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METODISTAS CONTRA CORRUPÇÃO

 

Denominação emite nota em que defende campanha contra desvios

Por: Redação Creio

FOTO - BANDEIRA DA MARCHA CONTRA CORRUPÇÃO

    Preocupados com a situação política em que se encontra o Brasil, o Colégio Episcopal enviou à Igreja Metodista um documento oficial pedindo uma campanha contra a corrupção. Assinado pelo presidente bispo João Carlos Lopes e pelo secretário Adonias Pereira do Lago,  o documento destaca em tópicos questões como tráfico de influências, falta de comprometimento e as denúncias causadoras da popular faxina no governo Dilma.

Esta não é a primeira vez que lideranças religiosas intervêm em questões políticas e expõe sua indignação. Em setembro deste ano, o pastor Silas Malafaia, como noticiou CREIO em primeira mão, amedrontou os parlamentares em Brasília pela não assinatura da CPI contra a Corrupção. “Vou dar nome e mandar chumbo grosso para aqueles que não assinaram a CPI da corrupção. É uma vergonha saber que somente 15 de 76 parlamentares assinaram a CPI” desabafou, referindo-se aos membros da bancada evangélica.

Confira abaixo a íntegra do documento redigido pelo Colégio Episcopal:

Pronunciamento do Colégio Episcopal pelo enfrentamento da corrupção

Por uma gestão pública e ação parlamentar proba, democrática e transparente em todos os níveis

Pronunciamento do Colégio Episcopal à Igreja Metodista

“…quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” (Ef. 4.22-24)

Vivemos momentos de uma crescente mobilização da sociedade civil de nosso País no sentido de por um fim às ações de corrupção promovidas por agentes públicos no exercício de suas funções, nas diferentes esferas de ação.

O governo, nas esferas executiva, legislativa e judiciária, o Ministério Público, a Polícia Federal e alguns outros segmentos têm se empenhado em processar e afastar de funções públicas pessoas acusadas de práticas delituosas. Ao mesmo tempo, os órgãos de informações jornalísticas têm se ocupado em denunciar ações envolvendo pessoas que desempenham funções públicas e de Estado envolvidas em negociações ilícitas, revelando uma natureza de corrupção quase endêmica em nossa estrutura de poder representativo, seja em nível municipal, estadual ou nacional.

Percebe-se, das denúncias apresentadas à opinião pública, que o crime de corrupção nas esferas de poder está freqüentemente acompanhado de outro crime: o tráfico de influência.

Este binômio tem causado sérios e permanentes prejuízos à população brasileira, especialmente aos setores mais empobrecidos, pelo desvio de recursos que poderiam ser aplicados a melhorias na saúde pública, educação, saneamento básico, a previdência, etc.

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista, comprometido com os valores do Evangelho e com sua própria história de defesa da moralidade administrativa e da ética cidadã, une-se aos brasileiros e brasileiras empenhados/as em extirpar o pecado social da corrupção nas estruturas de poder, firmando posição:

• Pela transparência da gestão pública, disponibilizando aos cidadãos e cidadãs as informações relativas aos atos do executivo;

• Pela efetiva implementação da Lei Complementar nº 135/2010 – Lei da Ficha Limpa, como condição necessárias à moralização e ao aperfeiçoamento democrático no processo eleitoral;

• Pelo fim do sigilo em votações relacionadas a denúncia de improbidade administrativa e falta de decoro, nas casas legislativas em todos os níveis de atuação;

• Pelo estabelecimento da Comissão da Verdade afim de que nossa história recente seja conhecida e se façam as reparações justas e necessárias para o estabelecimento de uma nova ordem social.

Cremos que o Evangelho de Cristo é o poder transformador de Deus e caminho que revela a verdade e denuncia ações contrárias a moral e a ética cristã.

Conclamamos os/as metodistas a fazerem parte deste movimento de construção da dignidade do exercício político e da construção de uma sociedade democrática, justa e solidária.

Em Cristo,

Bispo João Carlos Lopes

Presidente do Colégio Episcopal

Bispo Adonias Pereira do Lago

Secretário do Colégio Episcopal

Data: 17/11/2011

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“Rambo” polonês resgata menino de casa de crianças adotivas

 

William Stoichevski

Krysztof Rutkowski, um polêmico investigador particular da Polônia, aumentou mais sua crescente notoriedade na Noruega ao adotar novamente uma ação dramática para ajudar um menino a escapar de um lar para crianças adotivas

Em sua mais recente aventura espetacular, Rutkowski libertou um menino de nacionalidade russa de uma casa de crianças adotivas no sul da Noruega. O menino está no início da adolescência.

Krysztof Rutkowski, detetive particular e astro do cinema polonês, conhecido também como “Rambo das crianças”.

