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Prohibido orar en la calles de París y Marsella

Medida radical

 

Prohibido orar en la calles de París y Marsella

Para proteger el laicismo y la libertad religiosa, el Gobierno francés prohíbe una manifestación pública de oración en las calles.

29 de abril de 2011, PARÍS (FRANCIA)

El ministro de Interior, Claude Guéant , mantuvo una reunión con los representantes de las comunidades católica, judía, musulmana, budista, ortodoxa y protestante para explicar la nueva política que regula la protección del laicismo en el país. Entre las medidas propuestas se encuentra la  prohibición de las plegarias de cualquier religión  en las calles de las dos principales ciudades del país, París y Marsella. Así se unen a Niza, donde ya se había establecido esta medida anteriormente.
Según un comunicado del Ministerio del Interior, la medida pretende “mejorar el conocimiento y la aplicación del laicismo, reafirmar el principio de neutralidad religiosa en los servicios públicos y garantizar el libre ejercicio de culto”.
Otras medidas incluyen la creación de un grupo de trabajo interministerial encargado de aclarar, antes del verano, las condiciones del cumplimiento del principio de neutralidad en los servicios públicos y de proponer las medidas jurídicas apropiadas. Este grupo de trabajo, por ejemplo, abordará la prohibición de rechazar a un médico en un hospital o un dispensario en razón de su sexo o su religión.
Para favorecer la libertad de culto se apuesta también por la creación de una “conferencia departamental” de la libertad religiosa, que estaría integrada por personas elegidas de forma local y responsables de la Administración, así como la garantía de que el sacrificio de los animales según los respectivos ritos religiosos se realiza respetando las reglas sanitarias.
El Gobierno propone igualmente la elaboración de un código sobre el laicismo y la libertad religiosa, que estará disponible a finales de mayo, además del refuerzo de la enseñanza de ese principio en las escuelas públicas, o la formación “republicana” de los ministros de culto, particularmente los imanes.
¿UN GOBIERNO CONTRA EL ISLAM?
Algunos de esos aspectos estaban incluidos en las conclusiones del controvertido debate sobre el laicismo en la sociedad , organizado a principios de abril en el seno de la Unión por un Movimiento Popular (UMP), el partido del presidente  Nicolás Sarkozy , que le valió numerosas críticas por considerar que tenía en su punto de mira al islam.
En ese diálogo se acordó proponer, por ejemplo, la prohibición de menús específicos en las cantinas públicas o la erradicación de los signos religiosos de los servicios públicos, o que dejara de ser obligatorio para las empresas el respetar las exigencias religiosas de sus trabajadores.
Mohammed Moussaoui, presidente del Consejo Francés del Culto Musulmán, uno de los participantes en la reunión, destacó el “talante conciliador” de la entrevista y reconoció que la calle “no es el lugar natural para practicar el rezo de los musulmanes”. En París, esto ocurre en tres zonas por la falta de espacio en las mezquitas.

Fuentes: El País ABC

© Protestante Digital 2011

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Mortos em série de tornados no sul dos EUA ultrapassam 250

28/04/2011 – 17h00

 

Tornados e tempestades devastadoras atingiram o sul dos Estados Unidos e mataram ao menos 259 pessoas em sete Estados, na mais violenta sequência de ciclones a atingir o país em quase quatro décadas.

Os tornados –mais de 160 no total– encontrou tempestades vindas do oeste para leste nos últimos dias, ampliando a destruição. Em algumas áreas, bairros inteiros ficaram alagados, carros foram revirados, e árvores foram arrancadas, derrubando a rede elétrica.

Dusty Compton/The Tuscaloosa News/Associated Press

Tornado passa por Tuscaloosa, no Alabama, Estado mais atingido pelo mau tempo que varre o sul dos EUA

Tornado passa por Tuscaloosa, no Alabama, Estado mais atingido pelo mau tempo que varre o sul dos EUA

Ao menos 162 pessoas morreram no Alabama, o Estado mais afetado, que sofreu "grande destruição de propriedades", segundo disse o governador Robert Bentley.

A pior devastação aconteceu na cidade universitária de Tuscaloosa, onde um grande tornado de 1,6 quilômetro de largura matou ao menos 15 pessoas, incluindo estudantes.

"Era o som de uma serra elétrica. Você conseguia ouvir os destroços atingindo coisas. Tudo o que tenho agora são algumas roupas e ferramentas que eram muito pesadas para serem levadas pela tempestade. Não parece real", disse o estudante Steve Niven, 24.

O presidente americano, Barack Obama, que declarou situação de emergência no Estado e ordenou ajuda federal, vai visitar o Alabama nesta sexta-feira para avaliar os danos e se encontrar com o governador.

