Categorias
Estudos

A Maçonaria – saiba um pouco

A maçonaria é uma ordem universal, uma espécie de fraternidade que reúne apenas homens. Pautada em alguns princípios básicos, como a tolerância, a filosofia, a moral e a ética, a maçonaria conquistou grande relevância mundial, tendo influenciado diretamente a história de diversas nações do mundo, com destaque para os Estados Unidos, que viveu um processo de independência da Inglaterra com o apoio e a liderança de vários maçons importantes.
Na prática, a maçonaria é compreendida como uma ordem iniciática e ritualística. Ela também é progressista e baseada no livre-pensamento. O objetivo da maçonaria é promover o desenvolvimento espiritual do homem, tendo em vista à construção de um mundo mais justo e livre.
Essa instituição filosófica também tem aspecto filantrópico e educativo. Marcada por diversas cerimônias secretas, a maçonaria sempre despertou a curiosidade das pessoas e, até mesmo, deu origem a diversas lendas e crenças sobre suas ações.
A maçonaria não faz distinção de nacionalidade, religião ou etnia. Ela é vista como um meio de elevação espiritual por seus participantes.

Maçonaria na história

Os maçons sempre estiveram envolvidos nas grandes revoluções do mundo. Eles já estavam presentes desde os tempos das cruzadas. O termo maçom vem de mason, que significa pedreiro em inglês.

Os membros da maçonaria se dedicam à busca da verdade e do conhecimento, com base na ciência e na razão. A maçonaria também se preocupa com o aprimoramento do homem nos âmbitos intelectual, moral e social.
Ao longo da história, os maçons combateram forças de opressão, fundaram países e ajudaram algumas nações em seus processos de independência. A ordem é considerada ritualista, pois conta com ritos e cerimônias específicas em suas reuniões. Os membros participantes são considerados irmãos.
Um ponto da história que teve grande participação das lojas maçônicas foi o ano de 1773, quando se iniciou o processo de independência dos Estados Unidos. De acordo com relatos históricos, nove dos 55 nomes que aparecem na Declaração de Independência norte-americana são de maçons. Só para se ter ideia, Benjamin Franklin e George Washington eram maçons.
Crenças da Maçonaria: Refutação

