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Lider da AD Betesda não vê com bons olhos inchaço de evangélicos

GONDIM RECLAMA DE CRESCIMENTO

 

Líder da Igreja Betesda, o pastor Ricardo Gondim fala com exclusividade ao jornal "O Povo" sobre as controvérsias que se envolveu recentemente.
O pastor Ricardo Gondim tem o dom da oratória. E da polêmica. Na semana que passou, o presidente nacional da igreja Betesda, cearense radicado em São Paulo há 20 anos, deixou de ser colunista da revista evangélica Ultimato por defender o reconhecimento legal de uniãões homoafetivas.
Antes de publicizar sua opinião sobre a necessidade da igreja não se intrometer no funcionamento do Estado laico, o pastor Gondim já havia causado estranhamento em alguns setores evangélicos ao questionar o modo como eles entendiam a soberania Divina. E em seu site (www.ricardogondim.com.br) publicou um artigo revelando o temor que um dia os evangélicos tomem o poder no Brasil (leia trechos nesta página).
Nesta entrevista exclusiva ao O POVO, concedida por telefone na última sexta-feira, o pastor justifica seus posicionamentos, reafirma suas posturas e declara: “O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico.”
OPOVO – O senhor causou polêmica ao defender publicamente a regulamentação de uniões homoafetivas no Brasil. O senhor mantém esse pensamento?

Ricardo Gondim – Não é uma questão de pensamento. É uma questão de lógica e eu repito o que disse. Em um estado laico, a lei não pode marginalizar ou distinguir homens ou mulheres que se declarem homoafetivos. Há que se entender que num estado laico não podemos confundir teologia, convicções pessoais, com o ordenamento de leis de um país. Não podemos impor preceitos religiosos para toda a sociedade civil. Se os preceitos são meus, você tem o direito de não adotá-los. Foi assim que me posicionei sobre essa questão do STF, que, a meu ver, agiu corretamente garantindo o direito de um segmento de nossa sociedade.
OP – Além do posicionamento a favor da regulamentação de uniões homoafetivas, há outros pontos polêmicos em declarações recentes suas. Uma das críticas que setores evangélicos fazem ao senhor diz respeito à sua opinião sobre a soberania Divina. Eles dizem que o senhor passou a pregar que Deus não é soberano.

Ricardo – O que acontece é que eu descarto a teologia que se difundiu sobre a soberania de Deus. Por essa teologia, Deus tem o controle absoluto de todas as coisas. E as pessoas não estão dispostas a entender que o corolário desse pensamento, o que dele decorre, é que até o orgasmo, o gozo do pedófilo, ou os horrores de Auschwitz (um dos mais conhecidos campos de concentração nazista) estão na conta de Deus, sob a alegativa de que Ele é soberano. Se as pessoas estão dispostas a entender assim, esse Deus é um monstro, não um Deus de amor. A minha leitura da Bíblia é a partir de Jesus Cristo, que é um Deus de amor, e não de Deus títere, que é responsável por chacinas, atrocidades, limpezas étnicas. A história segue não porque Deus a controla, a história segue porque somos personagens livres e nos comportamos com desobediência à vontade de Deus. É por isso que existem a miséria, os crimes, a exclusão. Porque Sua vontade é contrariada. As pessoas não estão dispostas a lidar com esses conceitos, preferem se amparar na Soberania, que nos rouba a nossa responsabilidade na história.
OP – Recentemente, o senhor publicou no seu site o artigo Deus nos livre de um Brasil evangélico (leia trechos ao lado), onde demonstra o seu temor que o segmento chamado Movimento Evangélico chegue ao poder no Brasil e aponta uma série de razões para isso. Como esse artigo foi recebido?

Ricardo – Foi muito mal recebido. Porque há, sim, um segmento no Brasil, que se auto-denomina Movimento Evangélico, que difunde a ideia de que se os evangélicos se multiplicarem no País, se houver um número suficiente para dominar a política, as leis, se chegarem ao poder, o Brasil será um País melhor. Isso é um ledo engano. O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico. Porque esse crescimento não significa por si só o crescimento dos valores do Reino de Deus, que são a justiça, a inclusão que dos que estão à margem, o amor. Esses valores não são prioridade para o Movimento Evangélico. Até porque, o número crescente de evangélicos também estará absorvendo outros valores como a cobiça, a injustiça social, o desejo de crescimento financeiro e de poder. Esta última tentativa de interferência no ordenamento do STF é um exemplo desse projeto de poder.
OP – O senhor se refere à votação da regulamentação das uniões homoafetivas?

