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Garotinho é candidato a deputado federal mais votado no Rio

 

Anthony Garotinho (PR) é o candidato a deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 22h.

Com 99% das urnas apuradas, ele tinha 693.600 votos. A diferença entre ele e o segundo colocado, Chico Alencar (PSOL), é de mais de 450 mil votos.

Garotinho é também o segundo candidato a deputado federal mais votado no país, só perdendo para Tiririca (PR), que tem mais de 1,3 milhão de votos em São Paulo.

Garotinho é ex-governador do Rio, e também já foi prefeito de Campos.

Na conveção do PR no fim de junho, havia a expectativa que ele saísse candidato ao governo mais uma vez, mas Garotinho anunciou que concorreria a uma vaga na Câmara dos Deputados e lançou Fernando Peregrino, seu aliado, ao governo.

Impugnação

No meio do ano, o Ministério Público Estadual pediu a impugnação da candidatura de Garotinho por conta da condenação no TRE, que o condenou a ficar inelegível até 2011 por abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

No fim de junho, o TSE deferiu liminar que suspendia a decisão do TRE. Na prática, a decisão do TSE autorizou Garotinho a concorrer a um cargo eletivo nestas eleições. Se isso não acontecesse, ele seria barrado pela Lei da Ficha Limpa por conta da inelegibilidade.

Um mês depois, o TRE aprovou seu registro de candidatura a deputado federal. A decisão, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão, é provisória e Garotinho tem a candidatura "sub judice", ou seja, depende de análise de outra ação por parte do TSE, que ainda não aconteceu.

Data: 3/10/2010 23:44:04

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Marco Feliciano, Lauriete, Carlos Bezerra são eleitos

ELEIÇOES 2010

 

  Com 99,88% dos votos apurados, Carlos Bezerra Júnior e Marco Feliciano conquistaram vagas na Camara dos Deputados, por São Paulo. Bezerra obteve 107 mil votos e renovou mandato à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Pastor Marco Feliciano  obteve 208 mil votos e ficou em 11º lugar para Câmara Federal. No Espírito Santo, a cantora Lauriete obteve 69 mil votos e conquistou cadeira em Brasília.

  Pastor Paulo Freire, Vaz de Lima, Roberto Lucena, Waldir Agnello também sairam vencedores.

Data: 3/10/2010 23:37:33

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MP vai apurar negociação de Roriz com genro de Britto

Fonte: Estadão

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Sex, 01 Out, 07h54

 

A negociação entre o genro do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) vai ser alvo de investigação do Ministério Público (MP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai apurar a contratação do advogado Adriano Borges Silva, genro de Britto, por Roriz durante o processo do ex-governador sobre o caso Ficha Limpa. O pedido de investigação foi encaminhado hoje pelo presidente do Supremo, Cezar Peluso, a pedido do próprio Ayres Britto.

O objetivo do acordo entre Roriz e o genro de Britto era provocar o impedimento do ministro do STF por causa do parentesco, afastando-o do julgamento. A manobra ajudaria Roriz porque o ministro havia sinalizado ser favorável à aplicação da lei contra o ex-governador.

A estratégia, porém, não foi levada adiante: Borges acabou não assumindo a causa, Ayres Britto votou pela aplicação imediata da lei e Roriz teve de desistir da disputa diante do empate do julgamento no STF. O presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante, pediu também a abertura de um processo administrativo sobre o caso.

O episódio veio à tona com a revelação de um vídeo, gravado no dia 3 de setembro, em que Roriz e o advogado Adriano Silva discutem os termos da possível contratação. No vídeo, Roriz sugere que a contratação de Borges obrigaria Ayres Britto a se declarar impedido de votar. "Com isso eu ganho… folgado", afirmou o então candidato, na conversa. Em seguida, o genro do ministro confirma que, assim que fechassem um contrato, Britto estaria automaticamente fora.

Defesa

Hoje, o genro de Britto defendeu-se e afirmou que o ex-governador divulgou um vídeo editado, incompleto, para tentar desmoralizar o STF. Segundo Adriano, ele foi chamado para atuar como advogado no dia 31 de agosto, quando o processo ainda estava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Somente no dia 3, quando Roriz já preparava recurso ao STF, é que ele disse ter percebido das intenções do ex-governador de usá-lo para afastar Ayres Britto do processo. "O Roriz adulterou o vídeo. Armaram uma arapuca para mim. Eu não estava negociando para figurar e causar impedimento, mas para trabalhar", disse.

O genro do ministro do STF nega que tenha oferecido qualquer vantagem a Roriz para ser contratado. Disse que não via problemas em atuar no caso, apesar da ligação familiar dentro do Supremo. "Existe independência entre mim e meu sogro. Temos relação familiar, mas não profissional", afirmou.

Queixa-crime

Por outro lado, uma queixa-crime foi protocolada pelo advogado Eri Varela no STF contra os ministros Ayres Britto e Ricardo Lewandowski, este último, que preside o TSE, também foi citado no diálogo entre Roriz e o advogado Adriano Silva.

Ligado ao ex-governador, Varela disse que o ex-candidato só soube da sua iniciativa depois de divulgada pela imprensa. Segundo ele, as conversas foram gravadas no escritório de Joaquim Roriz, em sua casa, pela coligação que o apoia "em face da autoproteção e da autossegurança do ex-governador".