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Na Contramão – Vou não, posso não, meu pastor não deixa não.

 

Imagem do avatarPor Felipe Heiderich em 24 de junho de 2011

 

Série: Na Contramão – Vou não, posso não, meu pastor não deixa não.

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Rm 14.17

Uma das maiores inquietações do cristão é saber definir o que pode e o que não se pode fazer.

Estive participando recentemente de um programa de debates de uma TV nacional cujo tema era justamente esse: “O que um Cristão pode ou não pode fazer”.

É incrível ver como existem distorções no meio evangélico. Em sua maioria não sabemos diferenciar doutrina de usos e costumes e por não sabermos disso acabamos recebendo um peso tão grande, um jugo tão pesado que não conseguimos carregar.

Qualquer um que queira ser um ser pensante hoje em dia é tido como herege ou rebelde. A voz de alguns líderes se tornou a voz do próprio deus (com letra minúscula mesmo). Líderes que interferem no casamento, alimentação, laser de rebanhos inteiros, aprisionando pessoas pela ameaça emocional fazendo com que o povo obedeça não mais por amor ou por gratidão a Deus, mas sim por medo de um Deus vingativo que a qualquer momento pode te castigar por ter ido à praia e não ter pedido permissão para isso.

Que Deus é esse? Com certeza não é o Deus revelado na minha Bíblia e eu uso a versão Revista e Atualizada da SBB, por vezes com consulta no modelo Genebra outras vezes na versão SHEDD.

A melhor forma de vermos o que o Senhor Deus pensa é ler e ver o que Ele fez quando esteve encarnado nesta terra na Pessoa do Filho Jesus Cristo.
Jesus não fazia questão de debater os costumes de cada sinagoga, pelo contrário Ele achava isso perda de tempo. Seu alvo era o ser humano, o coração e a transformação da vida, tirando da escravidão das trevas para a liberdade da luz.

Quando Paulo nos diz que todas as coisas são licitas, mas nem todas as coisas nos convêm (1Co 10.23) ele estava definindo a grandeza de nossa liberdade e a vantagem de escolher não fazer.

Não deixo de pecar porque é errado, deixo de pecar porque amo a Deus e o Seu amor me constrange me envolve, por isso quero agradá-lo.

Uma pessoa não tem que ir a igreja por medo de perder a benção de Deus, ela precisa ir para aprender a viver em comunhão, para exercitar os dons, para ser útil e adorar a Deus também (lembrando que o Templo é você e não a construção e a adoração pode ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar e não necessariamente só na instituição)

Quando você começa a enxergar que o Deus que se entregou por amor a você ainda é um Deus de amor, você toma uma nova direção na vida, não porque “vai não, pode não, seu pastor não deixa não”, mas sim porque o Verdadeiro Amor do Pastor Sublime te envolve e tudo o mais se torna “coisa” de segundo plano.

Somos seres pensantes, questionadores, criativos e sonhadores, não deixe que ninguém lhe roube o direito a ser assim. Paulo uma vez pregou em uma cidade chamada Beréia e ressaltou uma característica louvável daquele povo: “Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.” At 17.11. Os crentes de Beréia conferiam nas Escrituras se o que Paulo estava dizendo era verdade, eles eram pensadores e o Apóstolo fez questão de frisar essa virtude.

A multiforme graça de Deus nos permite ter hoje em dia, igrejas de todos os tipos e gostos, para agradar a todos os públicos. Esteja em uma que você se encaixe melhor, mas saiba que a Maior e Mais Pura de Todas as Revelações é a BIBLIA. O que ela diz é verdade e nada pode contradizê-la!

Na paz DAquele que nos fez livres e pensantes,

Att,

Pr. Felipe Heiderich – @felipeHeiderich

Orkut

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Por Felipe Heiderich (perfil no G+ Social)

Felipe Heiderich é graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Seminário Unido, escritor, conferencista e pregador. Twitteiro de plantão: @felipeheiderich. Um mineiro morando no Rio de Janeiro, tendo artigos e estudos publicados neste site: http://www.felipeheiderich.com. Contato para ministrações: [email protected].

