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Condenada, Igreja Universal terá de indenizar ex pastor

FALSA ACUSAÇÃO

 

A Igreja Universal do Reino de Deus não conseguiu, por meio de um Agravo de Instrumento, rever condenação por ter acusado, sem provas, um ex-pastor de subtrair o dízimo dado pelos fiéis. Com a negativa da 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o religioso deve ser indenizado em R$ 70 mil.

O homem atuou como pastor da instituição de 1992 a 2005. Além da atividade de evangelização, ele era responsável, conta, “pela arrecadação e contabilização dos dízimos arrecadados na igreja em que atuava, sempre observando as metas de arrecadação estabelecidas”. O homem arrecadava e transportava os dízimos recolhidos em toda região de Campinas (SP) até o departamento financeiro da igreja, em São Paulo (SP).

Os dirigentes da instituição, desconfiados de que o homem estivesse desviando o dinheiro, plantaram notas marcadas durante o culto. No dia seguinte, durante uma reunião com outro bispo, ele foi acusado de ter adquirido, com os valores desviados, uma fazenda para seu pai. No entanto, uma contagem feita nos sacos revelou que toda a quantia estava arrecadada estava ali.

Não satisfeito, o bispo enviou os seguranças até o imóvel onde o pastor morava, com o propósito de “localizar algum dinheiro escondido”. A revista no apartamento teria ocorrido de “forma violenta, quebrando móveis e jogando todos os pertences do reclamante e de sua família ao chão”. Mais uma vez, nada foi encontrado. Ele e família foram, mesmo assim, expulsos do apartamento. Todas as roupas foram jogadas na calçada em frente ao edifício.

A ação apresentada pelos pastor tinha três pedidos: verbas rescisórias, vínculo de emprego e danos morais. Em primeira instância, apenas o último foi atendido. A 12ª Vara do Trabalho de Campinas fixou a indenização em R$ 70 mil. Na segunda instância, o valor foi considerado suficiente para punir eficazmente a igreja, levando em conta sua capacidade econômica.

O ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, relator do caso no TST, declarou que a prova colhida deixava claro o dano causado ao autor da ação.

Data: 6/9/2011 08:45:11
Fonte: TST

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Denúncia: Exército estaria ajudando muçulmanos a matarem cristãos

PERIGO NA NIGÉRIA

 

Ao menos 24 cristãos foram mortos na Nigéria por extremistas muçulmanos com a ajuda de pessoas ligadas ao exército. Os crimes aconteceram em agosto no estado Plateau, centro do país, segundo informações da área.

Os ataques perpetrados em 11 de agosto na aldeia de Ratsa Foron e em 15 de agosto deixaram 6 pessoas mortas. Extremistas muçulmanos mataram nove membros de uma família cristã, juntamente com outro cristão, afirmam fontes.

“Eles estavam com uniformes do exército. Eu mesmo conheço alguns deles, pois vieram junto com os muçulmanos para nos atacar”, disse Nnji John, que perdeu sua família no ataque. “Eu posso jurar pelo Deus Todo-Poderoso que o ataque foi realizado com o apoio de soldados, pois eu os vi.”

No dia 14 de agosto outros dois cristão foram mortos por extremistas muçulmanos, dessa vez na comunidade de Chwelnuyap, em Jos. Além dos mortos uma mulher foi ferida, de acordo com moradores. Relatos confirmam os ataques e testemunhas garantem que a Força Tarefa do Exército, que deveria protegê-los, não fez nada.

Jonah Jang, governador da região, exigiu a retirada imediata do exército nigeriano da área, porque, segundo ele, os muçulmanos e o exército exerceram posições de violência contra os cristãos.

“Estou certo de que as forças armadas estão sendo poluídas com esta crise religiosa no país”, disse Jang. “Antes os soldados costumavam ficar mais no quartel, mas hoje as forças armadas começaram a tomar partido nesta crise religiosa. Se não lhes chamarem a atenção, a ordem do país estará em perigo.”

Data: 6/9/2011 09:04:43
Fonte: Portas Abertas

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SILAS MALAFAIA NA PIAUÍ

 

Perfil do pastor ganha páginas no jornalismo literário da revista

A Revista Piauí de setembro traz um perfil com o pastor Silas Malafaia escrito pela jornalista Daniela Pinheiro. Com o título de “Vitória em Cristo – Com uma leitura singular da Bíblia, o pastor Silas Malafaia ataca feministas, homossexuais e esquerdistas enquanto prega que é dando muito que se recebe ainda mais”, a jornalista conta o que viu durante dias analisando e entrevista os passos do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Entre os pontos destacados pela reportagem estavam os discursos sobre a arrecadação de ofertas durante um culto, a forma como ele fala de usos e costumes e, claro, os ferrenhos disparos contra o homossexualismo.

A jornalista reproduz um trecho das palavras do pastor sobre o sustento de seus ministérios. “Eu gasto milhões, milhões e milhões por mês com horário na televisão, congressos, cruzadas evangélicas, treinamento de pastores, abrindo novas igrejas. Como se paga isso? Não é um anjo do céu que desce com um cheque em branco para mim”.

A repórter traça um perfil de Malafaia dizendo que ele é “onomatopeico, careteiro e versátil no uso da voz – com a qual percorre uma escala extensa, do falsete quando imita alguém que faz uma pergunta tola, ao grave profundo que enfatiza uma frase mais solene”.

O conservadorismo dos discursos do líder da Advec também recebe destaque. Em especial para uma pregação onde ele exorta as irmãs que usam roupas decotadas e apertadas. ”Aí vem a irmã dentro da igreja com a roupa arrochada, os dois melões de fora e o cara do lado só olhando, só no somebody love. (…) Se você está indecorosa, você peca e faz outro pecar! E se você deixa sua mulher sair assim, você é um mané, um otário! Bota o silicone que você quiser, minha irmã! Mas se você quiser ser o instrumento do pecado, a glória de Deus vai embora e você vai pagar a conta com Jeová!”.

Sobre o homossexualismo a matéria comenta que a esposa de Silas, Elizete Malafaia, que também é psicóloga fala que acompanhou inúmeros casos de homossexuais que se tornaram gays depois de ser abusados. “A homossexualidade é uma desorganização emocional e espiritual. Se a pessoa não perdoou o abuso, ela canaliza aquela raiva para a vingança e, inconscientemente, se torna um abusador também”.

Já as palavras de Malafaia foram contra os projetos anti-homofobia. “Cada um faz sexo com quem quiser. O que tenho é o direito de falar que isso é pecado, que é condenado por Deus e que a Bíblia diz que é uma perversão. Agora, o que esse pessoal quer não é o direito de fazer sexo – porque isso já fazem e não vão parar de fazer. Eles querem é colocar uma mordaça na nossa boca para nos proibir de falar qualquer coisa sobre eles”.