MACONARIA00003
A MAÇONARIA:
1 – Afirma que Deus, “o Grande Arquiteto do Universo” – GADU, pode ser adorado por todos os homens, sejam eles budistas, cristãos, muçulmanos ou hindus, sem qualquer problema.
Refutação bíblica: Deus só pode ser adorado através de Jesus Cristo (João 14.6; ITimóteo 2.5; IJoão 2.22-23).
2 – Recusa admitir a Deidade única de Jesus, ou que ele tenha morrido por nossos pecados, e que tenha ressuscitado dentre os mortos, mas afirma que de fato o seu deus é a natureza em várias formas.
Refutação bíblica: Jesus Cristo é verdadeiramente Deus Todo-poderoso, que veio ao mundo em forma humana, morreu por nossos pecados e ressuscitou dos mortos (Lucas 24.1-6 e 24.39-41; João 1.1,14; ICoríntios 15.4; Colossenses 1.15-17 e 2.9).
3 – Não aceita a Bíblia como única Palavra de Deus, afirmando ainda que ela não é melhor do que outros livros sagrados, e orienta-se por meio da cabala, com seus mistérios, segredos e símbolos.
Refutação bíblica: A Bíblia é a inspirada e verdadeira Palavra de Deus (Salmo 12.6-7; IITimóteo 3.16-17; IPedro 1.25).
4 – Ensina que o homem pode ser salvo por suas boas obras, sem ser necessária a fé em Jesus Cristo e no seu sacrifício na cruz.
Refutação bíblica: A pessoa só pode ser salva pela grata, através da fé em Jesus Cristo (Romanos 10.9-10; Efésios 2.8-9).
5 – Blasfema o nome de Deus, por associá-lo com deuses pagãos da fertilidade como Baal e Hórus.
Refutação bíblica: Deus é um Ser absolutamente santo, cujo nome não pode ser associado com deuses pagãos (Êxodo 20.2-7; Deuteronômio 6.4; Salmo 8.1 e 29.2).
6 – Ensina que não existe inferno, e deixa de prevenir seus membros sobre o perigo do inferno de tormento eterno.
Refutação bíblica: Devemos ter cuidado com o inferno, mostrando o perigo do inferno de tormento para os que se descuidam diante de Deus (Mateus 13.42,49,50 e 25.41,46; IITessalonicenses 1.7-9).
7 – Requer dos seus membros juramento de sangue sobre a Bíblia, e em nome de Deus, envolvendo a mutilação do corpo.
Refutação bíblica: O Novo Testamento proíbe fazer juramentos (Mateus 5.34-37; Tiago 5.12). Proíbe tomar o nome de Deus em vão e cometer assassínio (Êxodo 20.7,13).
8 – Prende seus membros uns aos outros em jugo espiritual solene, independente de sua convicção religiosa.
Refutação bíblica: Proíbe aos cristãos um jugo desigual com os infiéis (IICoríntios 6.14-17; Apocalipse 18.1-4).
9 – Proíbe o cristão maçom de testemunhar de Jesus Cristo aos seus irmãos maçônicos ainda não salvos.
Refutação bíblica: Jesus ensinou seus discípulos a pregar o evangelho a todas as pessoas (Mateus 28.19; Marcos 16.15; Atos 1.8).
10 – Declara que procura apenas melhorar o homem natural, agindo, no entanto, por meio de interpretações errôneas da Bíblia (II Pedro 3.16).
Refutação bíblica: O homem natural (ICoríntios 2.14) não pode melhorar, a não ser por Jesus Cristo, nascendo de novo (João 3.3-5).
11 – Insiste em guardar segredos supostamente valiosos por meio de juramentos.
Refutação bíblica: A Bíblia não permite tais segredos (Mateus 10.26-27; João 18.20; Atos 26.26).
12 – Permite que seus membros chamem seus líderes por títulos impróprios, e que se ajoelhem diante deles.
Refutação bíblica: A Bíblia diz para não chamarmos a ninguém de mestre, a não ser Jesus (Mateus 6.24 e 23.8-10) e para não adorarmos a nenhum outro senão a Deus (Mateus 4.10; Atos 10.25-26; Apocalipse 22.8-9).
13 – Absorve a lealdade, o tempo, e os recursos emocionais, espirituais e financeiros dos cristãos maçons.
Refutação bíblica: Ensina que o cristão deve estar envolvido com as obras de missões e evangelização e cuidar dos pobres para a glória do nome de Jesus (Mateus 6.1-3 e 28.19; Lucas 6.38; Tiago 1.27).
PORTANTO, como humildes servos de Jesus Cristo, e ministros do seu evangelho, tomamos a liberdade de conclamar todos os que creem em nosso Senhor Jesus a ficar firmes contra a religião da Maçonaria – uma religião rival do Cristianismo, ao qual também procura estar unida, tendo sido tolerada e até enaltecida em algumas igrejas evangélicas.
“ATÉ QUANDO COXEAREIS ENTRE DOIS PENSAMENTOS? SE O SENHOR É DEUS, SEGUI-O; E SE BAAL (GADU), SEGUI-O” (IReis 18.21).
——————————–
Fontes bibliográficas das citações:
ALBERT PIKE 33°, Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, 1966, p.104-105, p.167, p.226, p.539, p.715, p.718, p.744, p.771.
ALBERT MACKEY 33°, Mackey’s Revised Encyclopedia of Freemasonry, 1966, p.8-9, p.133.
HENRY CLAUSEN 33°, Practice and Procedure for the Scottish Rite, 1981, p.75-77.
  1. S. CLYMER, The Mysticism of Masonry, 1900, p.47.
  2. D. BUCK, Symbolism of Mystic Masonry, 1925, p.57.
MANLY P. HALL 33°, The Lost Keys of Freemasonry, 1976, p.90-91.
HENRY W. COIL, Coil’s Masonic Encyclopedia, 1961, p.520.
OLIVER STREET, Symbolism of the Three Degrees, 1924, p.44-45.
SIMMONS AND MACOY, Standard Masonic Monitor of the Degrees of Entered Apprentice, Fellowcraft and Master Mason, 1984, p.111, 125.
  1. H. LACQUEMENT, Freemasonry and Organized Religions, The Pennsylvania Freemason, february 1989), p.7.
  2. F. NEWTON, Michigan Monitor and Ceremonies, p.42.
MALCOLM C. DUNCAN, Duncan’s Masonic Ritual and Monitor, 1974, p.35-36, 65, 96, 224-225 e 250-251.
Pierson’s Traditions of Freemasonry, p.35.
Masonic Monitor of the Degrees of Entered Apprentice, Fellowcraft and Master Masoni, F. & A.M., Arkansas, 1983, p. 15.
L.R. TAYLOR, Indiana Monitor and Freemason’s Guide, p. 106-107.
  1. BLANCHARD, Scottish Rite Masonry Illustrated, 1979, 2:47.

