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Absolvição de mãe acusada de matar filha de 2 anos gera comoção nos EUA

 

 

Foto: Reuters

Do lado de fora do tribunal, várias pessoas ficaram incrédulas com o veredicto

A absolvição da americana Casey Anthony, de 25 anos, da acusação de assassinar a filha Caylee, de 2, provocou uma verdadeira comoção nos Estados Unidos, expressa em programas de TV e em redes sociais na internet.

O julgamento foi acompanhado passo a passo pelos americanos ao longo das últimas seis semanas, em um dos casos policiais de maior repercussão no país nos últimos anos.

Muitos analistas chegaram a comparar o júri que inocentou Anthony ao do caso do jogador de futebol americano O.J. Simpson, absolvido da acusação de matar a mulher em 1995.

Em vários programas de TV, apresentadores discutiram o veredicto do caso Anthony. Uma apresentadora de um programa popular da TV a cabo afirmou que respeitava a decisão do júri, mas que achava que “o diabo está comemorando”. Dois apresentadores da rede CBS choraram no ar.

Vários termos ligados ao julgamento de Anthony estiveram ao longo desta semana entre os principais tópicos de mensagens postadas no Twitter. No Facebook, grupos discutiam o veredicto.

Filas no tribunal

Durante o julgamento, longas filas se formavam diariamente em frente ao tribunal em Orlando por pessoas que disputavam ferozmente os ingressos para assistir aos depoimentos.

Após o anúncio do veredicto, os advogados de defesa de Casey Anthony criticaram duramente a cobertura do caso pela imprensa americana, afirmando que ela havia condenado sua cliente antes mesmo da decisão judicial.

Anthony foi inocentada por um júri popular na Flórida da acusação de ter sufocado Caylee em 2008 com fita adesiva sobre sua boca e seu nariz. Ela também era acusada de ter jogado o seu corpo em decomposição em um bosque perto de sua casa, em Orlando, após circular por vários dias com ele no bagageiro de seu carro.

A mãe somente comunicou o desaparecimento da filha à polícia após um mês. Primeiro, alegou que a criança tinha sido sequestrada pela babá; depois, durante o julgamento, disse que a menina tinha se afogado acidentalmente em uma piscina.

Festas e tatuagem

Os promotores também alegaram que, durante o período em que Caylee já estava desaparecida, o comportamento de Anthony foi incompatível com o de uma mãe preocupada com a filha – ela teria frequentado festas e feito uma tatuagem com os dizeres "Bella Vita" (vida bela).

A tese da defesa era de que Caylee teria morrido afogada por acidente na piscina da casa dos avós e que Casey Anthony e seu pai, George Anthony, teriam entrado em pânico e escondido o corpo por medo da polícia. O avô da menina negou essa versão.

A autópsia do corpo de Caylee não conseguiu chegar a uma conclusão sobre as causas de sua morte. Este seria, segundo analistas, um dos principais motivos para a absolvição.

Se Anthony fosse considerada culpada de assassinato, poderia ser condenada à pena de morte. Ela acabou sendo considerada culpada apenas de mentir à polícia durante as investigações. A sentença deverá ser anunciada na quinta-feira, mas Anthony possivelmente será libertada por já ter passado quase três anos presa.

‘Novela’

Foto: Reuters

O local onde o corpo de Caylee foi encontrado, em Orlando, virou um santuário

O julgamento de Anthony Casey também levou especialistas a discutirem por que o caso ganhou tanta atenção do público americano.

Para Robert Thompson, professor de cultura popular da Universidade Syracuse, de Nova York, o fato não é surpreendente. “Você tem essa história incrivelmente trágica de uma criança morta, que não poderia ser mais dramática”, disse ele à BBC.

Ele comenta ainda que alguns detalhes tornaram o caso ainda mais incomum, como os 31 dias que se passaram até que Anthony relatasse o desaparecimento da filha e personagens fictícios que ela criou durante seus depoimentos, como a suposta babá e um namorado rico que seria o pai da filha.

“Havia essa mulher bonita contando histórias que pareciam não se encaixar. Se alguém estivesse escrevendo o caso como uma história de crime de ficção, ninguém acreditaria”, comentou Thompson.

Para ele, coberturas de casos como esse criam um efeito dominó. “Quanto mais detalhes as pessoas recebem, mais elas querem. Os espectadores são atraídos como em uma novela de TV”, disse.

O jornalista Eric Deggans, do jornal St Petersburg Times, da Flórida, tem uma visão parecida. “É uma novela da vida real, tem todos os ingredientes que você poderia esperar de um episódio de L.A. Law ou deLaw and Order acontecendo na vida real”, disse.

