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“Rambo” polonês resgata menino de casa de crianças adotivas

 

William Stoichevski

Krysztof Rutkowski, um polêmico investigador particular da Polônia, aumentou mais sua crescente notoriedade na Noruega ao adotar novamente uma ação dramática para ajudar um menino a escapar de um lar para crianças adotivas

Em sua mais recente aventura espetacular, Rutkowski libertou um menino de nacionalidade russa de uma casa de crianças adotivas no sul da Noruega. O menino está no início da adolescência.

Krysztof Rutkowski, detetive particular e astro do cinema polonês, conhecido também como “Rambo das crianças”.

“Quando a própria criança é que faz a ligação telefônica, é sinal claro que de que é um caso sério”, Rutkowski disse para o site noticioso Aftenposten.no

O menino foi entregue a pais adotivos depois de uma batalha de custódia entre sua mãe russa divorciada e seu padrasto norueguês. A mãe e o menino apresentaram-se triunfantes quando os jornais russos mostraram a chegada do menino num aeroporto de Moscou.

Rutkowski e o menino fizeram um acordo: o menino iria dizer que estava saindo para fazer exercício. Então, de uma maneira que não foi revelada à imprensa, ele “desapareceu” da Noruega.

“Eu não chamaria isso de sequestro”, Maggi Rødvik, o advogado norueguês da mulher russa, disse ao jornal.

“Essa foi uma ligação telefônica pedindo socorro”.

Esse pedido de socorro, de uma criança pedindo para tirá-la do país, não foi o único que Rutkowski atendeu na Noruega. Neste verão, as reportagens dos jornais noruegueses relataram amplamente a ação ousada dele de “resgatar” uma menina polonesa de nove anos colocada numa casa de crianças adotivas pelo Barnevernet, o conselho tutelar da Noruega que é muito criticado.

Rutkowski é ator e ex-membro do Parlamento da Polônia. A página de internet dele revela uma foto dele disparando sem parar nos homens maus com uma arma automática. O que não é de surpreender é que os jornais russos o apelidaram de “o Rambo das crianças”.

As operações de Rutkowski são planejadas nos mínimos detalhes e parecem exigir conhecimento especializado das rotas de fuga dos cruzamentos das fronteiras do Norte da Europa. E ele não tem deixado nenhum vestígio de suas atividades: a polícia descartou a notícia de sequestro devido à “falta de evidência”.

A mãe do menino russo lutou uma longa e amarga batalha com o padrasto norueguês e com os conselhos tutelares da Noruega. No fim, os “agentes” de Rutkowski fizeram contato com ela.

Ele confessou que a fuga do menino da Noruega foi dificultada pelas autoridades polonesas que haviam sido secretamente avisadas pela polícia da Noruega. O menino e sua mãe tiveram de aguardar até que um juiz polonês — em meio a uma luta diplomática decisiva que saiu em reportagens na Polônia e na Rússia — decidiu que o voo era legal sob a Convenção de Haia sobre sequestro.

Enquanto isso, Rutkowski continua sua campanha para libertar crianças pegas pelos conselhos tutelares da Noruega. O detetive de 51 anos tem seu próprio programa de TV na Polônia em que seu trabalho é encenado.

Tradução: www.juliosevero.com

Fonte: jornal norueguês TheLocal

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Cerca de 500 Protestam Pela Liberdade de Religiões em São Paulo

 

Por Ana Araújo|Repórter do The Christian Post

Cerca de 500 pessoas de reuniram em uma caminhada na Avenida Paulista pela liberdade de religiões, nesta terça-feira, 15. A maioria da umbanda e candomblé, dividiram o espaço com cristãos e espíritas.

Mesmo com chuva, eles se reuniram no Museu de Artes de São Paulo (Masp) e começaram a andar. "Nosso objetivo é protestar contra várias ações do poder público que inibem a liberdade de cultos religiosos", afirmou Eduardo Brasil, presidente do Fórum dos Sacerdotes e Sacerdotisas do Estado de São Paulo.

"Estamos vendo a criação de um Estado teocrático aos modos do Irã, onde apenas uma religião existe", afirma Brasil.

Flávio de Yanson, vice-presidente do Fórum, afirma que já sofreu discriminação por causa de sua religião. "Minha casa de cultos foi expulsa pela subprefeitura de Vilma Mariana em um processo que durou cerca dedez anos, com alegação que estava em um local residencial. Contudo, outras religiões fazem seus cultos na mesma região e nada acontece, caracterizando a discriminação",afirma ele em entrevista à Terra.

Outros protestos:

O feriado de Proclamação da República também foi marcado por outros protestos. Em várias cidades do país, grupos aproveitaram a data para protestar contra a corrupção. As manifestações foram organizadas pela internet.

