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Comunidade Kaiowá Guarani sofre massacre na manhã desta sexta-feira, 18

 

Renato Santana

De Brasília

Foto - indigenas massacrados

No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de 42 pistoleiros fortemente armados.

O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos (na foto), executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS.

As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança.

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.

Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.

Decisão é de permanecer

Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.

A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

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Exército invade igreja e ataca fiéis em Mianmar, diz agência

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

 

O Christian Solidarity Worldwide (CSW) recebeu um relatório vindo de fontes de dentro do Estado de Kachin, em Mianmar, alegando que soldados do Exército do país dispararam contra fiéis de uma igreja em Wai Township Mav no fim de semana. Soldados da Divisão 88 do exército de Mianmar da Infantaria Ligeira atacaram a igreja Assembleia de Deus, em Muk Chyik, no dia 6 de novembro, ferindo várias pessoas. A congregação foi expulsa da igreja e os soldados supostamente roubaram o cofre de doações da igreja.

A casa de um membro da igreja, o Sr. Jumphpawk Havng Lum, foi incendiada. Pelo menos cinquenta membros da igreja foram presos e levados para trabalhar como carregadores forçados do exército de Mianmar.

O pastor da igreja, reverendo Yajawng Hkawng, foi severamente torturado e está no hospital. Um dos diáconos da igreja, Hpalawng Hkawng Lum, que é líder dos jovens e da equipe de louvor, foi ferido na perna.

Benedict Rogers, da CSW, disse: “Os militares de Mianmar desencadearam uma onda de terror contra civis num momento em que o regime está falando sobre reforma.”

Esses ataques no Estado de Kachin – que envolvem estupros, trabalho forçado, assassinato de civis e perseguição religiosa – são violações graves contra os direitos internacionais e devem ser interrompidos.

Atacar igrejas onde civis se reúnem para orar em paz é uma grave violação da liberdade religiosa. A comunidade internacional deve tomar medidas imediatas para prestar assistência humanitária aos cristãos em Kachin, para que haja um fim dessa cultura de impunidade que está presente em Mianmar há muito tempo.

Data: 18/11/2011 08:41:10
Fonte: Portas Abertas

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Repórter da Record abandona emprego após insatisfação

 

Carlos Dorneles, um dos repórteres mais experientes da televisão brasileira, pediu para sair da “TV Record”. Ele se mostrou insatisfeito com a maneira como vem sendo conduzido o jornalismo na emissora, que investe em reportagens para tentar desqualificar os rivais religiosos da Igreja Universal, como no programa Domingo Espetacular, exibido no último domingo, atacando o movimento pentecostal.

Em meio à uma crise de audiência, aparentemente a situação está sendo contornada, mas o clima entre os profissionais que compõem o jornalismo da emissora não é bom.

Além de Dorneles, outros repórteres renomados, com longa passagem pela “TV Globo”, têm se mostrado incomodados com as novas orientações do jornalismo, voltada para recuperar a audiência perdida. “Não estou fazendo jornalismo, estou fazendo entretenimento”, desabafou um profissional da emissora que preferiu não se identificar.

O maior alvo das reclamações é o editor Rafael Gomide, responsável pelos programas “Câmera Record” e “Repórter Record”. Também é Gomide que assina a reportagem sobre o “cai-cai” nas igrejas pentecostais.

Durante os Jogos Pan-Americanos, o veterano Paulo Henrique Amorim, apresentador do “Domingo Espetacular”, teve um desentendimento com Gomide, e esta se tornou pública. “Comigo você não mexe”, teria dito Amorim ao editor.

Data: 18/11/2011 08:46:56
Fonte: Uol