Categorias
Noticias

Saiba mais sobre a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann

 

Fonte: folha.com

DE SÃO PAULO

Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba (PR) no dia 6 de setembro de 1965.

De família de origem alemã e catarinense, Gleisi é formada em Direito na Faculdade de Direito de Curitiba, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira.

Mulher do ministro Paulo Bernardo (Comunicações), tem dois filhos. Seu primeiro casamento foi com o jornalista Neilor Toscan.

Gleisi se filiou ao PT em 1989, foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul na gestão de Zeca do PT e secretária de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina.

Em 2002, compôs a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, onde seria nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional. Ali permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal, não conseguiu se eleger.

Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008, candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, mas obteve o segundo lugar, com 18,17% do votos.

Em 2010, disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se como a mais votada, juntamente com Roberto Requião (PMDB).

Sérgio Lima – 06.jun.2011/Folhapress

Gleisi Hoffmann é convidada para substituir Palocci na Casa Civil

Gleisi Hoffmann é convidada para substituir Palocci na Casa Civil

Categorias
Estudos

A Igreja e a “Palavra que esmaga sem misericórdia” — a Bíblia e a homossexualidade

 

Albert Mohler

6 de junho de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — A Igreja é culpada de espancar pessoas com a Bíblia? Tão estranho quanto esse argumento possa parecer, é realmente uma arma poderosa nas mãos daqueles que estão determinados a normalizar a homossexualidade e o casamento de mesmo sexo dentro da Igreja. Aqueles que estão promovendo a aceitação da homossexualidade argumentam hoje que os cristãos que se opõem a essa agenda estão “esmagando impiedosamente” os pecadores com os textos da Bíblia.

Não parece existir nenhuma fonte confiável para a origem dessa inovação retórica que é muito forte, mas se tornou cada vez mais popular em anos recentes, e é usada como um meio de subverter a condenação da Bíblia às relações sexuais de indivíduos do mesmo sexo.

Em seu recente livro Fall to Grace (Da Queda para a Graça), Jay Bakker apresenta uma forma clássica desse argumento. Bakker, filho de Jim e Tammy Faye Bakker, é hoje co-pastor da Igreja da Revolução na cidade de Nova Iorque — uma congregação descrita pela revista New York como “uma igreja que ainda está tentando compreender sua mensagem”. Pois bem, essa igreja pode estar querendo compreender sua mensagem em algumas questões, mas acerca da homossexualidade a posição dessa igreja é muito clara.

Jay Bakker era um menino pré-adolescente quando seus pais se envolveram num imenso escândalo que levou ao colapso de seu ministério de televisão PTL (Praise the Lord, que em português é Louve ao Senhor), que tinha de tudo, até um parque de diversões temático conhecido como “A Herança dos EUA”. Conforme Bakker deixa claro, a grande lição que ele aprendeu com esse escândalo foi que os cristãos mostram muitíssimo pouca graça. Em Fall to Grace, Bakker coloca para exibição sua visão do que é o Cristianismo. Ele faz algumas críticas legítimas à Igreja, mas o que ele oferece é uma remodelação revisionista do Cristianismo e do Evangelho que realmente é apenas uma reciclagem do liberalismo protestante do início do século vinte.

Numa longa e reveladora resenha do perfil de Jay Bakker, Alex Morris da revista New York argumenta que Bakker reduziu o Cristianismo a uma mensagem de perdão que tem pouco mais que isso. “Contudo, basicamente ele está preparado para descartar o resto do Cristianismo protestante — uma postura que o empurra para muito mais além da ala liberal radical dos evangélicos, levando-o ao que é conhecido como ‘ministério emergente’”, comenta Morris. Ele descreve a perplexidade de alguns que estão na Igreja da Revolução que estão tentando compreender no que essa igreja realmente acredita. Ele pergunta: “Quando se arranca tanta coisa do Cristianismo [quanto ele arrancou], o que é que sobra?”