Fonte: www.grupoescolar.com e CACP

Categorias
Artigos Cultos

Congregação Cristã do Brasil – História

ANTONIO ROMERO FILHO

Resultante de uma síntese entre elementos doutrinários de base protestante histórica (presbiteriana valdense) e o denominado Avivamento Pentecostal de Chicago (1907), a Congregação Cristã apresenta-se, inicialmente, como um segmento adenominacional e categoricamente averso ao institucionalismo eclesiástico. Seu estabelecimento em terras brasileiras ocorre no final do primeiro decênio do século XX (1910), em dois distintos núcleos: Santo António da Platina (PR) e São Paulo, capital.

Em fins do século XIX, segundo relato de próprio punho, Louis Francescon, ancião da Primeira Igreja Presbiteriana de Chicago (“Prima Chiesa Presbiteriana Italiana di Chicago”) adere ao batismo adulto por imersão (em oposição ao batismo por aspersão).

Submetendo-se ao referido batismo, Francescon e alguns aderentes deliberam pela ruptura para com a anterior filiação presbiteriana, dando-se, assim, origem a uma comunidade livre que mais tarde seria chamada “Assemblea Cristiana Italiana di Chicago”.

Posteriormente, em 1907, vem a inteirar-se acerca de um movimento em voga em Chicago: a Missão Pentecostal (sob a liderança de William Durham- 943 West North Avenue). Essa missão local consistia em uma extensão do avivamento iniciado em Los Angeles, Califórnia (Rua Azuza), no qual relatava-se a experiência neotestamentária descrita como “Batismo no Espírito Santo” (cuja emblemática pautava-se pelo “falar em novas línguas”). Nesse mesmo núcleo estiveram presentes o sueco Daniel Berg (Assembleia de Deus) e a canadense Aimeé McPherson (Igreja do Evangelho Quadrangular). Em visita à Missão Pentecostal (após convite emitido) Francescon teria recebido, conforme suas palavras, uma confirmação de que o trabalho evangelístico ali desenvolvido dispunha do divino aval. Desse modo tanto Francescon como seus adeptos se fundem ao movimento presidido por Willian Durham, sendo a sua maioria agraciada com o Batismo no Espírito Santo.

Louis Francescon fundador da Congregação Cristã no Brasil

Em 15 de setembro de 1907, no entanto, regressam à “Assemblea Cristiana”. Essa data, descrita por Francescon como “inesquecível dia” e por Pietro Ottolini como “um dia de sacra memória”, testemunha um avivamento local sem precedentes, determinando o marco inicial daquele que viria a ser catalogado como “Movimento Pentecostal Italiano” . Passados três cultos, Louis Francescon é reeleito ancião.

Em viagem missionária ao Brasil e como resultante de suas prédicas, Francescon efetua a 20 de abril de 1910 na cidade paranaense de Santo Antônio da Platina o primeiro batismo. Na ocasião, foram batizados o italiano Felício Mascaro e mais dez aderentes. Depois, o pioneiro dirige-se a cidade de São Paulo, na qual confere o batismo a mais vinte pessoas, sendo estas de origem presbiteriana, metodista, batista e católica romana. Além de Francescon, diversos outros expoentes do pentecostalismo ítalo-americanos também atuaram como missionários no Brasil, tais como Luis Terragnoli, Augustinho Lencioni e Giuseppe Petrelli.

Francescon realizaria ainda mais dez viagens ao Brasil, sendo a última em 1948. Também Francescon fundaria a Assembleia Cristã na Argentina e presidiria a convenção da Congregação Cristã Pentecostal na Itália.

Para fins de uniformidade e respaldo teológico-doutrinário, convocou-se em 1927, na cidade de Niagara Falls, NY (Estados Unidos da América), a Convenção da Igreja Cristã Italiana da América do Norte, na qual se definiram os “12 Articoli di Fede” (12 Artigos de Fé), posteriormente adotados pelas congêneres argentinas e italianas, e pela Congregação Cristã no Brasil, sob a designação de “Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos santos”.

Central de Guaianases em 1950.

Durante os seus primeiros anos no Brasil, seus membros ou adeptos apresentaram-se informalmente como “Assamblea Cristiana Reuniti nel Nome del Signore Gesú” (Assembleia Cristã Reunidos em Nome do Senhor Jesus) ou “Congregazione Cristiana”. A partir de 1928 deliberou-se pela adoção da designação Congregação Cristã do Brasil,  registrada em 30 de março de 1936. Já em 1962 efetuou-se a alteração atualmente em vigor, substituindo-se a contração “do” por “no” (Congregação Cristã no Brasil).

