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Bispo pede perdão por padre condenado por crimes sexuais

 

 

LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO

O bispo de Franca (400 km de SP), dom Pedro Luiz Stringhini, divulgou nota na qual pede perdão, em nome da diocese, em razão do episódio envolvendo o padre José Afonso Dé, 76, que foi condenado a prisão por estupro e atentado violento ao pudor. O religioso aguarda julgamento de recurso em liberdade.

No texto enviado à Folha pelo bispo, Stringhini disse que a notícia da condenação do padre causou "profundo sofrimento, tristeza e perplexidade". O bispo afirma que a Diocese de Franca "acolhe com respeito a decisão da Justiça".

O padre Dé foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Franca a 60 anos e oito meses de prisão por estupro e atentado violento ao pudor após ser denunciado pelo Ministério Público pela suposta prática de crimes sexuais contra oito coroinhas que o ajudavam na paróquia São Vicente de Paulo.

Na nota, o bispo diz que segue o exemplo do papa Bento 16 ao pedir perdão pelo caso –em junho do ano passado, em missa na praça São Pedro, no Vaticano, o papa implorou perdão pelos escândalos de pedofilia da Igreja Católica.

‘SOFRIMENTO’

"Lamento o transtorno e sofrimento que esse episódio, desde o ano passado, trouxe aos fiéis católicos, à Igreja e à sociedade francana. Em nome da diocese, a exemplo do papa Bento 16, humildemente peço perdão a todos e reafirmo meu propósito de envidar esforços para que a Igreja diocesana prossiga com fidelidade e ardor sua missão", diz Stringhini, no texto.

O bispo segue dizendo que, publicamente, reafirma sua confiança no clero da Diocese de Franca.

"Reconheço a perseverança, a dedicação e o testemunho de vida dos padres, diáconos permanentes (casados) e diáconos transitórios (futuros sacerdotes); e o esforço que eles têm demonstrado no serviço generoso ao povo a eles confiado."

Em referência direta ao padre Dé, Stringhini diz que oferece "orações e amizade" e que deseja que o religioso possa "encontrar, no silêncio interior, conforto e direção por meio de uma vida de oração e meditação".

O CASO

Em abril do ano passado, o padre Dé foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça por suposta prática de crimes sexuais contra oito coroinhas que o ajudavam.

O caso também chegou a ser investigado por integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, no Senado.

A defesa do padre alega, desde o início das investigações, que Dé é inocente. Após a condenação em primeira instância, o padre aguarda julgamento de recurso em liberdade.

A Folha não conseguiu ouvir Dé nesta quinta-feira. Em declarações anteriores, o padre havia dito que pode ter sido mal interpretado por ser afetivo.

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Michele Bachmann fala de suas raízes carismáticas

 

Marcus Yoars

Na parte 1 desta entrevista exclusiva para Marcus Yoars, editor da revista Charisma, a candidata à presidência dos Estados Unidos e antiga leitora da Charisma Michele Bachmann abre o coração para falar de sua fé e raízes carismáticas.

Charisma: Ficamos sabendo que você é leitora da Charisma — estamos honrados. Como você que você conheceu a revista?

Michele Bachmann

Bachmann: Talvez na igreja. Meu marido, Marcus, e eu íamos a uma igreja muito pequena cheia do Espírito Santo — talvez 50 a 60 membros. Tínhamos 19 anos de idade. Em 1975, as coisas estavam realmente ficando quentes, penso, espiritualmente no país. O que apreciávamos na Charisma mais do que qualquer outra coisa era que a revista nos dava um resumo dos eventos atuais a partir de um ponto de vista bíblico. Todos tínhamos assinaturas da Charisma. Isso era simplesmente básico para todos nós.

Charisma: Como foi que você chegou a conhecer o Senhor?

Bachmann: Nasci numa família de luteranos e nossos pais nos levavam para a igreja toda semana. Eles eram fiéis. Estou certa de que o Evangelho era pregado de nosso púlpito, mas eu não o compreendia. A única coisa que eu realmente via era a tradição. Eu não entendia aquele aspecto todo sobre fé. Na escola secundária, me juntei a uma reunião de oração. E meus amigos sabiam que eu não conhecia o Senhor de forma pessoal. Eu era uma menina bem comportada, mas isso não importava. Eu ainda não conhecia o Senhor. Eu ainda tinha um coração mau e precisava dEle. Por isso, em 1 de novembro de 1972, dobrei os joelhos com três amigas. O Espírito Santo nos conduziu e confessamos nossos pecados diante do Senhor. Entregamos nossa vida a Ele e iniciamos uma nova direção. Foi isso. Fui para casa naquela noite e disse ao Senhor: “Não sei o que aconteceu, mas sou uma pessoa completamente diferente. Seja o que for que eu tenha me tornado, entregarei radicalmente a mim mesma e minha vida a Ti e agora é Teu plano que vale”.

Charisma: Você é a primeira candidata presidencial que fez faculdade de direito na Universidade Oral Roberts. Como foi que uma menina luterana de Minnesota terminou num dos pontos de referência do movimento carismático?

