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Padre é preso no DF acusado de estuprar 6 crianças

 

No momento da prisão, religioso estava na cama com a secretária de uma igreja; no local, polícia também encontrou uma arma

30 de dezembro de 2011 | 20h 22

Lígia Formenti – O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na última sexta-feira o padre Evangelista Moisés Figueiredo, acusado de estupro e atentado violento ao pudor contra seis crianças, sendo cinco irmãos. O padre trabalha há dez anos na Igreja São Francisco de Assis, na cidade-satélite de São Sebastião, e frequentava a casa dos pais das crianças. Segundo os menores – cinco meninas e um menino -, os abusos aconteciam há um ano.

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No momento da prisão, padre estava na cama com uma mulher nua - secretaria da igreja onde trabalha - Beto Barata/AE

Beto Barata/AE

No momento da prisão, padre estava na cama com uma mulher nua – secretaria da igreja onde trabalha

No momento da prisão, Figueiredo estava na cama com uma mulher nua – a secretária da Igreja São Camilo, onde o padre também trabalhou durante nove anos. Na casa foi encontrada uma cartucheira, calibre 36.

O padre negou a acusação de estupro e atentado violento ao pudor. Afirmou que a arma era de outra pessoa, mas não explicou as razões de ela estar na sua casa. Ele também será acusado por porte ilegal de armas.

As investigações começaram há três semanas, quando uma mães foi à delegacia denunciar abusos contra seus cinco filhos. O pai das crianças é caseiro de uma propriedade próxima da igreja liderada por Figueiredo. A outra criança, uma menina, é filha de um pedreiro que também trabalha e mora na região.

"Ele atraía os menores com a promessa de ajudar nos deveres de casa e de pagar R$ 20. O dinheiro nunca foi recebido", afirmou o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Onofre Moraes.

As crianças afirmaram que os abusos eram cometidos na casa do padre e em suas casas. "Ele fazia visitas com frequência. Almoçava, era amigo dos pais, que também frequentavam a igreja."

As crianças disseram que eram ameaçadas. "Segundo elas, ele falava que os pais seriam demitidos e sempre mostrava a arma que tinha em casa", disse a delegada Valéria Raquel Martirena, que acompanha o caso.

A versão das crianças são coerentes entre si. Elas relataram que o padre, antes do estupro, mostrava um vídeo pornográfico no celular. O telefone foi apreendido e as cenas descritas pelas crianças, reconhecidas.

História. Ordenado padre em 1993, Figueiredo, de 49 anos, exibia uma atuação marcante na vida eclesiástica. Celebrou missas na ala psiquiátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, integrou a pastoral de saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em Brasília, antes de trabalhar na Paróquia de São Francisco de Assis, trabalhou na Igreja São Camilo, em uma nobre de Brasília, Asa Sul. "Não há acusações confirmadas em outras paróquias. Mas investigações continuam", disse Moraes.

Após a prisão, o padre foi apresentado aos jornalistas. Descalço, com bermuda, camiseta e algemado, ele não falou com jornalistas. Figueiredo está com a prisão preventiva decretada, e o inquérito deve ser concluído em dez dias. O Ministério Público tem até dez dias para avaliar se as provas são suficientes para pedir uma ação na Justiça.

A Diocese de Brasília informou que só se manifestará quando os fatos forem esclarecidos. A assessoria de imprensa da CNBB afirmou que não está definido se o assunto será discutido pelo colegiado na próxima reunião ordinária.

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Casi cien mil nigerianos, muchos cristianos, huyen de su hogar tras los atentados

 

Casi cien mil nigerianos, muchos cristianos, huyen de su hogar tras los atentados

El pastor protestante Ayo Oritsejafor, de la Alianza Cristiana de Nigeria, ha llamado a los cristianos a defenderse ("no a vengarse") de los ataques de integristas islámicos.

