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Evangélicos impedem votação do projeto que criminaliza homofobia

 

Sessão teve troca de ofensas entre o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA)

12 de maio de 2011 | 11h 51

O estadão.com

Andrea Jubé Vianna e Eduardo Bresciani

Brasília, 12 – A pressão da bancada evangélica impediu a votação do projeto de lei complementar 122/06 que criminaliza os atos de homofobia, que seria votado nesta manhã na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Numa sessão que ao final contou com troca de xingamentos e ofensas entre o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), o projeto foi retirado de pauta sem previsão de retorno.

Representantes da Frente Parlamentar Evangélica presentes à sessão pediram o adiamento alegando que devem ser realizadas audiências públicas, porque ele não teria sido suficientemente discutido no Congresso. "Precisamos debater à exaustão, sem privilegiar ninguém. Há pelo menos 150 milhões de brasileiros que não foram ouvidos", disse o senador Magno Malta (PR-ES).

O projeto de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) tramita há 10 anos no Congresso e somente em 2006 foi aprovado no plenário da Câmara. Relatora do projeto na CDH, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) queria tentar aprovar o seu parecer até a próxima semana, a tempo das comemorações do Dia Nacional de Combate à Homofobia (17 de maio), que vão movimentar a Esplanada em Brasília.

Marta chamou a atenção para esse momento "de maior compreensão e humanidade" que se estabeleceu no País, a partir do recente julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que estendeu às uniões homoafetivas os mesmos direitos e deveres dos casais heterossexuais. "O Judiciário se pronunciou sobre um assunto que há 16 anos o Congresso não consegue se pronunciar", completou a petista. "Esse projeto tem a ver com tolerância, respeito e cidadania, vai ajudar a diminuir a violência contra homossexuais", concluiu.

A proposta modifica a Lei de Racismo para criminalizar também os atos de homofobia, estendendo a eles as mesmas punições impostas aos crimes de preconceito racial. O projeto pune com reclusão de um a três anos condutas discriminatórias como recusar o atendimento a gays em bares e restaurantes e reprimir trocas de afeto em locais públicos, como beijos ou abraços.

O item mais polêmico pune com prisão, de um a três anos, e multa aqueles que induzirem ou incitarem a discriminação ou preconceito contra os homossexuais. A avaliação é de que padres e pastores serão proibidos de pregarem contra a homossexualidade nas igrejas e templos religiosos. Na sessão desta manhã, integrantes da bancada evangélica pregaram adesivos na boca em protesto, alegando que o projeto reprime a liberdade de expressão deles.

Para atender às reivindicações da bancada evangélica, Marta incluiu uma emenda permitindo que todas religiões e credos exerçam sua fé, dentro de seus dogmas, desde que não incitem a violência. "O que temos na fé é o amor e o respeito ao cidadão. Me colocaram que o problema não era intolerância nem preconceito, mas liberdade de expressão dentro de templos e igrejas. O que impede agora a votação? O que, além da intolerância, do preconceito, vai impedir a compreensão dessa lei?", questionou Marta.

Na saída da sessão, durante uma entrevista coletiva de Marta aos jornalistas, o deputado Jair Bolsonaro e a senadora Marinor Brito trocaram xingamentos e ofensas mútuas. Bolsonaro exibia uma cartilha do Ministério da Educação (MEC), expondo o Plano Nacional de Promoção à Cidadania LGBT, que ele considera moralmente ofensivo à sociedade. Exaltada, Marinor deu um tapa no livreto e chamou o deputado de "criminoso". Bolsonaro retrucou chamando-a de "heterofóbica" e ambos partiram para a discussão.

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Profecia do terremono na itália tem CEP errado: Terremoto atinge Portugal, Espanha e Marrocos

publicado em 17/12/2009 às 02h11:

 

Tremor foi de 6 graus na escala Richter

Efe

Efe

Estrela vermelha mostra local do epicentro do tremor

Um terremoto de cerca de 6 graus na escala Richter foi sentido nesta quinta-feira (17) em Portugal, Espanha e Marrocos.

Segundo a imprensa portuguesa, o epicentro do tremor ocorreu no oceano Atlântico a 58 quilômetros de profundeza e cerca de 100 quilômetros ao sul do litoral do país.

O  Instituto Sismológico de Espanha chegou a citar que o tremor foi de 6,3 na escala Richter. Já o Instituto de Meteorologia apontou uma magnitude de 6 graus.

Pela escala Richter, um abalo que fica entre 6 e 6,9 graus pode causar quedas de prédios e fendas no chão. Conforme a mídia local, porém, não há informações sobre vítimas ou danos materiais nas regiões.

Ainda em Portugal, um dos pontos mais afetados foi a região do Algarve a a área metropolitana de Lisboa.

Em 20 de dezembro de 1989, um terremoto de 5,3 graus, que foi sentido com mais força, provocou inclusive cortes no fornecimento de energia.

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Beijo lésbico na novela "Amor e Revolução" é adiado para esta quinta

 

DE SÃO PAULO

O beijo lésbico que iria ocorrer na última quarta-feira entre as personagens Dra. Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre) na novela "Amor e Revolução", do SBT, foi adiado.

O capítulo mostrou apenas parte da cena que levaria ao beijo, deixando a outra parte para esta quinta-feira.

Tiago Santiago, autor na novela, tentou se justificar no Twitter, dizendo que a cena ficaria para o dia seguinte, como estratégia para aumentar a audiência.

"Foi estratégia de programação pra bombar nesta quinta! Amores, não tive culpa! Esta decisão não foi minha!", escreveu Santiago.

Lourival Ribeiro/Divulgação/SBT

Marcela e Marina trocam beijo em Amor e Revolução; a cena foi adiada e será exibida nesta quinta

Marcela e Marina trocam beijo em Amor e Revolução; a cena foi adiada e será exibida nesta quinta