“Quando a própria criança é que faz a ligação telefônica, é sinal claro que de que é um caso sério”, Rutkowski disse para o site noticioso Aftenposten.no

O menino foi entregue a pais adotivos depois de uma batalha de custódia entre sua mãe russa divorciada e seu padrasto norueguês. A mãe e o menino apresentaram-se triunfantes quando os jornais russos mostraram a chegada do menino num aeroporto de Moscou.

Rutkowski e o menino fizeram um acordo: o menino iria dizer que estava saindo para fazer exercício. Então, de uma maneira que não foi revelada à imprensa, ele “desapareceu” da Noruega.

“Eu não chamaria isso de sequestro”, Maggi Rødvik, o advogado norueguês da mulher russa, disse ao jornal.

“Essa foi uma ligação telefônica pedindo socorro”.

Esse pedido de socorro, de uma criança pedindo para tirá-la do país, não foi o único que Rutkowski atendeu na Noruega. Neste verão, as reportagens dos jornais noruegueses relataram amplamente a ação ousada dele de “resgatar” uma menina polonesa de nove anos colocada numa casa de crianças adotivas pelo Barnevernet, o conselho tutelar da Noruega que é muito criticado.

Rutkowski é ator e ex-membro do Parlamento da Polônia. A página de internet dele revela uma foto dele disparando sem parar nos homens maus com uma arma automática. O que não é de surpreender é que os jornais russos o apelidaram de “o Rambo das crianças”.

As operações de Rutkowski são planejadas nos mínimos detalhes e parecem exigir conhecimento especializado das rotas de fuga dos cruzamentos das fronteiras do Norte da Europa. E ele não tem deixado nenhum vestígio de suas atividades: a polícia descartou a notícia de sequestro devido à “falta de evidência”.

A mãe do menino russo lutou uma longa e amarga batalha com o padrasto norueguês e com os conselhos tutelares da Noruega. No fim, os “agentes” de Rutkowski fizeram contato com ela.

Ele confessou que a fuga do menino da Noruega foi dificultada pelas autoridades polonesas que haviam sido secretamente avisadas pela polícia da Noruega. O menino e sua mãe tiveram de aguardar até que um juiz polonês — em meio a uma luta diplomática decisiva que saiu em reportagens na Polônia e na Rússia — decidiu que o voo era legal sob a Convenção de Haia sobre sequestro.

Enquanto isso, Rutkowski continua sua campanha para libertar crianças pegas pelos conselhos tutelares da Noruega. O detetive de 51 anos tem seu próprio programa de TV na Polônia em que seu trabalho é encenado.

Tradução: www.juliosevero.com

Fonte: jornal norueguês TheLocal

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Cerca de 500 Protestam Pela Liberdade de Religiões em São Paulo

 

Por Ana Araújo|Repórter do The Christian Post

Cerca de 500 pessoas de reuniram em uma caminhada na Avenida Paulista pela liberdade de religiões, nesta terça-feira, 15. A maioria da umbanda e candomblé, dividiram o espaço com cristãos e espíritas.

Mesmo com chuva, eles se reuniram no Museu de Artes de São Paulo (Masp) e começaram a andar. "Nosso objetivo é protestar contra várias ações do poder público que inibem a liberdade de cultos religiosos", afirmou Eduardo Brasil, presidente do Fórum dos Sacerdotes e Sacerdotisas do Estado de São Paulo.

"Estamos vendo a criação de um Estado teocrático aos modos do Irã, onde apenas uma religião existe", afirma Brasil.

Flávio de Yanson, vice-presidente do Fórum, afirma que já sofreu discriminação por causa de sua religião. "Minha casa de cultos foi expulsa pela subprefeitura de Vilma Mariana em um processo que durou cerca dedez anos, com alegação que estava em um local residencial. Contudo, outras religiões fazem seus cultos na mesma região e nada acontece, caracterizando a discriminação",afirma ele em entrevista à Terra.

Outros protestos:

O feriado de Proclamação da República também foi marcado por outros protestos. Em várias cidades do país, grupos aproveitaram a data para protestar contra a corrupção. As manifestações foram organizadas pela internet.

Em Goiânia, manifestantes percorreram ruas do centro da cidade com caras pintadas e carregando faixas de protesto. Eles se concentraram em frente à sede do governo estadual e estenderam pano com desenho de pizzas.

Em Araxá (MG), um grupo saiu pelas ruas com faixas e cartazes. Os manifestantes entregaram panfletos sobre o combate à corrupção para quem passava pela marcha. Também houve manifestação em Divinópolis (MG).

Em Brasília, mesmo com a suspensão da marcha contra corrupção, cerca de 30 manifestantes se reuniram embaixo do Museu da República para protestar. Alguns vestiam camisas bordadas e com adesivos com os escritos "Fora Agnelo", em referência às denúncias envolvendo o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).