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Casal de missionários americanos é assassinado no México

 

 

DA EFE

Dois missionários americanos foram estrangulados com cordas no município mexicano de Santiago, estado de Nuevo León, segundo informaram fontes oficiais nesta quarta-feira.

Wanda Casias, de 67 anos, e John Frank Casias, de 76, originais do Colorado e que viviam há 25 anos no México, foram localizados por seu filho em um rancho de Nuevo León, disse à Agência Efe um porta-voz da Agência Estatal de Investigações.

Os corpos dos dois missionários da Primeira Igreja Batista Fundamental Independente foram encontrados na tarde de terça-feira.

Por enquanto, as autoridades mexicanas tratam o crime como roubo seguido de morte, já que faltavam na casa aparelhos eletrônicos, uma caminhonete e outros objetos de valor.

O município de Santiago é conhecido por suas atrações turísticas, mas há dois anos um grupo de pistoleiros da organização criminosa Los Zetas assassinou o então prefeito, Edelmiro Cavazos, para controlar a localidade.

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Judiciário sofre para esclarecer direito e dever em meio a religião

 

Nos tribunais trabalhistas do Brasil há um ponto cego, onde a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal entram em desacordo: a livre associação religiosa. Não há consenso quando se tratra da demissão de um trabalhador que se converteu a religião que o impede de cumprir o horário de trabalho acordado com o empregador.

Há decisões que classificam a dispensa do funcionário como atitude discriminatória, em decorrência do livre exercício dos cultos religiosos previsto na Constituição. Outros juízes, porém, tratam a falta de um funcionário em dias não acordados no contrato como falta injustificada, geradora da demissão por justa causa.

A questão só é conflituosa para trabalhadores que se converteram durante a vigência do contrato de trabalho, explica a advogada trabalhista Sônia Mascaro. Quando o funcionário já tem uma restrição de horários por motivos religiosos antes de ser contratado, "isso deverá constar no contrato de trabalho e, se for ocultado pelo funcionário, serve como razão para demissão".

O sócio do Fragata e Antunes Advogados Francisco Antonio Fragata Jr. afirma que a questão passa pelo domínio da religião católica nos costumes brasileiros. "É um país que prima pela liberdade religiosa, mas, como todos os países, adota os princípios da religião dominante", o que pode gerar desconforto para quem segue outra crença. Para o advogado, deve prevalecer a tolerância, com negociações de novos horários.

O ministro Lelio Bentes Corrêa, presidente da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, concorda. Para ele, "as liberdades de expressão e religiosa são centrais à Constituição, enquanto o contrato é vivo e pode ser alterado". O ministro coloca, porém, que há de se comprovar a boa-fé do funcionário que adota uma nova religião.

"Por motivos de consciência ou religião [conhecido como objeção de consciência], posso não me submeter à regra do alistamento militar obrigatório. É válido. Não há motivo para que isso não seja válido no contrato de emprego", explica Corrêa. O que não pode, afirma, é que todos os empregados se convertam para não participar da escala de plantão, porque aí estarão agindo de má-fé.

Para Sônia Mascaro, o que se deve fazer, caso não seja possível negociar novos horários com o funcionamento do negócio, é demitir o funcionário indenizando-o, sem justa causa.

Data: 1/2/2012 08:39:29
Fonte: Conjur

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Deputado gay sai em publicação e torna ataque a Malafaia

JEAN WYLLYS VIRA ALVO

 

O deputado federal Jean Wyllys defende mudanças na Constituição Brasileira em favor do casamento civil homossexual.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi retratado em matéria do jornal britânico The Guardian como uma figura quixotesca na luta pelos direitos homossexuais contra uma “legião de pregadores evangélicos diretos e radicais”.

“As mãos de Malafaia e outros pastores estão cobertas de sangue: o sangue de homossexuais que no Brasil morrem vítimas da homofobia”, disse ele à publicação.

A matéria conta a história do político que teve uma infância pobre e uma educação católica. Em Salvador, Wyllys iniciou sua carreira como jornalista e logo depois mudou-se para o Rio de Janeiro.

Em 2005, ele participou da oitava edição do reality show Big Brother Brasil, vencendo o programa com cerca de 50 mil votos populares.

Os momentos de fama do jornalista o levaram a eleger-se deputado federal pelo partido socialista e desde então começou sua sistemática e incansável luta pelos direitos homossexuais.

Wyllys defende ferozmente que mudanças sejam feitas na Constituição Brasileira em favor do casamento civil homossexual. Ele ainda acredita que sua presença no congresso pode abrir portas para outros políticos gays.

O deputado é o primeiro assumidamente gay no Brasil e foi eleito pela revista IstoÉ como uma das 100 pessoas mais influentes da atualidade, ao lado do dirigente coreano Kim Jong-un, o técnico do Barcelona Pep Guardiola, a presidente Dilma Rousseff, e do Barack Obama.

“Em 2012 terei mais influência que qualquer outra pessoa na luta contra a homofobia”, discursa o ex-BBB.

A batalha pública entre o deputado pró-gay e o televangelista pastor Silas Malafaia, que se auto-intitula o “inimigo número 1 do movimento gay” no Brasil ganhou destaque.

Segundo o líder religioso, em uma de suas recentes respostas a Wyllys, os homossexuais querem silenciar e criminalizar sua opinião.

Também recentemente, o deputado federal defendeu a opinião de que os pastores que possuem programas televisivos não devem "demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual".

Afirmou, por outro lado, que os religiosos são livres para dizer no púlpito em suas igrejas que a homossexualidade é pecado.

Escolha X genética

A batalha de ativistas gays está longe de acabar. Enquanto muitos cristãos acreditam que os homossexuais podem ser ‘libertos do vício’ da homossexualidade, estes, por sua vez, insistem na tese de que não se trata de uma opção, caracterizando a sexualidade como fator genético.

“A opinião dos religiosos) é um equívoco, pois significa desconhecer uma série de ‘conquistas’ que a ciência já fez no sentido de mostrar que nós não optamos por isso”, disse Jean Wyllys em recente entrevista.

A geneticista Mayana Zatz disse recentemente em entrevista à Veja que ainda não foram identificados os muitos genes que poderiam determinar a homossexualidade.

Segundo ela, é possível que exista uma “herança multifatorial”, onde vários genes poderiam interagir com o ambiente para determinar uma característica.

A questão ainda não é conclusiva e pode vir a ser esclarecida no futuro, com os avanços nas pesquisas e na tecnologia.

Data: 1/2/2012 08:33:24
Fonte: Christian Post