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Alex Campos, Latin Grammy por `Lenguaje de amor´

Cantante colombiano

 

Alex Campos, Latin Grammy por `Lenguaje de amor´

Alex Campos ha recibido el premio Latín Grammy en la categoría de mejor Álbum Cristiano en español.

13 DE NOVIEMBRE DE 2011, LAS VEGAS

Fue la tarde del pasado jueves 10 de noviembre, durante la 12ª Entrega Anual del Latin Grammy en Las Vegas, Nevada, cuando Alex Campos se alzó por primera vez en su carrera como el ganador del gramófono dorado por su álbum «Lenguaje de amor» otorgado en la categoría de «Mejor álbum cristiano (en español)».
«Lenguaje de amor», un disco que revela la ternura y amor que hay en la voz de Dios, fue lanzado internacionalmente en agosto de 2010 bajo el sello CanZion . El disco fue coproducido por Alex Campos y el argentino Juan Blas Caballero, quien anteriormente también ha sido recipiente del Latin Grammy.
Siendo su octava producción discográfica, «Lenguaje de amor» ha demostrado ser hasta hoy uno de los álbums de más exito en la trayectoria del cantante colombiano de fe cristiana. El disco ha cosechado el reconocimiento no sólo dentro de la música cristiana, sino ambién en la industria secular, lo que ha sido corroborado con el grammy recibido.
El Latin Grammy es un premio otorgado en reconocimiento a los logros artísticos y técnicos de una determinada producción musical. La decisión sobre a quién se otorga no se basa en el número o posicionamiento en las listas de ventas, sino por los votos de los miembro de LARAS, que son personas involucradas en la industria de la grabación.

NOTA DE CANZION
Grupo CanZion felicita a Alex Campos por haber obtenido este galardón. De igual manera aplaude a Marco Barrientos, Ingrid Rosario, Funky, Tercer Cielo, y Moisés Angulo , por su nominación y participación en esta edición del Latin Grammy 2012.

Fuentes: Canzion

© Protestante Digital 2011

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O último judeu de Zagare

 

O elo entre o massacre na Lituânia e o sionismo

13 de novembro de 2011 | 3h 06

É COLUNISTA, ROGER, COHEN, THE NEW YORK TIMES, É COLUNISTA, ROGER, COHEN, THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo

O último judeu de Zagare, pequena cidade lituana conhecida por suas cerejas, morreu em setembro. O nome dele era Aizikas Mendelsonas, nascido em 1922. Não foi enterrado em nenhum dos dois cemitérios judaicos, com suas lápides inclinadas, as inscrições apagadas e o líquen cada vez mais abundante. Ninguém mais é enterrado lá, nem mesmo os judeus.

Quando nasceu, Mendelsonas era apenas um dentre os cerca de 2 mil judeus que moravam em Zagare, onde havia 7 sinagogas, 1 escola hebraica e o banco do povo judeu. Os judeus compunham cerca de 40% da população da cidade. Então, em rápida sucessão, vieram a anexação soviética, cuja responsabilidade foi atribuída aos "judeus bolcheviques", e a ocupação nazista, determinada a aniquilar os judeus.

Os nazistas não perderam muito tempo depois de invadir a Lituânia, em junho de 1941. Os judeus de Zagare foram reunidos num gueto. Em 2 de outubro de 1941, eles foram levados à praça central antes de serem conduzidos à floresta para serem executados nas mãos de assassinos nazistas.

Karl Jäger, Standartenführer da SS, afirmou num relatório que naquele dia 2.236 judeus foram assassinados em Zagare. Em 1944, os soviéticos, depois de bater os nazistas no campo de batalha, examinaram uma vala comum e encontraram 2.402 corpos.

Recupero tais eventos por dois motivos. O primeiro é que minha avó Pauline ("Polly") Soloveychik era de Zagare, e meu avô Morris Cohen era de Siauliai e, portanto, tenho um interesse natural naquilo que teria ocorrido com eles caso tivessem permanecido lá.

O segundo motivo é que tenho pensado no elo entre Zagare e o sionismo. A permanência do conflito palestino-israelense – sua capacidade de atravessar a Guerra Fria, o pós-Guerra Fria, a revolução digital, a ascensão da China, a primavera árabe – decorre em parte da equivalência moral quase perfeita entre dois lados que afirmam o suposto direito a um mesmo território.

Solução. Por meio da votação de 29 de novembro de 1947, prevendo o estabelecimento de dois Estados na Terra Santa – um judaico e outro árabe e palestino – as Nações Unidas tentaram expiar os crimes nazistas ao conceder aos judeus aquilo que Benny Morris, historiador israelense, chama de "garantia internacional do direito a um pequeno pedaço de terra". O problema é que este pedaço de terra, berço do povo judeu, não estava vazio. Na verdade, na época da votação da ONU, cerca de 630 mil judeus viam-se diante de aproximadamente 1,3 milhão de árabes palestinos na Terra Santa. Os palestinos não compreenderam por que deveriam pagar pelo Holocausto. Os Estados árabes, enxergando em Israel uma nova expressão do colonialismo europeu, foram à guerra contra a decisão da ONU – e perderam.

A solução do conflito começa com a aceitação de que não existe nenhum resultado justo possível, nenhum. Um número demasiado de judeus e árabes já foi sacrificado na tentativa de provar o valor da própria causa. Concessões mútuas e imperfeitas são a única saída para a espiral.

