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Equipe médica diz ter descoberto mistério da menina que chora sangue

 

Laudo diz que veias se dilatam e rompem com pressão sanguínea.
Médicos receitaram medicamentos bloqueadores e calmantes.

Do G1 SP, com informações da TV Tem

 

chora1 (Foto: Divulgação)Débora Oliveira dos Santos, de 17 anos, afirma
sangrar pelos olhos (Foto: Diana Viana de Oliveira)

A Sociedade Brasileira de Clínica Médica divulgou nesta terça-feira (12) um laudo sobre o caso da menina de Meridiano, no interior de São Paulo, que chora sangue. Débora Santos ficou internada durante 13 dias em São Paulo e passou por vários exames. Nenhum problema grave foi constatado no corpo da adolescente. A conclusão é que os vasos sanguíneos próximos dos olhos se rompem com o aumento da pressão. Por isso, o sangue vaza. Débora está sendo tratada com remédios que apresentam resultados positivos.

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Segundo o laudo médico, a paciente internada no Hospital São Paulo recebeu, entre 30 de junho e 12 de julho, tratamento de uma equipe multiprofissional formada por oftalmologistas, neurologistas, especialistas em coagulação, psicólogos e psiquiatras. Também foi submetida a exames oftalmológicos, neurológicos e a uma angiorressonância, que afastaram a existência de problemas mais graves.

Antonio Carlos Lopes, chefe da equipe médica que cuidou da paciente, realizou exames clínicos e também conversou longamente com ela. De acordo com o especialista, a paciente conta que os sintomas que precedem o sangramento são calor no rosto e aumento da pressão na cabeça.

A equipe médica trabalha com a hipótese de que se trata de uma disfunção neurovegetativa com alteração na vasomotricidade. Em outras palavras, as pequenas veias na região dos olhos se dilatam e têm sua permeabilidade alterada, rompendo-se com o aumento da pressão sanguínea. Há possibilidade de que essa alteração seja consequência de traumas sofridos na infância.

Os médicos ministraram à paciente um tratamento à base de medicamentos (betabloqueador e calmante leve) que se mostraram eficazes no controle do sangramento. Eles recomendam que ela também receba acompanhamento psicoterápico. Caso haja necessidade de tomar o medicamento pela vida toda, não há nenhum inconveniente, porque é uma medicação que protege o coração, estabiliza a pressão arterial e diminui as chances de infarto e arritmia.

Lopes recomenda que, para a devida eficácia do tratamento, é preciso que a paciente tome corretamente os medicamentos conforme orientação da equipe médica.

“Eu me controlo para não chorar. Não posso me exaltar bastante porque vou sangrar. Eu ainda não me acostumei. É muito chato eu não poder me expressar. Vou fazer prova, fico nervosa, choro e sai sangue. Alguns meninos e meninas ficam assustados e sentem nojo. Ficam longe de mim. Então eu fico meio que isolada dos demais. A minha sorte é que os professores são a melhor coisa da escola”, disse Débora ao G1.

Parentes contam que Débora começou a sangrar com 14 anos, quando trabalhava como babá e foi agredida por sua patroa no Ceará. Os sangramentos eram somente nos ouvidos e nariz.

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Cientistas apresentam dente criado a partir de células-tronco

 

DE SÃO PAULO

Pesquisadores da Universidade de Ciência de Tóquio apresentaram hoje imagens de um dente desenvolvido a partir de células-tronco de camundongo.

O processo de bioengenharia do dente, que foi implantado na mandíbula inferior de um camundongo, permitiu a composição de todas as suas diferentes estruturas, incluindo canal e osso.

Dr. Takashi Tsuji/Tokyo University of Science/Reuters

Dente foi criado a partir de células-tronco de camundongo e implantado na mandíbula inferior do animal

Dente foi criado a partir de células-tronco de camundongo e implantado na mandíbula inferior do animal

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Jovem chora após receber transplante duplo de pernas

 

 

DA EFE

O jovem submetido no último domingo (10) ao primeirotransplante duplo de pernas no mundo está "clinicamente muito bem" e poderá caminhar em seis ou sete meses, afirmou nesta terça-feira seu cirurgião, o espanhol Pedro Cavadas.

"O paciente [um homem entre 20 e 30 anos] está acordado desde segunda-feira e chorou quando viu as pernas", declarou em entrevista à imprensa Cavadas, explicando que a intervenção cirúrgica durou cerca de dez horas.

Cirurgião espanhol realiza 1º transplante no mundo de 2 pernas

O jovem sofreu, em consequência de um acidente, uma amputação traumática de ambas pernas acima do joelho: na direita acima do fêmur e na esquerda, no terço discal desse osso.

Segundo o médico, o paciente estava "relegado a uma cadeira de rodas" e suas possibilidades de caminhar "eram zero", uma vez que não podia utilizar próteses por motivos técnicos e anatômicos.

"Então consideramos a possibilidade de fazer a cirurgia e, após pedir as solicitações correspondentes, a Organização Nacional de Transplante deu o parecer favorável", disse Cavadas, acrescentando que um ano se passou até encontrarem um doador adequado.

O cirurgião, de 46 anos, recomendou cautela, mas destacou que o paciente está ansioso para sair da UTI.

Segundo ele, agora começa a fase marcada por "um esforço reabilitador descomunal ao longo dos anos, que terminará com um paciente caminhando".

De acordo com as previsões médicas, o jovem deve ser capaz de movimentar os joelhos em três semanas, será capaz de caminhar na piscina em dois meses e, mais um mês depois, poderá aguentar seu próprio peso.

"Se tudo acontecer como planejamos, em seis ou sete meses poderá estar caminhando", afirmou o cirurgião.

O médico ressaltou que a mecânica é muito similar a de qualquer transplante, com uma parte cirúrgica "muito trabalhosa" e uma limitação de tempo que exige grande coordenação.

Embora esteja considerando outros casos para realizar outra cirurgia desse tipo, Cavadas considerou que seria "razoável esperar pelo menos um ano para ver como este paciente evolui", já que é a primeira operação destas características realizada no mundo.