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Ann Coulter abala evento gay atacando “casamento” gay

 

Peter J. Smith

NOVA IORQUE, EUA, 28 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A comentarista conservadora Ann Coulter permaneceu fiel à sua reputação de provocar polêmica durante um discurso para homossexuais conservadores em Nova Iorque no sábado, dizendo-lhes que eles não precisam de direitos especiais e que o casamento é a união de um homem e uma mulher.

De acordo com as reportagens, Coulter encantou, com várias piadas, sua audiência de 150 pessoas importantes na HomoCon, evento gay para levantar dinheiro para o GOProud [entidade de republicanos homossexuais], confessando que foi difícil sair do armário e dizer aos pais dela que eles eram conservadores.

Mas então a famosa palestrante, que costuma falar sem rodeios, disse para sua audiência: “Eu devia ter advertido vocês: nunca deixei de convencer os gays a cair fora desse negócio de casamento gay”.

Em sua reportagem, o site Talking Points Memo disse que Coulter explicou para a multidão que ela apoia o casamento como a união de um homem e uma mulher, pois a essência dessa instituição é fundamentalmente sobre a procriação de filhos.

Coulter então declarou com franqueza que manter o casamento definido e restrito para casais heterossexuais não viola os direitos civis dos homossexuais. Ela também disse que o “casamento” de mesmo sexo está sendo “imposto sobre os americanos pelos tribunais”.

O casamento, disse ela, “não é um direito civil — vocês não são negros”.

Coulter comentou de forma irônica que a endinheirada comunidade homossexual mal se parece com um grupo oprimido — principalmente quando comparada a outras minorias que têm um longo histórico de opressão social.

“Os negros devem estar olhando para os gays e dizendo: ‘Por que é que não podemos ser oprimidos desse jeito?’” disse Coulter.

Durante uma sessão de perguntas e respostas com Chris Barron, presidente de GOProud, Coulter pareceu concordar que os políticos que apoiam o casamento tradicional, mas adotam leis de divórcio sem determinação de culpabilidade, estão se envolvendo em hipocrisia, e que os políticos pró-casamento deveriam defender a revogação das leis de divórcio sem determinação de culpabilidade.

O evento, que foi patrocinado pelo GOProud, foi realizado num luxuoso apartamento que dá para a Praça da União em Nova Iorque. O apartamento pertence a Peter Thiel, fundador do PayPal. O site Politico descreveu o GOProud como uma versão gay do Tea Party [moderno movimento conservador de contestação ao sistema socialista] “com ternos escuros bem-feitos no lugar dos uniformes militares”.

Coulter também mirou as políticas federais de bem-estar social, as quais ela culpou por estarem demolindo ainda mais a sociedade por meio da desintegração do casamento. Coulter atribuiu o problema de mais jovens voltando-se para o crime ao crescimento no número de mães solteiras, e culpou as políticas assistencialistas do governo por “subsidiarem a condição de mãe solteira” e provocarem o declínio do casamento na comunidade negra.

Coulter também disse para a audiência da HomoCon que eles têm de apoiar o movimento pró-vida, pois “logo que descobrirem o gene gay, vocês sabem quem é que vai ser abortado”.

Ela também lidou com a questão da educação sexual, dizendo que a maioria dos pais quer que seus filhos aprendam a ler e escrever, não sobre o “estilo de vida homossexual”.

Antes do evento, muitos estavam especulando que Coulter se esquivaria de questões sociais conservadoras, e que em vez disso ela focaria em assuntos econômicos “de interesse comum”, os quais a maioria dos membros do GOProud apoiaria. A decisão de Coulter de aparecer num evento não foi em si sem polêmica; ela realmente perdeu um convite para dar uma palestra na Conferência “Retomando os EUA” em 17 de setembro em Miami, Flórida, patrocinada por WorldNetDaily, depois que foi anunciado que ela havia aceitado o convite.