Em Goiânia, manifestantes percorreram ruas do centro da cidade com caras pintadas e carregando faixas de protesto. Eles se concentraram em frente à sede do governo estadual e estenderam pano com desenho de pizzas.

Em Araxá (MG), um grupo saiu pelas ruas com faixas e cartazes. Os manifestantes entregaram panfletos sobre o combate à corrupção para quem passava pela marcha. Também houve manifestação em Divinópolis (MG).

Em Brasília, mesmo com a suspensão da marcha contra corrupção, cerca de 30 manifestantes se reuniram embaixo do Museu da República para protestar. Alguns vestiam camisas bordadas e com adesivos com os escritos "Fora Agnelo", em referência às denúncias envolvendo o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

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Benetton anuncia retirada de fotomontagem de ‘beijo’ com Papa

 

Campanha da Benetton tem foto do Papa ‘beijando’ o imã sunita do Cairo.
Vaticano considerou a fotomontagem falta de respeito a Bento XVI.

Do G1, com agências internacionais

O grupo italiano Benetton anunciou nesta quarta-feira (16) a decisão de retirar de circulação de sua nova campanha publicitária uma fotomontagem que mostra o Papa Bento XVI "beijando" na boca o imã da universidade egípcia de Al Azhar, Ahmed el Tayyeb.

"Lembramos que o sentido desta campanha é exclusivamente combater a cultura do ódio sob todas as formas", comentou, em comunicado, a Benetton, lamentando o fato de a utilização da imagem ter "ofendido os sentimentos dos fiéis"

O anúncio da decisão da Benetton foi divulgado minutos depois que o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, ter informado em nota oficial que a Secretaria de Estado do Vaticano estudava possíveis medidas para "garantir o respeito à figura do Santo Padre". O Vaticano considerou a fotomontagem falta de respeito a Bento XVI.

O Vaticano afirmou que a campanha se trata de "um uso inaceitável da imagem do Santo Padre, manipulada e instrumentalizada no marco de uma campanha publicitária com fins comerciais".

Papa Bento XVI aparentemente beijando o Imã do Cairo na boca em uma fotomontagem. (Foto: Divulgação)Papa Bento XVI aparentemente beijando o imã do Cairo na boca em uma fotomontagem. (Foto: Divulgação)

Beijo simulado em fotomontagem entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez. (Foto: Divulgação)Beijo simulado em fotomontagem entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez. (Foto: Divulgação)

"Trata-se de uma grave falta de respeito com o Papa, uma ofensa aos sentimentos dos fiéis, uma demonstração evidente de como uma publicidade pode violar as regras elementares do respeito às pessoas para atrair a atenção mediante uma provocação", continua o texto.

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A fotomontagem, que faz parte da nova campanha "United Colors of Benetton" chamada "UNHATE" ("não ódio"), foi apresentada nesta quarta por Alessandro Benetton, vice-presidente do Benetton Group, em Paris.

Luca Borgomeo, presidente da Associação dos telespectadores católicos italianos, também pediu a retirada imediata da publicidade.

Uma outra imagem impactante foi colocada em outro banner diante da catedral de Milão, mostrando Barack Obama beijando o presidente chinês, Hu Jintao.

Segundo a Benetton, não está prevista a veiculação da campanha no Brasil.

O grupo Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani tornaram-se célebres por suas fotomontagens provocadoras nos anos 1990, entre elas a de uma irmã de caridade sedutora, que se apresenta vestida num hábito branco beijando um jovem padre de batina preta.

O fotógrafo italiano comprometeu-se com temas ligados à liberdade sexual, Aids e mais geralmente contra descriminações a comunidades, raças e culturas.

As relações entre o Papa e o imã sunita de Al-Azhar são difíceis, principalmente depois que Bento XVI expressou solidariedade às vítimas do atentado que fez 21 mortos numa igreja de Alexandria, no dia 1º de janeiro passado.

O imã interpretou os protestos como uma intromissão do Vaticano nos assuntos religiosos de seu país.

"Trata-se de imagens simbólicas – com um toque de esperança irônico e de provocação construtiva – para promover uma reflexão sobre a maneira pela qual a política, a religião, as ideias, mesmo se opostas e diversas, podem levar ao diálogo e à mediação", justificou-se a Benetton.

Campanha mostra, em fotomontagem, beijo entre a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. (Foto: Divulgação)Campanha mostra, em fotomontagem, beijo entre a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. (Foto: Divulgação)

Beijo entre o presidente da China, Hu Jintao e Barack Obama, dos EUA, em fotomontagem feita pela Bennetton. (Foto: Divulgação)Beijo entre o presidente da China, Hu Jintao e Barack Obama, dos EUA, em fotomontagem feita pela Bennetton. (Foto: Divulgação)