Bachmann: Meu marido e eu éramos cheios do Espírito e íamos a uma igreja cheia do Espírito. Estávamos de acordo em que seria importante ter uma base cristã para minha educação universitária de direito. Mas não havia realmente nada à vista. Na universidade, havíamos assistido a uma série de filmes do Dr. Francis Schaeffer que nos desafiava a ter uma cosmovisão bíblica para ver que Deus é o Deus da criação e todas as disciplinas de estudo, e isso incluía o direito. A Faculdade de Direito da Universidade Oral Roberts ia ser estabelecida como uma escola de direito que estaria ensinando cosmovisões bíblicas. Por isso, fui a essa faculdade. Não tinha nenhum reconhecimento. Então, foi um ato de fé ir, mas eu realmente estava mais interessada em obter uma cosmovisão bíblica do direito e uma boa educação. E foi uma educação fenomenal. Nossos professores também queriam se derramar pelo Senhor e assim estou emocionada que fiz essa decisão de ir à faculdade. Essa escola de direito acabou fechando, mas se tornou a Faculdade de Direito Regent. Acho que sou o primeiro membro do Congresso a me formar da Faculdade de Direito Regent.

Charisma: No último período eleitoral, vimos Sarah Palin sendo completamente zombada por sua fé, principalmente pelas ligações carismáticas e pentecostais dela. Você parece ter sofrido um pouco do mesmo tipo de propaganda negativa feita pela mídia secular porque — não só contra a postura pró-vida que você tem — mas também contra qualquer tipo de raiz carismática. Você acha que existe uma coincidência que os que são carismáticos sejam os alvos preferenciais de tal propaganda?

Bachmann: Acho que tal propaganda negativa é feita contra qualquer um que não sinta vergonha de falar sobre sua fé ou que queira ser conhecido e identificado por sua fé. Penso que realmente tem mais a ver com o fato de que alguém crê que a Bíblia é o que diz que é. É nisso que acredito. Tenho um respeito elevado e uma consideração elevada pelas Escrituras. E eu não sou perfeita. É por isso que fui até o Senhor, pois eu sabia que era pecadora e tenho fraquezas óbvias. Mas minha meta é continuamente me entregar ao Senhor e diariamente morrer, por assim dizer, para o que meus desejos são e viver para o Senhor. Morrer é ganho. É viver para Cristo. É isso o que espero fazer, andar numa caminhada mais profunda com o Senhor diariamente.

Tradução: www.juliosevero.com

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ARCA DE NOÉ PODE SER COMPROVADA

 

Imagens em caverna na França atestariam passagem bíblica

Imagens de animais em situações “não naturais”, onde carnívoros e herbívoros andam lado a lado e todos parecem hipnotizados. Seria essas pinturas encontradas em uma caverna na França o relato mais antigo e definitivo sobre a Arca de Noé descrita na Bíblia?

As cavernas de Chauvet, chamadas de “cavernas dos sonhos esquecidos” foram descobertas em 1994. Alguns estudiosos acreditam que as pinturas rupestres têm mais de 20 mil anos.

Os animais são mostrados saindo de um lugar retangular, ligeiramente inclinado e escuro como breu. Segundo os relatos do Livro de Gênesis capítulo 6, a Arca de Noé era retangular coberta por uma camada de piche (ou breu) que servia como isolante.

A caverna tem vista para a Pont d’Arc (ponte do arco-íris), a ponte natural mais alta da Europa. Deus fez um pacto de nunca mais inundar a terra que foi confirmado por um “arco-íris” em Gênesis 9:13. Dentro da caverna existe uma espécie de altar sacrificial, e a Bíblia fala que uma das primeiras coisas que Noé fez foi erguer um altar e sacrificar animais a Deus (Gn 8:20).

Cientistas que tiveram acesso às cavernas dizem se tratar de uma cena de caça, mas é improvável, pois se vê um rinoceronte (herbívoro) atrás de leões. As dificuldades de explicar as cenas desse imenso mural fizeram com que eles o dividissem em três grandes temas: “Painel do rinoceronte”; “painel do cavalo ‘ e ‘painel dos leões”.

Os desenhos nas paredes mostram 13 variedades de animais, alguns deles inclusive já estão extintos. O que intriga os pesquisadores é como algum homem primitivo que fez os desenhos pudesse conhecer tantos animais diferentes, que não eram encontrados naquela região. Acredita-se que os desenhos só foram conservados porque a entrada da caverna foi fechada por um desmoronamento e ficou milênios selada, sem ligação com o mundo exterior.

As cavernas de Chauvet possuem uma variedade de ossos de animais, incluindo dois esqueletos de cavalos, e muitos de ursos, mas não foram encontrados ossos humanos. Noé também plantou uma vinha (Gn 9:20) e ainda hoje há um belo vinhedo em frente à caverna.

Os mais céticos dirão que existe uma explicação razoável para todos esses fatos. Mas o mistério continua. O relato bíblico aponta que a arca desceu no monte Ararate, atual Turquia, bem longe da França…

Mesmo que sejam apenas coincidências, com o relato bíblico, depois de terem encontrado a caverna, o governo francês fechou o acesso, permitindo apenas que um pequeno número de cientistas entrasse lá regularmente.

Ainda há muito para ser dito sobre essa que é a mais antiga “galeria de arte” conhecida. O cineasta Werner Herzog fez um documentário sobre o lugar chamado “Caverna dos Sonhos esquecidos” que mostra parte da caverna e de sua história.

Boa parte dessa nova discussão sobre as imagens encontradas na caverna e sua ligação com o relato do Antigo Testamento devem-se ao lançamento recente do livro “God´s Steed” que aborda o assunto. A questão também foi tratada na edição de novembro da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, onde um artigo sobre a análise do DNA das tintas usadas na arte rupestre confirmam a datação de mais de 25.000 anos.

Data: 10/11/2011 08:38:48
Fonte: Anciet Wisdom