Ricardo – Sim. Eles ficaram numa campanha interna, enviando mensagens pressionando os ministros para que votassem contrários à união homoafetiva. E ficavam conclamando seus fieis para fazer o mesmo. Isso em um estado laico é um absurdo. A mesma coisa está acontecendo agora no Congresso Nacional.
OP – O senhor fala da atuação da bancada evangélica na suspensão, por parte do Governo Federal, da distribuição do kit anti-homofobia nas escolas?

Ricardo – Exatamente. Falo de uma das maiores aberrações éticas que já surgiu neste País nos últimos tempos. Em nome de blindar um ministro que está suspeito de enriquecimento ilícito, que está tendo que explicar o aumento meteórico de seu patrimônio, negociou-se a questão do kit anti-homofobia. Isso mostra do que esta bancada, que se diz evangélica, que diz representar os evangélicos, está disposta a negociar. Em nome desse projeto de poder que eu falei anteriormente, negociou-se um projeto de grande valor para esse País. Isso é lamentável, completamente lamentável.
OP – O senhor encontra ressonância para esse tipo de discurso na comunidade evangélica ou sua fala – assim como o pensamento por ela representado – é dissonante?

Ricardo – Não é dissonante, de maneira nenhuma. Existe um grande grupo que concorda com esse pensamento e que caminha nessa linha. Embora eu esteja em baixo de grande percepção por conta de grupos intolerantes e fundamentalistas, tenho me surpreendido com o número de evangélicos que me dizem para continuar.
OP – O senhor se arrepende de ter se manifestado publicamente sobre essas questões?

Ricardo – Não. Absolutamente. Eu continuo repetindo o que disse. As minhas convicções não são intempestivas, são frutos de amadurecimento teológico. O estado é laico, e é importante que se mantenha assim. Num estado laico todos os grupos são protegidos, até os religiosos.

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Fã de Ídolos, Neymar morre de amores pela cantora sertaneja Paula Fernandes

 

Atacante comenta programa no Twitter e divide brincadeiras com colega Elano

Do R7

Montagem: R7

Montagem: R7

Neymar e Paula Fernandes: jogador morre de amores pela cantora mineira

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Um dos maiores fãs do programa Ídolos é o atacante Neymar. O santista, que tenta levar o clube à final na Copa Libertadores deste ano, comenta frequentemente no Twitter sobre os candidatos e revelou recentemente que morre de amores por uma das juradas que compareceram ao show.

Em parceria com Elano, o atacante santista, autor de oito gols nesta temporada, andou comentando os bastidores do programa e brincou diversas vezes com o colega, que tentou imitar os convidados. Mas o que surpreendeu mesmo foi o amor de Neymar pela cantora Paula Fernandes.
– Essa Paula Fernandes, além de cantar muito… Ela é linda demais, que é que isso!
Paula Fernandes ficou muito famosa após participar de um show ao lado do cantor Roberto Carlos. Surgiram boatos do namoro da artista com o Rei, mas ela negou todos.
Além de babar ao ver a jurada, Neymar também zombou de Elano no Twitter, que imitou os fracassados candidatos do programa durante a concentração para o jogo contra o Cerro Porteño, nesta quarta-feira (25), vencido pelo Santos por 1 a 0.
– Morro de rir com Elano Blumer imitando os cantores deÍdolos. Com certeza ele queria estar participando, só pode.
Em boa fase na carreira, Neymar tem passado por mudanças na vida pessoal. Neste mês, o jogador anunciou que será pai pela primeira vez.

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Mulher é presa por morder a língua do marido em beijo de boa noite

 

Caso ocorreu em Sheboygan, no estado do Wisconsin.
Idoso passou por cirurgia para implantar pedaço arrancado.

Do G1, em São Paulo

A norte-americana Karen Lueders, de 57 anos, foi presa na última segunda-feira em Sheboygan, no estado do Wisconsin (EUA), acusada de arrancar um pedaço da língua de seu marido com uma mordida, segundo a emissora de TV "Fox".

Karen Lueders foi presa ao morder a língua do marido.Karen Lueders foi presa ao morder a língua do marido. (Foto: Reprodução)

De acordo com a polícia de Sheboygan, William Lueders, de 79 anos, estava dando um beijo de boa noite na mulher quando ela mordeu sua língua. O idoso foi levado para o hospital, onde passou por uma cirurgia para implantar o pedaço da língua arrancado.

Em audiência preliminar no tribunal na terça-feira, a Justiça estipulou uma fiança de US$ 5 mil para Karen. Além disso, ela terá que passar por uma avaliação psicológica. Seu marido contou para os policiais que ela vinha agindo de forma estranha nos últimos dias.