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LUTANDO PELA VITÓRIA DE NOSSOS FILHOS

VIDA EM FAMÍLIA – MULHERES

 

O que aprendemos com Joquebede sobre a criação de filhos

     Joquebede era mãe de Moisés, Arão e Miriã. Qual era a situação que ela vivia, e o que ela decidiu fazer? Ex 1:22 e 2:1-10   

     Joquebede vivia no Egito como escrava, numa época em que o Faraó estava com medo da multiplicação do povo de Israel, e mandou que todos os recém nascidos do povo de Deus, do sexo masculino, fossem jogados no Nilo.

     Joquebede teve um menino, mas decidiu LUTAR PELA VIDA DELE, e não deixou ele ser jogado no Nilo. Ela o escondeu por 3 meses, até não conseguir mais. Então, cheia de fé, preparou um cesto e lançou no Nilo, e pediu à sua filha Miriã para seguir o cesto. Ele foi parar no lugar onde a filha do Faraó estava tomando banho. Ela tomou o menino e quis ficar com ele. Miriã apareceu e perguntou se a princesa queria ajuda para criar o menino. Ela aceitou, e Miriã foi chamar sua mãe, a própria mãe do bebê, que o tomou e o criou por 3 anos.

     DEPOIS disso o filho foi devolvido à princesa, que o criou segundo a tradição dos egípcios, e deu a ele o nome de Moisés.

     O que a atitude de Joquebede nos ensina?

     1. Que não devemos aceitar que nossos filhos não tem jeito, que estão perdidos.

     2. Que sempre há esperança, se confiarmos em Deus. Não vale a pena desistir.

     3. Ela não desistiu dos seus sonhos, nem de construir um futuro para seus filhos. Ela foi mãe do libertador de Israel, do primeiro sumo sacerdote, e de Miriã – compositora, cantora e que incentivou o povo de Israel nas batalhas.

     Qual o segredo de manter um filho nos caminhos do Senhor?

     Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. – Pv 22:6

     Deuteronômio 6:5-7 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

     Temos que aproveitar bem o tempo e DISCIPULAR NOSSOS FILHOS.

     Discípulo – aquele que recebe disciplina, instrução, treinamento, segue conselhos e imita o exemplo. Fazer discípulos é transferência de caráter.

     Que ferramentas temos para EDIFICAR a vida de nossos filhos?

     1. Faça uma aliança, um pacto, com Deus. Deus sempre cumpre suas promessas Salmo 91:1

     2. Ter um relacionamento com o filho. Falar, conversar, conhecer. Sem relacionamento não conseguimos ensinar nada. Deuteronômio 6:5-7

     3. Supervisionar o que entra em sua casa. O que fala, lê, assiste, não fique alheio. Interessar-se pelas coisas que seu filho gosta, ouve, vê. E não falar mal dele, mas PENSAR COM ELE E ENSINAR COM AMOR.

     4. Use palavras que constroem, não críticas. Não deprecie os filhos na frente dos outros. QUANDO FALAMOS MAL DELES, ESTAMOS AMALDIÇOANDO NOSSOS PRÓPRIOS FILHOS, ao invés de abençoá-los.

     5. VALORIZE SEUS FILHOS. Os filhos são a herança de Deus, a recompensa de Deus. Quando não valorizamos os filhos, estamos jogando a herança fora.

     6. Tomar posse da Palavra de Deus para os filhos. 2 Co 5:18-21

     Pastora Marisa Rosaneli

Data: 20/7/2011 09:37:58

Fonte: CG Atibaia

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PROCURAM-SE AMIGOS

Preletor: Ricardo Gondim

O ser humano precisa de amigos leais e pessoas para compartilhar sua vida

     Quando eu era menino, mamãe me aconselhava a tomar cuidado com os meus amigos. Depois, quando cresci mais, papai repetiu o surrado provérbio: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Passados vários anos e com tanta água sob pontes e viadutos, não consigo avaliar se consegui obedecê-los. Sinto, porém, que preciso achar novos amigos.

