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Igrejas têm cada vez mais exigências para oficializar o ‘sim’

 

JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO

Para se casar hoje em uma Igreja Católica, não basta dizer o "sim". Há casos em que é preciso ir a 12 missas ou pagar multa por atraso. Por respeito à religião ou para coibir excessos, padres das igrejas mais procuradas para casamentos criaram restrições na cerimônia.

A Folha consultou 16 paróquias de SP, RJ e MG. Constatou que as normas incluem medidas contra atrasos, decotes e músicas. Ao menos três igrejas exigem dinheiro dos noivos. Caso sejam pontuais, o valor é devolvido.

É o caso do Mosteiro de São Bento, no centro da capital, e, em Ribeirão Preto (SP), da catedral e da paróquia Nossa Senhora de Fátima.

Há regras também para preservar prédios históricos. "Tivemos decorador que usou pregos nos bancos centenários para fixar arranjos", diz Alessandra Paciullo, cerimonialista do mosteiro.

Na Cruz Torta, no Alto de Pinheiros, o padre Renato Cangianelli proibiu a canção "Also Sprach Zarathustra", do filme "2001: Uma Odisseia no Espaço". "Sempre coloco a música aos noivos e pergunto do que se lembram. Todos dizem: macacos. Isso não condiz com a celebração."

Na Nossa Senhora do Brasil, a cruzada do padre Michelino Roberto é contra os decotes. Para cobrir as mais ousadas, ele tem xales para emprestar. Gabriela Chodravi, 25, que vai casar ali, deu o recado do padre às madrinhas.

O banho de arroz foi vetado em várias igrejas. "Além de superstição, é jogar alimento no chão", disse André de Oliveira, padre do Mosteiro de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo, em Claraval (MG). Na Candelária, no Rio, o arroz foi proibido após uma funcionária escorregar e se ferir.

Editoria de Arte/Folhapress

Colaborou LUIZA SOUTO, do Rio

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Igreja Presbiteriana dos EUA permite oficialmente pastores gays

 

Jack Jenkins

(RNS) Os presbiterianos que apoiam a agenda gay estão preparando os templos neste domingo (10 de julho) para celebrar a aprovação de uma nova política eclesiástica que permite que pastores gays atuem abertamente pela primeira vez na história da denominação.

Pastor presbiteriano gay e seu amente na igreja

Com a nova política da Igreja Presbiteriana dos EUA se tornando oficial neste dia, várias igrejas de tendência esquerdista “marcarão o momento com orações e regozijo” em seus cultos de domingo, de acordo com um comunicado de imprensa divulgado pela organização presbiteriana Light Presbyterians, que defende a agenda gay na denominação.

“A Igreja Presbiteriana está entrando numa nova era de igualdade neste domingo”, disse Michael Adee, diretor executivo da organização. “É um momento histórico. Leva-nos de volta aos padrões de ordenação, onde o foco é a fé e o caráter, não a condição conjugal ou a orientação sexual do pastor”.

A nova política elimina toda linguagem da constituição da denominação que tinha impedido os homossexuais de trabalharem como pastores, presbíteros e diáconos, permitindo que cada presbitério — ou órgão governante regional — decida quais padrões sexuais colocar com relação à ordenação.

A resolução, que havia falhado em diferentes formas em anos recentes, precisou da aprovação da Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana dos EUA e dos presbitérios; 97 dos 173 presbitérios da denominação votaram a favor da aprovação da nova política.

Mas apesar das celebrações deste domingo, a ordenação de pastores gays permanece uma questão controvertida dentro da denominação.

“Ao aprovar essa política, a denominação eliminou de sua constituição todos os padrões de conduta sexual”, disse o Rev. Parker T. Williamson, editor emérito da publicação conservadora The Layman (O Leigo), que ativamente se opôs à mudança. “As Escrituras deixam claro que há padrões relativos à nossa conduta sexual… mas esta denominação decidiu que não existe nenhum padrão”.

Traduzido por: www.juliosevero.com

Fonte: Christian Century

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Os escândalos do bispo Manoel Ferreira

Poderoso aliado evangélico de Dilma Rousseff e amigo do Rev. Moon dá golpe milionário, segundo revista Istoé

Bispo Manoel Ferreira

Poderoso aliado evangélico de Dilma Rousseff, Manoel Ferreira se vê envolvido em escândalos típicos do PT

O bispo Manoel Ferreira, ex-deputado pelo PR e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus (Conamad)… teria recrutado laranjas, assinado contratos de gaveta e se tornado proprietário de um lucrativo negócio: a Faculdade Evangélica de Brasília. Ferreira também teria demitido funcionários sem pagar direitos trabalhistas, sonegado milhões de reais em impostos federais e dado um golpe nos próprios sócios. Um desses sócios, o pastor Donizetti Francisco Pereira, resolveu quebrar o pacto de silêncio imposto por Ferreira em sua Igreja e procurou ISTOÉ para denunciar o caso. “Fui apunhalado pelas costas”, afirma Pereira. Sem dinheiro, impedido de trabalhar e com o nome sujo no SPC e no Serasa, ele tenta há meses contatar o bispo para negociar um acordo. “Não sou a única vítima dele, só que os outros sócios e professores têm medo de represálias”, diz.

Fonte: Istoé