Jay Bakker é adepto de uma teologia evolucionária. EmFall to Grace, ele argumenta que há uma teologia evolucionária dentro da Bíblia e que o caráter de Deus muda do Antigo Testamento ao Novo Testamento. Bakker dá crédito ao escritor Brian D. McLaren pelo argumento de que a Bíblia revela “uma trajetória que aponta inexoravelmente de juízo e castigo no passado distante do tempo para perdão e amor universal”. Em seus argumentos, Bakker é contra “tentar manter uma coerência bíblica” e proclama que “não estamos presos ao Deus raivoso que se encontra no Antigo Testamento (e, sim, em alguns lugares do Novo Testamento)”.

No livro, Bakker explica como ele veio a defender a homossexualidade e até a realizar pelo menos um casamento de mesmo sexo. Ele argumenta que a Igreja tem de evoluir em sua compreensão acerca dos ensinos morais da Bíblia. Ele admite que o Antigo Testamento condena com clareza as condutas sexuais de mesmo sexo, mas rejeita isso como irrelevante para a Igreja: “A verdade é que a Bíblia apoia todos os tipos de atitudes e condutas que achamos inaceitáveis (e ilegais) hoje e condena outras que reconhecemos como condutas que não têm tanto problema assim”, diz ele.

Ele rejeita o Antigo Testamento como apenas um livro que contém leis, inclusive leis com relação à sexualidade humana, que meramente “refletem as preocupações sociais de outra época e lugar”. Portanto: “Tal qual nossa maneira de pensar evoluiu nessas outras áreas, assim também tem de evoluir na questão da homossexualidade”.

Quando se dirige ao Novo Testamento, Bakker identifica três textos que ele chama de “os textos bíblicos para esmagar sem misericórdia”. Por quê? Porque, explica ele, “esses textos são usados para bater bem na cabeça das pessoas”.

Esses textos incluem 1 Timóteo 1:10, 1 Coríntios 6:9-10 e Romanos 1:25-27. Bakker se baseia na recente erudição liberal para argumentar que esses textos realmente não lidam de forma alguma com homossexualidade, mas com promiscuidade, estupro e “vício excessivo”.

Esses argumentos se tornaram a agenda padrão entre aqueles que defendem a aceitação da homossexualidade, e são usados de modo habilidoso e repetitivo em quase todos os debates públicos acerca dessa questão. Mas esses argumentos falham por duas razões muito importantes. Primeira, esses argumentos simplesmente não são fiéis aos textos envolvidos, que claramente condenam a conduta de mesmo sexo. Segunda, esses argumentos se baseiam na alegação absurda de que a Igreja entendeu mal esses textos durante séculos, apenas para ser “corrigida” por eruditos revisionistas em décadas recentes.

Apesar disso, o aspecto mais importante do argumento de Bakker é seu jeito de descartar os textos “que esmagam impiedosamente” — sugerindo que a Igreja os está usando de modo cruel ao dizer aos homossexuais que as condutas de mesmo sexo são pecado.

O que é interessante é que a palavra “esmagar impiedosamente” [cujo original em inglês é “clobber”] pegou a ideia de violência física apenas durante a 2ª Guerra Mundial, quando, de acordo com os linguistas, “esmagar impiedosamente” era usada com referência aos ataques de bombardeios aéreos. Está consagrada em nosso vocabulário agora, que é o que torna essa estratégia retórica tão eficiente, pois fica claro que não existe simplesmente um direito de “esmagar” pessoas “impiedosamente”.

Mas é isso o que os cristãos fazem quando defendem a veracidade e autoridade da Bíblia? É “esmagando impiedosamente” as pessoas para apontar para o fato de que a Bíblia identifica a conduta ou atitude delas como pecado?

Certamente que não — pelo menos não quando a verdade bíblica é declarada com honestidade. Em outras palavras, não quando honestamente confessamos que nossos pecados também são condenados dentro da mesma Bíblia.

Sem um conhecimento de nosso estado de pecado, não sabemos que temos necessidade de um Salvador. Nesse sentido, todos precisamos ser “esmagados impiedosamente” pela Bíblia de modo que saibamos que temos necessidade de Cristo.