Majoritariamente italiana até a década de 1930, a Congregação Cristã veio a ampliar a sua membresia estendendo-a a outras etnias. Desde 1950 faz-se presente em todo território brasileiro e em todos os demais continentes. Em 2010, contabilizou 2,2 milhões de membros declarados (no Brasil), conforme o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com sede administrativa estabelecida em São Paulo, capital (Brás), a Congregação Cristã no Brasil realiza anualmente a sua Assembleia Ministerial Geral (ou Reuniões Gerais de Ensinamentos – RGE), cujas finalidades, entre outras, são: a avaliação de seu atual estado e desempenho; a elaboração de estratégias e medidas interventivas e o estreitamento dos laços de unidade e cooperação entre os integrantes do seu corpo ministerial em exercício. Tais reuniões não são abertas a membros, mas somente para membros do ministério convidados.

O templo, que faz parte da sede administrativa localizada no Brás, é onde são realizados os cultos. Com 19.028 m² é o 4º maior da capital paulista.

                                                                                                 Doutrina 

Sede Administrativa da Congregação Cristã no Brasil, no bairro do Brás, em São Paulo; Com capacidades de abrigar 5.000 fiéis sentados

Os 12 artigos de Doutrina e Fé professados pela Congregação Cristã em sua versão atualizada (com suas respectivas supressões e adendos):

Para fins de uniformidade e respaldo teológico-doutrinário, convocou-se em 1927, na cidade de Niagara Falls, NY (Estados Unidos da América), a Convenção da Igreja Cristã Italiana da América do Norte, na qual se definiram os “12 Articoli di Fede” (12 Artigos de Fé), posteriormente adotados pelas congêneres argentinas e italianas, e pela Congregação Cristã no Brasil, sob a designação de “Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos santos”

  1. Crença na inteira Bíblia Sagrada e aceitação como contendo a infalível Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus é a única e perfeita guia da fé e conduta, e a Ela nada se pode acrescentar ou d’Ela diminuir. É, também, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
  2. Crença que há um só Deus vivente e verdadeiro, eterno e de infinito poder, criador de todas as coisas, em cuja unidade está:  o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
  3. Crença que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é a Palavra feita carne, havendo assumido uma natureza humana no ventre de Maria virgem, possuindo Ele, por conseguinte, duas naturezas, a divina e a humana; por isso é chamado verdadeiro Deus e verdadeiro homem e é o único Salvador, pois sofreu a morte pela culpa de todos os homens.
  4. Crença na existência pessoal do diabo e de seus anjos, maus espíritos, que, junto a ele, serão punidos no fogo eterno.
  5. Crença que o novo nascimento e a regeneração só se recebem pela fé em Jesus Cristo, que pelos pecados foi entregue e ressuscitou para a sua justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, segundo a crença, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção.
  6. Crença no batismo na água, com uma só imersão, em Nome de Jesus Cristo e em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
  7. Crença no batismo do Espírito Santo, com evidência de novas línguas, conforme o Espírito Santo concede que se fale.
  8. Crença na Santa Ceia. Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: “Isso é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”. Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós”.
  9. Crença na necessidade de se abster das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação, conforme mostrou o Espírito Santo na Assembleia de Jerusalém.
  10. Crença que Jesus Cristo tomou sobre si as nossas enfermidades. “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.
  11. Crença que o mesmo Senhor (antes do milênio) descerá do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, os que ficarem vivos, serão arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar nos ares e assim estarão sempre com o Senhor.
  12. Crença que haverá a ressurreição corporal dos mortos, justos e injustos. Estes irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.

                      Práticas

Existe uma padronização arquitetônica e de cor dos templos para fácil identificação dos seus membros

Conforme expresso nas seções subsequentes, a Congregação Cristã distingue-se do protestantismo convencional ou mesmo do pentecostalismo e derivados sob diversos aspectos. Dentre eles destacam-se o seu caráter declaradamente apolítico, antidizimista e sua oposição deliberada à mídia.

                                                                        Liturgia. 

Em seus cultos, a Congregação Cristã combina uma ordem pré-estabelecida com atividades espontâneas. Acredita na espontaneidade e uma contínua predisposição à inspiração do Espírito Santo – como o condutor de toda e qualquer ação referentes ao serviço de culto, incluindo-se a leitura e explanação do texto bíblico. Prioriza-se ainda a participação coletiva em detrimento de manifestações individualizantes, a exemplo do canto congregacional, em uníssono.

Normalmente, facultam-se até três orações sucessivas no serviço de culto.

