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O CRISTÃO E O SEU DINHEIRO.

 

“O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera”. (Mateus cap.13 vers.22).

No Brasil, como em muitos outros países, governos são eleitos e desfeitos por circunstâncias e políticas econômicas.
Mas, essa preocupação com dinheiro não é assunto exclusivo do governo. Muitas igrejas, também, se dedicam à busca do dinheiro. Algumas enfatizam a procura da prosperidade na vida dos adeptos, e muitas mostram uma preocupação muito grande em arrecadar dinheiro para a própria igreja. A maioria das pessoas vive numa constante agitação por causa de diversos problemas financeiros (contas já vencidas, desejos de receber aumentos salariais, dívidas assutadoras).

O que Deus ensina para nos ajudar no meio de tanta preocupação sobre o dinheiro ??? Vamos examinar alguns princípios bíblicos que vão nos ajudar a fazermos a vontade de Deus na aquisição e uso do dinheiro. A Bíblia fala muito sobre esse assunto; por isso, este artigo contém muitas citações bíblicas. Por favor, tome o tempo necessário para ler cada passagem e confirmar que o ensinamento aqui é de Deus, não de meros homens.

O DINHEIRO É NOSSA FERRAMENTA, E NÃO O NOSSO DONO.

Muitas pessoas são escravas do dinheiro. Lutam tanto para ter dinheiro que nem têm tempo para gozar da sua prosperidade! O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida de muita gente. Você já ouviu alguém falar sobre as posses de Bill Gates ou outro rico com tom de inveja na voz? O servo de Deus precisa reconhecer que o dinheiro é uma ferramenta que deve ser empregada em boas obras, e não nosso senhor. Uma das táticas mais eficazes do diabo é apagar o zelo do cristão com preocupações financeiras. Jesus Cristo ensinou claramente que nós temos que escolher entre dois senhores.
Mas, muitas pessoas se tornam escravas do dinheiro por acumular dívidas. Por que alguém assinaria um papel para assumir dívida e pagar juros— às vezes tão altos que acabam multiplicando o custo da compra ??? Os problemas mais comuns com dívida são:

1) MOTIVOS ERRADOS: Avareza, cobiça e inveja. Em vez de trabalhar e exercer domínio próprio para poupar dinheiro e comprar à vista, pessoas se enganam e pagam prestações para obter as coisas imediatamente. 

2) PROCEDIMENTOS ERRADOS E ABSURDOS: Desonestidade. A pessoa que promete pagar é obrigada cumprir a promessa. Aquele que promete e não paga está pecando. Quem promete quando sabe que não tem condições para pagar é um mentiroso indigno da vocação a que fomos chamados.

3) VIDA DESCONTROLADA: Falta de administração. Ao invés de cuidar das suas obrigações como Deus mandou, o devedor acaba sendo dominado por outros. Falta domínio próprio, uma das qualidades essenciais da vida cristã.
Os servos de Deus precisam entender bem alguns princípios que a Bíblia ensina sobre o dinheiro, para não serem enganados e escravizados ao dinheiro. Aprendemos nas Escrituras que nunca devemos pôr nossa confiança nas riquezas. O dinheiro não é fonte de alegria ou contentamento. Apesar das doutrinas de muitas igrejas hoje que dizem que a prosperidade é evidência da fidelidade, a Bíblia ensina que nem riqueza nem pobreza, por si só, nos faz melhor servos de Deus. É bom ter o suficiente, mas não o excesso.

HONESTIDADE NO TRABALHO E NAS FINANÇAS.

Há muita preguiça e desonestidade no mundo, mas o discípulo de Cristo tem que tirar tais atitudes pecaminosas de sua vida. Devemos trabalhar honestamente e diligentemente, lembrando que o Senhor está nos observando. O preguiçoso está sempre se enrolando em negócios que, diz ele, trarão riquezas fáceis e rápidas. Homens sem entendimento têm cometido o mesmo erro por milhares de anos. Uma explicação bem clara pode ser encontrada em (Provérbios cap.28 vers.19,20,22): “O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza. O homem fiel será cumulado de bençãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo. Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria”. O cristão precisa abandonar qualquer maneira desonesta de ganhar dinheiro e fazer com as próprias mãos o que é bom.