Deus amou tanto a humanidade pecadora que ele nos deu a Bíblia — e a Lei — a fim de que saibamos com especificação revelada a verdade sobre nosso próprio estado de pecado. Então, verdadeiramente celebramos o que significa que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho, para que quem crê nele não pereça, mas tenha a vida eterna”. [João 3:16]

A condenação da Bíblia às condutas de mesmo sexo é abrangente e clara. Está entrelaçada com a mensagem da Bíblia com relação ao plano de Deus para a humanidade, casamento e sociedade — e o Evangelho. Só se atinge o florescimento humano vivendo em obediência ao plano revelado de Deus. Nossa rebelião contra o Criador fica muito mais pérfida quando declaramos que nosso próprio plano é superior ao dele.

Quando a Bíblia, em parte ou no todo, é descartada como um “livro que esmaga impiedosamente”, não é só a Bíblia que sofre subversão, mas também o Evangelho. A Igreja tem de reconhecer esse fato claramente — e sem demora.

Publicado com a permissão de AlbertMohler.com

Artigos relacionados:

A face do ódio

Extremista antigay Fred Phelps ajuda o movimento homossexual

Pregador de rua é indenizado em mais de seis mil dólares por detenção injusta por comentários sobre homossexualismo

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Categorias
Artigos

Lennon, retrato desde la fe del artista adolescente

TES

José de Segovia Barrón

 

Lennon, retrato desde la fe del artista adolescente

Una película narra los años de adolescencia de John Lennon, el beatle que tuvo más relación con el cristianismo.

