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Viúva cristã pleiteia custódia em tribunal da sharia

 

NIGÉRIA (27º) – Rhoda Yakubu, com seus 50 anos, é uma cristã consagrada do vilarejo de Bingel, em um dos doze estados no norte da Nigéria, governados pela sharia¹ . Ela é viúva e tem a guarda de 18 crianças, das quais 11 são menores. Devido a seu falecido marido, Mal Yakubu Suleman, ter se convertido ao islã antes de sua morte, Rhoda foi levada a um processo judicial da sharia para forçá-la a desistir da custódia de seus filhos menores, para que sejam criados como muçulmanos. Mas, a despeito de ser muçulmano, Mal fez Rhoda prometer, antes de sua morte, que ela continuaria a criar seus filhos no amor de Cristo.
Rhoda foi a primeira esposa de Mal. Ambos eram cristãos quando casaram e estiveram juntos por várias décadas. Mal, quando moço, trabalhou como um chef de cozinha para um missionário canadense. O patrão de Mal deixou nele uma impressão duradoura, daí sua receptividade ao Evangelho. Foi nessa época que Mal veio a professar Cristo. Mas cerca de 20 anos atrás, quando o missionário deixou a Nigéria em definitivo, Mal se converteu ao islã.
Ele se casou com a segunda e a terceira esposas, ambas muçulmanas. Entre as três esposas, Mal teve 18 filhos. As outras duas tinham grande respeito por Rhoda e honraram o desejo de seu marido de que ela criasse seus filhos de acordo com os princípios cristãos. Mais tarde, a segunda e a terceira esposas aceitaram o cristianismo, embora uma delas tenha se divorciado de Mal para se casar com outro homem.
Há dois anos, Mal adoeceu. Após um longo período acamado, ele chamou Rhoda para pedir-lhe perdão e encorajou-a a permanecer firme em sua fé cristã. Ele também lhe pediu que orasse por ele e prometesse cuidar de todos os seus filhos, incluindo os que teve com outras esposas. Ele instou-a a não se deter pela oposição que provavelmente receberia por parte da família dele.
A morte de Mal, em 21 de novembro de 2008, acarretou grandes obstáculos para Rhoda, a outra viúva e os outros filhos. 
Logo após sua morte, a família de Mal apareceu e reivindicou a guarda dos filhos menores. Eles afirmaram que essas crianças eram de sua responsabilidade até então, uma vez que seu pai morrera um muçulmano. O irmão de Mal trancou sua despensa e confiscou as chaves. Exigiu assim que as crianças fossem entregues a seus parentes muçulmanos.
Parece que a família muçulmana de Mal não apenas guardava mágoa contra Rhoda por causa de sua crença, mas especialmente por criar os filhos de seu irmão segundo a fé cristã.
Entretanto, os filhos adultos e a segunda esposa apoiaram Rhoda. Ela, junto com seus filhos adultos Yusuf e Samaila recusaram-se a entregar os filhos mais novos. O chefe do distrito da região interessou-se pela questão e mandou chamá-los a seu palácio. Ele alertou Rhoda para entregar os 11 filhos menores para seus cunhados ou iria enfrentar a fúria do tribunal da sharia.
Rhoda, Yusuf e Samaila ouviram o alerta do chefe do distrito, mas recusaram-se a ceder. Como consequência, o caso foi despachado para o tribunal da sharia na área. Na audiência, Rhoda e Yusuf declararam que eram cristãos e, portanto, era ilegal serem julgados de acordo com a legislação da sharia. Mas o juiz admoestou-lhes para que cooperassem. Ele afirmou que o caso de Rhoda era de interesse do tribunal da sharia, uma vez que o falecido pai dos menores era muçulmano.
Este caso tem se prolongado no tribunal da sharia por mais de um ano. A despeito da batalha da família muçulmana para ganhar a custódia dos filhos de Mal, Rhoda e seu filho mais velho Yusuf não cederam. Um dos Mallams²  e irmão de Mal que compareceu aos procedimentos judiciais advertiu publicamente a Yusuf para não resistir às ordens do tribunal ou iria certamente sofrer as consequências. Dentro de uma semana, Yusuf morreu misteriosamente. A causa de sua morte permanece desconhecida.
A comunidade muçulmana apoiou a reivindicação de custódia contra Rhoda. Alguns membros até a ameaçaram, caso ela se recusasse a cumprir com as exigências de seus cunhados.
A esmagadora presença muçulmana nas audiências de Rhoda no tribunal ameaçou despertar emoções de desespero. Rhoda e Samaila foram encorajadas quando representantes de Portas Abertas, juntamente com pastores da comunidade local, compareceram aos procedimentos judiciais para mostrar solidariedade a elas. 
“Minha alegria é sempre de que o Senhor Jesus nunca nos abandonará”, disse Samaila.
Rhoda, a segunda esposa e os 11 filhos mudaram-se desde então por questões de segurança. Eles vivem em um pequeno cômodo e se encontram em circunstâncias desesperadoras. A Portas Abertas visitou a família para ministrar a eles. Além de pagar pelos serviços de um advogado cristão, também entregamos ajuda de emergência na forma de alimento, roupa, aluguel e taxas escolares. A família ficou tão estupefata de gratidão pelo apoio que explodiu em lágrimas. Foi impossível para nossos representantes não chorar.
A despeito das dificuldades, a família permanece esperançosa.
“Somos muito fortes. O Senhor e suas orações têm sido nosso segredo. Este processo tem nos ensinado a confiar mais em Deus e a depender exclusivamente de Suas promessas. Que o nome de Deus seja glorificado! Estou contente que Cristo em mim é maior do que o mundo. Eu vencerei”, testemunhou Rhoda. Portas Abertas compreende que Rhoda apreciará encorajamento e pede aos que apoiam sua causa para escreverem para ela (veja as orientações abaixo).
Motivos de Oração:
1. Ore para que a vontade de Deus seja feita no caso judicial de Rhoda e para que se faça justiça.
2. Ore pelo conforto e consolo de Rhoda e sua família enquanto choram a morte de seu filho Yusuf.
3. Ore pela provisão de Deus em suas necessidades físicas e para que continuem a depender dele para terem força e persistência.
Escreva para Rhoda Yakubu!
É extremamente importante que você siga as orientações abaixo. Qualquer correspondência que fugir às regras será descartada.
• Escreva apenas em inglês (aqui você encontra mensagens em inglês). Você pode incluir um ou dois versículos das Escrituras – neste caso, inclua a referência bíblica.
• Envie apenas cartões, não cartas. Você também pode mandar cartões-postais ou desenhos infantis. No caso de cartão-postal, não coloque seu endereço. Seu nome e país são suficientes.
• Escreva de forma legível, em preferência com letra de forma.
• Se você for encorajar seus filhos ou crianças de sua igreja a desenhar, tenha certeza de que os desenhos não fazem alusão à violência. Desenhos desse tipo não serão enviados.
• Se puder, envie selos, que serão mais interessantes do que apenas um envelope com o carimbo postal.
• Não mande dinheiro nem presentes.
Rhoda Yakubu e família
A/C Missão Portas Abertas
Caixa Postal 12.655
CEP 04744-970
São Paulo – SP

