mais de 6 milhões. Embora seja impossível ler 6 milhões de blogs e sites para apurar o que o mundo árabe pensa sobre ele, ler atentamente algumas centenas deles pode deixar os ocidentais chocados ao perceberem que a maioria dos comentários, de uma maneira ou de outra, elogiam ou glorificam Hitler.

Líder islâmico em reunião com Hitler

O primeiro site árabe possui um blog que o apresenta da seguinte forma: “Hitler não era um homem comum para ser esmagado pela roda do tempo e deixado para trás como poeira, para ser esquecido neste vasto universo. Tampouco era o rei apenas da Alemanha. Ele é um dos grandes entre poucos. É o rei da história”. Os ocidentais poderiam pensar que o primeiro comentário em um artigo como esse seria de repúdio. Nada disso. Muhammad Jasem postou: “Se os maiores líderes se juntassem, não se igualariam em magnificência a Hitler”. O restante dos comentários não focou longe disso. O segundo resultado foi um vídeo do Youtube intitulado “Os Judeus São Covardes”, mostrando um imitador de Hitler andando pelas ruas, com transeuntes judeus, supostamente apavorados, desviando-se dele. Isso “prova que judeus são covardes”, interpretavam os comentários.

A citação mais popular de Hitler em sites árabes é uma em que ele supostamente diz: “Eu poderia ter destruído todos os judeus, mas deixei alguns para que o mundo saiba um dia por que eu os matei”. O resultado seguinte é um vídeo do Youtube intitulado “A Declaração de Hitler sobre a Aniquilação dos Judeus”; o primeiro comentário dizia como Hitler “respeitava o Islã” e como ele chegou a convocar uma unidade muçulmana da SS e lhes conceder as pausas para orações.

Lendo com atenção, centenas de sites árabes mostram conteúdos similares. Alegrei-me ao ver o que pensei ser o primeiro comentário positivo, à maneira ocidental, entre milhares, que dizia: “Hitler era um psicopata. Ele também teria matado todos os muçulmanos” mas logo me decepcionei com “mas, para ser sincero, eu adoro o Hitler por sua capacidade de liderança”. É claro, isso foi rapidamente repreendido por outros: “Se Hitler odiasse os árabes, por que ele iria convocar soldados muçulmanos para os seus postos? Isso deve ser propaganda sionista”.

Acusações de “propaganda sionista” e teorias da conspiração empesteiam a internet em língua árabe; a história factual é descreditada como “conspiração sionista”. Concluí das minhas próprias experiências antissemitas da minha infância que uma cultura empesteada de teorias da conspiração geralmente é a mesma que as produz.

Um comentário bastante típico afirmava: “Hitler deixou a outra metade [dos judeus] viva para que a profecia de Maomé seja cumprida e abra o caminho para o Islã destruir o restante”. No site Alsaha.com, principal fonte de notícias do Golfo Árabe, uma notícia sobre um filme recém-lançado em Paris retrata pela primeira vez como a Mesquita de Paris salvou guerrilheiros da resistência judaica e muçulmana durante a Segunda Guerra Mundial. Os comentários mais comuns vão de negadores do holocausto, longos posts de como o Grande Mufti Haj Amin Al-Husseini, líder palestino que fez aliança com Hitler, era um grande herói e como Hitler havia supostamente citado o Corão: “a Hora está próxima, e a lua foi feita em pedaços”. A citação do Corão supostamente dita por Hitler era tão comum que Ayed Al-Qarni, um dos mais respeitados teólogos sauditas, observou que Hitler havia gravado essa frase nos canhões e tanques das tropas da SS.

Líder islâmico passa em revista tropa nazista de soldados muçulmanos

De acadêmicos muçulmanos a referências históricas, Hitler é um herói. Objeções ao amor de Hitler existem, mas raramente são isentas de contradições nos mesmos termos. Um comentário criticava tal amor: “Hitler era um nazista que acreditava na raça ariana… É óbvio que Hitler elogiava o islã porque estava aliado aos otomanos. Mas por que nós árabes temos que insistir nesse amor por Hitler? Só porque ele fez uma limpeza dos judeus? Maomé, e Omar depois dele, limparam Jerusalém deles muito antes de Hitler”. Se os ocidentais equiparassem Maomé a Hitler, a reação seria imensa. Mas não é incomum encontrar sites árabes afirmando que Hitler era um modelo que seguiu os passos de Maomé. “O único personagem na história que foi capaz de ganhar os judeus para mutilá-los foi Maomé”, Hitler foi citado dizendo. E é claro, consideraram um elogio.

Os comentários árabes não deixam de usar Hitler como exemplo para comparar tiranos árabes e para combater o extremismo. O site de notícias do Oriente Médio Walfajr.net publicou um artigo escrito por Al-Baqer Ali Al-Shamasi intitulado “Os Tambores Sionistas Tocam para a Guerra”. Ele escreve: “Hitler, esse nacionalista extremista, e seu amigo Mussolini, vieram e desencadearam uma guerra mundial que vitimou 60 milhões de pessoas”. Até aí tudo bem. Até que algumas linhas depois: “Quando Hitler fez o que fez com eles [os judeus], os sionistas usaram táticas para inventar o Holocausto”. Aceitar o Holocausto como uma realidade e negá-lo na mesma argumentação não é incomum nos sites árabes. Isso é sinal de um mentiroso patológico.