7 de junio de 2011

En Nowhere Boy ( Chico de ninguna parte ), la directora londinense Sam Taylor-Wood lleva a la pantalla la desorientación de este joven atormentado, que lucha por encontrarse a sí mismo. A partir del libro de su hermanastra, el artista encarnado por Aaron Johnson busca su lugar en el mundo, en medio de una familia desestructurada. Kristin Scott Thomas interpreta a la religiosa tía Mimi, que hace que Lennon vaya cuatro días a la semana a la iglesia.
Escribo este artículo en Italia, donde estoy en una conferencia sobre la teología en el sur de Europa, convocada por Paul Wells, decano de la Facultad de Aix-en-Provence en Francia. Wells se crió a pocas calles de la casa donde vivía el músico con su tía Mimi, en el depauperado Liverpool de los años cincuenta. Su colega Peter Jones –ahora profesor de Nuevo Testamento en Westminster, Filadelfía– era compañero de clase de Lennon. Y aunque Paul es más dylaniano que beatlemano, me cuenta algunos de sus recuerdos de aquellos años…
EDUCACIÓN RELIGIOSA
Lennon nunca tuvo miedo de hablar de su educación religiosa. “Señor Lennon” –le preguntó un periodista en una rueda de prensa en Chicago– “¿son todos los Beatles cristianos? Tras una breve pausa, John comenzó a hablar: “Todos crecimos…”. Cuando de repente cambió la frase, para referirse sólo a sí mismo: “No soy un cristiano practicante, como me educaron, pero no tengo ideas que no sean cristianas”.
Es como si Lennon estuviera a punto de decir que “crecieron como cristianos” o “en la iglesia”, cuando se dio cuentaque aunque los cuatro Beatles habían sido bautizados de niños –él y Ringo como anglicanos, Paul y George como católicos–, sólo él podía decir que había “crecido” en la iglesia.  Días después de esas declaraciones, John le dijo a Leroy Aarons del Washington Post que su educación fue la “normal en la Iglesia de Inglaterra, yendo a la escuela dominical y a la iglesia”.
El resto de los Beatles tuvieron periodos de contacto con la religión organizada, pero no tuvieron presión familiar alguna para seguir el camino cristiano. Paul y George  eran hijos de católicos, casados con agnósticos de origen protestante. Se criaron en casas donde la religión no tenía ninguna importancia. Sus padres eran trabajadores del norte de Inglaterra, que veían la Iglesia como un instrumento de poder de los ricos.
La madre de Ringo  perteneció sin embargo un tiempo a la Orden de Orange, una organización protestante que tiene todavía mucha influencia en Irlanda del norte, pero que Paul Wells me comenta que era muy fuerte entonces en Liverpool. La iglesia anglicana, donde iba Ringo a la escuela dominical (St. Silas en la calle High Park de Toxteth Park), era de orientación evangélica (el edificio se demolió, cuando cerró en 1952). Aunque “iba allí, porque era un sitio donde podía jugar con bloques y pintar” dice Ringo –que se unió luego al coro de la iglesia, porque “pagaban bien”–.
Aunque varió su educación religiosa, todos perdieron el interés en la iglesia al llegar a la adolescencia. Ninguno de sus padres era particularmente religioso. Creían que la iglesia era para la gente mayor (que necesita consuelo), mujeres (que buscan ayuda emocional) y niños (que necesitan dirección). John se muestra sin embargo particularmente irritado, cuando habla de religión. Ya que él pasó más tiempo en la iglesia que ningún otro Beatle .
Una de las primeras cosas que Lennon hizo cuando estaba “aclarándose sobre Dios” –como lo describió después–, fue investigar el cristianismo en que había sido educado. Habla de meditar como “adorar en tu propio templo interior” y leyó la Biblia toda su vida. “Crecí como cristiano” –dice poco antes de su muerte, en 1980–, “pero sólo ahora entiendo algunas de las cosas que Cristo decía en las parábolas”.
La figura de Jesús aparece una y otra vez en el pensamiento de Lennon. “Veía la Biblia como un drama simbólico universal, que se representa cada día delante de nuestros ojos” –dice Frederic Seaman, su asistente personal a finales de los años setenta–. “En particular a John le fascinaba la vida de Jesucristo”. Es como si no pudiera librarse de su influencia, a pesar de ser agnóstico. Volvía a él, una y otra vez…
FAMILIA DESESTRUCTURADA
Lennon es sin duda quien más influencia religiosa tuvo. Su abuelo era un católico irlandés que se casó con una chica de Liverpool. Tenía incluso un hermano cura, aunque el padre de John es bautizado en la Iglesia anglicana , a pesar de que ninguno de su familia iba ya a la iglesia.
