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‘Esqueceram de mim’, o Natal em que Jesus foi esquecido, pastor Ciro comenta

 

Por Luana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Esta semana o pastor Ciro Sanches Zibordi publicou no seu blog um texto abordando o Natal vivido atualmente pela sociedade em que Jesus é esquecido.

  • Natal sem Jesus

    (Foto:Divulgação)

    Natal sem Jesus, pastor Ciro comenta

 

O pastor faz uma comparação com o filme "Esqueceram de mim" estrelado por Macaulay Culkin nos anos 1990. No filme um "indefeso" garotinho Kevin é esquecido em casa sozinho por seus pais, tendo que se defender de dois bandidos atrapalhados.

Ciro faz uma alusão em que Jesus se torna este menino esquecido pela família humana. Nas decorações de Natal espalhadas pela cidade, diz ele, é possível ver diversos personagem e enfeites, menos o menino Jesus.

“Vê luzes, estrelas, neve, ursos polares, duendes e gnomos coloridos, Papais Noéis de todos os tipos, danças, apresentações teatrais… Mas, e o Menino?”

De acordo com o pastor, a humanidade se esqueceu da história do Natal de Cristo, substituiu-a por fábulas “sem graça” e “sem vida”.

“Se pudéssemos entrevistar o Senhor Jesus, nessa época do ano, e perguntar-lhe a respeito do Natal, creio que Ele responderia: ‘Esqueceram de mim’”, comenta o pastor.

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Apesar de saber que Jesus não nasceu em 25 de dezembro, o pastor enfatiza que “não podemos deixar de aproveitar essa data para lembrar o mundo daquela sublime noite em Belém!”

Para ele as pessoas têm liberdade de admirar as invenções humanas dessa época natalina, mas ressalta que os servos do Senhor não devem ser influenciados pelo espírito do Anticristo, esquecendo-se do verdadeiro sentido do Natal.

O pastor ainda aponta como negativo alguns pastores dizendo que não vão comemorar o Natal, pois trata-se de uma festa pagã.

“Onde eles aprenderam isso? O Natal de Cristo precede e transcende o paganismo! E, se tem um povo que deve fazer questão de celebrar o Natal, esse é a Igreja de Cristo!”

Ciro convoca aos cristãos a não esquecerem que Jesus é Salvador, Cristo e também Senhor, recomendando aos crentes a não agirem como os cristãos de Laodiceia, que deixaram Jesus do lado de fora (Ap 3.20).

“Ele continua batendo à porta dos corações e dizendo: ‘Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada’ (Jo 14.23)".

Finalmente, o pastor exorta que os cristãos adorem a Cristo diariamente, e que aproveitem a oportunidade da data natalina para celebrar o nascimento de Jesus, a fim de que o mundo conheça o verdadeiro protagonista do Natal!

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Justiça condena Igreja Universal por coagir fiel a dar o dízimo

 

Por Luana Santiago | Correspondente do The Christian Post

A Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) condenou esta semana a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar indenização de R$ 20 mil, por ter coagido um casal de fiéis a entregar dízimos.

  • Igreja Universal

    (Foto:Divulgação)

    Igreja Universal condenada a pagar indenização de R$ 10 Mil por agressão

Segundo a publicação Terra, uma empresária e seu companheiro afirmaram terem sido enganados e iludidos.

De acordo com a empresária, o casal passava por problemas financeiros, quando decidiram procurar a Igreja Universal. A mulher afirma que ao final de cada culto, passava-se uma cesta recolhendo doações e que pastores afirmavam que, quanto mais dinheiro fosse doado, mais Jesus daria em troca.

O casal que pede indenização por danos morais e materiais chegou a vender o veículo que possuía, entregou joias, eletrodomésticos, aparelho celular e uma impressora à Igreja.

Houve revogação da sentença pela Igreja Universal que alegou não constrangir seus fieis a entregar dízimos. Eles declararam também que não há provas de que a mulher estivesse provada de discernimento durante o período no qual frequentou a igreja, salientando que ela passou a frequentar o local por vontade própria.

