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Marcha anticorrupção leva milhares às ruas em Brasília

 

Convocados pela internet, manifestantes participam em Brasília de ato contra a corrupção   Leia Mais

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CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA

Atualizado às 15h08.

A Marcha contra a Corrupção, movimento que ocorre paralelamente ao desfile de 7 de Setembro, reuniu milhares de pessoas em Brasília, segundo a Polícia Militar.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal calcula em cerca de 60 mil o público na Esplanada dos Ministérios durante a manhã desta quarta-feira. Destes, entre 45 mil e 50 mil assistiram ao desfile militar. O público da marcha foi estimado pela secretaria em 12 mil –sendo que parte dele assistiu ao desfile e se integrou ao protesto depois.

Veja fotos dos protestos anticorrupção pelo país
Atos anticorrupção no país testam força das redes sociais

Uma estimativa de público diferente foi feita pelo comando da Polícia Militar no local, que chegou a falar em 100 mil pessoas na marcha e no desfile militar. Essa estimativa foi considerada superestimada pela secretaria.

Apitos, máscaras, nariz de palhaço e caras pintadas de preto foram os símbolos escolhidos pelos manifestantes para protestar contra a corrupção no país. As faixas carregadas ao longo da marcha falam de corrupção em geral e do caso específico da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), livrada da cassação pelos colegas no fim do mês passado.

O protesto saiu do Museu da República e caminhou até o Congresso Nacional, ou seja, de um ponto a outro da Esplanada dos Ministérios. Jovens representam a maior parte dos manifestantes, mas também há crianças e idosos.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, comparou o movimento às Diretas-Já e aos protestos pelo impeachment do então presidente Fernando Collor.

"Essa é uma forma de dizer que país queremos, com moralidade e justiça. É um grito que precisa ser ouvido (…) A classe média saiu de casa e veio para a rua. Foi assim com as Diretas-Já e com o impeachment. É assim que começa", disse durante a marcha.

Junto da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a OAB lançou um manifesto em que apoia o movimento popular e destaca a necessidade de aprimoramentos nos Três Poderes. Entre eles, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a transparência nos gastos do Executivo federal.

BATE-BOCA

Durante a manhã desta quarta-feira, houve bate-boca acalorado entre integrantes do PSOL e os organizadores da marcha.

Dirigentes do partido levaram camisetas e bandeiras da legenda ao protesto. Os organizadores da marcha, que haviam pedido para os participantes não fazerem menções a partidos, pediram que as camisetas e as bandeiras fossem retiradas do local. Ao que os membros do PSOL reagiram mal, chamaram os manifestantes de "juventude do Sarney" e criticaram a ausência de faixas contra o PT. A confusão foi abafada.

editoria de arte/folhapress

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Maguila admite ter Mal de Alzheimer e desafia Anderson Silva no boxe

 

Ex-campeão mundial de boxe afirma em entrevista a jornal que não sofre com sintomas da doença e critica MMA: ‘É briga de rua’

Por GLOBOESPORTE.COMSão Paulo

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Maguila (Foto: Divulgação)

Maguila ainda pratica boxe três vezes por semana 
em academia (Foto: Divulgação)

O ex-campeão mundial de boxe Adílson José Rodrigues, o "Maguila", admitiu sofrer de Mal de Alzheimer e diabetes, mas não perdeu a irreverência. O ex-pugilista disse que não toma remédios, não sente nada e ainda desafiou Anderson Silva, campeão mundial de MMA, a uma luta de boxe.

As revelações foram feitas numa entrevista publicada pelo jornal "Diário de São Paulo" nesta terça-feira. Maguila disse que foi diagnosticado com as doenças há dois anos, por um médico amigo de sua família, mas resiste em seguir o tratamento.

