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Teólogo angolano critica falar em línguas estranhas

TEOLOGIA

 

Os relatos do livro de Atos sobre as línguas estranhas dividem opiniões de cristãos e estudiosos no mundo todo, inclusive na Angola onde o número de evangélicos pentecostais é cada vez maior.

Em entrevista ao site Angop, o teólogo Jamie Floriano Chitende comentou que há uma interpretação errada sobre o ensino da Palavra de Deus e que por isso ele repudia as igrejas cujos membros falam em línguas estranhas durante os cultos.

Chitende garante para a publicação que falar em línguas estranhas não prova que a pessoa foi batizada com o Espírito Santo como é ensinado nessas igrejas e a seu ver essa teoria “não tem fundamento bíblico”.

O teólogo explica que o batismo pelo Espírito Santo é comprovado através do amor e outros dons que edificam e não por apenas falar em línguas estranhas.

Como estudioso, ele lembra que o que foi relatado no livro de Atos nos capítulos 2, 8, 10 e 19 mostram momentos distintos do chamado dons de línguas, mas que não se refere ao falar em línguas dos anjos, mas em outros idiomas conhecidos pelos moradores daquela região.

“Havia naquela época quatro grupos étnicos (judeus, gentios, samaritanos e prosélitos) e as línguas faladas por estes grupos serviram para testar a experiência da unificação do Espírito Santo. Eram idiomas e não línguas estranhas ou de anjos, conforme muitas igrejas interpretam atualmente”. explica.

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Data: 20/11/2012 08:35:07

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A Bíblia apóia o aborto, afirma grupo cristão esquerdista

 

Myles Collier

Alguns cristãos progressistas têm recentemente aprovado a interpretação de uma ideia apoiada pela Bíblia que envolve aborto e o momento em que a vida começa de fato.

O blog cristão The Christian Left (A Esquerda Cristã) recentemente afirmou que a Bíblia não proibiu o aborto e que Deus nem mesmo afirmou quando a vida realmente começa. Suas reivindicações, entretanto, estão causando grande controvérsia com uma comunidade cristã maior, que acredita que o grupo religioso progressista está distorcendo as passagens da Bíblia para apoiar o aborto.

A primeira passagem que é usada para isso vem de Gênesis 2:7 – Deus “soprou em suas narinas o fôlego da vida e o homem foi feito alma vivente”.

Outra passagem que foi usada nesse contexto foi em Jó 33:4, que afirma: “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida”.

O grupo progressista afirma que o ser humano não foi verdadeiramente formado ou “vivo” até que o primeiro suspiro tenha entrado em seus pulmões e que a criança foi capaz de respirar por si mesma.

Muitos líderes religiosos, contudo, argumentam que a vida começa no momento da concepção, e afirmam que só porque a forma vivente esteja dentro do útero não há razão para considerar que o feto não esteja vivo e sujeito à eliminação.

A filosofia progressista também pula para a conclusão de que matar um feto vivo não é o mesmo que matar um ser humano, ignorando o fato de que é provado que o feto sente dor na gravidez, bem como tem um coração em desenvolvimento que bate.

Fonte: ChristianPost

Divulgação: www.juliosevero.com

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Cientistas estudam cérebro de médiuns brasileiros durante transe

 

Pesquisadores usaram tomografia computadorizada para estudar o que acontece com os fluxos de sangue nas diferentes regiões do cérebro na hora da tarefa psicográfica

18 de novembro de 2012 | 12h 33

Efe

Os cérebros de médiuns brasileiros mostraram transtornos de funcionamento durante sessões nas quais, em transe, escreviam mensagens supostamente ditadas por "espíritos", segundo um artigo divulgado pela revista Public Library of Sciences.

Cena de filme sobre Chico Xavier, considerado um dos maiores médiuns do País - Divulgação

Divulgação

Cena de filme sobre Chico Xavier, considerado um dos maiores médiuns do País

A pesquisa foi feita por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Thomas Jefferson, da Filadélfia, para determinar os fluxos de sangue em diferentes regiões do cérebro durante os transes.

Os pesquisadores estudaram o comportamento de dez médiuns que, segundo o artigo, tinham entre 15 e 47 anos de psicografia, realizando-a até 18 vezes por mês.

Todos eles, indicou o estudo, eram destros, gozavam de boa saúde mental, não usavam psicotrópicos e indicaram que eram capazes de alcançar seu estado de transe durante a tarefa psicográfica. Os pesquisadores usaram tomografia computadorizada por emissão de fótons únicos para a observação das áreas ativas e inativas durante a prática.

"Se sabe que as experiências espirituais afetam a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade recebe pouca atenção científica e, a partir de agora, devem ser feitos novos estudos", sustentou Andrew Newberg, diretor de pesquisa do Myrna Brind Center of Integrative Medicine, que colaborou neste trabalho com o psicólogo clínico Júlio Peres, do Instituto de Psicologia da USP.

Os cientistas observaram que os médiuns mais experientes mostravam durante a psicografia níveis mais baixos de atividade no hipocampo esquerdo (sistema límbico), no giro temporal superior e no giro pré-central direito no lóbulo frontal.

As áreas do lóbulo frontal estão ligadas ao raciocínio, ao planejamento, à geração de linguagem, aos movimentos e à solução de problemas, pelo que os pesquisadores acreditam que durante a psicografia ocorre uma ausência de percepção de si mesmo e de consciência.

Por outro lado, os médiuns com menos experiência mostraram o oposto: níveis maiores de atividade nas mesmas áreas durante a psicografia, o que parece indicar um maior esforço para realizá-la.