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A MÚSICA GOSPEL PERDEU A ESSÊNCIA

 

Ministros falam sobre futuro da música gospel e a perda da qualidade

Por: Redação Creio – Mayra Bondança

     Na última terça-feira, dia 24, a Christian Copyright Licensing International (CCLI) reuniu grandes nomes da música cristã para discutir o futuro da mesma no Brasil. Asaph Borba, Massao Suguihara, Gerson Ortega, Adhemar de Campos e seus filhos acabaram chegando a uma triste conclusão: a música tem perdido sua verdadeira essência, a Palavra de Deus.

     O evento começou com música, como não poderia deixar de ser. Um pequeno momento de louvor com todos os cantores e seus filhos lembrou canções antigas que, muitas vezes, são até esquecidas pelas igrejas.

     E quem iniciou a discussão foi o filho de Asaph Borba, André, de apenas 14 anos. Orgulhoso, Asaph contou que o filho ficou um tempo refletindo e buscando a Deus para saber o que dizer. Lendo seu texto, André falou sobre a evolução tecnológica que a música tem sofrido e sobre as grandes inovações que a tem atingido, mas abriu a dura verdade: as pessoas não têm buscado a Bíblia na hora de fazer suas letras.

     Depois, foi a vez do próprio Asaph tomar a palavra. “Nossos filhos vão continuar cantando, adorando, e talvez de uma forma diferente da nossa. Mas o que nós queremos é que eles tenham a mesma essência”, explicou. Ele tentou ilustrar comparando um disco de vinil a um iPod. “A forma muda, mas a essência é a mesma.”

     Gerson Ortega se mostrou preocupado com o que os pais têm passado aos filhos. Ele comentou sobre a importância de uma família andar nos caminhos de Deus, porque isso vai ajudar as próximas gerações. “Nós cristãos temos que manter os princípios.” O pastor e cantor ainda falou sobre a relação com seus filhos – que formam a banda ‘Os Ortegas’. “Eu tenho três filhos e nós conseguimos tocar juntos, temos até gostos parecidos.”

     Emendando a fala de Ortega, Adhemar de Campos destacou que a preocupação não é somente com a música cristã, mas com o cristianismo no geral. “As pessoas dizem que a Igreja está desviada. A igreja do mundo evangélico pode estar mal, mas a Igreja do Reino de Deus vai muito bem, obrigado”, ponderou. Ainda questionou: “qual é a sua identidade?” O pastor falou sobre a importância dos valores, essência e conteúdo, e criticou algumas pessoas que colocam uma posição e um nome acima do que realmente são. “Quem é não precisa dizer que é, demonstra. Nós cristãos precisamos ser mais vistos do que ouvidos.”

     Para Massao Suguihara a música cristã deve girar em torno da Igreja e dos seus propósitos, e não ao redor do mundo. “Está havendo uma corrosão da identidade cristã.” Ele mostrou sua preocupação com o hábito que a Igreja tem absorvido de ‘barganhar’. “Acabamos criando um evangelho centralizado no homem, e eu pergunto: onde é que está Jesus?”

Data: 28/5/2011

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Oscar Schmidt é operado para retirada de nódulo cerebral

7/05/2011 – 19h00

DE SÃO PAULO

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, 53, passou por uma cirurgia para retirar de um nódulo cerebral na quarta-feira. De acordo com o boletim médico, ele está se recuperando bem e mostra bom humor. Não foi dada uma previsão de alta.

O hospital Albert Einstein, onde ele está internado, informou que o resultado parcial de um exame indica que o nódulo é benigno, porém a confirmação final ainda será divulgada.

Ele chegou a passar pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas já foi transferido para um quarto comum.

Oscar, campeão do Pan-Americano em Indianápolis (EUA) em 1987 e recordista de pontos em Jogos Olímpicos (com 1.093), hoje trabalha na Rede Record.

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Igreja é condenada a devolver recursos de projeto comunitário

 

Por unanimidade, os desembargadores da 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negaram recurso de igreja evangélica contra sentença proferida pelo juízo da 2ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos da Comarca de Campo Grande.

A ação era de cobrança ajuizada pelo Estado de Mato Grosso do Sul, que condenou a Sociedade Evangélica Beneficente (Sebe) e a recorrente a devolverem aos cofres públicos a quantia de R$ 21.271,50, acrescida de correção monetária pelo INPC-IBGE, acumulada desde abril de 2005.

Consta dos autos que o Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Trabalho e Qualificação Profissional (Funtrab), realizou convênio com a Sebe e a igreja evangélica citada, com o objetivo de conceder apoio financeiro ao projeto intitulado "Futuro Feliz”. O projeto consistia na ampliação de duas salas de aula no imóvel de propriedade da Igreja, onde seriam realizados cursos de qualificação.

Foi depositado na conta bancária da Igreja o repasse no valor de R$ 40 mil, proveniente do Fundo de Investimentos Sociais (FIS), porém, após a apresentação das contas, a Auditoria-Geral do Estado verificou a existência de inúmeras irregularidades na execução do projeto.

Foram encontrados fortes indícios de falsidade das notas fiscais emitidas por uma empresa de materiais de construção no valor de R$ 20.350,00, e também o fato de haver um repasse no valor de R$ 33.400,00 aos representantes da instituição, pastores E. A . A . e J. B. M.B., que ficaram encarregados comprar o material para a reforma, ato proibido pelo artigo 20, parágrafo único II, do Decreto nº Estadual nº 11.261/2003.

Além disso, as diferenças encontradas entre as dimensões indicadas no croqui e as dimensões reais da edícula não correspondem ao proposto na documentação técnica. Assim, a obra foi realizada de maneira irregular sem a documentação de Licenciamento de Obra e Habite-se, entre ouras irregularidades.

Em sua defesa, a SEBE afirmou que o projeto foi devidamente cumprido, que todas as medidas tomadas no imóvel reformado estão de acordo com o projeto, que a igreja evangélica é a responsável pela regularização da obra e que as irregularidades nas notas fiscais são de responsabilidade das empresas emissoras. A igreja alegou que ocorreu prescrição e, assim, não cabe ação de cobrança.

Para o desembargador relator do processo, Dorival Renato Pavan, a construção da obra agregaria valor ao imóvel de propriedade da igreja, então esta deveria assumir responsabilidades, sob pena de enriquecimento sem causa. “ A responsabilidade da apelante decorre do fato de que se beneficiou com o convênio, pois foi agregado valor ao seu imóvel sem que o objetivo do convênio tenha sido alcançado, ou seja, o contrato não foi executado da forma adequada, além de ter seu representante legal recebido 60% do valor repassado à convenente , circunstância não acordada”, explicou em seu voto.

O fato registrado nos autos é que o autor comprovou serem ilegítimos os documentos fiscais apresentados pela Igreja e, conforme relatório, os objetivos do convênio não foram alcançados, uma vez que no local funciona consultório odontológico a serviço da igreja e que, desde a época da reforma, a instituição não ocupa mais o local.

Data: 27/5/2011 08:54:53
Fonte: TJ/MS