30 DE DICIEMBRE DE 2011, LAGOS

Unas 90.000 personas (muchos cristianos), abandonaron la ciudad de Damaturu, escenario de enfrentamientos entre Boko Haram ("La educación no islámica es pecado" en lengua hausa), responsable de los atentados de Navidad, y el Ejército de Nigeria, que la semana anterior a las explosiones causaron cien muertos en la zona.
Posteriormente Damaturu sufrió un ataque contra una base militar en el día de Navidad,  en el que fallecieron tres personas y un terrorista suicida. Coincidió con el ataque orquestado de los islamistas a través de cinco explosiones que causó 43 muertos el mismo día y tenía como objetivo iglesias cristianas protestantes y católicas.
La tensión creció en las jornadas que siguieron al atentado pese a las llamadas a la calma de los diversos líderes espirituales,  que temen la apertura de un enfrentamiento religioso en un país dividido entre el norte, musulmán, y el sur, cristiano (de mayoría protestante).
“Tenemos hasta el momento unos 90.000 desplazados por la violencia en Damaturu”, dijo Ibrahum Farinloye, coordinador de la agencia nacional de emergencias para el noreste del país. Les “desaconsejamos dirigirse a campos temporarios (de refugiados), por lo cual muchos de ellos están durmiendo en casas de amigos o parientes”, puntualizó.
LOS CRISTIANOS, DISPUESTOS A DEFENDERSE
El pastor protestante Ayo Oritsejafor, de la Alianza Cristiana de Nigeria,  ha llamado a los cristianos a defenderse de los ataques de integristas islámicos, ante la pasividad del gobierno del país.
  La masacre del día de Navidad ha sido la gota de agua para estas declaraciones: "No voy a animar a los cristianos a vengarse, pero sí a protegerse en la forma en que puedan . ¿Por qué tiene alguien que venir a tu casa a matarte?".
"La gente normal no se comporta así", dijo Oritsejafor en relación a los asesinos: "Esto es una pura locura. Incluso los animales se respetan unos a otros. Apelo a los nigerianos, sea cual sea su religión. Si creéis que protegiendo a estos locos estáis protegiendo a vuestra religión, os equivocáis".
El líder cristiano evangélico considera que "el gobierno y las agencias de inteligencia deberían hacer mucho más", y agradece sin embargo que diversos líderes musulmanes se hayan solidarizado con las víctimas católicas y protestantes  acudiendo incluso con él a los lugares de los atentados.
PREOCUPACIÓN DEL PRESIDENTE DE NIGERIA
El presidente de Nigeria, Goodluck Jonathan tiene previsto visitar en los próximos días la ciudad de Madalla, en las inmediaciones de la capital Abuya, la más castigada por los ataques islamistas.
Las explosiones en la iglesia católica de Santa Teresa de Madalla, al inicio del servicio religioso de Navidad, causaron finalmente 43 muertos (hasta el momento) y decenas de heridos.
Los medios nigerianos informaron de que la visita de Jonathan se producirá previsiblemente el próximo miércoles, aunque podría retrasarse por la decisión de la Corte Suprema de rechazar la impugnación de los resultados de los comicios de abril, en los que se impuso el actual presidente nigeriano, y que el partido mayoritario en el norte musulmán no reconoce.
Con alrededor de 150 millones de habitantes, que forman parte de más de 200 grupos tribales, Nigeria, el país más poblado de África, sufre múltiples tensiones por las profundas diferencias políticas, religiosas y territoriales existentes entre sus comunidades.

Fuentes: EFE AFP AP

© Protestante Digital 2011

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SILAS MALAFAIA É DESTAQUE EM 2011

 

Líder é eleito por internautas como referência

Por: Robson Morais – Redação Creio

Quem foi o líder de maior destaque na Igreja brasileira em 2011? Para os mais de 100 mil leitores do CREIO, que participaram da enquete promovida pela equipe do portal no mês, o nome de número 1 no ranking é Silas Malafaia. Militância contra o movimento gay, troca de farpas com Edir Macedo e Valdemiro Santiago, ameaça a parlamentares e quase a suspensão do registro de psicólogo foram só alguns dos casos em que o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Avec) se envolveu neste ano.

Logo em janeiro, Silas Malafaia foi motivo de repercussão nacional, pedindo para que veículos de massa, como a Rede Globo, fizessem a cobertura de eventos da Igreja Mundial do Poder de Deus (Impd). Mal sabia que a gratidão era algo que não veria. Ao contrário, o líder perdeu o horário que mantinha na TV Bandeirantes pouco tempo depois, e o motivo fora a oferta exageradamente superior de Valdemiro Santiago, líder da Impd, para por seu programa no ar. “Com a medida que medirdes sereis medido, e mais, tudo que o homem plantar vai colher. É lamentável tudo isso” disse na época.