Mãe e filha

Para Robin Simon, professora de sociologia da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, uma das razões para o interesse na história é o fato de ela contrariar a noção que a sociedade tem sobre a ligação que uma mãe deve ter com seus filhos.

“A atenção que foi gerada com a mídia não seria tão significativa se fosse um pai assassinando seu filho”, disse.

Para ela, o caso é um triste reflexo da sociedade americana moderna. “Um jornalista estava entrevistando as pessoas na fila para o tribunal. Uma mulher disse: ‘Não posso esperar para ver. É o melhor reality show’”, contou.

“A mulher então riu. Ela nem percebeu que era um caso real com pessoas reais. É nojento”, disse.

Para Thompson, por maior que tenha sido o interesse sobre o caso nas últimas semanas, ele vai logo se dissipar.

“O interesse vai embora e esperamos pelo próximo caso. Os noticiários diários na TV a cabo precisam desse tipo de coisas, então, podemos esperar pelo próximo julgamento do século daqui a 13 meses”, diz.

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PLC 122: Marta Suplicy desmente Magno Malta

 

Senadora do PT afirma publicamente que “nunca falou em arquivar PLC 122”

Julio Severo

Senador Magno Malta, que é amigo de Lula e Dilma Rousseff, havia dito que depois de conversar com Marta Suplicy, ambos decidiram pelo sepultamento do PLC 122. Os parlamentares evangélicos esquerdistas Walter Pinheiro, Benedita da Silva, Lauriete Almeida e Gilmar Machado estavam com Malta e são testemunhas.

Mas agora Suplicy, que também é amiga de Lula e Rousseff, faz declarações negando qualquer arquivamento do PLC 122, que na prática continua vivo e venenoso.

O blog Holofofe fez o seguinte cronograma do que houve entre Malta e sua amiga senadora:

Em 30 de junho, o site do senador Magno Malta publicou:

“O polêmico projeto de lei 122, conhecido erroneamente como lei anti-homofobia, foi sepultado de forma definitiva pela própria relatora, senadora Marta Suplicy (PT/SP) durante almoço no gabinete do senador Magno Malta (PR/ES), presidente da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira. Participaram também da reunião o senador Walter Pinheiro (PT/BA), deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), deputado federal Lauriete Almeida (PSC/ES) e o deputado Gilmar Machado (PT/MG)”.

Contudo, em 5 de julho a senadora Marta Suplicy divulgou uma nota que diz:

Nunca falei em arquivar o PLC 122. Disse que, fruto das discussões do PLC 122, um novo projeto é discutido no momento, com acompanhamento de Toni Reis, presidente da ABGLT, e também tendo eu relatado a mais lideranças do movimento LGBT o andamento de cada conversa feita entre senadores”

A pergunta crucial agora é: quem está mentindo?

Fonte: www.juliosevero.com

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QUEM PRECISA DE SOCORRO?

Billy Graham

Texto base: A pessoa que se encontra nas mais precárias circunstâncias da vida deseja socorro imediato

     Na epidemia de filmes sobre catástrofes que grassou nos meados dessa década de 70, houve um que se chamou Terremoto. Quando o devastador tremor de terra ocorre, duas das personagens principais do filme procuram abrigo sob um carro forte, para esconderem-se dos destroços que caíam, e do terror da natureza desenfreada. Naquele momento, eles não pararam para raciocinar sobre o que estava acontecendo, e nem procuraram analisar o que iriam fazer; só sabiam que precisavam de socorro, e correram a abrigar-se.

     A pessoa que se encontra nas mais precárias circunstâncias da vida deseja socorro imediato. Ela não precisa analisar o socorro, nem examinar a forma sob a qual ele lhe chega; ela só sabe que precisa ser salva.

     Quando nos referimos ao desastre de nossos terremotos interiores, alguns intelectuais desejam saber qual é a fonte de auxílio e conhecer todos os detalhes que se relacionam com esta fonte. O intelectual tem um cerro conjunto de crenças auto-suficientes, e acredita que seu sistema está completo. Outros intelectuais aceitam cegamente as falsificações que lhes são apresentadas em linguagem e linha de pensamento tão complexas, que quem quiser negar suas premissas correrá o risco de parecer ignorante. Para algumas pessoas é muito difícil dizer: “Isto não faz muito sentido; eu não entendo o que quer dizer.”

     Contudo, vários intelectuais abriram o coração e a mente para a verdade das boas-novas, e encontraram uma nova vida.