     Cheguei à meia idade bem decepcionado com a palavra Amizade. Esfolei os joelhos nos desdéns, aprofundei as ranhuras da cara com decepções e perdi tufos de cabelo com traições. Mas mesmo assim, reluto; não posso tornar-me cético, sei que devo manter-me próximo de amigos verdadeiros – Isso não é fácil!

     Faz pouco tempo, devido à internet, encontrei um colega (já não posso chamar-lhe de amigo) – estranho, eu o considerava um "irmãozão". Havíamos perdido o contato há alguns anos. Redigi e mandei-lhe uma mensagem cheia de afeto e saudade. Na verdade, eu estava carente, necessitado de vínculos leais. Tal como um doente que aperta a campainha da UTI, desesperado pelo socorro do médico, eu clamava por sua atenção. Arrazado, amarguei uma resposta horrível. Ele candidamente agradeceu a “carta eletrônica” e não hesitou em propor que, daquele dia em diante, compartilhássemos esboços de sermão. Quase chorei. A última coisa que eu precisava era um “esqueleto” de pregação.
     Entretanto, mesmo amealhando decepções, insisto em garimpar amigos.

     Quero ser amigo de quem valoriza a lealdade. Quando papai esteve preso, o estigma de subversivo grudou nele. Um dia, ele me contou com lágrimas nos olhos que vários ex-colegas da Aeronáutica desciam a calçada para não se verem obrigados a cumprimentá-lo. Guardo esse trauma e, sinceramente, não consigo lidar com amizades de conveniência.

     Preciso acreditar em amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos não desertam.

     Quero ser amigo de quem eu não deva me proteger, mas que também não se sinta acuado e com medo de mim. Não creio em companheirismo lotado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis.

     Quero ser amigo de quem não se melindra com facilidade. Eu me conheço, sei que piso em calos. Agrido com meus silêncios. Uso a introspecção para tecer comentários ácidos e impensados. Às vezes quanto mais tento, mais me mostro tosco. Vou precisar de amigos que tolerem as minhas heresias, hesitações e pecados. Dependo de que suportem o baque de minhas inadequações, e que sejam teimosos em me querer bem.

     Quero ser amigo, não simples parceiro de vocação. Já preguei em igrejas em que o pastor, depois da programação, se despediu de mim na calçada do aeroporto e nunca mais tive notícias dele ou da igreja. Não vou colocar o meu nome em conferências ou congressos que só me querem para divulgação. Recuso-me a reforçar eventos que engradecem pessoas ou instituições, mas não criam vínculos de carinho ou de cuidado.

     Já não aguento abraços coreografados. Manifestações artificiais de coleguismo, me enfadam. Tornou-se ridículo para mim testemunhar pessoas dizendo "somos uma só família em Cristo" e depois vê-las alfinetando os "irmãos" com comentários venenosos.

     Amizades certinhas, alimentadas por pieguismo e textos re-encaminhados de power-point, já não dizem muita coisa. Quanta preguiça e descuido jazem nas entrelinhas dos cartões de aniversário com frases prontas. Verdadeiros amigos sabem que seus sentimentos são preciosos e como é valioso compartilhá-los. Amizades superficiais são mais danosas do que inimizades explícitas.

     Quero ser amigo de quem não tem necessidade de parecer certinho. Não tolero conviver com quem nunca tropeça nos próprios cadarços ou que jamais admitiu ter sonhos eróticos. Ando cauteloso com quem se arvora de ter a língua sob controle absoluto.Vez por outra preciso relaxar, rir do passado, sonhar maluquices para o futuro e conversar trivialidades.

     Necessito de amigos que se deliciam em ouvir a mesma música duas vezes para perceber as sutilezas da poesia. Como é bom encontrar um velho camarada e comentar aquele filme que a gente acabou de assistir. Adoro partilhar pedaços do último livro que li. Vale contar com amigos que numa mesma conversa, elogiam ou espinafram políticos, pastores, atores, árbitros de futebol. Não existe preço para riso ou lágrima que vem da poesia.

