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Um cristão é assassinado a cada cinco minutos

 

Encontro discutiu a intolerância e a discriminação religiosa no Oriente Médio e parte da Europa

Um cristão é assassinado a cada cinco minutos

De acordo com o sociólogo Massimo Introvigne a cada cinco minutos um cristão morre assassinado em razão da sua fé na Hungria. Esse dado foi apresentado durante a Conferência Internacional sobre Diálogo Inter-Religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada em Gödöllö (Budapeste), promovida pela presidência húngara da União Europeia.

Introvigne, que é representante da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra a intolerância e a discriminação contra os cristãos, indicou que 105 mil deles são assassinados cada ano por sua fé.

Esse número abrange somente os verdadeiros martírios, os que são levados à morte pelo fato de serem cristãos, sem considerar as vítimas de guerras civis ou entre nações.

“Se não se gritam ao mundo estes números, se não se põe fim a este massacre, se não se reconhece que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e discriminação religiosa, o diálogo entre as religiões produzirá somente encontros muito bonitos, mas nenhum resultado concreto,” declarou o especialista.

O encontro reuniu diversas personalidades religiosas, entre elas o diplomata egípcio Aly Mahmoud que declarou que seu país terá em breve leis que protegerão as minorias cristãs.

O “ministro de Assuntos Exteriores” da Igreja Ortodoxa Russa, metropolitano Hilarion recordou que pelo menos um milhão de cristãos vítimas de perseguição no mundo são crianças.

Fonte: Gospel Prime

Com informações Zenit

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Nome bíblico em livro de Steve Jobs reacende debate do ‘culto à Apple’

 

‘iSteve: o livro de Jobs’ chega às livrarias em março de 2012.
Em 2010, fundador da Apple comparou iPad aos Dez Mandamentos.

Leopoldo GodoyDo G1, em São Paulo

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'iSteve: o livro de Jobs': nome quase bíblico para marca quase religiosa (Foto: Divulgação)‘iSteve: o livro de Jobs’: nome quase bíblico
para marca quase religiosa (Foto: Divulgação)

O culto à Apple está perto de atingir mais um marco em sua história. Não tanto pelo sucesso do iPad, que em pouco mais de um ano – e já em sua segunda versão – mudou o mercado de tecnologia e passou a ser o produto a ser batido (e imitado) pela concorrência. Mas no subtítulo da biografia oficial do fundador Steve Jobs, que chegará às livrarias em março de 2012, há um trocadilho que, dado o histórico da relação entre a Apple e seus fãs, serve como confissão: o culto à marca é, sim, encarado pela empresa como uma religião.

"iSteve: o livro de Jobs", remete ao texto bíblico de Jó, descendente de Abraão e figura importante do judaísmo e das religiões cristãs. Em inglês, a diferença é de uma letra, de "The Book of Job" para "The Book of Jobs". Não, não é uma coincidência. Mesmo porque não é a primeira vez que a Apple faz piada da semelhança entre o comportamento de seus consumidores com os praticantes de uma fé. Voltemos a 27 de janeiro de 2010. Um slide, em meio à apresentação de Steve Jobs do iPad original, mostra uma frase colhida de uma nota de jornal: "Da última vez em que houve tanta empolgação por uma ‘tábua’, ela tinha alguns mandamentos escritos nela". Ao lado, uma imagem representando Moisés com as Tábuas da Lei e seus Dez Mandamentos.

O homem que é tratado como um profeta da tecnologia nunca havia chegado tão perto de reconhecer publicamente a existência de um culto em torno da marca que ele ajudou a fundar. Esta é uma característica que há tempos dá à Apple uma vantagem competitiva relevante no mercado de computadores e equipamentos eletrônicos, e virou tema de documentários, livros, filmes e estudos acadêmicos.

Auto de fé: Jobs, de costas para Moisés e perto de admitir a existência do Appleísmo (Foto: Reuters)Auto de fé: Jobs, de costas para Moisés e perto de
admitir a existência do Appleísmo (Foto: Reuters)

A defesa da Apple por seus consumidores é não é um fenômeno inédito, pelo menos em gênero. Philip Kotler, autor mais influente no ensino universitário de marketing, descreve que é comum no consumidor – principalmente de bens de consumo duráveis – o surgimento de uma necessidade psicológica de defender sua compra. Seu carro, por exemplo, quase sempre será melhor, ou pelo menos tem uma relação custo/benefício mais interessante que a opção oferecida pelo concorrente.

Mas o grau de comprometimento do “macmaníaco” é raro. Muitos chegam a empregar tempo e esforço em favor da empresa, seja divulgando a preferência por meio de adesivos colados em seus veículos, seja ajudando voluntariamente outros usuários a resolverem seus problemas técnicos em lojas de eletrônicos.
História em comum
Para professor Russell Belk, os fãs da Apple compartilham diversos comportamentos com membros de grupos religiosos. “Quando um usuário de Macintosh encontra outros, ele se sente em comunidade. É como se eles tivessem uma história em comum, da mesma forma que pessoas que compartilham a mesma fé”.

Da última vez em que houve tanta empolgação por uma ‘tábua’, ela tinha alguns mandamentos escritos nela"

Steve Jobs, 27/1/2010

Ao entrevistar consumidores da Apple para sua monografia, publicada em 2002, Belk ouviu relatos recheados de termos religiosos: eles tentam “evangelizar” e ”converter” um usuário de PC ou donos de aparelhos celulares diferentes do iPhone. Reclamam da “perseguição” imposta por aqueles que não crêem na superioridade da marca, e relatam uma vida de “sacrifícios”, como viver sem a mesma gama de programas que donos de outros computadores.

