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Marina Silva fez a diferença e votos tendem a migrar para Serra

Marina Silva

As eleições para Presidência da República só serão decididas no segundo turno, entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra. Com 94,27% das urnas apuradas, Dilma tem 46,1% dos votos e Serra, 32,92%.
Para que a corrida presidencial fosse decidida no primeiro turno, o candidato mais votado precisaria ter 50% dos votos mais um. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há mais chances matemáticas de Dilma se eleger no primeiro turno.

O fator surpresa da eleição foi o crescimento da candidata do Partido Verde, Marina Silva, na reta final da campanha. O crescimento chegou a ser indicado pelas pesquisas nas últimas semanas e pode ter sido o principal fator da disputa presidencial ter ido para o segundo turno. Marina tem 19,69% dos votos válidos.

As pesquisas de intenção de votos, no entanto, não apontaram um percentual tão representativo para o candidato Serra. Seu desempenho nas urnas foi muito melhor do que o apontado pelas pesquisas.
O segundo turno será realizado no dia 31 deste mês.

Data: 3/10/2010 23:12:38

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A minha espinha é dura e não dobra nunca, avisa Malta, reeleito

 

"As pessoas que tentaram calar a minha voz devem ter algum interesse nisso. Elas sabem o porquê e eu também sei". A reação do senador Magno Malta que conquistou a segunda vaga para o Senado no Espírito Santo com reeleito com 1.285.177 votos, mostra uma ponta de mágoa com as críticas de setores da sociedade civil organizada feitas a ele durante a campanha.
"Eu sou um nordestino, que veio para o Estado, filho de faxineira, discriminado pela fé que professa, num país como o nosso, vivendo num século como esse e ainda fui discriminado. Mas as pessoas reconhecem meu trabalho, eu tenho respeito no Brasil. O Brasil respeita esse senador do Espírito Santo, porque a minha defesa é da família, a minha defesa é de vida, a minha defesa é de criança, é de enfrentamento a violência.
O Senador reeleito agradeceu os mais de um milhão de votos conquistados nas urnas. "As pessoas reconheceram meu trabalho. Então eu estou muito feliz, agradecido a Deus. Num processo democrático, que você disputa com mais de três pessoas, acontece um embate e foi isso que aconteceu. Quem quer ver Magno Malta longe dessa história de combater pedofília e combater o narcotráfico e fazer a redução da maioridade penal: foram essas pessoas que trabalharam para votar contra o Magno Malta", disse.
Em relação às vaias que recebeu quando chegou ao TRE, Magno Malta disse que foi vaiado por viúvas. Além disso, ele afirmou respeitar o governador mesmo não tendo sido apoiado por Paulo Hartung. "Eu nunca tive apoio do Paulo Hartung, eu trabalhei duro para o Ricardo Ferraço ter o meu segundo voto. Eu nunca reclamei de não ter apoio do governador. Eu não sou inimigo e nem sou cego pra não enxergar o que ele fez pelo Estado. Eu não beijo mão de homem, meu compromisso é com Deus, a minha espinha é dura e não dobra nunca", afirmou.
Quanto às críticas que recebeu da Igreja Católica, Magno Malta disse que recebeu votos de católicos e por isso, os respeita. "Eu respeito a instituiçao católica, eu os respeito como respeito os budistas, induístas ou outras religiões. Quando o Papa foi atacado pela imprensa, quem fez a defesa fui eu. O meu crime foi ter prendido um senhor de 58 anos que abusa de criança. As pessoas que sentiram tanta dor de vê-lo indo preso não imaginaram que podia ser um filho deles sendo abusado".

Data: 3/10/2010 23:39:40
Fonte: Gazeta On Line

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Garotinho é candidato a deputado federal mais votado no Rio

 

Anthony Garotinho (PR) é o candidato a deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 22h.

Com 99% das urnas apuradas, ele tinha 693.600 votos. A diferença entre ele e o segundo colocado, Chico Alencar (PSOL), é de mais de 450 mil votos.

Garotinho é também o segundo candidato a deputado federal mais votado no país, só perdendo para Tiririca (PR), que tem mais de 1,3 milhão de votos em São Paulo.

Garotinho é ex-governador do Rio, e também já foi prefeito de Campos.

Na conveção do PR no fim de junho, havia a expectativa que ele saísse candidato ao governo mais uma vez, mas Garotinho anunciou que concorreria a uma vaga na Câmara dos Deputados e lançou Fernando Peregrino, seu aliado, ao governo.

Impugnação

No meio do ano, o Ministério Público Estadual pediu a impugnação da candidatura de Garotinho por conta da condenação no TRE, que o condenou a ficar inelegível até 2011 por abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

No fim de junho, o TSE deferiu liminar que suspendia a decisão do TRE. Na prática, a decisão do TSE autorizou Garotinho a concorrer a um cargo eletivo nestas eleições. Se isso não acontecesse, ele seria barrado pela Lei da Ficha Limpa por conta da inelegibilidade.

Um mês depois, o TRE aprovou seu registro de candidatura a deputado federal. A decisão, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão, é provisória e Garotinho tem a candidatura "sub judice", ou seja, depende de análise de outra ação por parte do TSE, que ainda não aconteceu.

Data: 3/10/2010 23:44:04