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Deputado evangélico do PR quer plebiscito que valide casamento gay

UNIÃO HOMOSSEXUAL

 

O deputado André Zacharow (PSD-PR), mais conhecido no estado do Paraná por sua atuação na I Igreja Batista da capital e por ser presidente da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba – SEB, decidiu fazer uma proposta polêmica em seu terceiro mandato: quer que um plebiscito decida a validade as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Do alto de seus 71 anos, o deputado – que é advogado, professor e economista – questiona a decisão do STF de reconhecer as uniões de pessoas do mesmo sexo.

A proposta, o PLD 232/11, apresentada em 1º de junho deste ano, quando ainda fazia parte do quadro do PMDB, quer que nas eleições de 2012 ou 2014 os eleitores votem se são a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo. A proposta passará pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Dificilmente o projeto passa, depois da mudança de sigla no deputado, já que o novo partido, o Partido da Democracia Social, do prefeito paulistano Kassab, não deve querer entrar em uma polêmica como essa.

O perigo da proposta é a de ser uma Projeto de Decreto Legislativo, ou seja, não precisa da sanção presidencial para valer. Mas o mecanismo está longe de ser plausível para a intenção do deputado que escondeu em seu argumento a sua posição pessoal, afirmando que é preciso decidir a questão que está acarretando discussões e até violência entre as pessoas. Para ele, é preciso acalmar os ânimos, mas seu pedido não teve caráter de urgência, ou seja, nada muito importante. “Todos deverão se curvar a vontade nacional a ser expressa no resultado do plebiscito”, afirma o deputado evangélico que conta com a vitória, assim como os líderes evangélicos. Que tal colocar um plebiscito sobre a criminalização da homofobia?

Data: 27/7/2011 08:18:21
Fonte: Lado A

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Magno Malta apóia censura brasileira a filme mais polêmico da década

TERROR SEM LIMITES

 

O Juizado da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro proibiu a exibição no RioFan, festival de cinema fantástico do Rio, do filme "Terror sem Limites". O senador evangélico Magno Malta elogiou a decisão.

“Uma medida acertada em favor dos bons costumes, da moral e da família brasileira”, elogiou o Pastor Magno Malta.

Presidente da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira, senador Magno Malta (PR/ES) manifestou total apoio ao Juizado da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro.

Para Malta, que não assistiu o filme mas leu a sinopse, “é um pesadelo de horror, pornô violento e criminoso com requites de crueldade”, definiu.

O filme foi polêmico por onde passou (ou tentou passar), "A Serbian Film: Terror sem Limites" – longa que o RioFan, exibiria no sábado passado – causou um grande barulho e chocou plateias e críticos.

O filme é considerado o mais censurado dos últimos 16 anos no Reino Unido (só foi liberado para exibição após 49 cortes). O longa tem incesto, pedofilia, necrofilia, violência e, em seu momento mais polêmico e chocante, o estupro de um recém-nascido.

"Quando terminei de assistir, senti um mal-estar, fiquei pensando ‘meu Deus, o que foi isso que eu vi?’", contou Raffaele Petrini, 26, o responsável pela distribuição do filme no Brasil. Entretanto, ele afirma que "Depois dos escândalos, assisti de novo, de modo objetivo, e vi que era um filme bom, apesar das cenas de violência. Ele é bem repugnante, mas não exalta a pedofilia nem a necrofilia.”

"A Serbian Film" conta a história de um astro pornô aposentado que, por uma fortuna, aceita fazer um último filme, uma obra pornográfica com pretensões artísticas. Durante as filmagens, ele é drogado e forçado a cometer atrocidades sexuais.

A Caixa Econômica Federal, que patrocinava o evento, exibido na CAIXA Cultural RJ, decidiu retirar o filme da programação da mostra RioFan. O Grupo Estação, em parceria com a distribuidora Petrini Filme ameaçou promover uma sessão extraordinária de "A Serbian Film" no Cine Odeon, no sábado, dia 23 de julho. Mas a justiça censurou no mesmo dia a exibição no Rio de Janeiro.

Data: 27/7/2011 08:57:13
Fonte: Christian Post

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MINHA IGREJA RACHOU E AGORA?