Outra peculiaridade diz respeito à apresentação feminina. Todas as mulheres presentes (à critério das visitantes) devem cobrir-se com véu – em atenção à primitiva orientação apostólica (I Coríntios, 11:1-15). Conserva-se ainda a saudação seguida do ósculo santo (ao término das reuniões e entre elementos do mesmo gênero). O recinto é divido em duas alas, sendo os assentos reservados para homens e mulheres. Exceto a oração da invocação inicial e da bênção final, as orações de súplicas e agradecimentos.

Instrução Infanto-juvenil: Reuniões para Jovens e Menores

A partir de 1936 e por determinação de Louis Francescon foram implantadas em território brasileiro as denominadas “Reuniões para Jovens e Menores” (inicialmente descritas por alguns como “Escolas Dominicais”) cujo modelo já em prática nas congregações norte americanas tinha por escopo a instrução e a formação infanto-juvenil. Relatórios da época declaram que tal iniciativa foi “proveitosa e abençoada”.

Seu conteúdo consistia basicamente em orações, cânticos e no exame supervisionado das Escrituras. Em conformidade com a milenar tradição valdense, crianças e jovens já alfabetizados procediam ao recitativo de versículos e fragmentos bíblicos memorizados de antemão. A presidência das Reuniões para Jovens e Menores bem como a leitura dos textos sagrados e sua prédica eram franqueados a auxiliares de ambos sexos. Assim sucedeu, por exemplo, para com Rosina Balzano Francescon (esposa de Louis Francescon) em atuação por mais meio século junto ao núcleo inicial da “Assemblea Cristiana di Chicago” . Atualmente, as Reuniões para Jovens e Menores transcorrem de forma correlata aos serviços regulares de culto, mantendo-se, todavia, os recitativos bíblicos e a solene oração do Pai Nosso.

                                      Aspectos organizacionais-eclesiásticos

Central de Catanduva, interior do estado de São Paulo

Central de Catanduva e prédio de reuniões ao lado

As atividades desenvolvidas pela Congregação Cristã encontram-se sob um corpo ministerial devidamente organizado, cujas atribuições não preveem quaisquer rendimentos ou honorários de natureza salarial, distribuído segundo as necessidades locais e composto por anciãos, diáconos e assistidos por cooperadores do ofício ministerial.

Somente os anciãos e diáconos são ministros ordenados  uma vez que o corpo de – cooperadores não constitui uma classe ou ordem ministerial propriamente dita, mas uma extensão representativa e adjunta ao presbitério.

Quanto à construção e manutenção dos seus prédios (oficialmente “casas de oração”) utilizam-se, na maioria dos casos, de voluntariado mobilizado em esquema de mutirão. Tarefas outras como portaria, limpeza, som, escrituração de livros e fornecimento de impressos são igualmente confiados a membros comuns e não assalariados.

A Congregação Cristã normalmente não possui um registro formal ou um controle das flutuações estatísticas de sua membresia, enfatizando-se o vínculo espiritual e particular entre o fiel e Deus. Abstêm-se do dízimo ou valores contributivos estipulados como uma observância restrita ao Antigo Pacto (Velho Testamento), sendo as suas coletas e ofertas respaldadas pela voluntariedade e anonimato.

Modelo organizacional 

A organização eclesiástica da Congregação Cristã no Brasil é uma forma adaptada do governo presbiteriano : um grupo de igrejas locais são reunidas em uma “região administrativa”, normalmente correspondente a um município nos estados onde a igreja é maior e vários municípios onde a Congregação é menor, presidida por um conselho de anciãos e um corpo administrativo.

As regiões administrativas são agrupadas em “regionais”, que por sua vez se concentram nas “assembleias estaduais”. O organismo máximo é a “Assembleia Geral” que ocorre na congregação do Brás anualmente sempre no mês de abril.

Propostas, medidas ou quaisquer alterações organizacional-doutrinário é analisado pelo Conselho de Anciãos, sendo apresentadas em Assembleia Geral (anual).

Anciãos

Os Anciãos são responsáveis pelo atendimento da Obra, realização de batismos, santas ceias, ordenação de novos obreiros (anciães e diáconos), apresentação de Cooperadores do Ofício Ministerial, Encarregados de Orquestras e Cooperadores de Jovens e Menores, atendimento das Reuniões para Mocidade, encarregado de conferir ensinamentos à igreja, cuidar dos interesses espirituais e do bem-estar da igreja, entre outras funções.

Os anciãos são eleitos pelo Conselho de Anciães, e ordenados por um dos anciãos mais antigos no ministério. A escolha é por aclamação durante o momento de oração desse conselho, de forma colegiada por consenso tido como iluminado pelo Espírito Santo.