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O texto preconceituoso de Gilberto Dimenstein contra os evangélicos

 

Reinaldo Azevedo

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.

São Paulo é mais gay ou evangélica?

Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.
Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que  suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato.  A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.

Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?

Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.

Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.

Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.

Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.

Fonte: Reinaldo Azevedo

Divulgação: www.juliosevero.com

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Tribunal egípcio ordena que Igreja Ortodoxa Copta permita divórcio e recasamento

 

Thaddeus M. Baklinski

CAIRO, Egito, 1 junho de 2010 (Notícias Pró-Família) — O Supremo Tribunal Administrativo do Egito decidiu em 29 de maio que a Igreja Ortodoxa Copta tem a obrigação de permitir que seus membros se divorciem e recasem.

O tribunal, presidido pelo Juiz Mohammed Husseini, baseou sua decisão na lei constitucional que sustenta que o “direito à formação familiar é um direito constitucional, que está acima de todas as outras considerações”. A decisão efetivamente invalidou um recurso legal de Shenouda III, papa da Igreja Ortodoxa Copta, contra a decisão de um tribunal inferior que aprovou o pedido da litigante Hani Wasfi Naguib de se recasar.

Em sua decisão, o juiz Husseini disse que “Pela lei, um cristão pode recasar e a constituição garante seus direitos de ter uma (nova) família. Rejeitamos o recurso do Papa Shenouda III de impedir os coptas de recasar”. O veredicto do Supremo Tribunal Administrativo é final e não são mais possíveis recursos.

O Bispo Armia, secretário do Papa Shenouda, disse numa declaração que embora a Igreja Ortodoxa Copta respeite o judiciário egípcio e suas decisões, “não há força na terra que possa obrigar a Igreja a violar os ensinos da Bíblia e as leis da Igreja, baseados em ‘O que Deus uniu, que nenhum homem separe’”.

Armia acrescentou que a lei islâmica garante o direito aos coptas, que compõem 10% dos 78 milhões de pessoas no Egito, de seguir suas próprias leis livres de interferência estatal em seus assuntos internos.

“Adotaremos medidas legais para desafiar a recente decisão do tribunal que permite que os coptas recasem”, declarou Armia. Ele se referiu à possibilidade de autoridades da igreja apresentarem uma petição ao Tribunal Constitucional para revogar a decisão na base de que violou o direito de a Igreja Copta conduzir seus assuntos de acordo com sua própria constituição.

A parlamentar copta Ibtessam Habib disse para os meios de comunicação que a Bíblia representa a constituição copta e é firme na santidade do casamento. “Essa decisão só servirá para aumentar o número de divórcios entre os coptas”, avisou ela.

O advogado copta Mamdouh Ramzi disse que o divórcio e o recasamento são permitidos na tradição copta somente em certos casos, tais como onde há o envolvimento de adultério. Mas ele explicou que os assuntos conjugais estão sob a jurisdição exclusiva da igreja, pois o casamento civil sem cerimônia religiosa não é reconhecido no Egito.

O Dr. Naguib Gobraeel, presidente da União Egípcia dos Direitos Humanos e assessor legal da Igreja Copta, disse para a Agência Noticiosa Assíria Internacional que “a decisão não é compulsória, pois uma licença para casar está dentro da jurisdição central da autoridade religiosa baseada na Bíblia. Não há controle ou supervisão nesse aspecto puramente religioso de qualquer autoridade”.

Informações de contato:

Embaixada da República Árabe do Egito em Brasília

Embaixador Dr. Ahmed Hassan Ibrahim Darwish

SEN Av. das Nações Lote 12 – Cep: 70.435-900 – Brasília, DF

Telefone: (55 61) 3323-8800, Fax: (55 61) 3323-1039, e-mail:[email protected]

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com