Pesquisar por “Hitler” em árabe foi uma jornada a um túnel de escuridão deprimente. “Hitler, o artista”, dizia um artigo. Hitler até mesmo “descobriu os desenhos de Walt Disney”, afirmava um comentário. Foi “Hitler quem desenhou pela primeira vez a ‘Branca de Neve e os Sete Anões’”. Do primeiro ao último comentário, o artigo foi um deleite.

O último comentário dizia que “Hitler odiava os judeus porque o médico de sua mãe, que era judeu, não cuidou dela e a deixou morrer. Foi um judeu que comprou as primeiras peças de arte de Hitler e lhe pagou pouco por elas, para depois revendê-las muito mais caro. Hitler mais tarde descobriu o roubo da sua arte pelos judeus. Essa foi a história que despertou a família de Hitler para quão trapaceiros são os judeus”.

Tudo isso me faz lembrar dos meus primeiros dias de escola na cidade de Belém, quando estudávamos os escritos do mais respeitado e eminente escritor egípcio, Anis Mansour, que uma vez escreveu: “Pessoas de todo o mundo vieram a se dar conta de que Hitler estava certo, pois os judeus são sanguessugas… interessados em destruir o mundo inteiro, que os enxotou e desprezou por séculos… e os queimou nos crematórios de Hitler… 1 milhão… 6 milhões.  Se apenas ele tivesse terminado o serviço!”

Anis Mansour não passava de um marginal. Eu sei que isso pode irritar centenas de milhões de pessoas no mundo árabe que o respeitam. Talvez digam que eu fui infectado por uma conspiração americana. De fato, eu fui: chama-se “pensamento crítico”.

Traduzido por: Luis Gustavo Gentil

Título original: The shocking Arab love for Hitler

Fonte em português: www.juliosevero.com

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Presidente da Frente Parlamentar Evangélica fala contra Lei da Palmada

 

Julio Severo

Por incrível que pareça, esse fato realmente ocorreu. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) falou contra a Lei da Palmada da tribuna do Congresso Nacional. Mas esse fato não aconteceu neste ano. Foi em 2006, quando então quem presidia a FPE era o Dep. Adelor Vieira.

João Campos, o atual presidente da FPE, ainda não ocupou a tribuna para fazer a mesma fala.

Logo que vi, em 2006, o PL 2.654/03 sendo aprovado na Câmara dos Deputados, telefonei ao Dep. Adelor pedindo intervenção da bancada evangélica — o que de fato ocorreu. O projeto, de criminalização de pais que disciplinam filhos, era de autoria da ex-deputada petista Maria do Rosário e, de acordo com o discurso da tribuna do presidente da FPE, “se aprovada a referida Lei, o pai ou a mãe que se baseiam em princípios bíblicos para educar seus filhos terão seus valores e métodos de educação invalidados e passarão até a responder por crimes. Corrigir o filho com punição física branda é algo recomendado pela própria Bíblia Sagrada. O livro de Provérbios afirma que o pai que verdadeiramente ama seu filho não deixa de puni-lo com uma varinha”.

O Dep. Adelor mostrou de modo claro e oficial que nossas posturas cristãs estavam sendo violadas pela arbitrariedade de um projeto petista.

O próximo presidente da FPE foi Manoel Ferreira, homem alinhado com Lula e Dilma Rousseff — sem mencionar com os trabalhos do Rev. Moon.

Depois de Ferreira, João Campos se tornou o presidente da FPE, mantendo-a firme na trilha imposta anteriormente por Ferreira.

Com o Dep. Adelor, a bancada evangélica era oposição ao governo. Com Ferreira e Campos, tornou-se amistosa.

João Campos já ocupou a tribuna do Congresso para elogiar Manoel Ferreira e até jáviajou aos EUA para participar, juntamente com Ferreira, dos trabalhos do Rev. Moon.

Quem dera agora João Campos ocupasse a tribuna para defender os pais da lei que estatiza os filhos em nome de uma suposta maior proteção às crianças e criminaliza os pais e seu mandato bíblico de usar a vara corretiva!

O Brasil precisa hoje de uma FPE muito mais corajosa e menos amistosa com a esquerda, pois a Maria do Rosário que anos atrás veio com um projeto de lei anti-palmada é hoje ministra, garantindo todo o peso obesivo do Estado em favor de suas pretensões ideológicas. O que era mero projeto de lei dela no passado agora virou projeto de governo.

Com ou sem a ajuda da FPE, nós, pais e mães, temos de lutar para que o Estado pare de violentar as famílias, seus direitos e autoridade.

Fonte: www.juliosevero.com

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Uma cidade chamada “Feliz Natal”

‘Povo é alegre nos 365 dias do ano’, diz Noel de Feliz Natal, em MT

História de moradores confunde-se com a da própria cidade de Feliz Natal.
Cidade surgiu após viajantes passarem Natal em estrada na década de 70.