La familia de la madre era muy protestante. Su abuelo era de la tradición metodista calvinista de Gales. Al casarse sin embargo su hija con alguien que no iba a la iglesia, la moral de la madre ya no está determinada por la fe. Tras ser abandonada por su marido vive con varios hombres. Su hermana Mimi le ofrece entonces cuidar de John. Ya que considera que no es una buena educación para él, vivir con una pareja que no está casada. La madre muere en un accidente, al ser atropellada por un conductor borracho, cuando John es todavía adolescente.
Si la madre de Lennon era moderna y liberal, la tía con la que vive es todo lo contrario. Mimi era anticuada y estricta. Su religión no se basaba sin embargo en la prohibición del alcohol o las diversiones –bebía ginebra y jugaba al bridge –, sino en las aspiraciones sociales de alguien que quería pertenecer a una clase media, donde la cultura y la religión jugaban un papel importante. La iglesia anglicana de St. Peter en Woolton –donde Mimi lleva a John–, representa la decencia y corrección que Lennon va a rechazar finalmente.
LA IGLESIA DE LENNON
La respetabilidad que el cristianismo significa para John fue unida siempre a la experiencia de haber estado yendo cuatro días a la semana a la iglesia, que era el centro de su vida adolescente. Allí conoce a su primera novia, los futuros miembros de Quarrymen , su primer manager y el amigo de Paul McCartney, Ivan Vaughan. Era la congregación donde iba el obispo de Liverpool. No era particularmente evangélica, pero tampoco anglo-católica. Era la típica iglesia anglicana de aquella época.
En un campo delante de la iglesia de Lennon, actuaron los Quarrymen el verano de 1957. Allí estaba la tumba de Eleanor Rigby, que inspiró la famosa canción de los Beatles.  Y en el salón de la iglesia se encontraron John y Paul por primera vez, después de la actuación de los Quarrymen.  El pastor era un galés soltero, Pryce Jones, que estudió teología en Londres y era más valorado por su capacidad para levantar fondos que por su dones de predicación. Era un gran organizador, cuya motivación había convertido la iglesia en el centro de la vida de Woolton. El grupo de jóvenes de la iglesia de Lennon tenía como 170 miembros, cuando John se incorporó a los 15 años.  Para la escuela dominical se reunían en varias salas de la iglesia. Seguían las Notas Diarias  de la Unión Bíblica . “Nos sentábamos y comentábamos el texto del día”, dice David Ashton, que se solía poner al lado de John en el coro. “Hablábamos de lo que significaban las Escrituras”.
El problema es que la mayoría de aquellos chicos asistían porque eso es lo que querían los padres. Las doctrinas cristianas eran algo abstractas para ellos. Lo que les gustaba era estar con sus amigos. “Ninguno de nosotros era profundamente religioso”, dice otro de aquellos jóvenes, Rod Davis. El director musical de la iglesia, Eric Humpriss, era de hecho ateo. Le encantaba la música religiosa, pero cuestionaba doctrinas cristianas fundamentales. “Pienso que John puede haber sido influenciado por algunas de sus ideas”, dice Ashton.
Para tener una idea de lo vacío y aburrido de los sermones de Pryce Jones, basta leer sus meditaciones en el boletín mensual de la iglesia. En octubre de 1950, el pastor escribe sobre “el deterioro del carácter, la conducta y las normas, de las que tantos se quejan”. Se lamenta que “hay una grave falta de sentido acerca de por qué no se debe tomar una determinada acción, si nos da placer, aunque no sea moralmente, particularmente respetable”.
Es a esa fe moralista, que John es confirmado “voluntariamente” a los 15 años, dijo Mimi al primer biógrafo de los Beatles, Hunter Davies. Para eso siguió unas clases con el pastor, que seguía el catecismo bastante libremente. Su frase favorita, recuerda David Ashton, era que “el mundo era como un libro ilustrado que nos enseña el amor de Dios”. Le preocupaba más enseñar a los chicos cómo juntar las manos al recibir el pan en la comunión, que entender la doctrina cristiana.
Al llegar así a formar parte de la iglesia, iba a unas clases bíblicas que se daban en una capilla lateral del edificio. Las daba un hombre llamado Jack, “que realmente creía en Dios”, dice Ashton. Aunque en un ensayo que hace a principios de los años cincuenta sobre Feuerbach, John dice ya que la religión es una proyección de la naturaleza humana. Sin embargo, él había tenido algunas experiencias místicas de niño. Esas alucinaciones le llevaron a pensar que tenía un don especial. Ese es el trasfondo de Strawberry Fields Forever , aunque escoge el hogar infantil del Ejército de Salvación  en Woolton, como si fuera el lugar donde tuvo esa experiencia.
EL ROCK COMO RELIGIÓN