Não somente no trabalho, mas em todos os negócios, devemos ser absolutamente honestos. Observe bem como (Provérbios cap.21 vers.6) trata disso: “Trabalhar por adquirir tesouro com língua falsa é vaidade e laço mortal”. A pessoa honesta evitará dívidas desonestas e excessivas. Ela pagará os devidos impostos e obedecerá as leis do governo. Não será gananciosa, nem oprimirá outros.

CUMPRINDO OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS.

O cristão deve administrar bem seu dinheiro, porque Deus lhe deu várias responsabilidades. A pessoa que usa seu dinheiro para servir da maneira que o Senhor quer está se preparando para estar com Deus para sempre. Considere algumas responsabilidades — ou, melhor, privilégios — que ele deu aos seus servos.
1) PARTICIPAR DO TRABALHO DA IGREJA: Desde o início, a igreja do Senhor tem recebido e usado dinheiro no seu trabalho. No livro de (Atos cap.4), aprendemos que a igreja recebeu dinheiro por ofertas voluntárias dadas no primeiro dia da semana. Essas coletas foram feitas em cada congregação local, e a própria congregação empregou o dinheiro no trabalho autorizado por Deus.Cada cristão tem a responsabilidade de dar conforme a sua prosperidade, segundo tiver proposto no coração e com alegria.  Não devemos pensar que Deus quer só as migalhas que sobram depois de nos fartar.

Em (Lucas cap.21), Jesus Cristo elogiou o espírito de sacrifício da viúva pobre. Em (Filipenses cap.4), o Apóstolo Paulo agradeceu o sacrifício dos filipenses como uma oferta agradável a Deus. Ele elogiou os irmãos da Macedônia por sua generosidade, dizendo que deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor.Eles descobriram a chave da generosidade. A pessoa que recusa dar liberalmente tem esquecido que Jesus deu a própria vida para nos resgatar. Devemos sacrificar com alegria !!!

2) SUSTENTAR A FAMÍLIA: Numa época em que muitas famílias sofrem por causa da preguiça e irresponsabilidade de homens, devemos lembrar que quem é convertido a Cristo vai se transformar. Paulo confrontou esse problema de homens ociosos em tessalônica, e os sacudiu com palavras claras:“…e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar” (1 Tessalonicenses cap.4 vers.11-12);

“Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma….determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão” (2 Tessalonicenses cap.3 vers.10-12).

Em outra carta, ele falou da obrigação de sustentar parentes, especialmente viúvas:“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”(1 Timóteo cap.5 vers.8).
3) AJUDAR OS NECESSITADOS: Como discípulos de Cristo, temos a responsabilidade de usar o nosso dinheiro para ajudar os necessitados. Generosidade faz parte do caráter do cristão verdadeiro. Devemos trabalhar para ter condições para ajudar outros. Os que são abençoados com coisas materiais devem as usar para boas obras de caridade. Cada um de nós tem a responsabilidade de ajudar as viúvas e os órfãos. Entre as coisas que Jesus vai examinar no julgamento é nossa benevolência para com outros. Cada um responderá pelas coisas feitas nessa vida. Sempre lembremos que o segundo grande mandamento é amar ao próximo.

MOTIVOS PARA SER BONS ADMINISTRADORES.

Quando consideramos tudo que devemos fazer com nosso dinheiro, compreendemos a importância da boa administração financeira. Nosso dinheiro é uma ferramenta que devemos empregar para fazer a vontade de Deus. Somos privilegiados em participar do trabalho de uma igreja e em ter condições para sustentar a família e ajudar outras pessoas. E, no final das contas, qualquer sacrifício que oferecemos será nada em comparação com o sacrifíco de Jesus na cruz.

QUE DEUS TE ABENÇOE…

Enviado por Leandro Borges

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Na Contramão – Vou não, posso não, meu pastor não deixa não.

 

Imagem do avatarPor Felipe Heiderich em 24 de junho de 2011

 

Série: Na Contramão – Vou não, posso não, meu pastor não deixa não.