Anciães Mais Antigos (Presidentes)

Os anciães mais antigos geralmente são os quem tem maior tempo de ordenação, além de estar em condições físicas e mentais compatíveis com o seu exercício do ministério da presidência, pois ao assumir a maioria dos anciães já estão avançados em idade

Os anciãos mais antigos atendem as reuniões estaduais, nacionais ou internacionais das congregações. Estas reuniões têm por objetivo tratar de assuntos de interesses das congregações, como ordenações de novos obreiros, entre outros.


Diácono– responsável pelo atendimento assistencial e material à igreja. É auxiliado por irmãs obreiras chamadas de “Irmãs da Obra da Piedade”.

  • Cooperador do Ofício Ministerial – responsável pela cooperação nos ensinamentos e presidência dos cultos oficiais bem como pelas Reuniões de Jovens e Menores caso não haja um Cooperador de Jovens e Menores em sua localidade.
  • Encarregado de Orquestra (Locais e Regionais) – É o maestro da Orquestra. Designado para manter o bom andamento musical nos cultos, coordenar o ensino musical aos interessados e presidir os ensaios musicais (locais e regionais, respectivamente).
  • Cooperador de Jovens e Menores – responsável por atender as Reuniões de Jovens e Menores de sua comum congregação.
  • Irmã da Obra da Piedade – cargo semelhante ao de “diaconisa”, sendo responsável pelo atendimento assistencial da irmandade, auxiliando o irmão diácono.
  • Músico – membro homem habilitado a tocar nos cultos e demais serviços. O sistema de ensino musical da Congregação é gratuito. Qualquer homem que frequente a igreja pode ingressar nos Grupos de Estudo Musicais, em geral semanais, que visam habilitar o aluno a praticar o instrumento desejado. Para ingressar na orquestra, no entanto é necessário ser batizado e estar em um grau avançado de habilidade no instrumento escolhido. O músico é vinculado a tipo de um instrumento específico; se desejar trocar, deve consultar seu encarregado local, que leva o pedido à reunião ministerial da localidade para aprovação. Todo templo da Congregação no Brasil possui um órgão no qual tocam somente mulheres. Mulheres não podem tocar outros instrumento além do órgão e nem sempre podem participar dos cursos de música oferecidos gratuitamente nas igrejas, depende no entanto da região e da quantidade de organistas existente nesta região . Entretanto, nas Congregações Cristã no exterior as irmãs musicistas fazem parte da orquestra e recebem aulas gratuitas na igreja (com exceção da França, Inglaterra e Paraguai, que seguem o sistema do Brasil). O músico (e a organista) é o único que leva o ministério consigo, em caso de mudança. Os demais ministérios pertencem à localidade de residência do ministro.
    • Organista – membro normalmente feminino habilitado a tocar o órgão nos cultos e nos demais serviços. O sistema de ensino é praticamente o mesmo aplicado aos músicos, com exceção ao fato que aulas de órgão nem sempre são providenciadas na igreja gratuitamente. As candidatas geralmente adotam o ensino privado, e normalmente é necessário um tempo maior de estudo e prática. As irmãs organistas tocam num sistema de rodízio, ou seja, uma organista a cada culto. No exterior, irmãos também são livres para tocar o órgão se assim escolherem, já no Brasil os irmão não tem essa opção, somente as irmãs podem tocar órgão nas casas de oração.
  • Examinadoras – são organistas mulheres, oficializadas, designadas para avaliar outras organistas aprendizes no processo de oficialização.
  • Auxiliar de Jovens e Menores – são jovens, homens ou mulheres solteiros, designados para preparar e organizar os recitativos, passagens bíblicas a qual Deus assim revela, ou pela pessoa que vai recitar individualmente, que são recitadas em grupo em determinado momento do culto. Cuidam, ainda, da ordem e da organização durante a reunião de jovens e menores, auxiliando, sempre que necessário, ao cooperador de jovens e menores.
  • Administração – Constituída por Presidente, Vice-Presidente, Tesoureiro, Vice-Tesoureiros, Secretário, Vice-Secretários, Auxiliares da Administração, Conselho Fiscal e Conselho Fiscal Suplente. Os administradores são eleitos pelos anciãos a cada três anos e o Conselho Fiscal anualmente, e confirmados durante a Assembleia Geral Ordinária. É permitida a recondução ao cargo. Ainda que o estatuto não proíba, não há mulheres ocupando cargos administrativos estatutários.

Música

A Congregação Cristã no Brasil valoriza sua música sacra, utilizando hinos cantados em uníssono (canto congregacional) acompanhado por uma orquestra em seus cultos.