Fonte: Portas Abertas

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Congresso Da iurd discute a melhor forma de realizar sonhos

Rumo ao sucesso

Por Ivonete Soares
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O II Congresso Universitário IURD, que aconteceu recentemente no Teatro Paulo Autran, na Zona Sul de São Paulo, reuniu centenas de jovens e contou com a participação de profissionais que alcançaram o sucesso.
O evento, idealizado e organizado por um grupo de jovens universitários da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem como diretor Marcelo Hodge, foi apresentado pelo jornalista Reinaldo Gottino, da “Rede Record”.
As palestras foram ministradas pelo presidente da “Rede Record”, Alexandre Raposo, o diretor musical Marco Camargo, um dos jurados do programa “Ídolos” (também da emissora) e o juiz federal William Douglas.
O tema do ciclo de palestras foi “Coragem para alcançar seus sonhos”. Após a explanação de Gottino, o presidente do grupo salientou que para se chegar ao sucesso é preciso ter coragem, dedicar-se ao que realiza, estudar e, acima de tudo, ser comprometido com o que faz.
Na sequência chamou Marco Camargo para contar um pouco de sua experiência aos jovens. Ele, em tom de brincadeira, disse: “Próximo”, expressão muito usada por ele no programa “Ídolos”, mas que, segundo descreve, tem grande significado para a vida das pessoas.
“Todos deveriam ter essa expressão dentro de si, pois toda situação, por pior que seja, passará. E virá uma próxima, e outra, e mais outra! O mesmo ocorrerá com os momentos felizes.
Temos que conviver com a verdade. Acreditar e aceitá-la é um ato de coragem”, afirmou.
Após um intervalo, foi a vez do último palestrante, o juiz William Douglas. Ele, que já foi advogado, delegado de polícia e defensor público, ressaltou aos presentes que, apesar das várias conquistas na vida, também acumula muitos fracassos.
“Fui reprovado em muitos concursos até conseguir boas colocações. Das 14 empresas constituídas por mim, apenas as duas últimas deram certo. Mas eu não me deixei abater, fui à luta, identifiquei as insatisfações, tracei um plano de vida, trabalhei e venci”, destacou.
Ao final do evento, os presentes ao congresso receberam um certificado de participação.
Colaborou Cleide Sales