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Rm 14.17

Uma das maiores inquietações do cristão é saber definir o que pode e o que não se pode fazer.

Estive participando recentemente de um programa de debates de uma TV nacional cujo tema era justamente esse: “O que um Cristão pode ou não pode fazer”.

É incrível ver como existem distorções no meio evangélico. Em sua maioria não sabemos diferenciar doutrina de usos e costumes e por não sabermos disso acabamos recebendo um peso tão grande, um jugo tão pesado que não conseguimos carregar.

Qualquer um que queira ser um ser pensante hoje em dia é tido como herege ou rebelde. A voz de alguns líderes se tornou a voz do próprio deus (com letra minúscula mesmo). Líderes que interferem no casamento, alimentação, laser de rebanhos inteiros, aprisionando pessoas pela ameaça emocional fazendo com que o povo obedeça não mais por amor ou por gratidão a Deus, mas sim por medo de um Deus vingativo que a qualquer momento pode te castigar por ter ido à praia e não ter pedido permissão para isso.

Que Deus é esse? Com certeza não é o Deus revelado na minha Bíblia e eu uso a versão Revista e Atualizada da SBB, por vezes com consulta no modelo Genebra outras vezes na versão SHEDD.

A melhor forma de vermos o que o Senhor Deus pensa é ler e ver o que Ele fez quando esteve encarnado nesta terra na Pessoa do Filho Jesus Cristo.
Jesus não fazia questão de debater os costumes de cada sinagoga, pelo contrário Ele achava isso perda de tempo. Seu alvo era o ser humano, o coração e a transformação da vida, tirando da escravidão das trevas para a liberdade da luz.

Quando Paulo nos diz que todas as coisas são licitas, mas nem todas as coisas nos convêm (1Co 10.23) ele estava definindo a grandeza de nossa liberdade e a vantagem de escolher não fazer.

Não deixo de pecar porque é errado, deixo de pecar porque amo a Deus e o Seu amor me constrange me envolve, por isso quero agradá-lo.

Uma pessoa não tem que ir a igreja por medo de perder a benção de Deus, ela precisa ir para aprender a viver em comunhão, para exercitar os dons, para ser útil e adorar a Deus também (lembrando que o Templo é você e não a construção e a adoração pode ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar e não necessariamente só na instituição)

Quando você começa a enxergar que o Deus que se entregou por amor a você ainda é um Deus de amor, você toma uma nova direção na vida, não porque “vai não, pode não, seu pastor não deixa não”, mas sim porque o Verdadeiro Amor do Pastor Sublime te envolve e tudo o mais se torna “coisa” de segundo plano.

Somos seres pensantes, questionadores, criativos e sonhadores, não deixe que ninguém lhe roube o direito a ser assim. Paulo uma vez pregou em uma cidade chamada Beréia e ressaltou uma característica louvável daquele povo: “Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.” At 17.11. Os crentes de Beréia conferiam nas Escrituras se o que Paulo estava dizendo era verdade, eles eram pensadores e o Apóstolo fez questão de frisar essa virtude.

A multiforme graça de Deus nos permite ter hoje em dia, igrejas de todos os tipos e gostos, para agradar a todos os públicos. Esteja em uma que você se encaixe melhor, mas saiba que a Maior e Mais Pura de Todas as Revelações é a BIBLIA. O que ela diz é verdade e nada pode contradizê-la!

Na paz DAquele que nos fez livres e pensantes,

Att,

Pr. Felipe Heiderich – @felipeHeiderich

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Por Felipe Heiderich (perfil no G+ Social)

Felipe Heiderich é graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Seminário Unido, escritor, conferencista e pregador. Twitteiro de plantão: @felipeheiderich. Um mineiro morando no Rio de Janeiro, tendo artigos e estudos publicados neste site: http://www.felipeheiderich.com. Contato para ministrações: [email protected].

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O texto preconceituoso de Gilberto Dimenstein contra os evangélicos

 

Reinaldo Azevedo

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.

São Paulo é mais gay ou evangélica?

Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.
Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que  suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato.  A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.

Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?

Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.

Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.

Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.

Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.

Fonte: Reinaldo Azevedo

Divulgação: www.juliosevero.com