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Terremoto Mortal Japão: Fim do Mundo está Perto, Realmente, diz Pastor

 

Por Audrey Barrick|Repórter do Christian Post
Traduzido por Amanda Gigliotti

Laurie, pastor da Harvest Christian Fellowship em Riverside, Califórnia, continuou suas mensagens sobre o fim dos tempos à luz dos recentes eventos, incluindo o terremoto mortal no Japão.

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    (Foto: Harvest Christian Fellowship via The Christian Post)

    O pastor Greg Laurie prega sobre evangelismo no Harvest Christian Fellowship, em Riverside, Califórnia, 4 de julho de 2010.

Todas as gerações tem gritado “o fim do mundo está perto.” Todavia “aqui ainda estamos,” observou o pastor do sul da Califórnia.

“Nós não temos ouvido sobre tudo isso antes?” reconheceu Greg Laurie no domingo. “Todas as gerações … que pensavam que seriam a geração que veria o retorno do Senhor estiveram errados porque ele não veio, ou veio?”

“Essa idéia da vinda do fim do mundo, o retorno de Cristo, é isso verdade?”

Essa geração pode estar repetindo o que a geração passada tem estado dizendo, que esses são os últimos dias, mas Laurie não sabe se o “efeito acumulativo” e a frequência de eventos são causa para acreditar que de fato Jesus pode retornar em seu tempo de vida.

“Sim, nós temos ouvido suas mensagens antes, mas ao longo dos anos, certas coisas têm acontecido que têm imenso significado profético,” disse ele.

Ele ouviu o aumento dramático de guerras globais e terrorismo, o impulso por unidade ou globalização, a mudança econômica em direção a uma sociedade sem dinheiro, o aumento sem precedentes de terremotos assassinos, e falsos ensinamentos permeando a Igreja.

“Isso significa que o retorno de Jesus Cristo está ainda mais perto,” disse ele.

Podem haver algumas discordâncias sobre a ordem dos eventos proféticos, observou ele. Mas não há divisão sobre “essa uma verdade: que Jesus Cristo está voltando novamente em breve.”

é claro, ninguém pode com certeza dizer quando esse dia virá.

“Eu não sou daqueles formadores de data,” disse o famoso evangelista. “Alguns looney tune irão vir e dizer que desvendaram o código. Nenhum homem conhece o dia e nem a hora.”

Mas o que as pessoas podem saber são os “sinais do tempos,” a frase que Jesus lançou, de acordo com Laurie.

Quais são esses sinais? “Nós os vemos nas manchetes dos jornais,” disse ele.

Terremotos são somente um dos muitos sinais. Estima-se que mais do que 10.000 pessoas tenham morrido no terremoto de sexta-feira de magnitude 8,9 e tsunami no Japão. Mil corpos foram encontrados em toda a costa da província de Miyagi na segunda-feira, de acordo com o The Associated Press.

O terremoto do Japão foi precedido por um tremor menor mas ainda um terremoto mortal no sudoeste da China um dia anterior. Apenas algumas semanas se passaram desde que o poderoso terremoto atingiu também Christchurch, na Nova Zelândia, e somente um ano se passou desde a catástrofe do terremoto do Haiti matou um número estimado de 316.000 pessoas.

Enquanto desastres são sinais óbvios , Laurie acredita que um dos maiores sinais da vinda do Senhor nesta geração é o retorno do povo Judeu para a sua terra natal em 1948.

Com uma “abundância de sinais dos tempos,” Laurie perguntou a congregação de Harvest, “Você está preparado para encontrar-se com Deus?”

“Se nós realmente entendemos algo sobre a profecia bíblica … isso vai nos fazer querer ser pessoas mais piedosas,” disse ele.

“Nós não sabemos quando o fim do mundo é, mas ouçam, o fim do seu mundo pode vir mais rápido,” alertou ele. “Deus nos dá tempo. Use-o sabiamente. O Senhor pode voltar hoje.”

Laurie lidera aproximadamente 15.000 pessoas toda a semana na Harvest Christian Fellowship. Além disso, como um evangelista ele tem pregado para mais de 4 milhões de pessoas desde de 1990.

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A supremacia do “Eu” :Se Deus é bom e poderoso, como coisas ruins acontecem? – Voddie Baucham

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Osama Bin Laden: vilão ou herói?

 

14 de maio de 2011 | 0h 00

Sérgio Telles – O Estado de S.Paulo

O maior dos terroristas, a encarnação do Mal, o inimigo público número 1, um desalmado assassino cuja execução é celebrada com grande júbilo em praça pública, um fanático religioso que prega a guerra santa, o representante de forças retrógradas e da ignorância. Um herói cujo assassinato é pranteado em inúmeras cidades, levando muitos jovens sequiosos de vingança jurarem seguir seu exemplo; um líder político capaz de planejar e executar uma espetacular manobra militar que humilhou o maior império do ocidente, afrontando-lhe a arrogância e a suposta superioridade.