Caroline Summers/Associated Press

Moradores tentam recolher pertences após tornado destruir casas em Tuscaloosa, no Alabama

Moradores tentam recolher pertences após tornado destruir casas em Tuscaloosa, no Alabama

"Nossos corações estão com todos aqueles que foram afetados por esta devastação e estamos de prontidão para continuar a ajudar o povo do Alabama", disse Obama em mensagem no Twitter na quinta-feira.

Segundo estimativas preliminares, autoridades estatais registraram 32 mortos em Mississippi, 30 em Tennessee, 11 no Arkansas, 14 na Geórgia, oito em Virgínia e dois na Louisiana.

"Acreditamos que o número vai aumentar", disse o governador Bentley em teleconferência com o administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, Craig Fugate.

A usina nuclear de Browns Ferry, no Alabama, deve ser fechada por alguns dias, possivelmente semanas, enquanto trabalhadores consertam as linhas de transmissão que foram danificadas. Cerca de 1 milhão de pessoas no Alabama ficaram sem energia.

O chefe da agência de emergência disse ser muito cedo para confirmar o número total de mortos, e as autoridades estão concentrando os esforços em resgate e recuperação.

MAU TEMPO

Tornados são comuns no sul e no meio-oeste dos Estados Unidos, mas raramente são tão devastadores.

Lojas, shopping centers, drogarias e postos de gasolina foram destruídos em parte de Tuscaloosa, uma cidade com cerca de 95 mil habitantes na região central de Alabama.

"Jamais tivemos um evento climático desta dimensão em nossa história", disse a Autoridade do Vale do Tennessee, uma empresa estatal que fornece eletricidade a nove milhões de pessoas em sete Estados.

Bentley também declarou estado de emergência e disse estar destacando 2.000 guardas nacionais. Os governadores de Arkansas, Mississippi e Tennessee também declararam estado de emergência.

"Estamos concentrados em busca e resgate. Vamos fazer tudo para encontrar os que estão presos e os que não encontramos ainda", disse Bentley à CNN.

"Todo mundo diz que (um tornado) parece um trem, e comecei a ouvir o trem", disse à Reuters Anthony Foote, morador de Tuscaloosa cuja casa foi gravemente danificada. "Corri e pulei dentro da banheira e a casa começou a sacudir. Depois os vidros começaram a se estilhaçar."

Dupla americana simula milagre de Moisés; divisão do mar teria sido no Nilo

 

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA

Segundo o texto bíblico, "um forte vento leste" soprando sobre o mar teria aberto as águas para Moisés e os israelitas que fugiam do Egito. Agora, dois cientistas dizem que o "milagre" é compatível com as leis da física.

 

Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, traçam um cenário que eles consideram "relativamente próximo" do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

Em artigo recente na revista científica "PLoS One", eles estimam que um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo por 12 horas, teria sido suficiente para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.

Um detalhe importante para que a análise dê certo é que, de acordo com essa hipótese, a travessia dos fugitivos não teria acontecido no mar Vermelho atual.

MAR DE CANIÇOS

A maioria dos estudiosos do texto bíblico considera que a melhor tradução para o termo original hebraico, "Yam Suph", não é "mar Vermelho", mas sim "mar de Caniços". A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

Acontece que as simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio, o qual se conectava com uma lagoa salobra, o chamado lago de Tânis.

O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

EXEMPLOS MODERNOS

Além das simulações e dos dados geológicos, os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas recentes. O vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, oficiais britânicos viram algo do tipo acontecer no próprio Nilo (leia texto abaixo).

Como tudo que cerca o lado histórico dos textos bíblicos, a pesquisa já nasce polêmica. Drews, por exemplo, fez algo pouco comum em outros artigos científicos: declarou, logo no início do estudo, que poderia ter conflitos de interesse sobre o tema, já que é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé.

Nem ele nem Han dizem ter provado a veracidade do Êxodo. Toda a história da fuga dos israelitas do Egito, aliás, é muito contestada por arqueólogos e historiadores.

Gente como o arqueólogo Israel Finkelstein lembra, primeiro, que não há menções ao épico nos registros egípcios nem artefatos ligados à migração de 40 anos de Moisés e hebreus no deserto.

Em segundo lugar, tanto a língua quanto os artefatos dos povos que formariam mais tarde o reino de Israel são praticamente idênticos aos dos povos que já habitavam a antiga terra de Canaã (hoje dividida entre judeus e palestinos), supostamente invadida pelos israelitas.

Por isso, muitos arqueólogos apostam que o povo de Israel teria surgido dentro da própria Canaã, a partir de tribos que já viviam por lá.

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress