Categorias
Noticias

EXCLUSIVO: Líder do grupo no Brasil diz que Juízo será sábado

PROFETA DO FIM DO MUNDO FALA

 

Por: Celso de Carvalho – Redação Creio

Marcos 13 é direto sobre o Dia do Juízo:Quanto, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai.” O grupo religioso Family Rádio tem uma visão e versão diferentes. Para eles o juizo final acontecerá dia 21 de maio. Desde 2009 no Brasil, o CREIO conversou com Harold Golly, líder do grupo no Brasil, que confirma a tese que o mundo acabará neste sábado.

Casado, pai de dois filhos, o missionário mora a 12 anos nos Estados Unidos. Durante 23 anos fez parte da Igreja Batista e está, nesta última, intensificando a evangelização, para alertar as demais pessoas sobre arrependimento dos pecados e da volta de Jesus.

Segundo o missionário, a previsão foi interpretada pelo americano Harold Camping. E o Juizo acontecerá com base a partir do dilúvio nos dias de Noé em 4990. No cálculo adotado, eles creem que Deus revelou a Noé, que haveria ainda sete dias até que as águas do dilúvio caíssem sobre a Terra. O grupo substituiu sete dias por mil anos projetando para 2011.

Quando perguntado, o missionário diz que as Igrejas não entendem a mensagem. “As Igrejas não entendem pois creem que Cristo voltará como um ladrão”, declara. Na reta final do juizo final o ex-batista intensificará as panfletagens e voltará para os Estados Unidos onde esperará o acontecimento. Sobre onde passará o dia 21, Harold responde: “Não somos uma igreja, são indivíduos que ouviram e confiaram na palavra”, ratifica.

Ainda em São Paulo, onde fica até quinta, ele entregará panfletos pedindo as pessoas que se arrependam dos pecados. Questionado sobre o que ele irá fazer se o Juízo não acontecer, o missionário responde com outra pergunta: “ Onde você vai estar quando Jesus voltar?”, indaga fugindo da pergunta.

Criticado por cristãos americanos, o grupo já foi chamado de seita e Camping acusado de ser falso profeta. Em 1990 o mesmo ‘estudioso’ previu o fim do mundo no dia 06 de setembro de 1994, mas nada aconteceu.

Categorias
Noticias

Muller: Ex-jogador vende Igreja e diz que está passando dificuldades

 

O nome na história do futebol foi o que sobrou de valioso após 20 anos de uma bem sucedida carreira.Hoje, Müller não tem nem mesmo plano de saúde ou automóvel. Mora na casa do ex-lateral Pavão, amigo desde os tempos de São Paulo. Bicampeão mundial pelo Tricolor Paulista, em 92 e 93, e campeão pela Seleção na Copa de 94, o ex-atacante gastou todo o dinheiro que ganhou, passa por dificuldades financeiras e vendeu até mesmo a igreja da qual era pastor. O programa ‘Esporte Fantástico’, da TV Record, levantou a questão no sábado passado, e ontem, em entrevista por telefone ao MARCA BRASIL, um doce e constrangido Müller aceitou relatar o seu drama, como “um exemplo a não ser seguido”.
MARCA BRASIL: Até que ponto as dificuldades financeiras mudaram sua vida?
Müller: Sempre tive o futebol como meio de sobrevivência. E é assim até hoje. Mas não estou passando fome. Errei muito na vida. Tive bons momentos financeiros, mas errei. Fiz muita bobagem. Gastei tudo com besteira.
MB: Com que besteira?
M: Com mulheres… Não sei se é bom dizer isso. Ah, mas é a verdade. Pode escrever aí que eu gastei com mulheres, com carros e etc. Gastei com vaidades pessoais. Gastei dinheiro com amigos, entre aspas. Amigos de ocasião. Por eu ser uma pessoa generosa, muita gente se aproveitou mesmo de mim.
MB: Onde, aos 45 anos, encontra força?
M: Estou cheio de saúde e pronto para recomeçar. Acertei hoje com uma grande rádio para comentar o Brasileiro. Tenho vigor para recomeçar do nada. Estou muito feliz com o convite que recebi hoje para trabalhar. Era um objetivo voltar a ser comentarista.
MB: E a família, vive bem?
M: Minha mãe e meus seis irmãos levam uma vida normal. Tenho três filhos: Luis Müller, 23 anos, Mateus Müller, 18, e Gabriel Müller, 14. Meus filhos moram num apartamento próprio, o que é um alívio pra mim. Pelo menos isso, né?
MB: Você não tem nenhum imóvel?
M: Comprei vários imóveis ao longo da minha vida. Só fui perdendo, perdendo, perdendo… Hoje, não tenho nenhum.
MB: Você tem algum bem material?
M: Não, eu não tenho nada.
MB: Tem plano de saúde?
M: Também não tenho.
MB: Acha importante falar sobre esse assunto?
M: Não é fácil. Tenho dificuldades financeiras, sim. Espero que os jovens que estão começando não repitam o meu erro. O que eu quero agora é que Deus me dê força para recomeçar do zero. E ele está dando.
MB: Você tem noção de quanto dinheiro ganhou?
M: Não, mas foi muito. Nem sei calcular quanto perdi. Não sei se deveria dizer, mas eu perdi milhões. Perdi tudo que consegui no futebol. Joguei fora o que construí ao longo de 20 anos. Tenho caráter e isso não tem preço. É por isso que admito estar passando por isso.
MB:Você era pastor. Que fim levou a igreja?
M: Vendi o terreno e repassei a Igreja. Mas pretendo no futuro abrir outra.
MB: Não tem carro?
M: Não tenho carro.
MB: Teve quantos?
M: (Risos) Tive um monte de carros… Nossa!!! Muitos!!!
MB: Mais de 20?
M: Com certeza, tive bem mais do que 20 carros.
MB: Faltou orientação?
M: Pode até ser, mas isso não justifica o meu erro.
MB: Telê Santana não puxava a sua orelha?
M: (Risos) Puxava direto. Ele era um paizão. Mas… Olha, eu tomei decisões erradas. Fiz as piores escolhas. Foi isso.
MB: Gastou com drogas?
M: Ah, isso não. Graças a Deus, nunca usei. Eu nunca fumei nem mesmo um cigarro.
MB: Você mora na casa do Pavão e está construindo um ‘puxadinho’ na parte de cima. A ideia é ter um pouco mais de privacidade?
M: É, sim. Somos amigos, eu morava de aluguel e estava sempre na casa dele. Então, o Pavão me chamou pra morar lá. Faz uns seis meses que estou na casa. É boa. São quatro quartos e fica no Morumbi.
MB: De todas as perdas, sente mais falta de quê?
M: Futuramente, quero comprar um carro. Quem não tem carro em São Paulo está morto. Fora isso, nada me faz falta.
MB: Anda de ônibus?
M: Não ando de ônibus porque tenho vários colegas que têm carro. O próprio Pavão tem um. Então, a gente está sempre saindo junto.
MB: Sente saudade do tempo em que tinha dinheiro?
M: Deus me dá o privilégio de ter as coisas básicas de que preciso. Tenho casa, roupa e comida. Tenho o que uma pessoa precisa para viver.
MB: Alguma mágoa com o futebol?
M: Posso dizer que eu não sou exemplo pra ninguém. O futebol me proporcionou tantas coisas boas que não posso me queixar de nada. Tenho um nome e fiz uma história.
MB: Quando começou a dificuldade financeira?
M: Foi depois que eu saí da tevê, em 2009 (era comentarista do Sportv).
MB: Depois de trabalhar na tevê, você foi treinador do Imbituba, de Santa Catarina. Quanto ganhava lá?
M: Não preciso falar. Trabalhei lá de novembro do ano passado até abril. De 18 jogos, o time ganhou apenas três. E caiu para a Segunda Divisão. Sabe quando você vai apartar uma briga e acaba apanhando? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.
MB: Tem saudade dos tempos de jogador?
M: Não tenho saudade do futebol, nem da vida de rico que levei. Só tenho boas lembranças e isso é suficiente. Curti o que tinha que curtir. Agora, acabou.
MB: Fez amigos?
M: Tenho dois. O Pavão e o André Luís, que também jogou comigo. Você sabe… Não se faz muita amizade nesse meio.

Categorias
Noticias

Bancada evangélica diz que trancará pauta no Senado em retaliação

 

O vice-presidente da Frente Parlamentar evangélica, o deputado Anthony Garotinho (PR/RJ) disse nesta terça-feira, 17, que a bancada evangélica, composta por 74 deputados, não votará "nada", até que o governo recolha vídeos anti-homofobia.

Esse material, que ainda está sob análise do Ministério da Educação, poderá ser distribuído para alunos do ensino médio das escolas públicas.

Segundo o deputado, a decisão da bancada evangélica foi tomada durante uma reunião na tarde desta terça-feira. Garotinho fez as ameaças no plenário da Câmara e foi apoiado por outros deputados.

"Esses livros ensinam inclusive a fazer sexo anal", disse. "Não se vota nada enquanto não se recolher esse absurdo", completou.

De acordo com o MEC, o kit de combate à homofobia nas escolas deverá ser composto de três vídeos e um guia de orientação aos professores. A ideia, ainda em análise, é enviá-los a 6.000 escolas de ensino médio no segundo semestre de 2011.

Com duração média de 5 minutos, os vídeos serão trabalhados em sala de aula pelos professores e não serão distribuídos aos alunos. O material irá tratar dos seguintes temas: transsexualidade, bissexualidade e a relação entre duas meninas lésbicas.

PROTESTO

Novos projetos que ampliam os direitos dos casais do mesmo sexo levaram muita gente a Brasília nesta segunda-feira, 17.

No Dia Mundial de Combate à Homofobia, um seminário lotou o auditório Nereu Ramos, na Câmara. Eles já discutem mudar a Constituição, que fala em casamento entre homem e mulher, para permitir que seja apenas entre pessoas. Há poucos dias, a união estável, com suas consequências, foi reconhecida no Supremo Tribunal Federal.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), maior opositor da causa gay no Congresso, foi até a entrada do seminário. “Se me convidarem, eu vou. Mas será que eles vão me convidar?”, indagou.

Ninguém convidou, mas não faltou coragem entre os participantes. “Eu sou negra e bissexual assumidamente”, afirmou a cantora Preta Gil.

Artistas, políticos e integrantes do movimento que inclui lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais participaram do encontro. Com a bandeira que simboliza o grupo, um casal lembrou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a união estável homoafetiva.

“Todos são iguais perante a lei e não haverá discriminação de qualquer natureza”, discursou o casal, sob aplausos.

Depois da vitória no Judiciário, os integrantes do movimento querem aprovar leis no Congresso que garantam mais direitos. Com a decisão do Supremo, eles podem registrar no cartório apenas a união estável. Querem conquistar agora a possibilidade do casamento civil.

Para isso, é preciso aprovar uma emenda à Constituição. O autor da proposta, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), está em busca das assinaturas necessárias para apresentar o projeto.

“Assegurar o casamento civil e a união estável na Constituição. Ou seja, deixar de ser uma decisão do Judiciário e passar a ser um direito contemplado na Constituição Federal”, defendeu o deputado Jean Wyllys.

Lutam também por outro projeto: o que torna crime a homofobia, ou seja, discriminação contra homossexuais. Eles entregaram um abaixo-assinado com cem mil assinaturas.

“Eu prefiro ter como prioridade o combate à homofobia nesse momento. A gente tem de dar um passo por vez, uma questão por vez, e é um caminho longo, de paciência, de alinhavo, de conversa. De dar um passo e depois dar outro”, afirmou a relatora, senadora Marta Suplicy (PT-SP).

A proposta para tornar crime a homofobia foi apresentada no Senado em 2006. Tramita na Comissão de Direitos Humanos, mas não há previsão para ser votada. A bancada religiosa, principalmente, quer definir uma questão essencial: o que seria discriminação que configure crime de homofobia.