Carregando Zagare em meu sangue, consciente do resultado de anos de precariedade judaica, acredito que a defesa de Israel continua sendo inquestionável, mas um Israel que condena outro povo ao exílio não é o país que seus fundadores imaginaram.

Um Estado israelense, um Estado palestino, união econômica entre ambos, supervisão internacional nos locais sagrados de Jerusalém e Belém: a ideia da ONU de 1947 não está muito distante dos termos que uma paz duradoura deve envolver.

O segundo estágio de uma solução para o conflito está em perceber que não há nenhuma nova ideia, nenhuma. A única opção que existe é reunir boa vontade o bastante para chegar à troca já conhecida.

Futuro. Fui visitar o túmulo de Mendelsonas – o último judeu de Zagare. Finalmente, pensei, Zagare ficou Judenrein (limpa de judeus). Num certo sentido, os nazistas venceram. Então, nas imediações, vi uma bandeira da União Europeia e pensei, não venceram. Mendelsonas, nos seus 89 anos, sobreviveu a cinco Lituânias – independente, soviética, nazista, soviética e independente.

A última foi a melhor, um pequeno Estado, seguro, membro da Otan, associado a uma união econômica com seus vizinhos, em paz até mesmo com a Rússia.

É incrível aquilo que a decisão de colocar o futuro acima do passado, e os empregos acima de algum tipo de justiça inalcançável, é capaz de forjar. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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Filha de Baby do Brasil faz pregação contra ‘cachorrice’ em culto evangélico

 

ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO

videorreportagem e edição: Inara Chayamiti

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Quase 3.000 mulheres atenderam ao chamado da pastora Sarah Sheeva, 38, na noite de terça-feira passada.

"Aqui, homem não entra. É o nosso complô contra o espírito da cachorrice", diz a filha dos cantores Baby do Brasil e Pepeu Gomes, missionária da Igreja Celular Internacional.

De Bíblia, agendas e bloquinhos nas mãos, as candidatas a "princesas" dizem "amém" aos ensinamentos da ex-cantora que hoje prega abstinência sexual até o casamento.

"Estou há dez anos sem sexo. Uns nove sem dar beijo na boca. Sou radical", relata Sarah. "Era ninfomaníaca, não ficava sem homem. Minha alma foi curada por Jesus."

Ela diz que busca em Deus força para adormecer os desejos carnais. "Ele supre minhas necessidades emocionais. Supre minhas necessidades sentimentais", afirma o refrão da canção que entoa.

O tom emotivo da música leva várias mulheres ao choro convulsivo, algumas parecem em transe. A cada frase de efeito, a plateia responde com gritos e aplausos, entremeados por risos e choros.

Crente desde 1997, Sarah é um fenômeno entre os evangélicos. Roda o Brasil com o "Culto das Princesas", misto de palestra de autoajuda e pregação, alternados com os seminários Santificação 1 e 2.

Ela diz que não cobra cachê. Vive da venda de dois livros. Um deles chama-se "Defraudação Emocional", em que ensina as solteiras a arrumar um casamento abençoado com um "príncipe".

A receita, porém, ainda não funcionou para ela. Sarah diz que tem muitos pretendentes, mas nenhum ainda aceitou suas regras: não pegar na mão até o noivado; beijo de língua e sexo só na noite de núpcias.

Do púlpito, com um laptop à frente, ela faz um apelo para o público feminino aderir à sua meta de santificação: ficar seis meses sem dar beijo na boca do namorado.

É o pedágio para virar princesa e fazer o príncipe colocar a aliança no dedo. Depois, é festa. "Solteira diz não, casada diz sim", prega.

Casou pode tudo e muito mais. "Agora, sexo lá em casa é de manhã, de tarde e de noite. Voltei para casa uma princesa. Meu marido adorou", diz Paloma Affonso, 24.

Na espera por um autógrafo, ela se diz "do lar". Paloma investiu R$ 200 no vestido floral e nos adereços para ver sua guru. Não faltou nem tiara na produção em tons de azul. "Princesa moderna não usa rosa, usa azul", ensina.

A vestimenta é um capítulo à parte. "Nesse nosso clube, vocês vão aprender como deixar de ser cachorras", diz Sarah ao microfone, para delírio das companheiras de fé.

A missionária da abstinência conduz o show com segurança. Adota um estilo retrô. O visual é "moça de família" dos anos 60. Usa um vestido rodado, com anágua de tule por baixo, arrematado por um romântico bolero.

Ataca o estilo "vulgar" das periguetes, cachorras e afins, com suas roupas coladas e decotadíssimas. "Não uso decote, aqui não tem amostra grátis", diz para muitas garotas vestidas com calças bem justas e tops de fazer inveja a muita "preparada do funk".

Elas lotam o salão térreo e o mezanino da Comunidade do Casarão, igreja evangélica de Mauá, Grande São Paulo.

SÓ PRA VOCÊ

Na parte final do culto, dedicada a perguntas, Sarah dá conselhos a uma senhora que quer saber se tem direito de recusar o marido sexualmente.

"Vai na farmácia, compra um lubrificante e dá glória a Deus por ter um peru só para você em casa. Tem que dar valor", responde Sarah. Risos e amém, em uníssono.

É a preparação para o "grand finale". "Princesas, como é que se diz?", pergunta Sarah. "Fora, cachorrada", respondem em coro uma plateia a essa altura dominada pela oratória e pelas piadas da pastora/artista. É quase meia-noite, hora de princesa dormir.