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Projeto de Lei quer Proibir o Sacrifício de Animais em Cultos Religiosos

 

Por Ana Araújo|Repórter do The Christian Post

Um novo projeto de lei divulgado pela Folha chamou a atenção de religiosos e ambientalistas esta semana, na Assembléia Legislativa de São Paulo. A intenção é proibir o sacrifício de animais em cultos religiosos.

Para o autor, Feliciano Filho, PV, o seu projeto só reforça o que já é lei. Na Constituição e na Lei de Crimes Ambientais já é proibida a crueldade e os maus-tratos contra animais, "só fixei multa para quem praticar o sacrifício, que já é proibido”. A polêmica é que vai de encontro à lei que garante a liberdade ao culto. A discussão agora é qual direito deve ser protegido primeiro.

São questões a se pensar: proibir os sacrifícios iria contra a liberdade religiosa? Há realmente caracterização de maus-tratos nesta prática? "é um conflito. A legislação encampa valores da liberdade religiosa e do ambiente. Os dois lados podem ter razão", diz Daniel Lourenço, especialista em direito animal.

O cristianismo não adota o sacrifício de animais, apesar de considerá-los seres inferiores por não usufruírem do livre-arbítrio. No judaísmo também não é comum o sacrifício de animais, apesar do abate kosher, que usa em larga escala técnicas próprias para matar o animal evitando ao máximo o seu sofrimento.

Segundo divulgado na Folha, em 2010, o Brasil exportou 475,23 mil toneladas de carne para países que exigem abate halal ou kosher (39% do total exportado).

A publicação aponta que o sacrifício é mais comum entre membros do candomblé, muçulmanos e judaísmo. Muitos estão considerando a lei preconceituosa. "As motivações da lei são o preconceito e a ignorância. Se o deputado estivesse preocupado com animais, deveria bater na porta de frigoríficos", declara o sociólogo Reginaldo Prandi.

Para Antonio Carlos Arruda, coordenador de políticas públicas da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP, o projeto é "inaceitável". "Liberdade religiosa é princípio da democracia." O promotor de Justiça do Estado Laerte Fernando Levai declarou que "há que se respeitar o direito ao culto, sim, desde que as práticas não impliquem violência".

Defensores dos animais apoiaram a idéia. "Nossa sociedade ainda tem a idéia de que animais são coisas. Nessa visão, o direito do homem é superior ao deles", diz o advogado Daniel Lourenço. Para Reginaldo Prandi, a evolução deve vir de dentro da religião. "Há segmentos do candomblé que não matam animais. Pode ser que, no futuro, a religião evolua para um sacrifício mais simbólico, mas isso não pode ser imposto. Não se muda uma religião por decreto".

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PASTOR NAS MÃOS DA POLÍCIA

 

Ex Iurd e ex-deputado é indiciado por seqüestro no CE

A polícia localizou em Fortaleza (CE) o bebê de 1 mês que supostamente teria sido comprado pelo ex-deputado estadual da Paraíba e pastor Fausto, como é conhecido, por ter sido um dos pastores da Universal. Preso na sexta-feira, ele foi indiciado por formação de quadrilha e subtração de incapaz. A criança, encontrada em uma casa, foi levada na quarta-feira para Teresina (PI).

“A mãe diz que não sabia das negociações. O fato é que a criança foi dada pela mãe por recompensa de R$ 70 e uma cesta básica. O dinheiro e os alimentos foram entregues pelo ex-deputado Fausto Oliveira”, afirmou a delegada Andréa Magalhães da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil do Piauí.

Fausto foi expulso há dois anos da Igreja Universal, após ser flagrado dançando forró em uma festa na Paraíba, em um vídeo exibido no site YouTube. Em junho de 2010, ele foi preso por policiais militares acusado de embriaguez ao volante e direção perigosa. Ele conseguiu liberdade após pagamento de fiança.