Orquestra

Até 1932 a Congregação Cristã no Brasil não possuía orquestra. Em algumas igrejas havia o órgão para o auxílio dos hinos, até que o fundador Louis Francescon convocou uma reunião a fim de inserir a orquestra na igreja para auxiliar a irmandade no canto. Ela provê aos fiéis homens escolas musicais gratuitas e ensaios musicais em suas dependências.

São permitidos os seguintes instrumentos na composição atual da orquestra:

Violino,Viola Clássica, Violoncelo, Contrabaixo Acústico , Flauta transversal Soprano , Contralto , Tenor e Baixo , Oboé, Oboé d’Amore , Corne inglês, Fagote, Contrafagote, Clarinete, Clarone Alto , Tenor , Baixo e Contrabaixo , Saxofone soprano curvo, Saxofone soprano, Alto, Tenor, Barítono , Trompete, Corneta, Flugelhorn, Trompa, Trombonito, Trombone de pisto, Melofone, Sax Horn, Eufônio, Tuba Wagneriana, Tuba Sinfônica e Órgão.

Uma curiosidade sobre a orquestra, é que esta é considerada a maior de todo o mundo, somando todas as Congregações.

Hinário

Ver artigo principal: Hinos de Louvores e Súplicas a Deus

Seu hinário “Hinos de louvores e súplicas a Deus” inclui várias produções da hinologia anglo-americana presentes em outros hinários evangélicos nacionais, porém em diferentes traduções. Os cultos da Congregação Cristã no Brasil são acompanhados de hinos de um hinário intitulado de “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus”[.

Possui melodias e letras de autores norte-americanos, britânicos, alemães e italianos tais como: Bentley DeForest Ackley, Charles Hutchinson Gabriel, James Milton Black, João Dieners, Leila Naylor Morris, Martinho Lutero, Peter Philip Bilhorn, Samuel Sebastian Wesley, Silas Jones Vail, Ira David Sankey. Há também letras e melodias feitas no Brasil, notavelmente pela compositora Anna Spina Finotti. São 480 hinos e entre eles há especiais para batismos, santas ceias, funerais, 50 para as “Reuniões de Jovens e Menores” e seis coros. Os hinários com notação musical contém as claves de Sol, Dó (somente para Violas) e de Fá, e estão escritos para instrumentos em Dó, Mi bemol e Si bemol, além do hinário de Cordas.

O livro originariamente chamava-se Libro di Inni e Salmi Spirituali, posteriormente Nuovo Libro di Inni e Salmi Spirituali e Novo Livro de Hymnos e Psalmos Espirituais. No dia 17 de março de 2013 começou em todo o Brasil a utilização do Hinário n°5 com trinta novos hinos.

O Hinário foi traduzido em 12 idiomas diferentes (incluindo Braille, feito pela Fundação Dorina Nowill). A Congregação Cristã não produz gravações de seus hinos, nem mesmo as autoriza.

Sociologia e hábitos

Sacralidade do Tempo e do Espaço

A Congregação Cristã no Brasil não pratica e orienta os fiéis a não participarem de festividades nem de comemorações religiosas, mesmo que sejam comemorações popularmente cristãs como por exemplo o Natal e a Páscoa. A denominação não apregoa a guarda de um dia específico como sagrado, nem domingo ou sábado, mas que todos os dias são santificados. Quanto ao espaço, há um sentimento de sacralidade em relação às suas casas de orações.

Questão de Gênero

As mulheres na Congregação Cristã no Brasil não podem ocupar funções de decisoras. A participação feminina no culto restringem-se a orar, pedir hinos e testemunhar, os cargos ocupados são de limpeza, cozinha, costura, auxiliar de jovens, organistas, examinadoras, atendente das portas (não podem ser chamadas de “porteiras” como seus correspondentes masculinos).

As auxiliares de diáconos, chamadas de “irmãs da obra da piedade” possuem limitada participação na escolha das famílias necessitadas e nas entregas de mantimentos, sem poderem serem anunciadas publicamente seus ministérios na igreja.

Entretanto, nem sempre foi assim. Até os anos 1970 era permitido às mulheres pregarem e dirigirem as Escolas Dominicais (hoje chamadas de Reunião de Jovens e Menores). Apesar de os Estatutos não proibirem, não há mulheres em cargos administrativos de presidente, secretária, tesoureira ou conselheira fiscal.

No passado, houve diaconisas ordenadas e com mesmas funções de diáconos homens: Lucia Menna que esteve no Brasil nos anos 1920 e Rosina Francescon em 1948, a qual também era diretora de Escola Dominical na Congregação Cristã em Chicago .