 

Processos de divisão em igrejas evangélicas deixam sequelas

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No início, o Evangelho espalhou-se graças à presença do próprio Senhor Jesus. Mais tarde,após sua morte e ressurreição, coube aos novos convertidos ao recém-criado cristianismo romper com suas tradições religiosas e sair pregando as boas-novas do Reino. Em pouco tempo, a nova fé cresceu e, como não poderia deixar de ser, surgiram as primeiras divergências entre seus seguidores. A lei de Moisés perdera a validade ou não? Os mortos voltariam à vida antes ou depois do retorno do Senhor? A circuncisão continuava obrigatória? Depois, vieram as diferenças teológicas – e mesmo gigantes da fé, como os apóstolos Paulo e Pedro, tiveram lá suas diferenças por causa de interpretações conflitantes acerca do Evangelho. Quando a Igreja ganhou formas institucionais e o clero se fortaleceu, as divisões passaram a ocorrer, principalmente, por questões internas e administrativas. A falta de consenso, seja por motivos espirituais ou simples disputa de poder, levou a cristandade a grandes rachas, como o ocorrido em 1054, entre cristãos do Ocidente e do Oriente, ou a Reforma Protestante do século 16.

A verdade é que, ao longo destes dois mil anos e pelos mais diversos motivos – ou desculpas –, igrejas cristãs seguem tendo dificuldades em manter a sua unidade, geram do novas divisões e afetando a vida e o ministério de seus fiéis. Na história recente das igrejas evangélicas brasileiras, grandes separações aconteceram, tanto nos grupos históricos –como a Igreja Batista, que viu surgir em seu meio um segmento avivado nos anos 1960 –,como nas igrejas pentecostais e neopentecostais. E as separações acontecem tanto em nível denominacional como dentro das próprias comunidades locais, em geral por mero desentendimento entre seus líderes e, muitas vezes, gerando igrejas vizinhas – e até rivais– de mesma fé. “A divisão é intrínseca à experiência da Igreja cristã: simplesmente, nunca houve um cristianismo indiviso”, aponta o professor Joanil do Burity, coordenador do mestrado sobre fé e globalização do Departamento de Teologia e Religião da Universidade de Durham, na Inglaterra.

As razões que desencadeiam essas cizânias, na opinião dos especialistas, incluem desde a vaidade pessoal dos líderes até insubordinação, dificuldades de se trabalhar em equipe e interesses pessoais nocivos. Há também os motivos espirituais – caso das divergências teológicas ou de vocações ministeriais legítimas, que são sufocadas por lideranças centralizadoras. “Dificilmente, a divisão é provocada por uma ovelha, mas quase sempre porum pastor ou líder”, argumenta o pastor Osvaldo Lopes dos Santos, presidente da União das igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (UIECB). A denominação, introduzida no Brasil no século 19 pelo missionário e médico escocês Robert Kalley, enfrentou uma grande cisão em 1967, por causa da adesão de alguns pastores ao avivamento espiritual.

Se, por um lado, as separações em igrejas contribuíram para a acelerada disseminação do cristianismo no mundo, devido à multiplicação do número de congregações, por outro geram verdadeiros traumas emocionais e de fé nos membros, geralmente os que mais sofrem com as divisões. “Toda ruptura, quer seja pessoal ou institucional, sempre causa algum tipo de trauma emocional, psicológico, social, e, no caso da igreja, um espiritual”, continua Osvaldo. “Trata-se de um divórcio eclesiástico, que afeta profundamente a história e a identidade de um povo, removendo as suas bases e criando um grande vazio existencial por um longo tempo.”

Os cismas que acontecem no meio das igrejas evangélicas são uma das inúmeras causas das transferências de membros entre igrejas. A flutuação é grande – hoje em dia, é comuns e encontrar crentes que já foram ligados a diversas congregações. Caso de R.M., carioca de 50 anos que, a fim de evitar constrangimentos, pediu à reportagem para não ser identificado. “Converti-me na Assembleia de Deus”, conta. “Mas, três anos depois, o pastor rompeu com o Conselho e abriu sua própria igreja. Fui com ele e mais uns trinta irmãos”. O novo trabalho prosperou, mas aí foi a vez de o pastor ser vítima da divisão – um missionário da igreja, insatisfeito com sua liderança, saiu e levou consigo boa parte dos membros. R.,decepcionado, por pouco não caiu na fé. “Não fui atrás nem de um, nem de outro. Achei absurdo que homens que se diziam de Deus ficassem brigando entre si.”, reclama. Hoje, o funcionário público congrega na Igreja Cristã Maranata. “Há muito de vaidade e interesses pessoais nesses rachas, e pouco do Evangelho”, opina.