No meio do ano, a troca de farpas foi com outro nome de peso na Igreja brasileira. Silas Malafaia discordou de declarações feitas pelo líder da Igreja Universal (Iurd), Edir Macedo, sobre o uso ou não de tatuagens. Se o assunto tinha tudo para dar em nada, na voz confrontada dos dois líderes rendeu longa discussão. Silas usou seu portal de notícias, lançado logo após a perda de horário na Band, para criticar a postura do bispo, e incluiu no pacote temas como aborto (defendido por Macedo) e o ataque a cantores evangélicos, chamados de “edemoniados” pelo dono da Record, em um programa especial na emissora. Este último episódio faria com que outros nomes entrassem na briga contra o líder da Iurd.

Fora do meio evangélico, Silas também foi motivo de destaque, para não dizer preocupação. Revistas de grande circulação nacional, como a literária Piauí e a global Época se renderam ao poder influenciador do pastor e dedicaram páginas a fim contando sua história, além do tablóide norte americano New York Times. A cada reportagem, críticas e novos capítulos da história de Silas eram acompanhados tanto pelo público quanto pelo próprio pastor, que mais uma vez não poupou no ataque. Um dia após a publicação na Revista Época, Silas Malafaia criticou duramente o repórter Humberto Maia Júnior, que publicou em letras garrafais a seguinte frase: “Silas Malafaia diz que vai fornicar Toni Reis, líder da causa gay”. A matéria referia-se ao combate ativo de Silas contra os projetos favoráveis à união homoafetiva no Brasil. “Nessa guerra de manipulação de vídeo que o movimento gay fez, eu disse ao jornalista que ia ‘funicar’, e não ‘fornicar’, como ele publicou", defendeu-se Silas.

Pelo mesmo motivo e contra o mesmo veículo, Silas arranjou nova briga. A “vítima” desta vez foi a jornalista e colunista Eliane Brum, que publicou no site da revista um artigo intitulado ‘A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico’, referindo-se ao crescimento da denominação no Brasil e possível ameaça motivada pelo que classificou de intolerância para com os não crentes, como a maioria dos gays. E Silas pegou ainda mais pesado. Em entrevista ao tablóide The New York Times, ele a chamou de ‘trump’, termo usado na gíria para o adjetivo ‘vagabunda’. A resposta da jornalista veio de imediato: “A afirmação do pastor é autoexplicativa: ao atacar minha honra por discordar de minhas ideias, ele proporciona a maior prova do acerto e da relevância do meu artigo”. Depois dessa, Silas se desculpou e o caso foi abafado.

Muito se engana, porém, quem acha que um pedido de desculpas pudesse abalar Malafaia. Militando contra o movimento gay há anos, 2011 o levou ao auge das discussões na mídia, nas manifestações pró-gays e na bancada em Brasília. “Homossexualismo é comportamental, corrigível” e “Querem rasgar a Constituição?” foram frases usadas pelo pastor, causadoras, mais uma vez, de imensa polêmica. Líderes do movimento LGBT apresentaram ao CRP (Conselho Regional de Psicologia) do Rio de Janeiro um pedido de cassação do registro profissional do pastor, formado na área, sob a acusação de práticas homofóbicas. No início do ano, Silas havia espalhado pelo Rio de Janeiro outdoors com a mensagem “Deus fez o macho e a fêmea”, defendendo a união heterossexual.

De gays direto à Frente Parlamentar Evangélica de Brasília, Silas Malafaia manteve o tom. A CPI da corrupção, instaurada em outubro e acompanhada por marchas em todo o Brasil, fez do líder da Avec um ativista de dar medo em muitos membros da bancada, que se negaram a assinar o documento em prol da ‘Lei Ficha Limpa’. “Vou dar nome e mandar chumbo grosso nos deputados evangélicos que não assinaram a CPI da corrupção. É uma vergonha saber que somente 15 de 76 parlamentares assinaram a CPI. Podem falar o que quiser, mas com o advento das redes sociais ninguém mais fica calado”, disparou. O projeto está a caminho de ser implantado, e enquanto a confirmação não vem, Silas Malafaia continua de olho em cada um dos deputados omissos na votação.

Líder de maior destaque na Igreja brasileira em 2011. Foram estes alguns dos episódios que fizeram de Silas Malafaia o vencedor da enquete. Difícil mencionar todos, mas é certo que muita coisa ainda está por vir.

Data: 30/12/2011 08:15:00