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A doutrina do Santo Daime

 

Por: Claudio José Miranda, em 05/07/2011 às 19:03

A Doutrina do Santo Daime é, junto com a Umbanda, a segunda religião autenticamente brasileira. Ela nasceu na década de 30, no estado do Acre, a partir de uma revelação recebida por um negro maranhense chamado Irineu Raimundo Serra, depois conhecido como Mestre Irineu. No inicio da década de 30, ele foi iniciado no uso da milenar planta peruana oaska, onde teve uma visão espiritual de uma entidade feminina que se apresentou como a Virgem da Conceição. Ela, então, lhe transmitiu os primeiros hinos da Doutrina e como deveria ser o ritual em que seria usada a planta. Esta, na verdade, é um chá feito com o cozimento de dois vegetais amazônicos: o cipó jagube (a força masculina) e o arbusto rainha (a força feminina).

 

O nome Daime vem das invocações "dai-me luz" ou "daí-me amor", usados pelos participantes do ritual.

Após a passagem de Mestre Irineimageu, em 1971, a liderança da Doutrina ficou com um de seus principais discípulos, o amazonense Padrinho Sebastião, que deu início à expansão para além do Acre, chegando a outras partes do Brasil e, inclusive, a outros países.

Com o falecimento de Padrinho Sebastião, em 1990, a direção da Doutrina ficou com um de seus filhos, o Padrinho Alfredo, que deu continuidade à consolidação e à expansão pelo Brasil e pelo mundo. Atualmente, existem igrejas do Santo Daime em vários lugares da América do Sul, nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Holanda, Espanha, França, Itália e vários outros países.

O Santo Daime é uma doutrina eclética, de fundamentação cristã, cujo objetivo é, através do uso ritual da bebida Santo Daime, alcançar o conhecimento profundo de si mesmo, juntamente com uma comunhão com Deus.

A partir deste ano, A Doutrina do Santo Daime passou a integrar a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), primeiramente porque é, volta e meia, atacada por pessoas que, ignorando o caráter sagrado e natural de seu sacramento – a bebida Santo Daime – erroneamente a consideram uma droga. E, também, por acreditar na importância da união de todas as religiões frente aos ataques das forças negativas que procuram diminuir ou eliminar a importância da espiritualidade na vida das pessoas e no povo brasileiro.

Claudio José Miranda é mestre em Filosofia, professor de Estudos Comparados de Religião e membro da Comissão e Combate à Intolerância Religiosa.

Leia mais artigos em www.eutenhofe.org.br

Editado por Ricardo Rubim.

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Magnetismo humano

Fonte:Folha.com

Quem leu reportagem de hoje sobre um estudo que levanta a possibilidade de humanos terem um tipo de percepção magnética pode ter sentido falta de ouvir o que Robin Baker, biólogo que cunhou a hipótese na década de 1970, tem a dizer sobre o assunto.

Pois aqui vai. Conversei com o cientista nesta manhã, e ele se disse surpreso com a possibilidade de outros pesquisadores reavivarem suas pesquisas. Baker, que teve sua reputação abalada por problemas nos resultados de seus experimentos, diz que nunca duvidou de seu trabalho.

*

FOLHA – Os experimentos que o sr. conduziu nas décadas de 1970 e 1980 acabaram não sendo bem aceitos pela comunidade científica. Agora, uma revista prestigiada publica com destaque um novo estudo pedindo a reavaliação da hipótese. O que aconteceu no meio dessa história?

ROBIN BAKER – Eu passei dez anos testando a sensação magnética usando milhares de voluntários sob todo tipo de condição, essencialmente tentando expor humanos aos experimentos que haviam demonstrado com sucesso a magnetorrecepção em outros animais. Os resultados foram acachapantes. Apesar de algumas pessoas alegarem não terem conseguido replicar meus resultados, cada uma delas usou apenas uns poucos voluntários, em uma série de testes sem muito comprometimento. Eu mostrei que, quando se soma todas as diferentes tentativas de reprodução em uma meta-análise, seus resultados também são favoráveis. Ainda assim, ninguém parecia preparado para acreditar em meus resultados ou nos deles próprios. A essa altura, eu desisti, mudei minha linha de pesquisa para o “Sperm Wars” [livro sobre evolução do sexo], e em 1996 troquei de vez a academia por uma carreira de escritor. Pelo que eu sei, nada mais aconteceu até aparecer na “Nature” esse estudo sobre os criptocromos [proteínas sensíveis ao magnetismo].

O sr. acredita que seus estudos anteriores precisavam do apoio de trabalhos como este, usando biologia molecular?

Eles não precisariam dessa nova evidência porque, na verdade, um estudo pequeno sobre um composto químico em animais prova muito pouca coisa. Seria mais correto dizer que esse novo estudo precisa de pesquisas como as minhas, mostrando que humanos possuem sentido magnético, antes de seu resultado significar alguma coisa. Mas nunca se sabe. Pode ser que justamente esse estudo faça a diferença. Acho que uma das coisas que atrapalharam a aceitação das pessoas à realidade da magnetorrecepção 20 anos atrás foi a ausência de um receptor químico óbvio. Então, talvez ironicamente, esses novos resultados talvez sejam suficientes para virar o jogo em relação à credibilidade. Eu ficaria fascinado em ver isso.

Mas muitas observações em biologia são aceitas pelos cientistas sem que haja uma explicação imediata. Por que não foi este o caso com a magnetorrecepção?

Sabe de uma coisa? Eu não tenho a menor idéia. Eu provei minha alegação além de qualquer dúvida. E, coletivamente, ainda que não individualmente, meus críticos tinham replicado meus resultados. Mesmo assim, não queriam aceitar a realidade da magnetorrecepção. No final, concluí que, por alguma razão, meus oponentes simplesmente não queriam acreditar que eu tinha descoberto algo novo. Não havia nada mais que eu pudesse fazer para convencê-los.

Escrito por Rafael Garcia

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Sueca troca de camisa com torcedor no Mundial feminino; veja

 

DE SÃO PAULO

A jogadora sueca Josefine Öqvist comemorou a vitória da sua seleção sobre a Coreia do Norte (1 a 0), na Copa do Mundo, dando sua camiseta a um torcedor que estava na arquibancada do estádio em Augsburgo, na Alemanha.

O torcedor deu, em troca, uma camiseta da seleção alemã à jogadora do Linköpings FC. Reserva, Josefine entrou em campo apenas no final da partida.

Meia-atacante, ela joga na seleção sueca desde 2003, mas ficou mais famosa em 2004, quando posou de biquíni para uma revista do país,

Veja o video: .http://www1.folha.uol.com.br/esporte/939364-sueca-troca-de-camisa-com-torcedor-no-mundial-feminino-veja.shtml

A Suécia volta a jogar nesta quarta-feira, contra os EUA, para definir o primeiro lugar do Grupo C do Mundial feminino. Ambas seleções já estão classificadas para a próxima fase da competição.

Reprodução

Reprodução da capa da revista sueca "Slitz"

Reprodução da capa da revista sueca "Slitz"