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Faltam provas para indícios extraterrestres encontrados diariamente, diz meio científico

 

ASSOCIATED PRESS

Um punhado de novas descobertas parece indicar que não estamos sozinhos e há vida em outro lugar do Universo.

Recentemente, os cientistas relataram que há três vezes mais estrelas do que se pensava antes. Outro grupo de pesquisadores descobriu uma bactéria que pode viver com arsênio –o que amplia a compreensão de como a vida prospera em ambientes considerados difíceis. Neste ano, astrônomos disseram pela primeira vez que haviam encontrado um planeta potencialmente habitável.

"A evidência está ficando cada vez mais forte", diz o diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa (agência espacial dos EUA), Carol Pilcher, que estuda as origens, a evolução e as possibilidades de vida no Universo. "Acho que todos que olham para isso vão dizer ‘tem que ter vida lá fora’."

AP/Nasa

Além de Marte (foto), cientistas acreditam que vida pode ser encontrada na lua de Júpiter e em luas de Saturno

Além de Marte (foto), cientistas acreditam que vida pode ser encontrada na lua de Júpiter e em luas de Saturno

Contudo, se a maior parte dos estudos é relativamente nova, os cientistas ainda debatem sobre a solidez dessa conclusão. Outra razão para apaziguar os ânimos é que a busca por vida começa em proporções pequenas, praticamente microscópicas, e se abre para um cenário maior e mais complexo. Ou seja, os primeiros sinais de vida em outros lugares podem estar mais próximos de um singelo fungo do que propriamente de um ET.

CRENÇA CIENTÍFICA

O achado da bactéria, divulgado na semana passada, ampliou a definição do que é vida e, segundo dez cientistas entrevistados pela agência de notícias Associated Press, todos concordam que a probabilidade de vida extraterrestre é maior do que nunca.

Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto Seti, na Califórnia (EUA), comenta que, diante dos indícios, acreditar que a Terra é o único local a abrigar vida é como crer em milagres. "E astrônomos não têm a tendência de acreditar neles", diz.

Os astrônomos aceitam provas, mas não há ainda uma concreta de vida ET. Não há alienígenas verdes ou mesmo uma bactéria que os cientistas possam apontar e dizer que está viva e tem origem alienígena.

De acordo com cientistas, se a vida vai ser encontrada, Marte é um candidato mais provável –exatamente em seu subsolo, onde há água. Outras possibilidades incluem a lua de Júpiter, Europa, e as luas de Saturno, Encélado e Titã.

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Telegrama da Embaixada dos EUA vê risco de ataque com aviões a prédios públicos em Brasília

12/12/2010 – 03h04

DE BRASÍLIA

WikileaksO espaço aéreo de Brasília é vulnerável ao ataque de terroristas, que podem usar um avião para atingir e destruir prédios públicos na capital federal, diz um telegrama secreto da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, informa Fernando Rodrigues na edição daFolha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL),

Datado de 28 de março do ano passado, o despacho diplomático faz parte do lote de milhares de telegramas obtidos pela organização WikiLeaks (wikileaks.ch). A Folha é uma das sete publicações no mundo que têm acesso a esse material antes de ele ser divulgado no site.

 

O então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, fazia comentários sobre a aplicação da Lei do Abate no Brasil. A legislação é de 1998. Entrou em vigor de maneira plena em 2004, quando foi regulamentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobel relatava aos seus superiores um episódio ocorrido em 12 de março do ano passado, quando um homem roubou um monomotor em Luziânia (GO), cidade a 56 km de Brasília.

O pequeno avião era tripulado só pelo piloto e uma menina de 5 anos, sua filha. Ambos morreram quando o Embraer EMB-712 caiu no estacionamento do maior shopping center de Goiânia.

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Rabinos-chefes assinam decreto proibindo aluguel de carro a árabes

VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

 

     O presidente da Associação Internacional dos Sobreviventes do Holocausto, Noah Flug, condenou nesta quinta-feira, 9, um grupo de cerca de 50 rabinos-chefes de cidades israelenses que assinou um decreto proibindo judeus de alugarem imóveis para cidadãos árabes.

     Flug exigiu que os rabinos retirem imediatamente o decreto e afirmou que ficou chocado com a declaração.

     "Como judeu que sofreu o Holocausto, lembro-me de como os nazistas alemães expulsaram os judeus de seus apartamentos e dos centros das cidades para criar guetos", disse ao site de notícias israelense Ynet.

     "Pensávamos que no nosso país isso não iria acontecer, isso é especialmente difícil para alguém que passou pelo Holocausto", acrescentou.

     No decreto, os rabinos signatários ameaçam isolar da comunidade os que violarem a ordem.

     O Museu do Holocausto em Jerusalém, Yad Vashem, também publicou um comunicado condenando a posição dos rabinos.

     De acordo com o museu, o decreto dos rabinos é "um golpe duro para os valores básicos de nossas vidas como judeus e como um povo que vive em um país democrático".

     Segundo pesquisa do Israel Democracy Institute publicada no mês passado, 46% dos cidadãos judeus israelenses não gostariam de ter vizinhos árabes, e 39% não gostariam de morar perto de trabalhadores imigrantes ou com doenças mentais.

     Há cerca de 1,3 milhão de árabes vivendo em Israel (em sua maioria palestinos que permaneceram no território após a criação do Estado), que representam um quinto da população.

      Críticas

    O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, criticou o decreto dos rabinos, afirmando que "não há lugar em um Estado democrático para esse tipo de pronunciamento".

     Na quarta feira, 8, após a divulgação do decreto, cerca de 150 pessoas se manifestaram em Jerusalém, em frente à sinagoga principal da cidade, levantando cartazes com os dizeres: "decreto dos rabinos = blasfêmia".

     O ex-presidente do Parlamento israelense Avraham Burg, que estava entre os manifestantes, fez um apelo ao premiê Netanyahu para que demita os rabinos, que chamou de "nacionalistas e fundamentalistas".

     De acordo com a escritora Yael Gvirtz, "depois de combater o incêndio no Carmel, devemos nos dedicar a combater o fogo do racismo".

     "Esse é um judaísmo auto-concentrado, ignorante e intoxicado pelo poder", afirmou a escritora.

     Segundo o site Ynet, o rabino Yehuda Gilad, do vilarejo de Maaleh Gilboa, qualificou o decreto dos rabinos de uma "deturpação grave da Torá (o livro sagrado do Judaísmo), de maneira que contradiz valores humanos básicos".

      Apoiadores

     Apesar das críticas, cerca de 300 religiosos acrescentaram suas assinaturas ao decreto dos rabinos nesta quinta-feira, 9, segundo o jornal Yediot Aharonot.

     Para o rabino-chefe da cidade de Ashdod, Yossef Sheinin, a proibição "se baseia na Bíblia".

     "Na Bíblia está escrito que Deus deu a terra de Israel ao povo de Israel, o mundo é tão grande e Israel é tão pequeno mas todos o cobiçam, isso é injusto", afirmou Sheinin.

     O rabino-chefe do assentamento de Beit El, Shlomo Aviner, que também assinou o decreto, disse que "os árabes são 25% dos cidadãos, e não devemos ajudá-los a criar raízes em Israel".

     Entre os rabinos que assinaram o decreto estão os rabinos-chefes de cidades importantes como Rishon Letzion, Carmiel, Rehovot, Herzlia, Naharia e Pardes Hana e todos são funcionários públicos.

Data: 10/12/2010 08:20:00
Fonte: BBC