Até a participação das mulheres nas orquestras é limitada. Desde de que em 1961 um ancião diz ter tido uma revelação para tirar as mulheres das orquestras , elas não podem tocar outros instrumentos além do órgão no Brasil.

Política

A Congregação Cristã no Brasil é uma organização religiosa apolítica que prega a total separação entre Estado e religião.

Não mantém ligação nem se manifesta de forma alguma em relação a causas ou partidos políticos, candidatos a cargos públicos, ou qualquer outra instituição ou organização, governamental ou não.

Se algum membro de seu corpo ministerial assumir cargos políticos, deverá renunciar ao seu cargo congregacional. Seus membros são doutrinados a não votar em candidatos que neguem a existência de Deus e a Sua moral.

No caso, os que negam essa existência são aqueles que estão em partidos políticos de esquerda radical, no entanto, a Congregação jamais se colocou como conservadora na política, pelos motivos citados acima.

Mídia

A Congregação Cristã no Brasil não utiliza meios de comunicação como rádio, televisão, imprensa escrita, ou qualquer outro tipo de propagação da sua doutrina que não seja o frequentar quaisquer de suas igrejas pelos interessados em conhecê-la e o evangelismo pessoal. A Congregação do Brás transmite seus serviços de cultos para pessoas seletas que, por motivo de enfermidade ou por estarem em locais remotos, são impossibilitados de congregarem. Diferente da Congregação norte-americana, que mantém um site oficial na internet, divulgando endereços de igrejas e horários de cultos.

Número de Membros No Brasil

Segundo o Censo do IBGE de 2010, a Congregação Cristã figura como 3ª maior denominação evangélica no Brasil, com 2,2 milhões de membros. Está presente em todo o território nacional, em todas as regiões brasileiras, incluindo as 27 unidades da federação. O Brasil apresenta ainda o maior número de localidades de culto religioso – 19.672 (2016).

Fonte: wikpédia – Crédito para serpentecostale.blogspot.com

Categorias
Estudos

Por que que Jesus virá como um “relâmpago?”

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” – Mateus 24.27.
Mateus ao relatar a Vinda do Senhor usou uma metáfora interessante e curiosa, vamos com cuidado analisá-la na esfera científica para podermos entender um pouco a respeito desta manifestação que em breve ocorrerá. (Ap 3.11)
Existem algumas diferenças básicas entre raio, relâmpago e trovão. Na prática:
(1) O raio é uma descarga elétrica produzida entre as nuvens e o solo;   É importante saber que descarga elétrica atmosférica é um fenômeno natural absolutamente imprevisível e aleatório.

(2) O relâmpago é a descarga visível, que apresenta trajetórias sinuosas e com ramificações irregulares;
(3) O relâmpago sempre vem acompanhado de ondas sonoras, que são chamadas de trovão.  Deu para entender? (Êx 20.18)
Vamos explicar melhor o mistério:  (1 Co 15.51)
Os raios são produzidos pelas diferenças de potencial na atmosfera. Eles podem ser raios (1) da nuvem para o solo; (2) raios do solo para a nuvem e (3 ) raios entre nuvens. Os raios têm uma natureza elétrica.  (1 Ts 4.15-17)
A descarga se liberta da nuvem e cria uma corrente iônica que é um tipo de ligação química (são uniões estabelecidas entre átomos para formarem moléculas) baseada na atração eletrostática (Atração entre cargas opostas positivas e negativas) entre dois íons (carregados com cargas opostas que aumenta à medida que se aproxima do solo. Os dois ou mais íons logo se atraem devido a forças eletrostáticas (interagem através da atração gravitacional) (Fp 3.21)
Assim, o raio, o relâmpago e o trovão sempre atuam juntos, temos aqui mais um símbolo ou revelação da Trindade Divina, que sempre atuam em harmonia. (Mt 3.16,17).
Quando os raios se formam em temperaturas muito elevadas, o aquecimento do ar provoca uma expansão explosiva de gases atmosféricos. Esse processo resulta numa onda de choque, formada pela compressão e pela rarefação. Esse fenômeno é chamado de trovão, aquele barulho assustador que ouvimos durante tempestades. (Ap 10.1-4)
Apenas 1% da energia do raio é convertida em ruído (trovão). O restante é liberado em forma de luz que risca o céu velozmente formando o relâmpago…”Assim será a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.27b)
“Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.”( Mt. 24.44)
Pastor Antonio Romero Filho
Consultas: https://pt.wikipedia.org/ – http://www.sitedecuriosidades.com/ – Bíblia Sagrada.