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Luta pela vida

 

Por Kátia Mellov
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Casos recentes mostram um dos lados mais fortes da humanidade: a fé e a recusa em se entregar quando situações extremas levam à beira da morte
Há na humanidade uma categoria que não se une por raça, credo ou localização geográfica. São os sobreviventes. Pessoas que viveram uma situação extrema e, mesmo diante da fragilidade da vida, resistiram. Nos últimos dias exemplos assim apareceram em um acidente de carro em São Paulo, num massacre a tiros no México, em uma mina de cobre e ouro no Chile e em uma queda de avião na China.
Apenas nesse último caso foram 54 sobreviventes.
Em São Paulo, no dia 24 de agosto, uma bebê de 22 dias foi arremessada pela janela de um veículo e, segundo o policial que atendeu ao chamado, não sofreu nenhum arranhão. “Uma criança de 20 dias ser arremessada a 20 metros, passando por várias árvores, ferragens, pelo vidro estilhaçado e não ter acontecido nada. Foi Deus”, declarou o tenente da polícia militar André Antunes.
A bebê estava na cadeirinha quando o pai, um administrador que fazia uma entrega, parou para pedir informações a três moças no bairro do Jaçanã e outro carro estacionou. Um homem desceu atirando no administrador, que acelerou e saiu correndo.
A mãe, em um gesto instintivo, tirou a pequena da cadeirinha e a segurou no colo. Dos sete tiros disparados, três atingiram o pai da menina nas costas. Mesmo assim ele percorreu cerca de 10 quilômetros até a rodovia Fernão Dias, onde desmaiou, perdeu o controle do veículo e capotou diversas vezes até parar em uma árvore. Durante a capotagem, a récem-nascida foi arremessada. A mãe saiu desesperada à procura e a encontrou em uma moita, segundo relato do irmão da vítima ao jornal “O Estado de S. Paulo”. A criança ficou internada até 27 de agosto apenas para observação.
Ela mal abriu os olhos e já é uma sobrevivente. “Possivelmente essa bebê não sofreu nenhum trauma psicológico. A memória dos bebês é frágil, eles se esquecem muito rápido. Dificilmente isso trará sequelas futuras”, diz o psicólogo Renê Alcântara, que trata casos de crianças e adultos traumatizados.
A mesma sorte teve o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, de 18 anos, que escapou da morte ao permanecer imóvel durante uma chacina promovida por guerrilheiros mexicanos na fronteira do México com o estado do Texas, nos Estados Unidos. O massacre deixou 72 mortos no dia 24 de agosto. Pomavilla relatou que o grupo do qual fazia parte – brasileiros (leia mais na página 4), hondurenhos, salvadorenhos e equatorianos que pretendiam entrar ilegalemente nos EUA – foi abordado por um grupo armado e levado a um rancho na província de Tamaulipas. Lá, os guerrilheiros, identificados como integrantes do cartel de drogas Zetas, tentaram extorquir os imigrantes. Depois, ofereceram trabalho de capangas para os latinos, o que foi recusado. A ordem, então, foi que todos fossem mortos.
Ao todo, 14 mulheres e 58 homens foram assassinados. Pomavilla, atingido na garganta, se fingiu de morto até que os bandidos saíssem. Depois, foi até o posto de controle da marinha norte-americana, onde recebeu atendimento e contou tudo. Agora, está sob proteção da Justiça e, no último dia 29, retornou para a mulher no país de origem.Apesar de ser instintivo, sobreviver é também uma escolha. No dia 5 de agosto, uma mina de ouro e cobre localizada ao norte do deserto do Atacama, no Chile, desmoronou. Havia 33 mineiros lá dentro, que no início muitos acreditaram estar mortos. Mas a dúvida durou até o dia 22 de agosto, quando as equipes de resgate conseguiram estabelecer contato com os sobreviventes. Eles se alimentaram, durante 17 dias, com dois pedaços de atum e meio copo de leite a cada 48 horas cada um.