Contudo, Bryan Fischer, porta-voz da Associação da Família Americana — falando por si mesmo em seu blog — teve só palavras de louvor pelo discurso de Coulter no evento de GOProud, e pediu desculpas por criticá-la por ela ter concordado em aparecer no evento.

“Ann lidou direto com eles e lhes falou, ainda que não estivessem prontos para isso, algumas verdades sem rodeios”, disse Fischer.

“Os homossexuais não têm nenhum direito de se casar e os homossexuais não podem reivindicar a condição de minoria oprimida. É por isso que os cristãos toleram muito quando se caçoa dos gays. Assim disse a principal palestrante na HomoCon, que recebeu uma boa grana para ofender seus anfitriões bem na cara deles.

“Ann, tudo está perdoado. Um pedido de desculpas jamais demonstrou ser uma atitude tão doce como agora”, escreveu Fischer. “Você não mais é a ‘Joana d’Arc da homossexualidade’, conforme descrevi você no mês passado, você é agora Daniela na Cova dos Leões”.

“Não a convidamos aqui porque estamos de acordo em tudo”, disse o diretor executivo de GOProud Jimmy LaSalvia, de acordo com o jornal Daily Caller (DC). “Nós a convidamos aqui porque sabemos que ela dá um grande discurso e tivemos um grande diálogo sobre esse assunto de noite”.

Por sua parte, Coulter disse para o DC que ela estava tentando persuadir os homossexuais conservadores de que o casamento realmente não era questão deles.

“A verdade é”, disse ela, “eles já são contra o casamento gay, eles só não querem confessar isso publicamente. Estou tentando fazer com que esses gays saiam do armário”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

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Pr.Marcos Ferreira e Conexão Reporter.

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Há dois meses o Conexão Repórter revelou os bastidores da vida do polêmico Pastor Marcos Pereira. O homem que diz ter o poder de limpar almas tomadas pelo mal.

Acompanhamos como o pastor faz seu trabalho. O que ele chama de ” expulsão de demônios “. E como ousa levar a palavra de Deus em lugares improváveis como presídios.

Com o aval de traficantes ele consegue livre acesso nos morros e favelas cariocas. Fica cara a cara com homens violentos que se ajoelham diante do poderoso pastor. As imagens mostradas com exclusividade pelo programa geram polêmica.

Representantes de diversas religiões questionam a veracidade do trabalho realizado por Marcos Pereira. Cada um dos representantes tem uma linha de pensamento.

Depois da nossa reportagem o trabalho do pastor ganhou mais notoriedade e outros pedidos de salvamento chegaram até ele. E mais uma vez o Conexão Repórter tem acesso a tudo. Tentamos desvendar o que está por trás da evangelização contorversa do pastor das ovelhas negras.

O pastor não age sozinho. Conta com a ajuda de seguidores, adeptos de uma igreja que ganha cada vez mais notoriedade. Noite de quinta-feira,  09 de setembro. O carro da Assembleia de Deus dos Últimos Dias se aproxima de uma favela na zona norte do Rio. A missão: resgatar das mãos de traficantes um homem que está marcado para morrer.

Os servos do pastor sabem o local exato onde os traficantes mantém o refém, graças a uma denúncia anônima feita por  um morador da comunidade. Mais uma vez os homens do Pastor Marcos impedem a ação dos traficantes. O refém debilitado é retirado com cuidado do porta malas, colocado dentro do carro da igreja e levado até a sede da Assembléia de Deus dos Últimos Dias.

Há dois meses exibimos com exclusividade as imagens do pastor Marcos Pereira em ação. Cenas que impressionam e geram polêmica. O pastor se define como um homem com poderes sobrenaturais. Um homem controverso que carrega diversas acusações, mas o pastor parece não se importar com as acusações que sofre, não se intimida e leva a palavra de Deus em locais dominados pelo tráfico.

Será possível recuperar, transformar a mente de homens tão endurecidos pela violência tão subitamente? O que pensam representantes de outras religiões? As cenas que presenciamos durante o batidão promovem uma  diversidade de opiniões, criam novas indagações, principalmente para representantes de outras religiões.