Com os escândalos, o político deixou a Paraíba e foi morar em São Paulo, se mudando posteriormente para Teresina, onde teria cometido o crime. Segundo a polícia, o ex-deputado e uma mulher identificada como Michele teriam oferecido assistência médica ao bebê e pagamento de cestas básicas para a família, caso a criança lhes fosse entregue. De posse do bebê, Fausto fugiu para a capital cearense.

A delegada Andréa informou ainda que o bebê passa bem e será entregue para o juizado da Criança e do Adolescente. A mãe, Mires da Silva Lima, 23 anos, foi indiciada pela polícia e poderá perder a guarda da filha. Investiga-se ainda a informação de que o bebê seria vendido em troca de um apartamento no Recife (PE) e R$ 4 mil em dinheiro.

Uma mulher identificada como Gleydes Cavalcante de Carvalho também foi presa em Fortaleza acusada de levar o bebê e ser comparsa do ex-pastor. Para a polícia, o suspeito disse que é uma “alma caridosa” e por isso deu auxílio para a mãe da criança, que já teria feito um negócio semelhante com outra filha de 5 anos.

A polícia do Piauí divulgou um vídeo em que Gleydes e o ex-pastor conversam com mães em uma festa no Dia da Criança, realizada na periferia da capital piauiense. Usando o argumento de que o suspeito era estéril, os dois estariam procurando mães em maternidades de Teresina para negociar. A delegada viajou à Fortaleza para acompanhar o depoimento de Gleydes e levar o bebê de volta a Teresina.

Data: 9/11/2011 09:00:00
Fonte: Inforgospel

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Estudo Mostra que Religião Ajuda Viúvas a Superarem Perda

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

A religião se mostrou uma grande aliada para as mulheres idosas e viúvas, segundo a pesquisa "A vivência do luto em viúvas idosas e sua interface com a religiosidade e espiritualidade: um estudo clínico-qualitativo", defendida na Escola de enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP por Adriano Luiz da Costa Farinasso.

A amostra foi constituída de viúvas católicas ou evangélicas da cidade de Arapongas (PR). Segundo os resultados do estudo todas a mulheres tinham algum relacionamento com um grupo religioso, sem uma necessária presença no local da igreja para o culto ou missa. Apenas o relacionamento com os “irmãos” da igreja já lhes era benéfico e ajudava durante o processo.

Farinasso procurou compreender como as viúvas idosas conviviam com o sentimento de luto, levando em conta sua espiritualidade, segundo o UOL.

A pesquisa concluiu que tanto a igreja como a religiosidade funcionam como se fossem combustíveis para superar a perda do marido. Outra constatação é que o fato destas mulheres já terem vivenciado muitas perdas durante a vida só ajudou na superação do luto, ao invés de torná-lo mais difícil.

Uma reação chamada resiliência, que é designada como capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças, foi identificada como bastante presente no grupo estudado.

O grupo estudado totalizou 6 mulheres com idade igual ou superior a 60 anos que perderam seus maridos entre um mês e um ano antes do período da pesquisa.

O método utilizado foram entrevistas abertas, utilizando a forma qualitativa e não quantitativa de apuração dos dados. “Meu estudo se relaciona com a subjetividade das pessoas, e não com estatísticas”, explicou Farinasso.

Os dados e conclusões do estudo demonstraram que a religião exerce um importante papel no grupo de mulheres idosas, já que ela ameniza o sofrimento no processo de luto e pode evitar consequências negativas para a saúde, como depressão, doenças físicas e até a mortalidade.

O autor da pesquisa que tradicionalmente há uma cisão entre a ciência e a religião, onde muitos estudos apontam para o lado negativo de sua influência na saúde mental das pessoas. Mas Farinasso diz que novas pesquisas que incluem o fator religioso têm mostrado que religiosidade e espiritualidade possuem um papel positivo na saúde, particularmente na saúde mental.

Com as conclusões, o pesquisador espera que novas pesquisas sejam feitas com a união entre ciência e religião, sem a tendência de se beneficiar um determinado lado.