     Quero terminar os dias e poder afirmar que, mesmo desacreditado das ideologias, dos sistemas econômicos e das instituições religiosas, jamais negligenciei a minha melhor fortuna: meus bons e velhos amigos. Contudo, ainda desejo encontrar mais amigos.

Data: 20/7/2011 08:32:19

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Estudos

SER PASTOR NÃO É DAR SHOW

LIDERANÇA

 

Convém que Jesus Cristo cresça e que eu diminua a cada dia

Por: Ari Oliveira de Sousa

     Em Julho de 2006, muitos cristãos protestantes de todo o Brasil expressaram sua insatisfação ao lerem a reportagem de capa da revista VEJA (edição de 12 de julho de 2006), cujo título reflete com muita precisão o conteúdo da referida matéria: “O Pastor é Show”.

A matéria publicada aponta para o novo momento do protestantismo brasileiro, que não mais tem se representado pelo estigma da prosperidade, mas pelo advento dos “gurus” apostólicos, ou os assim chamados pregadores das multidões, mega pastores ou show-men´s da fé. Que através do emprego de técnicas de marketing, comunicação e até mesmo da psicologia têm emplacado como os novos expert’s da auto-ajuda nacional.

Infelizmente, mais uma vez os “evangélicos” como temos sido usualmente chamados, não têm sido diferenciados quanto suas crenças e práticas. Onde igrejas sérias e históricas são confundidas com algumas “curiosas” igrejas locais e denominações em seus ritos e práticas (estranhos ao evangelho de Cristo).

O cristianismo da Terra de Vera Cruz vive um momento de profunda crise de identidade, onde muitos modismos e teologias decadentes advindos de diversos lugares do mundo encontram abrigo, sobrando ainda até um pouco de espaço para as heresias made in Brazil, 100% nacionais.

Para minha surpresa, folheando a referida edição de Veja (em quanto aguardava numa sala de espera), li na seção de Cartas, diversas mensagens de leitores evangélicos em manifestação de total aprovação a reportagem da edição anterior. Tantas mensagens, e quase nenhum conteúdo, tantos elogios e apenas uma crítica.

Diante disso, confesso que meu espírito amargurou-se. Acho que o que aprendi até aqui é totalmente inútil. Ou como diria Sócrates: “o que sei é que nada sei”. Reflito nas palavras de João Batista (precursor do Senhor) sobre Jesus: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jô 3.30).

Pois é, talvez João Batista estivesse errado, e por não ter pensado e se comportado como os “gurus” que surgem nos canais de TV aberta em nossas manhãs de sábado, perdeu provavelmente a oportunidade de fundar sua própria denominação, ou até mesmo destacado ainda mais o seu nome na história.

Sinto-me tentado, a exemplo de meus colegas, a me autoproclamar Apóstolo de Jesus, seguindo talvez a sucessão Joanina ou Paulina, já que a “franquia” Petrina já foi patenteada por algumas igrejas.Infelizmente, é cada vez mais evidente a tendência de descentralização de Jesus Cristo em sua igreja. Jesus tem “perdido” seu espaço para egos inflamados que se dizem seus representantes.

E por falar nisso, acho que o termo “Igreja” deve mesmo cair em desuso. Novos termos como tribo, encontros, point, etc. devem mesmo emplacar. Sinceramente, acho tudo isso muito show, ficarei no anonimato.
Que meu “espírito de grandeza” seja sufocado pelo serviço. Pois, segundo Jesus, “para ser grande tenho de ser pequeno” (Mt 23.11). Me esconderei atrás da cruz sem demagogia ou falsidade.

Quero ser pequeno! Aliás, aproveito a ocasião para me solidarizar com João Batista. Por resistir bravamente à tentação de ser grande. Concluo meu pensamento com a seguinte afirmação: Ser pastor é não dar show.
Convém que Jesus Cristo cresça e que eu diminua a cada dia!

Ari Oliveira de Sousa, autor é pastor da Igreja Presbiteriana de Higienópolis

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento,referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., é autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível com análise transacional e Comportamento Gerencial.

Data: 20/7/2011 08:59:29