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TENOR: Gari evangélico canta nas ruas e vira o Pavarotti de Niterói, no RJ

Foi nas ruas de Jurujuba, na Zona Sul de Niterói, que o gari da Clin Cristiano Lima Vidalganhou popularidade. Não pela forma com que varria o bairro, mas pelo vozeirão que soltava enquanto cuidada da limpeza. Evangélico, Cristiano solta o gogó também nos cultos de sua igreja, interpretando música gospel, todo fim de semana. Ele diz que é sua forma de prestar uma homenagem a Deus.

Com uma veia lírica, Vidal abusa da criatividade e interpreta qualquer música — incluindo funk — como se encenasse uma ópera. Apesar do italiano imperfeito, seu talento lhe rendeu o apelido de “gari Pavarotti”.

“Cresci ouvindo minha mãe cantar enquanto faxinava a casa. Daí veio meu amor pelas canções” conta o gari cantor.

“Quem canta os males… No começo, minha mulher ficava envergonhada, porque adoro cantar em casa também. Hoje, ela viu que os vizinhos curtem e me deixa cantar em paz” brinca.

No ano passado, o gari chegou a fazer parte do Vozes da Clin, o coral da companhia. Mas foi designado para o grupo de limpeza especial da empresa — mais bem remunerado — e não conseguiu acompanhar os ensaios do grupo.

“Sinto falta do coral, mas tenho que pensar nas minhas filhas. Preciso do dinheiro” justificou-se.

O regente do coral, Bruno Silva, diz que talento não falta a Cristiano, mas enfatiza a importância das aulas de canto:

“Ele criou um estilo próprio de cantar. Tem um belo tom, mas precisa de orientação profissional para se aprimorar”.

Data: 18/1/2011 08:46:55
Fonte: O Extra

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Parlamentares evangélicos querem vetar kit gay

 

Os 71 integrantes da bancada evangélica se articulam para fazer barulho no Congresso e barrar no Legislativo e no Executivo propostas polêmicas para a comunidade religiosa.

O mote da primeira mobilização da frente no governo Dilma Rousseff nasceu da proposta de distribuição de um kit de cartilhas e DVDs contendo informações sobre o universo homossexual juvenil. O material deve ser levado a 6 mil escolas da rede pública parceiras do programa Mais Educação.

A iniciativa partiu da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação (MEC). O objetivo do kit é combater o comportamento homofóbico nas escolas e reduzir a incidência de bullyng (perseguição) entre jovens que manifestam interesse afetivo por pessoas do mesmo sexo.

A discussão do tema no Congresso é polêmica. Uma reportagem publicada pelo Correio Braziliense/Diario em novembro mostrou como as discussões são acaloradas. Na ocasião, a apresentação de um vídeo na Comissão de Legislação Participativa da Câmaraem que um travesti de aproximadamente 15 anos se apresenta como Bianca gerou desavenças entre os parlamentares que discutiam o kit de combate à homofobia.

Depois de usar o plenário da Câmara para protestar contra a iniciativa, parlamentares da bancada evangélica mobilizaram cidadãos de todo o país em um abaixo-assinado contra a distribuição do material. Representantes da bancada também pressionam o MEC, questionando a condução da política de diversidade. ´Há um sentimento muito negativo, não só na bancada evangélica, mas nas famílias. Crianças nessa fase de formação não têm estrutura para observar coisas dessa natureza. Temos nos articulado para barrar esse kit. Nós vamos tentar com o ministro (da Educação) evitar a distribuição do material`, diz o deputado Jefferson Campos (PSB-SP).

Se a pasta não ceder, os parlamentares já planejam recorrer à presidente Dilma Rousseff. ´Apesar de sabermos que é missão do MEC, nós, que somos da base do governo, podemos recorrer à Presidência. Dilma recebeu dos evangélicosum apoio muito grande no segundo turno. Acreditamos que esse apoio foi fundamental para sua vitória`, lembra o deputado. A bancada evangélica avalia que o material didático de combate à homofobia poderia funcionar como um ´incentivo` à diversidade sexual dos alunos. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também integra a frente religiosa, afirma que a reação à política não se caracteriza como homofobia. ´Sou a favor do combate à homofobia. Só não se pode transformar certas situações em apologia.`

Em um dos vídeos do kit, o estudante José Ricardo vai a escola com roupas e cabelo femininos. Ele é apresentado como jovem travesti conhecido como Bianca e os professores o chamam pelo nome feminino. A escolha do banheiro masculino é um dilema na vida do rapaz. Além do filme Encontrando Bianca, o kit aborda o universo homossexual de duas estudantes.