Leandro J. NascimentoDo G1 MT

 

Feliz Natal_mãe_filha (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Família Silva mora em cidade do interior de MT que tem 15 anos de emancipação
(Foto: Leandro J. Nascimento/G1)

Aparecida Clarice da Silva, de 58 anos, e a filha Sandy Eliza da Silva, de 15, moram em uma cidade onde o clima natalino está presente em todos os dias do ano ao menos no nome: Feliz Natal. A cidade está localizada a 538 quilômetros de Cuiabá e tem apenas 15 anos de emancipação. Foi em 1995 que o então distrito desvinculou-se da cidade de Vera, a 486 km da capital, para ganhar vida própria.

A família Silva começou a se preparar para o Natal ainda em novembro, quando mãe e filha adquiriram os primeiros enfeites natalinos. A tradicional árvore foi montada em um canto da sala da casa. Sandy, que tem o mesmo tempo de vida de Feliz Natal, considera-se feliz-natalense de coração, embora seu parto tenha sido realizado em outra cidade. “É bom viver aqui, pois eu cresci, passei minha infância e quero permanecer aqui. Pretendo estudar, me formar na faculdade. Gosto de viver nesse clima”, contou a adolescente, que juntamente com a mãe recebeu a equipe de reportagem do G1 na residência da família.

Enfeites ajudam a dar o clima de fim de ano em cidade de Mato Grosso (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Enfeites ajudam a dar o clima de fim de ano
(Foto: Leandro J. Nascimento/G1)

O nome Feliz Natal faz referência ao episódio curioso ocorrido na década de 70 e que contribuiu para originar o nome da cidade. As chuvas e o grande volume de lama, associado ao córrego que transbordou, impediram que um grupo de pessoas seguisse viagem para comemorar as festas com as famílias em municípios da região. Isolados, eles passaram o Natal às margens do córrego das Garças e começaram a chamá-lo de Feliz Natal. Em um pedaço de madeira, fizeram uma placa onde escreveram o nome da futura cidade. Alguns anos depois, nas proximidades do rio, surgiu um povoado. Era o começo da comunidade de Feliz Natal.

A mãe de Sandy, Clarice, conta que muita coisa mudou nesse tempo em Feliz Natal. “Era muito difícil. Aqui não tinha nada, nenhuma opção, só trabalho. Eu me considero parte daqui”, diz

O clima interiorano predomina na cidade, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), tem 10.933 habitantes. Nos fins de tarde, as rodas de chimarrão ainda são vistas em diferentes partes do município. Aos finais de semana, pais aproveitam para levar os filhos à praça central, onde se divertem em brinquedos. Foi inclusive nesta praça onde uma árvore de Natal com 14 metros de altura foi montada para compor a decoração natalina na cidade.

O córrego era no meio do mato, bonito. De vez em quando, pulávamos lá"

Odemir Passador, 59 anos.

Em Feliz Natal, a história de muitos moradores confunde-se com a da própria cidade. As famílias Passador e Caldeira são consideradas pioneiras e têm boas memórias do tempo em que chegaram à comunidade, ainda na década de 80, e contam ter encontrado traços de quem passou pelo local em anos anteriores. “Eles pegaram um pedaço de tábua, um facão. Escreveram com um lápis de estaca o nome Feliz Natal. Quando chegamos aqui, no ano de 1981, lá ainda estava a madeira com a escrita”, contou Lauro Caldeira, 69 anos.

Já Natalin Passador, 81 anos, e a esposa Tereza, 80 anos, que chegaram a Feliz Natal em 1982, lembram com saudosismo das mudanças ocorridas desde que estão no local. “Cheguei a ver a placa com o nome de Feliz Natal. Nos lembramos das coisas do passado. Aqui era puro mato e o rio era fundo”, disse, ao G1, às margens do córrego onde tudo começou.

Da esquerda para direita, Natalin, o filho Odemir e a esposa Tereza. (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Da esquerda para direita, Natalin, o filho Odemir e a
esposa Tereza. (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)

Odemir Passador, 59 anos, filho do casal, cresceu e também constituiu família em Feliz Natal. “O córrego era no meio do mato, era bonito. De vez em quando, pulávamos lá dentro. Onça, tinha por todos os lugares”, brincou. Em função do assoreamento, o córrego hoje transformou-se em uma área alagada.

1º Papai Noel
Antônio Debastiane, hoje com 65 anos, é colonizador em Feliz Natal e também o primeiro Papai Noel que a cidade teve. Ele comemora a emancipação no ano de 1995. Quinze anos depois, quatro gestões foram exercidas na prefeitura. Somente de Debastiane foram três. Na história eleitoral da cidade, ele foi o primeiro, segundo e quarto prefeito a comandar o Poder Executivo.

“Eu me orgulho em viver aqui e hoje somos conhecidos por esse nome. O povo aqui é alegre não só no Natal, mas como deve ser nos 365 dias do ano”.