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Marcha para Jesus do DF tem recurso público suspenso

 

     A Justiça do Distrito Federal retirou a Marcha para Jesus do calendário oficial de eventos de Brasília. Por meio de uma liminar, o Conselho Especial do TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) suspendeu a eficácia de uma lei que também destinava recursos públicos para o evento.

     O Governo do DF havia ajuizado Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) por entender que a lei criava uma nova atribuição para a Administração Pública e, dessa forma, aumentava as despesas para os cofres públicos, ferindo a Lei Orgânica do Distrito Federal.

     O relator do processo no Tribunal alegou que a norma sofre do vício de inconstitucionalidade formal, pois deveria ter sido originada de projeto de lei de autoria do governador e não de um parlamentar. Declarou ainda que, mesmo tendo passado mais de uma década da edição da lei, a norma impõe ônus de ordem financeira ao DF.

     O efeito da decisão do TJ vigora até o julgamento definitivo do Conselho. O relator considerou ainda que a liminar deveria ser concedida para resguardar o orçamento público.

Data: 20/7/2011
Fonte: Última Instância

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Globo e SBT pedem para autores de novelas menos cenas gays

CENAS MAIS FRIAS

 

     Durou pouco a chamada "primavera gay" na TV aberta, que culminou no primeiro beijo lésbico numa novela brasileira, em maio, no SBT. Tanto a emissora de Silvio Santos como a Globo deram nos últimos 60 dias uma guinada nos rumos da dramaturgia, e passaram a dar ordens implícitas ou explícitas a seus autores, para que baixem a bola de cenas gays nas histórias. Oficialmente, a decisão se deve a uma suposta "overdose" do tema.

     Um ajudante de novelista da Globo, que pede para não ser identificado, disse em entrevista que recebeu "aviso verbal" do autor para que não perdesse tempo elaborando personagens e cenas gays –sejam entre homens ou mulheres–, pois seriam cortadas.

     Cerca de três semanas atrás a Globo interveio em "Insensato Coração", vetando ousada cena gay em motel, entre o casal Hugo e Eduardo (Marcos Damigo e Rodrigo Andrade). Também o autor Aguinaldo Silva foi informado há três meses pela emissora de que deveria evitar polemizar com o assunto (gay) em "Fina Estampa", sua próxima novela, que estreia em agosto. Silva, porém, vai incluir um personagem gay "estiloso" na história, interpretado por Marcelo Serrado. Mas não haverá cenas eróticas com ele.

     Questionado sobre isso, Silva usou as mesmas palavras que já usara anos atrás, decepcionado com mais um veto da Globo a uma cena homoafetiva: "Beijo gay, só lá em casa".

     Não se trata de um comportamento novo. Desde 2008, a Globo já deixou "escapar" ao menos quatro vezes que exibiria uma cena gay, mas acabou desistindo sempre no último momento. Em abril do ano passado, um episódio de "Os Simpsons" teria sido cortado por conter um beijo gay entre Homer e o barman Moe.

     Já no caso do SBT a ordem é explícita. Depois de exibir o primeiro beijo lésbico numa novela, entre as atrizes Luciana Vendramini e Giselle Tigre, em "Amor & Revolução", a emissora agora mudou de opinião e a ordem é baixar a bola do tema.

     Tiago Santiago, o autor, teve ao menos mais duas longas cenas gays cortadas de sua história. A última deveria ter sido exibida no último dia 7, entre os personagens Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré). O novelista do SBT disse que acataria a decisão, mesmo tendo prometido o beijo, além de um outro, entre Vendramini e Tigre.

     Na Record, a orientação é implícita e parece ecoar os princípios da Igreja Universal do Reino de Deus, que não considera a homossexualidade algo natural e corriqueiro. Nenhuma trama da emissora até hoje deu destaque a casais ou personagens gays.

Data: 20/7/2011
Fonte: Folha de S. Paulo

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Após ganhar ação evangélica é desmentida sobre plágio de padre

DISPUTA MUSICAL

 

     Associação Brasileira de Música e Artes afirma que a música "Noites Traiçoeiras’, do padre Marcelo Rossi, não é de autoria de evangélica.
     A Associação Brasileira de Música e Artes não reconheceu que a música "Noites Traiçoeiras’, um dos sucessos do padre Marcelo Rossi, seja de autoria da evangélica Marinalva Santos, 39, diferentemente, portanto, do que ela afirmara em entrevistas no Piauí, Estado onde mora.
     Marinalva e seu marido, o pastor Francisco Felipe Cordeiro, afirmaram que iam entrar em contato com o padre Marcelo para discutir os direitos autorais com base em parecer da associação segundo o qual a música é plágio. Os dois, inclusive, ameaçaram processar o padre, caso ele não quisesse conversar.
     A assessoria jurídica da associação informou que esse parecer nunca existiu.
     A situação dos evangélicos se complicou porque Carlos Papae, que seria o verdadeiro autor da música, decidiu processá-los sob a acusação de tentativa de golpe para ficar com os direitos autorais.
     Marinalva tinha dito que compôs a música em 1999 em parceria com Vânia Nunes, uma amiga da Igreja Assembleia de Deus Missionária de Uberlândia, Minas Gerais.
     Contudo, de acordo com Luciana Fernandes, representante de Papae, o compositor gravou a música em 1986, conforme prova um disco vinil. Tanto que ele já recebeu 50% dos direitos autorais e agora tenta na Justiça obter o restante.
     Ela disse ter informado o casal de evangélicos por telegrama sobre o processo judicial. Desde o desmentido da associação, o casal tem evitado a imprensa.
     O padre Marcelo gravou a música em 2008 e já vendeu mais de 1 milhão de cópias.

GANHO JUDICIAL

     A cantora piauiense Marinalva Santos, 39 anos, ganhou ação por plágio contra o padre Marcelo Rossi. A Associação Brasileira de Música e Artes reconheceu que a cantora evangélica é autora da música “Noites Traiçoeiras” e que a canção foi plagiada pelo padre.

Em 2009, a cantora esteve no Jornal do Piauí denunciando que a música foi plagiada. Ela contou que a canção foi feita inspirada em um salmo e para comemorar aniversário de uma igreja Assembleia de Deus em Uberlândia (MG).