Que norte-americanos e árabes possam ter tais opiniões tão discrepantes sobre Osama Bin Laden mostra, mais uma vez, como aquilo que consideramos verdadeiro ou real nem sempre é autoevidente ou aceito de forma consensual. O que chamamos de realidade ou verdade não decorre da nossa percepção direta e isenta do mundo, pois dele só percebemos o que nos permitem nossas crenças.

O sistema de crenças através do qual enxergamos o mundo é o que chamamos de ideologia. O modelo mais acabado de ideologia é a religião. Ela fornece um conjunto articulado de crenças e dogmas que soluciona os grandes enigmas que atordoam o ser humano (de onde viemos, para onde vamos, para que vivemos, o que acontece depois da morte?), além de lhe garantir (pelo menos nas três religiões abraâmicas) a eterna proteção de um pai poderoso. Nisso está sua força imbatível.

À medida que o mundo se secularizou, configuraram-se outros sistemas de crenças nos quais a imagem paterna de um deus protetor é substituída pela do líder político, que oferece o paraíso não mais no céu e sim aqui na Terra. São "religiões" políticas, às quais seus fiéis se agarram com a mesma tenacidade dos crentes das religiões convencionais.

A ideologia não tolera contestação. Seu correlato mais imediato é a propaganda, ou seja, a imposição de dados que reforçam os pressupostos e crenças ideológicos, independente de corresponderem ou não aos fatos. A ideologia sustenta o poder totalitário e é por ele apoiada.

Nas conflagrações, a ideologia e a propaganda são a regra. Não é por outro motivo que se diz que, na guerra, a primeira a morrer é a verdade. Cada lado da contenda estabelece uma inquestionável versão dos acontecimentos, penalizando como traidor quem dela duvidar.

É preciso lembrar tudo isso antes de falar de Bin Laden, cuja execução pelos Estados Unidos foi justificada como um ato de guerra. Ao se desconstruir a ideologia e a propaganda em torno do fato, constata-se que Bin Laden e Al-Qaeda são sintomas de um problema maior, decorrente dos impasses trazidos pela globalização, que simultaneamente exacerba diferenças culturais e promove uma grande uniformização do mundo. Visto assim, é uma ilusão acreditar que a eliminação física de um líder ou a dispersão de seu grupo seja de alguma eficácia na consecução da resolução desses problemas.

As complicações trazidas pela globalização foram muitas vezes descritas como um choque entre cristianismo e islamismo, um choque de civilizações.

Bin Laden e Al-Qaeda expressam um momento especialmente agudo nesse conflito de grande envergadura, já diagnosticado por Jacques Derrida em 1995, quando a imigração islâmica já provocava tensões na Europa. O conflito decorre não de um embate religioso e sim das mudanças radicais desencadeadas pelas novas tecnologias de comunicação próprias da globalização, especialmente a televisão e a internet. Tais tecnologias formam grandes redes transnacionais que ignoram barreiras geográficas, linguísticas, legais, sociais, promovendo um desenraizamento que coloca em risco as identidades dos povos. Desta maneira abalam o que Derrida chama de "microclimas" culturais, políticos e religiosos. Embora os povos menos desenvolvidos fiquem fascinados por estas novas tecnologias, ao mesmo tempo sentem-se profundamente ameaçados por elas, o que os faz reagir de forma violenta, reforçando todos os elementos que os ligam a suas identidades, como o apego ao lugar de origem, ao sangue, à família, à língua, ao país, aos costumes mais arcaicos e, evidentemente, à religião.

Assim, o lugar que a religião ocupa nestas reações não decorre de uma questão transcendental ou uma preocupação com o divino. Ela é apenas um elemento de reafirmação da identidade ameaçada.

Neste enfoque sociocultural, não é de pouca monta o fato de que ainda não ocorreu nos países muçulmanos um equivalente da nossa ocidental Revolução Francesa, ou seja, a necessária separação entre estado e religião. Este passo deve ser dado pelos próprios muçulmanos, pois é de se supor que naqueles países exista uma elite insatisfeita com o atual estado de coisas e deseje alterá-lo. Esta mudança não eliminará o islamismo, assim como a Revolução Francesa não eliminou o catolicismo, limitando-se a retirar-lhe o poder terreno, enquanto lhe assegurava o do reino dos céus. O que as potências ocidentais precisam fazer é apoiar as forças progressistas do islamismo, ao invés de se aliar com os grupos mais reacionários, como bem mostra o filme Syriana (2005), de Stephen Gaghan, no qual George Clooney faz um agente da CIA às voltas com príncipes árabes de estados que mal se distinguem de agrupamentos tribais, corrupção das megacompanhias petrolíferas, negócios escusos e assassinatos.

A desorganização identitária trazida pela globalização não atinge apenas os países islâmicos. No mundo ocidental, como aqui no Brasil, o recrudescimento das religiões evangélicas e pentecostais, transformadas em espetáculos pela televisão, arrebanha as massas formadas pelas migrações internas, multidões que abandonaram seus rincões e se alojaram nas periferias das grandes cidades, perdendo seus "microclimas" culturais. Elas reencontram na religião televisiva resquícios de uma identidade perdida e a sensação de pertencimento. Isso lhes é tão fundamental que, para mantê-lo, não se importam de serem explorados até o último centavo de seu suado dinheirinho.



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