Estes mesmos sentimentos foram ressuscitados – para seguir no vocabulário religioso – desde a apresentação do iPad. Nas redes sociais, fóruns e áreas de discussão de sites de notícias, o mundo se dividiu entre os comentaristas – amadores e profissionais – que viam no produto uma “mágica de Jobs”, um “novo paradigma, uma “revolução na computação moderna” e os que desdenhavam a prancheta, que não passaria de “um iPhone gigante” que “não roda Flash”, “não tem nem câmera” e “vai fracassar no mercado”. A imensa maioria das conclusões foi tomada sem que se tivesse ao menos tocado no produto.

Um ano depois, a argumentação mudou, o iPad já se consolidou comercialmente, mas a disputa prossegue em outros campos. Dos dois lados, defensores ou detratores, a emoção parece ter mais importância que a razão, exatamente como nos debates em torno da fé.
E o que isso significa para o futuro comercial dos lançamentos da Apple? Pouco, na verdade. A mística não é suficiente para transformar um produto, por si só, em um sucesso. Ao avaliar suas necessidades, a grande maioria dos consumidores se distancia de seus sentimentos fanáticos.

No mesmo dia da apresentação do iPad, em 2010, o G1 listou uma série de fracassos da Apple – grande parte, é bem verdade, lançada no período em que Jobs estava afastado da empresa. E mesmo na linha atual de produtos há aqueles que, como o gerenciador de mídias digitais Apple TV, não conseguiram obter o status de “objeto do desejo” compartilhado por iPads, iPhones, iPods e MacBooks.
Jobs, obviamente, sabe disso. Mas com seu livro com título quase bíblico e a citação à frase do “Wall Street Journal” sobre os Dez Mandamentos, ele vem mandando recados claros para seus seguidores: a maior empresa do mundo da tecnologia está disposta a arrebanhar mais fiéis.

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Tema da Parada Gay causa polêmica

 

Reverendos e seguidores da Igreja Anglicana do Brasil, além de fiéis de outras religiões, prometem participar do evento em trio elétrico

07 de junho de 2011 | 0h 00

Felipe Tau – O Estado de S.Paulo

A 15.ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada a maior do mundo, já começa a render polêmica nesta edição. Pela primeira vez, o evento se apropriou de uma citação religiosa – e contará com representantes de um grupo religioso desfilando na Avenida Paulista, no dia 26.

A relação do preconceito com a religião é o tema deste ano: "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!" Uma carta lida ontem na coletiva de abertura do evento explicou a citação, típica do universo cristão. "Respeitosamente, nos apropriamos dela para pedir fim à guerra travada entre religião e direitos humanos", dizia o manifesto.

"O País está sendo vítima de um sistema fundado em uma moral religiosa, mas este é um recado direto para toda a sociedade brasileira", disse o presidente da Parada, Ideraldo Beltrame. A carta cita que 260 gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em 2010 por crimes de ódio, conforme dados do Grupo Gay da Bahia.

Reverendos e seguidores da Igreja Anglicana do Brasil, além de fiéis de outras religiões, vão participar da passeata ao lado de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes. O grupo deverá ter um trio elétrico próprio. "Duzentas pessoas, entre protestantes, anglicanos, metodistas e luteranos, devem estar no carro", disse Beltrame, seguidor da Igreja Anglicana. Budistas e hinduístas também foram convidados.

"O trio deve chamar "O amor lança fora todo o medo", que é o que a gente prega", espera Ester Lisboa, fiel da Igreja Anglicana que ajuda a organizar o desfile. A mensagem estará estampada em camisetas usadas pela comitiva, que trarão no verso a frase "religiosos e religiosas contra a homofobia".

Reações. As reações ao tema não demoraram. O site oficial da Parada foi hackeado no fim da tarde de ontem. Em destaque na página inicial do site consta a frase "DEUS CRIOU O HOMEM E A MULHER, NÃO EXISTE TERCEIRA OPÇÃO! (SITE HACKEADO!)". Logo abaixo lia-se "COMMAND TRIBULATION! SITE HACKEADO, APAIXO PL122!". O PL122, ao qual o texto se refere, é o projeto de lei que visa a tornar crime a homofobia. Quem acessa o link encontra uma citação bíblica creditada ao Romanos I e a frase "O salário do pecado é a morte!"

Policiamento. Na Parada de 2009, houve a explosão de uma bomba durante o evento, atribuída a um atentado. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas. Para garantir a segurança das 3,1 milhões de pessoas esperadas para a festa deste ano, o policiamento será reforçado nesta edição. O efetivo da Polícia Militar passará de 800 homens, em 2010, para 1.500 homens – e mais 400 seguranças particulares foram contratados.

"Pedimos que as pessoas informem eventuais ameaças e evitem comportamentos que possam sujeitá-los a atentados, como andar sozinhos e por locais ermos", disse o coronel da PM Renato Cerqueira Campos, comandante do policiamento da região central de São Paulo. Ele afirmou que cartilhas com dicas de segurança também serão distribuídas pelos PMs. / COLABOROU MARCELA GONSALVES