O secretário da Secad, André Lázaro, afirmou que o grupo de trabalho da produção do kit teve dificuldade para cortar cenas em que duas garotas simulavam namoro.

´Discutimos três meses um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Cortamos o beijo`, disse o secretário. O material foi produzido com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação em parceria com a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos).

Data: 13/1/2011 08:32:33
Fonte: Díário de Pernambuco

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UNIVERSAL: Gráfica da igreja vai recorrer de decisão favorável a Xuxa

Condenada a pagar R$ 150 mil de indenização por dano moral à apresentadora da Rede Globo Xuxa Meneghel, a Editora Gráfica Universal pretende recorrer da decisão. Segundo a advogada Rafaella Marcoloni, representante da gráfica que emite o jornal Folha Universal, a questão será levada para "uma análise mais apurada do Tribunal, para um julgamento colegiado".image

O julgamento, em primeira instância, foi conduzido pela juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, da 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca.

Rafaella critica o vazamento do resultado do processo antes mesmo da publicação e diz que foi supreendida ao tomar conhecimento da sentença pela imprensa não oficial. "Isso me causou estranheza", afirma, dizendo-se "preocupada" com o fato.

A gráfica acabou condenada em razão de reportagem publicada na Folha Universal, jornal da igreja fundada pelo Bispo Edir Macedo. A matéria, baseada na "tese" controversa do pastor Josué Yrion, um missionário radicado nos Estados Unidos, famoso pelo discurso polêmico, vinculava a apresentadora ao "satanismo", afirmando que ela teria vendido a alma para o demônio por US$ 100 milhões.

De acordo com Rafaela, que fala em nome do Kamenetz e Haimenis Advogados Associados, essa não expressa a opinião da Folha Universal. Ela argumenta que a informação não era inédita e que outros veículos já haviam levantado a mesma questão.

“Se houvesse algum comentário em relação àquilo, aí, sim, seria considerado um abuso no direito de informar. No caso específico da matéria, o que se teve foi uma reprodução fiel do que foi dito por esse pastor. As palavras dele foram reproduzidas pelo jornal. A história (sobre o "pacto" com Satanás) corre há algum tempo”.

Na avaliação dela, "não houve maledicência" por parte da Folha Universal .

“O texto não emitiu julgamento. Aliás, se emitiu um julgamento foi até de forma favorável à autora (Xuxa), porque diz que o enredo seria a trama de um filme de terror, entre aspas. Então, demonstra, de forma implícita, que a história seria inverídica, fantasiosa. O fato de ser uma lenda urbana ou o produto da loucura de um terceiro não impede que ela seja divulgada. É essa a liberdade que a imprensa busca. Foi gerada uma confusão, como se aquela opinião tivesse sido proferida pela voz da Igreja Universal através de seu jorna”l.

A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou que a sentença não será publicada na íntegra a pedido da apresentadora, acatado pela Justiça "porque Xuxa é pessoa pública". Já sobre o vazamento, afirmou que não tinha "nada a dizer".

"Liberdade com responsabilidade"

Na interpretação da juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, a publicação se baseou em especulação e não deu voz a Xuxa. A magistrada destacou que "toda liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade".

“O que a ré parece não saber, embora, ironicamente, seja gráfica de uma igreja é que quem publica o que quer, com manchete sensacionalista e texto estapafúrdio sobre ‘famosos que teriam se deixado seduzir pelo mal’ e monta fotos, legendando-as com palavras que evocam um suposto culto da autora pelo diabo, deve ser responsabilizado pelo dano moral causado, agravando-se tal situação por ser a autora pessoa que tem seu público, sobretudo, no meio infantil e infanto-juvenil, que é mais facilmente ludibriável”, sentenciou a magistrada, de acordo com informação do site do TJ-RJ.

No processo, a apresentadora declarou ser "uma pessoa de muita fé" e alegou que tem uma "imagem a zelar", conforme informação do TJ-RJ.

A gráfica foi condenada também a publicar, na primeira página da próxima edição após o trânsito em julgado da ação, no mesmo periódico, o seguinte: "em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24 de agosto de 2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões".

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Data: 13/1/2011 09:05:36
Fonte: Terra