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Música black volta dos anos 70 para embalar cultos no RJ

SOUL NO TEMPLO

 

Jovens da Zona Norte do Rio buscam inspiração nos corais gospels norte-americanos da década de 70 para resgatar a arte de cantar em grupo nas igrejas evangélicas cariocas. A idéia surgiu há quatro anos num culto de talentos realizado na Igreja Batista Nova Peniel da Tijuca. Na época, Luciana Araújo Paulino, 23 anos, e seus irmãos Daniela, 21, e Paulo Moreira de Araújo, 17, reuniram primos e alguns amigos para formar o Coral "Divine Soul". E desde então não pararam de receber convites para eventos religiosos.

Com o tempo, o Divine Soul se aprimorou e deu a origem ao Ministério Israel Coral agora com roupagem mais profissional. A maioria dos músicos vem da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, da Penha. Para a fundadora do ministério, Luciana, o grupo é a sua família. "Estamos unidos por um ideal, que é louvar ao Senhor e reacender a arte do canto Coral, que está se perdendo no decorrer dos anos", diz.

A prova de fogo do grupo aconteceu no Gospel Nigth, no Irajá Atlético Clube. A apresentação levantou o público de cerca de quatro mil pessoas. Graças à boa receptividade, os jovens cantores passaram a ser chamados para as edições seguintes do baile gospel. Além de composições próprias, eles cantam antigas canções recicladas e apimentadas pelo rítmo "soul" – gênero musical nascido do “rhythm and blues” e do gospel no final da década de 50 nos Estados Unidos.

O ministério vocal faz uma maratona pelas igrejas. A intenção é estimular o mergulho das novas gerações às raízes do "Black Choir", do inglês, coral negro. É um estilo musical nascido nos guetos americanos. "O canto Coral surgiu nas igrejas dos negros dos Estados Unidos na década de 50 e se espalhou por todo o mundo. Missionários americanos trouxeram o ritmo para o Brasil. “Hoje, somos convidados a participar de ‘Workshop’ e incentivamos o resgate e a formação de corais bem treinados e estruturados nas igrejas", revela Luciana.

Para o Pastor Lauremir Lopes, da Igreja de Nova Vida, em Itaboraí, investir em Canto coral é resgatar a tradição. "Nós investimos, pois cremos que isto realmente é algo que agrada o coração de Deus", dá a dica.

O sucesso é tão grande que o grupo já pensa em gravar CD e DVD com composições próprias. Segundo o produtor musical Maurício Cozzaro a equipe está mais madura e pronta. "Vivemos um grande momento, e a equipe está mais segura, fator essencial para enfrentarmos o desafio da gravação do CD e DVD", acredita.

A maioria das músicas é composta por Daniela Araújo, que aposta na canção "Vai Moisés" como o "hit" do CD. "Fico muito feliz e emocionada ao ouvir as minhas composições na boca do povo de Deus. É muito gratificante.", se emociona.

Mas para realizar o sonho de ver o trabalho nas prateleiras das lojas, o Israel Coral ainda depende de gravadora. O grupo põe fé que um dia vai alcançar o sucesso. “Cremos que diante de tanto trabalho, breve iremos alcançar o reconhecimento. Só então conseguiremos atingir multidões”, profetiza.

Data: 31/10/2011 09:00:00
Fonte: O Dia

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Pastor é acusado de violentar meninas de 10 e 11 anos no MS

ABUSO SEXUAL

 

Um pastor foi preso na noite de ontem pela Polícia Civil de Costa Rica (MS) sob a acusação de ter abusado sexualmente da enteada de 10 anos e da prima de 11 anos.

Uma das meninas contou para a avó que o pastor evangélico Wagner Valêncio de Almeida, de 30 anos, obrigou ela e a prima a praticarem sexo oral nele.

Ela disse que, com medo de ser agredida, obedeceu a ordem do pastor.

O abuso aconteceu, segundo o site Costa Rica em Foco, quando a família do pastor comemorava o aniversário das duas meninas, no dia 9 de outubro, dentro de uma igreja evangélica.

Ainda conforme àquele site, a enteada de Wagner disse que não foi a primeira vez que o pastor abusou dela. Quando moravam em Campo Grande, há dois anos, ela já era obrigada a fazer sexo oral.

A sobrinha do pastor afirmou que dias antes, o pastor chegou a chamar ela e a enteada para assistirem um filme pornô.

Em depoimento à polícia, o pastor Wagner Valêncio de Almeida chegou a admitir que a enteada "pegou no pênis" dele.

Data: 31/10/2011 09:00:00
Fonte: Campo Grande News

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Me achava superior’, conta esposa de Kaká

CAROL CELICO DESABAFA

Caroline Celico, 24 anos, está atrasada. Quando chega ao terraço do hotel onde a conversa foi marcada, entra com pressa e pede desculpas. “Levei um chá de cadeira do pediatra”, explica ela, impecável na maquiagem, na roupa, nas joias e na dicção. Mãe de Luca, 3 anos, e Isabella, 6 meses, ela aproveitou a passagem pelo Brasil para levar os dois ao médico. Mulher de Kaká, craque do Real Madrid e eleito, em 2007, o melhor jogador de futebol do mundo pela Fifa, ela está no País para lançar a segunda edição de seu CD e DVD evangélicos. Dois anos depois de deixar a Igreja Renascer em Cristo, do apóstolo Estevam Hernandes e da bispa Sônia, ela colhe os frutos de sua liberdade espiritual. “Amadureci em coisas que eram tabu para mim”, admite. “Eu me achava superior. E essa é das piores características que já tive na vida.”