Representantes de Igreja Católica classificam o trabalho do pastor como uma espécie de espetáculo.

Os budistas são contundentes em dizer que “parece uma cena bem preparada, por pessoas que se colocaram a disposição para isso”.

A umbanda identifica o que ele faz como verdadeiro.

O espiritismo reconhece a influência do pastor sobre as pessoas. Já os ateus acham que é marketing do pastor.

Decidimos ouvir novamente o pastor Marcos Pereira e saber o que ele tem a dizer as pessoas que duvidam do seu trabalho, da sua pregação, do seu dom de expulsar demônios. Agora o pastor quer levar a palavra de Deus em um dos presídios de São Luis do Maranhão, exatamente como costuma fazer em  detenções do Rio de Janeiro.

Começa a pregação e o pastor faz uso do bom humor para entreter os detentos. No pátio, lado a lado,  integrantes de facções rivais ouvem atentos as palavras de Marcos Pereira. Tudo parece correr como de costume, mas subitamente o culto toma outro rumo. Uma briga entre os detentos tem início e rapidamente um dos agentes penitenciários imobiliza o preso que começou a briga. O carcereiro retira das mãos do preso uma faca de cozinha. Enquanto isso o pastor marcos paralisa o culto e decide acalmar os ânimos para que uma rebelião não tenha início.

Ele fala com integrantes das duas facções e quando percebe que tudo está sob controle retoma a pregação. Mais uma vez o pastor vence e impede ações violentas.Chega o momento mais esperado por todos no presídio. É hora do pastor purificar as almas. Há vinte anos o pastor Marcos Pereira realiza este trabalho dentro das favelas e morros cariocas. Não há como negar que ele realiza um trabalho social, mas se ele tem realmente o dom divino de salvar almas é uma questão que permanece incógnita.

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Vídeo revela negociação para evitar voto de ministro do STF contra Roriz

30/09/2010 – 20:45 – ATUALIZADO EM 30/09/2010 – 21:52

 

Genro de Ayres Britto se ofereceu para entrar no caso e, assim, barrar a participação do ministro no julgamento do Ficha Limpa. Ayres Britto votou contra Roriz

ANDREI MEIRELES E MARCELO ROCHA

ÉPOCA apurou os bastidores de uma história que poderia ter mudado o resultado da votação no Supremo Tribunal Federal sobre a validade nestas eleições da Lei da Ficha Limpa. Deu empate de cinco a cinco no julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a impugnação de sua candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por causa desse impasse, Joaquim Roriz desistiu de concorrer mais uma vez ao governo do DF e foi substituído por sua mulher, Weslian Roriz (PSC). A revista teve acesso a documentos, e-mails e vídeo que mostram que o desfecho poderia ser diferente.
Por questão de horas, o relator do caso Roriz no Supremo, o ministro Carlos Ayres Britto, não teve de se declarar impedido de participar do julgamento. Só na tarde da quarta-feira (8) os advogados Adriano José Borges Silva e Adriele Pinheiro Reis Ayres de Britto – genro e filha do ministro – saíram formalmente do recurso apresentado pela defesa de Roriz ao STF. Na mesma noite, Ayres Britto rejeitou o pedido de Roriz.
No dia 1º de setembro, o genro de Ayres Britto havia enviado aos advogados um e-mail em que transmitia seus dados e os de sua mulher para serem subcontratados como advogados de defesa de Roriz. “Favor comunicar ao governador, pois é necessária uma reunião para explicarmos a estratégia e colocá-lo a par acerca dos colaboradores envolvidos”, afirma o advogado Adriano Borges na correspondência eletrônica.
A reunião entre Joaquim Roriz e Adriano Borges ocorreu na tarde de 3 de setembro, uma sexta-feira. Roriz e Borges conversaram no escritório do ex-governador em sua casa no setor de mansões de Brasília. Uma câmera de vídeo oculta filmou a conversa. ÉPOCA teve acesso ao vídeo. São diálogos nada republicanos.