     Uma jovem hindu que fazia um curso de pós-graduação em medicina nuclear na Universidade de Los Angeles, iniciava seu segundo ano de estudos, quando assistiu a uma de nossas cruzadas. Ao término do culto, ela aceitou Jesus como seu Salvador, e nasceu de novo.

     Um brilhante cirurgião que assistiu a uma cruzada ouviu-me afirmar que, se para chegar aos céus cada pessoa dependesse de boas obras, eu não tinha esperanças de chegar lá. Ele dedicara sua vida a socorrer a humanidade, mas naquele momento compreendeu que seus estudos e todos aqueles anos de dedicação e esforço, suas noites de vigília com os pacientes, e seu amor pela profissão não lhe conquistariam um lugar junto a Deus. E esse homem, que vira muitos nascimentos nessa vida, aprendeu o que significava nascer de novo.

     Muitas pessoas pensam que Cristo só conversava com pessoas desclassificadas ou com crianças. Mas um de seus grandes encontros, durante seu ministério, foi com um intelectual. Esse homem, cujo nome era Nicodemos, tinha uma ideologia e filosofia teológica muito rígida, e que aliás era excelente, pois tinha Deus como centro. Entretanto, esse intelectual estruturara seu sistema religioso-filosófico sem o nova nascimento, que somente é encontrado em Jesus Cristo.

     E o que foi que Jesus, um carpinteiro de Nazaré, disse àquele homem culto? Ele disse mais ou menos o seguinte: Sinto muito, Nicodemos, mas não posso explicar-lhe isso. Você está diante de um fato que o perturba, porque não se ajusta ao sen sistema. Você reconhece que não sou um homem comum, e que eu opero no poder de Deus. Isto não faz muito sentido para você, mas não posso explicar-lhe, porque suas suposições não me concedem um ponto de partida. Nicodemos, para você isto é ilógico. Não há nada em suas idéias que o aceite. Mas você não terá visão espiritual, enquanto não nascer espiritualmente. Você terá que nascer de novo.”

     Nicodemos estava confuso. “E como é que um homem que já está envelhecendo pode nascer de novo?” indagou ele. “Como pode ele retornar ao ventre de sua mãe e nascer pela segunda vez?”

     Os intelectuais perguntam: “Como é que um homem pode nascer duas veles? “

     Quem quiser encontrar respostas para suas indagações tem que se dispor a rejeitar muita coisa de seu antigo sistema de pensamento e mergulhar no novo. Então enxergará a possibilidade de algo que pensou ser impossível.

     “É por isso que somente esta fé singularmente ‘impossível’ – em um Deus que existe, em uma encarnação que é terrena e é histórica, em uma salvação que vai de encontro à natureza humana, em uma ressurreição que aniquila o caráter decisivo da morte – é capaz de oferecer uma alternativa para o vacilante pó da terra, e, através de um novo nascimento, abrir-lhe caminho para uma nova vida.”

     Nas montanhas próximas ao lugar onde moramos, certa vez, um pequeno avião se perdeu com quatro pessoas a bordo. Mais ou menos por essa mesma época, uma jovem de quinze anos perdeu-se na mesma área. Foi uma ocasião de muita tristeza para nossa comunidade, pois as quatro pessoas morreram e a jovem nunca foi encontrada.

     Certo dia, quando minha esposa comentava com um senhor que trabalha para nós acerca dos trágicos acontecimentos que sucederam àquelas pessoas, ele contou-lhe um fato de sua própria experiência. Ele nascera e se criara nessas montanhas, disse-lhe, e pensou que nunca iria perder-se nelas. Quando criança, aquela região fora área de lazer, e depois de adulto, era ali que ele caçava. Em certa ocasião, porém, ele ficou a vaguear pelo mato, subindo penhascos, terrivelmente confuso.

     Ele ia de um lado para outro, até que, de repente, para seu alívio, chegou a um barraco onde morava um velho. E ele disse a Ruth que nunca esqueceria o conselho que o homem lhe deu: “Quando você se perder nestas montanhas, nunca desça – procure sempre subir. Do alto do morro, você avista o lugar e fica sabendo onde está, e pode orientar-se de novo.”

     É possível que venhamos a perder-nos nas montanhas da vida.

     Temos duas escolhas: ou podemos descer e nos deixar dominar por drogas, depressões, vazio e confusão de mente, ou podemos continuar a subir. A direção que seguirmos determinará se encontraremos a nós mesmos ou não.

     Nessa época de indagações e buscas, a mais importante delas é a nossa busca de um conhecimento acerca da vida, e acerca de Deus. Esta busca nos lançará na única direção certa, no único caminho certo, e então estaremos encetando aquela jornada, quando nascemos de novo.