No entanto, a justiça levou em consideração o depoimento de outros fiéis que relataram o momento da entrega dos dízimos, onde uma delas revelou já ter doado em torno de R$ 5 mil e um carro, falando também sobre o voto quebrado, que segundo a igreja seria uma penalidade sofrida por aqueles que não cumprem com o voto.

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De acordo com a justiça, os depoimentos demonstram que a empresária, juntamente com os demais fieis, foi desafiada a fazer donativos, inclusive superiores a sua capacidade financeira, com o objetivo de provar a fé e sob ameaça de não ser abençoada.

Apesar do dízimo ser considerado uma doação voluntária, se provado que o doador foi coagido a tal ato, a doação pode ser anulada sob pena de sofrimento ou penalidades. De acordo com o desembargador Tasso Caubi Soares Delabary, nesses casos, a violência psicológica é tão ampla e profunda que anula, por completo, a sensatez e a manifestação da vontade.

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Pastor que liderava milícia na Zona Oeste do Rio se entrega à polícia

 

Dijanio Aires Diniz é acusado de extorquir moradores de Campo Grande.
Mais 10 suspeitos foram presos em operação contra a milícia Liga da Justiça.

Paulo Maurício CostaDo G1 Rio

 

"Pastor" usaria Igreja para ameaçar e cobrar juros de pessoas que haviam pedido empréstimos aos milicianos (Foto: G1 / Paulo Maurício)

Pastor usaria igreja para ameaçar e cobrar juros de
pessoas que haviam pedido empréstimos aos
milicianos (Foto: Paulo Maurício Costa/G1)

Dijanio Aires Diniz, o Pastor, acusado de liderar a milícia Liga da Justiça, atuante na Zona Oeste do Rio, chegou por volta das 14h desta quinta-feira (6) à Acadepol, na Cidade Nova, no Centro, em um carro da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Uma hora antes, ele se apresentara voluntariamente na sede da delegacia, na Cidade Nova. Acompanhado de um advogado, Dijanio negou as acusações de agiotagem e extorsão a moradores de Campo Grande, na Zona Oeste.

“Sou um homem de Deus. Isso é tudo mentira”, disse o pastor, que, segundo a polícia, dentro da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, ameaçava e cobrava juros de até 60% a pessoas que tomavam empréstimos dos milicianos.

“Vou provar a minha inocência. Estou aqui para isso”, acrescentou Dijanio, que depois de prestar depoimento na Acadepol será levado para a penitenciária Bangu 1.

O pastor, um dos fundadores da igreja há seis anos, negou que arrecade R$ 500 mil mensais em parceria com os outros 10 presos pela Draco-IE na operação Pandora II. Ele ainda rebateu a versão da polícia de que usava um cofre em sua casa para guardar o dinheiro arrecadado e que, com a mesma finalidade, tinha uma Bíblia com fundo falso.

A Draco-IE, apoiada pelo Ministério Público e pela subsecretaria de Segurança Pública, denunciou o pastor e as outras 10 pessoas por formação de quadrilha, agiotagem e extorsão. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.

Ainda de acordo com a polícia, foram presos na operação: Jose Luís Cordeiro Cavalcante da Silva, o Bolt; Carlos Henrique Garcia Ramos; Luciano Alves da Silva; Célio Alves Palma Júnior; Elber Meirelles Pessanha; Leandro José de Freitas da Silva; Aline Barbosa da Silva; Antonio Claudino Ribeiro Blanco; Rhuan Claudius Martins Blanco e José Ribamar Gomes Passos.

A Liga da Justiça ficou conhecida na década passada por ter entre seus principais articuladores o ex-policial Batman e os irmãos Jerominho e Natalino, respectivamente ex-vereador e ex-deputado estadual. Os três estão presos.

Ainda são procurados outros dois supostos integrantes da Liga da Justiça: André Marcelo Botti de Andrade e Cléber Oliveira da Silva.

Esta é a segunda operação realizada para reprimir este tipo de crimes na região. Em setembro do ano passado, a polícia cumpriu 10 dos 18 mandados de prisão preventiva. Entre os presos, havia quatro ex-PMs acusados de envolvimento no esquema.