Las dudas de Lennon sobre la religión que conoció, se unen así a su particular misticismo en una combinación típica de El evangelio según los Beatles, que explica Steve Turner en su interesante libro. “La gente tiene la imagen de que yo soy anticristiano o antirreligioso, pero no es así en absoluto” –dice John en 1980–. “Soy una persona muy religiosa, desde luego que no soy ateo”.
Igual que muchos de su generación, John y sus amigos no tuvieron una crisis de fe, que les hizo abandonar la Iglesia. Simplemente se alejaron de ella, llenando su vida de otras actividades. En ese sentido, la aparición de la televisión en los años cincuenta vació más iglesias en Inglaterra que las obras completas de Darwin, Nietzsche, Freud y Bertrand Russell.
Para Ashton, fue al comenzar a trabajar, cuando rompe con la iglesia. Para Davis, el día que su padre le compró un coche. Para otros amigos de Lennon, fueron las chicas, las que se volvieron más interesantes que las historias de la Biblia. Y para John, fue sin duda el rock´n´roll  lo que llegó a su corazón. “Cuando lo oí y me metí en ello, descubrí que eso era la vida” –dice Lennon–. “No hay otra cosa”, recuerda en 1975.
El rock les lleva de Liverpool a Hamburgo. Allí “fuimos bautizados”, dice McCartney en 1997. Su música produce una verdadera conversión. Ocurrió en 1956, cuando John escucha a Elvis en Radio Luxemburgo , cantando Heartbreak Hotel . No había visto nunca su foto, ni sabía de dónde venía esa música. Su tío George acaba de morir de una hemorragia, tras caerse de una escalera. Tenía sólo 52 años. John estaba de vacaciones en Escocia. Y al volver a casa, su tía le dio la noticia. La soledad de la que cantaba Elvis, por ese amor perdido, conmovió a Lennon.
“Nada ocurría en la iglesia”, dice John. Elvis, “es lo que estaba pasando”. En la iglesia, “nada realmente nos tocaba”. El rock´n´roll  era “lo único que me llegaba”, recuerda. Si en la iglesia se hablaba de cosas abstractas, “el rock´n´roll  era real”. Si en la iglesia se insistía en la necesidad de controlar nuestra mente para dominar el cuerpo, “el rock´n´roll  unía mente y cuerpo por la música”.
Elvis transformó la vida de John de una forma que la religión no pudo hacerlo. “Era mayor que la religión en mi vida”, dice. “Yo adoraba a Elvis, como la gente adoró a los Beatles”. Y cuando su cabeza se llenó de música, dejó de ir a las clases bíblicas de Gibbons. Se acabó su relación con la iglesia de St. Peter. Otro afecto llenó el vacío de una religión moralista, que nada tenía que ofrecer para un espíritu inquieto como el de John. Un nuevo ídolo ocupó su corazón.
DIOS Y LOS ÍDOLOS
Es imposible entender la cultura sin discernir sus ídolos. La idolatría no es simplemente una forma de culto ritual, sino una sensibilidad y modo de vida basado en valores finitos, haciendo de las cosas creadas absolutos divinos. Todos creemos, confiamos y admiramos a algo o a alguien. La Biblia nos llama por lo tanto a volver de los ídolos a Dios porque hemos “cambiado la verdad de Dios por una mentira, y adorado y servido a cosas creadas, en vez de al Creador”  ( Romanos 1:25 ).
¿Qué es lo que realmente esperas de la vida?, ¿en quién o en qué buscas estabilidad, seguridad y aceptación?, ¿dónde está realmente tu felicidad? Tu respuesta te revelará el ídolo oculto de tu corazón. La idolatría es fuente de todos los males que hay en nuestra vida, pero ¿cómo podemos ser libres de ella? El moralismo y la presión social o familiar es incapaz de librarnos de ella, como demuestra la vida de Lennon.
“La única forma de desposeer al corazón de un viejo afecto es por el poder expulsador de uno nuevo”, dice el predicador escocés del siglo XIX, Thomas Chalmers, co-fundador de la Alianza Evangélica. Es apreciando, gozando y descansando en lo que Jesús ha hecho por nosotros, que encontramos verdadera liberación. El creyente es llamado por eso a “poner la mente y el corazón en las cosas de arriba”, allí donde está “tu vida escondida con Cristo en Dios” ( Colosenses 3:1-3 ).
Jesús tiene que ser más atractivo en tu corazón y maravilloso para tu imaginación, que el ídolo al que sirves. “Prueba el amor de Aquel que es mayor que el mundo”–dice Chalmers–, “intentando por todo medio legítimo que tenga acceso a tu corazón”. Cuando Cristo se convierte en algo más importante que la vida misma, has descubierto el bien supremo del Evangelio, que es contemplar y deleitarse en la belleza y valor de Dios, que llamamos su gloria.
¡Imagina!, ¡imagina que hay un Cielo!, cuya satisfacción puede colmar todas las frustraciones de la vida. Pues allí donde está Dios, allí está el Cielo…

Autores: José de Segovia Barrón

© Protestante Digital 2011