Adriano Borges: “Eu posso então colocar esse pro-labore e o êxito… Eu preciso fazer um ajuste com meu pessoal”.
Joaquim Roriz: “Eu gostaria da sinceridade sobre o voto do seu sogro”.
Adriano Borges: “A única coisa que eu to precisando é que ele não leve… Com isso, ele não vai participar… Tá impedido”.
Joaquim Roriz: “Então é o êxito”.
Em seguida, Roriz comemora: “Com isso eu ganho folgado”.

 

Com Borges e sua mulher na causa, de acordo com a lei, o ministro teria de se afastar do julgamento. Seria um voto a menos contra Roriz e a favor da validade imediata da Lei da Ficha Limpa. Não seria a primeira vez que Borges impediria o sogro de votar contra um político acusado de corrupção. No ano passado, o ministro foi sorteado como relator de um inquérito no Supremo contra o senador Expedito Júnior (PSDB-RO), acusado de corrupção. Uma semana depois, Adriano Borges entrou na causa e obrigou Ayres Britto a se declarar impedido.

Na conversa gravada com Roriz, Adriano Borges diz que está sendo apertado por assessores que cobram pagamento para livrar o ex-governador de uma condenação no Supremo. Por diversas vezes, ele fala sobre a necessidade desse pagamento. Adriano Borges até sugere um preço: “Nos processos que peguei, governador… Eu estou trabalhando o Expedito Júnior (candidato ao governo de Rondônia, também barrado como ficha suja pela Justiça Eleitoral), o pró-labore foi cobrado um milhão e meio e três no êxito, né”.
Roriz achou o preço caro. Não teve acordo e Adriano Borges deixou a causa. ÉPOCA ouviu os envolvidos nessa história, antes e depois de ter acesso ao vídeo. Há 10 dias, Adriano Borges disse que deixou a causa de Roriz por ter chegado à conclusão que sua defesa estava sendo bem feita e não havia, portanto, necessidade de sua participação. A versão de Borges agora é de que caiu numa armadilha. Pode até ser. Mas ele não tem como negar o teor do que falou na conversa com Roriz. Advogados de Roriz justificaram a gravação dos diálogos com Adriano Borges. Eles disseram que todas as conversas do ex-governador no escritório de sua casa estavam sendo gravadas. Segundo eles, era uma medida defensiva para evitar eventuais distorções por parte de seus interlocutores. Ouvido por ÉPOCA, o ministro Ayres Britto disse que não se declarou impedido no julgamento porque, pelo que ele soube, houve contato entre seu genro e Joaquim Roriz, mas nenhum contrato foi firmado.

A turma de Roriz divulgou um vídeo da conversa entre o ex-governador e o advogado Adriano Borges – genro do ministro Ayres Britto – com duração de 60 minutos. Nele, Adriano Borges propõe entrar na equipe de defesa de Roriz tornando Ayres Britto legalmente impedido de votar no julgamento da Lei da Ficha Limpa. Para isso, sugere um pagamento de R$1,5 milhão de pró-labore e mais três milhões se Roriz fosse absolvido. Para se defender, Adriano Borges divulgou uma outra parte do vídeo gravado na casa de Roriz. Segundo ele, isso provaria que sua atuação teria sido estritamente profissional. Teria recusado inclusive uma proposta feita por Roriz.

O que mostra o complemento do vídeo? Um impasse entre Roriz e o genro de Ayres Britto quanto a valores. Roriz, então, apresenta uma proposta: R$ 1 milhão para que o advogado cedesse seu nome e não fizesse mais nada. Adriano fez uma contraproposta: R$ 1,5 milhão. Não chegaram um acordo. Despediram-se.

Por que a turma de Roriz não divulgou o vídeo por inteiro? É que a obra completa mostra não apenas o genro de Ayres Britto vendendo o que não devia, como também tentando comprar o que não podia.