– Acho que é mentira, porque isso (Alzheimer) causa esquecimento e eu não esqueço de nada. O médico me passou remédio, mas eu disse para rasgar tudo. Já estou com 53 anos e não sinto nada. Não desafio nada, mas, se sentir algo, vou me cuidar. Você vai tocando o barco até quando Deus quiser – disse Maguila ao jornal.

A causa da doença envolve fatores ambientais e de hereditariedade, e o ex-pugilista tem histórico de Alzheimer na família – sua mãe, Jolinda Rodrigues dos Santos, morreu aos 89 anos e, segundo Maguila, reconhecia os filhos, "mas, às vezes, demorava um pouco". A perda gradativa de memória é um dos sintomas da doença, que atinge principalmente pessoas acima dos 65 anos e pode inclusive afetar a movimentação física, devido à destruição de comandos cerebrais. De acordo com especialistas, não tem relação com traumas sofridos em lutas de boxe.

Maguila ainda frequenta academia três vezes por semana para praticar a "Nobre Arte". O ex-pugilista disse que ninguém gosta de treinar com ele, por ter a "mão pesada", e que não fugiria de um duelo com Anderson Silva, considerado o melhor lutador de MMA do mundo. Maguila afirmou que não gosta da modalidade, a qual considera "briga de rua", e que o campeão do UFC não teria chances no boxe.

– Se cair para dentro, o coro vai comer. Eu sei bater, a gente perde a agilidade, mas a força não. Quero ver o cara receber 240kg (peso de seu soco com a mão direita) na cara e não sentir nada. Ele não sabe nem "jabear" porque já entra com a direita. Boxe é com a mão esquerda! – explicou Maguila, que apesar das críticas ao MMA, elogiou Anderson e o parabenizou pelo sucesso.

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Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolvem ‘nanomotor’

 

Primeiro motor do tamanho de uma única molécula 1 nanômetro de comprimento e é movido a eletricidade

06 de setembro de 2011 | 8h 41

 

Agência Fapesp

SÃO PAULO – Um grupo de pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, desenvolveu o primeiro motor do tamanho de uma única molécula movido a eletricidade. A novidade foi publicada no dia 4 na revista Nature Nanotechnology.

Ilustração do funcionamento do nanomotor - Divulgação

Divulgação

Ilustração do funcionamento do nanomotor

Motores microscópicos como esse são considerados de grande potencial para utilização na fabricação de dispositivos para as mais variadas aplicações, da engenharia à medicina.

O novo motor mede apenas 1 nanômetro de comprimento, isto é, seria preciso 1 bilhão deles enfileirados para chegar a 1 metro. Trata-se de um grande feito, pois até então o menor motor do tipo tinha 200 nanômetros de comprimento.

"Tem havido um progresso significativo na construção de motores moleculares movidos a luz e por reações químicas, mas essa é a primeira vez que um motor molecular movido a eletricidade é demonstrado. Fomos capazes de demonstrar que podemos fornecer eletricidade a uma única molécula e conseguir com que ela execute algo que não seja aleatório", disse Charles Sykes, um dos autores do estudo.

O grupo pretende submeter o novo motor aos editores do Guinness World Records.

Sykes e colegas foram controlaram e observaram o motor molecular com eletricidade com a ajuda de um microscópio de tunelamento LM-STM, que opera em baixas temperaturas. O equipamento emprega elétrons no lugar da luz para "ver" moléculas.

O grupo usou a ponta metálica do microscópio para fornecer uma carga elétrica em uma molécula de sulfeto de metil-butila posicionada sobre uma superfície de cobre. A molécula tem átomos de carbono e hidrogênio que formam uma estrutura com dois braços, com quatro carbonos de um lado e um do outro.

Os cientistas verificaram que, ao controlar a temperatura da molécula, controlavam também sua rotação. Temperaturas em torno de 267 ºC negativos se mostraram ideais para observar o funcionamento do motor molecular.

Para o futuro, o desafio será fazer com que o motor molecular opera em temperaturas mais elevadas.