O processo de amadurecimento de Caroline não foi fácil. Aos 15 anos, começou a namorar uma das grandes estrelas do futebol brasileiro. Um ano depois entrou, segundo ela, por vontade própria para a Igreja Renascer em Cristo, da qual Kaká sempre fez parte. Batizou-se, matriculou-se em grupos de estudo da “Bíblia” e passou a frequentar os cultos de maneira quase compulsiva. A mãe da jovem, Rosângela Lyra, 46 anos, católica, empresária da moda e representante da Dior no Brasil, percebeu o exagero e tentou conter a filha. “Ela quis me proteger da Renascer. Tentou me afastar da igreja, mas sempre que ela tentava, eu entrava mais e mais”, lembra Caroline. As brigas ultrapassaram os limites das disputas entre adolescentes e seus pais e as duas quase romperam. “Cheguei a jogar fora as coisas dela de santo, a quebrar uma pulseirinha, diz. “Me envolvi completamente, fui fanática.”

Em 2005, aos 18 anos, Caroline se casou na sede da Renascer, então na avenida Lins de Vasconcelos, no bairro do Cambuci, área central da cidade de São Paulo. O prédio viria a ruir quatro anos depois por problemas de conservação e manutenção da estrutura, matando nove pessoas e ferindo outras 117. Vivia o ápice da fé. Quando se mudou para a Itália, onde o marido já morava desde a transferência para o time do Milan, em 2003, desembarcou convencida de que expandiria a Renascer na Europa. Foi nesse período que ela se tornou pastora e passou a pregar para o rebanho da Renascer via internet. Em 2009, durante um desses sermões, sugeriu que Deus havia dado dinheiro para o Real Madrid, em plena crise financeira, para contratar seu marido. “Me arrependo profundamente dessa declaração. Escutei de uma pessoa e repeti”, diz. Quando questionada sobre o autor da frase, ela sorri, toma um gole de água e desconversa. “Não penso mais como aquela Carol, mais imatura, influenciável. Quero seguir o meu caminho com as minhas próprias pernas. Esse foi o motivo pelo qual saí da Renascer.

Foi também em 2009 que ela deixou a igreja. Sem dar detalhes, conta que viu coisas na Renascer que nunca tinha visto, das quais já tinham falado para ela, mas que nunca havia acreditado. Em seu mea culpa, não poupa a si mesma. Reconhece que tentava agradar aos homens e não a Deus, defeito grave entre os evangélicos, e admite a própria hipocrisia. “Ia para a igreja, era super heroína da fé, super pastora, mas chegava em casa e tratava mal a pessoa que trabalhava para mim”, diz. Como uma esponja, justifica-se ela, absorvia o comportamento dos que a rodeavam no ambiente que mais frequentava, a igreja. Segundo ela, era gente “que não podia dar o que não recebeu”, como carinho, educação e respeito. É direta sobre os problemas da Renascer: “Virou um negócio que precisava ser administrado”, afirma. “Não queria isso para mim.”

Hoje sem pertencer a nenhuma igreja, ela prefere orar em casa, sem intermediários e só com a família. Que, segundo Caroline, estreitou os laços depois do tempo em que Kaká passou em casa se recuperando das lesões que sofreu por insistir em jogar, mesmo machucado, a Copa de 2010. “Vimos que futebol não é tudo”, resume ela. Nos momentos de desânimo do marido, Caroline conta que enumerava as conquistas do jogador para animá-lo. Mas a travessia foi difícil. “Alguns amigos se afastaram por ele não estar jogando tanto”, revela. “Isso acontece em qualquer profissão, ainda mais quando a pessoa tem uma visibilidade gigantesca como é o caso do Kaká”, acrescenta Caroline, para quem talvez essa tenha sido a pior parte da fase em que ele não jogou.

Convocado pelo técnico Mano Menezes na semana passada para os amistosos da Seleção Brasileira contra o Gabão e o Egito, Kaká voltará à evidência e os tais colegas certamente ressurgirão. Caroline os receberá de braços abertos. “A gente também precisa de colegas, não só de amigos”, diz, com a tolerância e a resignação que marcam esta nova fase de sua vida. Enquanto o marido retoma o futebol, aos poucos, Caroline já se dedica a um novo projeto chamado Amor Horizontal. Trata-se de um site que canalizará doações na forma de produtos de higiene, alimentação e saúde, entre outros. “Quero ajudar pequenas instituições que cuidam de crianças carentes, seja qual for a fé que elas praticam”, diz, mostrando que a antiga Caroline ficou no passado.

Data: 31/10/2011 09:00:00
Fonte: Revista Isto É