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Egito reforça segurança para Natal da Igreja Copta

 

Mensagens divulgadas na internet incentivam ataques contra igrejas da seita cristã

06 de janeiro de 2011 | 11h 57

AE – Agência Estado

CAIRO – As autoridades egípcias reforçaram hoje a segurança no entorno da catedral copta do Cairo, horas antes da celebração de Natal, no dia 7 de janeiro. As forças de segurança usam cachorros treinados na procura por explosivos, detectores de metal e numerosos agentes armados. A intenção é evitar outro ataque suicida como o do ano-novo, que matou 21 pessoas em Alexandria.

Muçulmanos da região foram chamados para ajudar nas vigílias que acontecem nas igrejas coptas em um gestos de solidariedade.

A rede terrorista Al-Qaeda havia ameaçado atacar os cristãos no Iraque e no Egito, nas semanas anteriores às festividades de Natal dos coptas. Páginas islamitas na internet têm publicado listas com endereços de igrejas no Egito, com a intenção de facilitar e fomentar esses ataques.

"Explodam as igrejas enquanto eles celebram o Natal ou em qualquer outra hora em que as igrejas estiverem cheias", diz um vídeo atribuído a Al-Qaeda, chamado Enciclopédia da Jihad para a Destruição da Cruz, amplamente divulgado na internet.

A polícia egípcia proibiu o estacionamento de veículos nas proximidades da catedral copta e examina os documentos de identidade em todos os pontos de acesso, além de impedir a passagem de pessoas com bolsas e pacotes.

Os coptas celebram o natal no dia 7 de janeiro de acordo com o calendário juliano. Alguns governos europeus também anunciaram medidas de segurança nas igrejas.

Foi durante as celebrações da véspera de Natal copta no sul do Egito em 2009 que seis cristãos e um segurança muçulmano foram mortos durante um ataque.

Os cristãos coptas são uma minoria no Egito, representando cerca de 10% dos 80 milhões de habitantes do país.  Com informações da Associated Press e BBC.

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Deus é responsável pelo Big Bang, diz papa Bento 16

 

DA REUTERS

A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.

"O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos", disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania –a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.

"Não é preciso um Deus para criar o Universo", diz Stephen Hawking

"Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus", disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.

Vincenzo Pint/AFP

Papa Bento 16 disse que cristãos devem rejeitar ideia de que Universo tenha surgido por acaso; Deus seria a origem

Papa Bento 16 disse que cristãos devem rejeitar ideia de que Universo tenha surgido por acaso; Deus seria a origem

Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra –e possivelmente em outros lugares também.

Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)".

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

"Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (…), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra", disse ele.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência –rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo –a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia– e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.

Fonte:Folha.com

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Zangado com Deus? Você não está sozinho, diz psicóloga americana

 

Professora estuda há dez anos sentimento que geralmente coincide com situações difíceis

06 de janeiro de 2011 | 18h 22

estadão.com.br

A noção de estar zangado com Deus remonta a tempos antigos. Essas lutas pessoais não são novas, mas a psicóloga Julie Exline, da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, começou a olhar para esse sentimento de uma nova maneira.

Case Western University/Divulgação

Case Western University/Divulgação

Julie publicou resultados da pesquisa em revista científica

"Muitos povos experimentam a raiva contra Deus. Mesmo as pessoas que o amam e respeitam profundamente podem ficar irritadas. Assim como ficamos tristes ou nervosos com os outros, incluindo entes queridos, também podemos ficar com raiva de Deus", explica Julie.

A psicóloga, que é professora adjunta na Faculdade de Artes e Ciências da universidade, tem pesquisado durante a última década essa sensação, conduzindo estudos com centenas de pessoas, como estudantes, sobreviventes de câncer e familiares.

Julie e colegas relatam os resultados do estudo no artigo "A raiva em direção a Deus: Prognósticos sócio-cognitivos, prevalência e relação com ajuste ao luto e câncer", publicado na mais recente edição da revista científica Journal of Personality and Social Psychology.

A raiva contra Deus muitas vezes coincide com mortes, doenças, acidentes ou desastres naturais. No entanto, essa cólera não se limita a situações traumáticas. Ela também pode aparecer quando as pessoas experimentam desapontamentos, falhas ou decepções com os outros. Alguns veem Deus como responsável por esses eventos, e irritam-se quando identificam nele intenções cruéis ou insensíveis. Segundo Julie, esses indivíduos devem pensar que o "todo-poderoso" os abandonou, traiu ou maltratou.

A autora da pesquisa também destaca que pode ser difícil para alguém reconhecer sua raiva. Muitos têm vergonha e não querem admitir os sentimentos, diz ela. Em particular, as pessoas que são muito devotas podem acreditar que devem focar somente o lado positivo da vida religiosa.

"Mas a religião e a espiritualidade são domínios diferentes da vida, assim como o trabalho e os relacionamentos", explica a psicóloga. "Isso pode trazer benefícios importantes, mas também dificuldades. A raiva contra Deus é um desses conflitos", acrescenta.

Segundo as conclusões do estudo, protestantes, afroamericanos e idosos tendem a relatar menos raiva contra Deus. Por outro lado, pessoas que não acreditam em Deus podem, ainda assim, ter raiva dele – que se torna mais angustiante quando é frequente, intensa ou crônica.

Superar esse sentimento, segundo Julie, pode exigir alguns dos mesmos passos necessários para resolver problemas de ódio entre os humanos.

"As pessoas podem se beneficiar se refletirem mais atentamente sobre essa situação e sobre como veem o papel de Deus nisso", sugere a pesquisadora. "Por exemplo, elas podem se tornar menos irritadas se decidirem que Deus não é realmente o responsável pelo evento perturbador, ou se perceberem como Deus pode trazer algum significado ou benefício por meio de uma situação dolorosa", completa.

Indivíduos que sentem raiva de Deus também precisam ter certeza de que não estão sozinhos. Muitos vivenciam essas lutas, acrescenta Julie. Ela sugere que as pessoas tentem ser abertas e honestas com Deus sobre sua ira, em vez de afastar-se dele ou tentar encobrir seus sentimentos negativos.