CREDIBILIDADE COMPROMETIDA

“Os crentes que mais sofrem com processos de divisão são justamente os neófitos na fé,que ainda possuem uma visão romantizada da igreja”, aponta o pastor Altair Germano,coordenador pedagógico Faculdade Teológica da Assembleia de Deus em Abreu e Lima (Fateadal), em Pernambuco. “As pessoas ficam marcadas por essas rupturas”. No entender do educador, atitudes de divisão podem criar grandes males espirituais para os membros de uma igreja que se fragmenta – “Embora, em alguns casos, a divisão seja até necessária”,ressalva. Mesmo assim, pondera, levantar as questões de maneira pública não é o melhor caminho. “As demandas e questões que suscitam divisões denominacionais precisam ser tratadas pelos líderes com sabedoria, temor, respeito e amor cristão.”

Até mesmo falar sobre as experiências de divisão é difícil tanto para os líderes, como para os membros das igrejas que sofreram esse tipo de situação. O pastor Josivaldo Carlos, 42,da Igreja Batista Missionária, já foi membro de uma igreja tradicional na periferia de Olinda(PE) antes de iniciar o próprio ministério. Há dez anos, um processo de mudança radical,implantada por um pastor que chegou à congregação, afastou rapidamente os membros mais antigos. “Eles se sentiram excluídos pela nova liderança. A maior parte se espalhou pelas igrejas vizinhas, mas uns até abandonaram o Evangelho.”

Josivaldo lamenta que os estragos da divisão vão além das paredes da igreja – trazem descrédito não apenas para as instituições que passam pelo problema, mas para o Evangelho, como um todo. “Existem consequências muito grandes nesses momentos. Uma delas é o prejuízo ao caráter evangelístico da igreja”, comenta. “Os novos convertidos sofrem um abalo na fé muito grande. Eles esperam da igreja algo novo, querem satisfazer um vazio da alma. Quando se deparam com uma separação que cria um ambiente muito hostil, a decepção é grande. Afinal, no lugar onde tinham a expectativa de encontrar soluções, acabam encontrando mais problemas”, declara Josivaldo.

Para Rinaldo Silva, de 24 anos, do Recife, o que o motivou a deixar a igreja onde congregava foi o que chama de uma crise interna. Envolvido em vários trabalhos na igreja,ele foi levado a deixar o ministério onde se batizara e foi para outra congregação, na mesma localidade, com uma série de irmãos, por conta das mudanças promovidas por um novo pastor, que eram contrárias aos princípios da igreja. “Esses momentos criam períodos de fraqueza espiritual muito grande. Leva os membros a se fecharem; muitos não querem mais saber de igreja nem de participar do Corpo de Cristo. Com o tempo, a pessoa nem quer mais buscar a Deus”. Anos após, com o fim da crise, Rinaldo retornou a igreja de origem, onde congrega até hoje. O aposentado João Neto, 54 anos, também passou por um processo de divisão na sua antiga igreja. Desvios doutrinários instabilidade na congregação,que culminou numa divisão, seis meses depois. “A igreja tinha um perfil e uma história que foram desrespeitados. A unidade da congregação foi enfraquecida. Entre os mais antigos, é uma tristeza ver uma trajetória ser interrompida.

Outro grupo de fiéis que demora a superar o embate das divisões são aqueles crentes que possuem longas trajetórias em uma mesma igreja. “Geralmente, aqueles que têm uma caminhada histórica em sua denominação é que apresentam dificuldades maiores numa situação como esta. Aos poucos, aquela sensação de vazio vai se dissolvendo e um novo tempo se estabelece em nossas vidas, porque, afinal, Deus nunca desiste de nós e ele é poderoso para guardar o nosso depósito até o dia final”, acrescenta o pastor Osvaldo Lopes dos Santos.

Com informações Rafael Dantas, Cristianismo Hoje

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.