“O corpo tem reservas de gordura, que são transformadas em energia pelo organismo. Para morrer de fome, são necessários muitos dias sem a ingestão de alimentos. Eles foram muito inteligentes separando partes iguais de comida e se alimentando em espaços prolongados de tempo”, diz o professor Carlos Adão Bastos de Melo, mestre em biologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Mas, sem água, em 4 ou 5 dias eles teriam morrido”, alerta o professor. Os mineiros recorreram a garrafas d’água guardadas nos caminhões que também ficaram soterrados.
Os familiares dos mineiros montaram um acampamento próximo ao centro de operações da mina e uma parte só voltou às atividades normais na quinta-feira (26), depois que um vídeo de cerca de 45 minutos feito pelos mineradores foi exibido em um telão. Cerca de 400 pessoas se colocaram em vigília no local, que ficou conhecido como “acampamento Esperança”.
A área está coberta de faixas de apoio. “Temos muita fé que Deus vá nos ajudar”, disse Yolanda Rojas, irmã de um dos mineiros, ao jornal argentino “La Nación”. “Ter fé em Deus nos traz segurança, gera uma sensação de proteção e assistência, além de gerar pensamentos positivos, anulando a dúvida e o medo que esse tipo de situação traz, nos fazendo ter paciência e perseverança. Ter fé nesses momentos é importante tanto para quem está preso quanto para quem espera”, diz Renê Alcântara.
Apesar de terem sido encontrados, a jornada dos mineiros para ver a luz do sol novamente apenas começou. A perspectiva de libertação deles (embora esse prazo possa ser encurtado) é para o Natal, segundo o governo chileno. Como eles estão em um local a 688 metros de profundidade, as escavações devem levar 4 meses a princípio. Por ora, estão recebendo alimentos e suprimentos de higiene por um duto de ventilação. Não sem motivos, esse canal é chamado de cordão umbilical e será o responsável por mantê-los vivos até o fim do resgate.
No último dia 29 eles gravaram um outro vídeo para os familiares. Osman Araya, de 30 anos, um dos soterrados, resumiu o espírito de luta deles: “Nunca vou deixá-los, vou lutar até o fim para estar com vocês.”
O francês Guilhem Nayral sobreviveu à inospitalidade da selva amazônica na Guiana Francesa por 7 semanas, quando se perdeu com seu amigo Loic Pillois. “Quando os policiais me encontraram eu estava exausto. Andamos por 2 semanas atrás de ajuda ou de uma civilização e não encontrávamos nada.
Eu emagreci 20 quilos neste período, no qual me alimentei de tartarugas, sementes e aranhas, que, por causa do veneno, me fizeram perder a sensibilidade gustativa.
Eu só pensava na minha família e em como eu gostaria de sobreviver por eles. Mas eu acredito que eu só sobrevivi porque Loic estava comigo. Fomos grandes amigos um para o outro”, contou Nayral à Folha Universal. Foi o amigo dele quem encontrou o resgate e orientou a direção para buscá-lo pois Nayral não conseguia mais andar. “A sobrevivência e a evolução da nossa espécie depende de nos relacionarmos bem com outros seres humanos”, defende o biólogo Bastos de Melo.“Assim como bebês choram para conseguir alimento, corremos de um ambiente pegando fogo ou protegemos o rosto e nos jogamos no chão quando algo explode. Não é deliberado, é instinto de sobrevivência. Quando uma pessoa se encontra em uma situação extrema, ela não tem outra escolha se não encontrar artifícios para sobreviver”, diz Alcântara.
Instinto de sobrevivência é o termo que define o caso do norte-americano Aron Ralston. Ele escalava uma montanha no Estado de Utah quando foi atingido por uma pedra gigante, que caiu sobre seu braço direito, esmagando-o.
Ele passou 5 dias tentando tirar a pedra de cima do braço. Ao final do quinto dia, desidratado e delirante, amputou o próprio antebraço e conseguiu ser resgatado por autoridades do parque. “O ser humano se adapta muito fácil, foi isso que o fez evoluir. Independente de onde e como ele estiver, encontrará artifícios para sobreviver”, defende o psicólogo Alcântara. Afinal, estamos defendendo o nosso maior bem