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Alunas evangélicas são impedidas de entrar em escola por usar saia

 

Por Luana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Alunas evangélicas ligadas à igreja evangélica Assembleia de Deus do segundo e terceiro ano de uma escola pública em Olinda, PE, foram impedidas de entrar na escola nesta quarta-feira (26), porque estavam usando saia. O caso ocorreu na Escola Estadual Padre Francisco Carneiro, no bairro de São Benedito.

  • Alunas evangélicas

    (Foto:Divulgação)

    Alunas evangélicas proibidas de entrar na escola por usar saia

 

De acordo com a estudante Taylene Batista, as alunas já haviam conversado com o diretor que disse que não interferiria na religião das meninas, mas que gostaria de ver o tamanho das saias.

"Eu disse para o diretor: ‘nós não podemos usar saia, somos evangélicas?’ Ele disse que não ia interferir na religião de ninguém, que podíamos usar saia, mas que queria ver o tamanho da saia da gente. Nossas saias estão bem decentes, estão em um tamanho ótimo", contou.

Thallita Cunha, uma das estudantes, lamentou a atitude da direção da escola. "A gente foi barrada, logo hoje que tenho cinco provas, trabalhos, estudos. Isso aqui é uma escola do governo. Ele devia chamar a gente para dentro, não colocar a gente para fora. Vocês viram que ele fechou o portão na nossa cara", falou a garota.

A mãe de uma das alunas, Maria José Ferreira, ficou surpresa com a decisão da direção e disse que desde que a filha se tornou evangélica usa saia e nunca havia sido proibida de entrar na escola.

No mesmo dia no final da tarde, as alunas participaram de uma reunião com o diretor da escola. Segundo estudante Raiane Trindade, o diretor argumentou que tudo foi um mal entendido.

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"Ele disse que foi um mal entendido, que ele tinha passado para o porteiro que não podia entrar no colégio com saia acima do joelho. Foi criado um Comitê de Fardamento, formado por nós mesmos, e, a partir de quinta, (27), nós vamos poder entrar de saia. Acreditamos que foi um mal entendido, por isso não estamos com raiva do diretor", disse a estudante.

De acordo com publicação G1, a Secretaria Estadual de Educação informou que vai encaminhar, ainda esta semana, a Comissão de Direito do Aluno para apurar o caso e tomar as medidas cabíveis.

A secretaria ainda completou que todas as provas das alunas que não entraram hoje na unidade de ensino foram remarcadas e que o diretor da escola será notificado com uma medida administrativa.

O uniforme indicado pela Secretaria de Educação é composto por camisa e mochila. A recomendação é que a camisa seja usada com calça jeans e tênis, mas essa sugestão não é obrigatória.

Normalmente as regras de vestimenta dos evangélicos, podendo ocorrer variações dependendo da igreja, vetam calças, decotes e transparências.

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Igrejas no Japão usam o marketing para alcançar mais fieis

 

Por Natalie Neris | Correspondente do The Christian Post

  Muitas igrejas evangélicas brasileiras no Japão têm se mobilizado devido a redução no número de fiéis. Com isso, igrejas e seus líderes juntamente com empresários têm utilizado de campanhas e estratégias de marketing religioso para reverter essa situação.

  • kansai-festival2

    (Foto: Japan Christian Today / Takahiro Yada)

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Uma estratégia diferente tem movimentado Komaki, uma cidade japonesa localizada na província de Aichi. Uma igreja ocupa toda quinta-feira à noite um restaurante brasileiro da cidade. O pastor faz uma pregação e ao final todos participam de um jantar gratuito. É distribuído por e-mail, torpedos no celular e pessoalmente os convites para participarem dessas reuniões informais. Cada convidado pode levar a quantidade que quiser pessoas.

Anderson Paes é o dono do restaurante onde acontecem os encontros. A ideia do jantar gospel veio dele e da direção da igreja como forma de ajudar no crescimento de novos fiéis cristãos. “Na verdade, esse jantar quem oferece sou eu. Ofereço o jantar totalmente gratuito, mas em nome de Jesus”, diz.

A tática tem dado resultados. “Na verdade, a gente pode usar assim, é um marketing para o evangelismo mundial. Tem surtido resultados. A gente percebe muita inibição, as pessoas tendo desencorajamento para ir até a igreja. Então, vindo até aqui quebra um pouco esse tabu”, argumenta Janílson Gabri Pacheco, pastor responsável pelo culto.

“Tem pessoas que só de ouvir falar vamos pra igreja, não querem ir. Mas, se falar vamos no jantar, eles vem e dão uma palavra e cantam louvor”, diz a participante Iris Rios. “Na realidade, sou católico, sou praticante, mas independente de igreja é bom você fortalecer. É interessante, é importante. Nunca é demais”, afirma o também participante, Mauro Nagai.

Outra igreja de Komaki optou por uma estratégia semelhante. “Nós aqui em Komaki temos uma estratégia, é tirar a igreja para fora, é levar um culto doméstico até onde as pessoas estão. Então nós temos várias células e lá nós vamos pregar o evangelho e convidamos as pessoas facilitando a elas o contato com a palavra de Deus”, explica o pastor Carlos Raymundo, dirigente da Igreja Missão Apoio.

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O empresário Cláudio Nagaoka, veterano evangélico no Japão, atuou por cerca de 20 anos numa igreja construída por ele e critica tais estratégias de marketing usadas para alcançar mais almas.

“Quem quer pregar a palavra mesmo não precisa usar marketing, não precisa usar barganha. Ele tem só que ouvir a voz de Deus. E na sua vida pregar o Evangelho. Você prega muito mais com a sua vida, do que falando”, explica Cláudio.

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De biquíni fio dental para moda evangélica no Brasil, veja mais sobre a nova tendência

 

Por Amanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

As mulheres brasileiras, que têm sido estereotipadas como demasiadamente sexualizadas com biquínisfio dental, estão agora mostrando uma grande mudança de aparência e necessidade, acompanhando o crescimento da população evangélica no país.

  • moda evangélica

    (Foto: Joyaly)

    Moda evangélica Joyaly.

 

De acordo com a Associated Press, a chamada moda evangélica surgiu como um segmento crescente do país, cuja indústria têxtil movimenta R$ 50 bilhões ao ano, para atender às necessidades de conservadores vindos do número crescente de cristãos nascidos de novo.

No Rio de Janeiro, duas lojas evangélicas M&A Fashion e Silca Roupas Evangélica competem na rua do subúrbio do Rio Itaboraí.

O gerente da M&A, Marcelo Batista, disse que as mulheres evangélicas agora vestem essa roupa com orgulho.

"A palavra `evangélica’ costumava ‘ter uma conotação brega’", disse ele, segundo a AP. "Mas agora, nós não temos medo de mostrar quem nós somos."

Os resultados do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a população evangélica cresceu 16 milhões de pessoas em 10 ano, entre 2000 e 2010, para 42,3 milhões.

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Em 1980, os evangélicos representavam 6,6 por cento da população, saltando para 22,2 por cento da população de 190 milhões do país em 2010.

A vestimenta modesta agora está surgindo em todo o país, com várias novas marcas nascidas a partir da luta constante de famílias para encontrar roupas que atendam as regras de modéstia da igreja.

No entanto, nesta enorme comunidade emergente, as igrejas não são um bloco unificado e cada uma define seus códigos de vestimentas próprias que podem variar de draconiano até permissiva.

Em algumas congregações as mulheres usam a roupa arquetípica brasileira, tops e shorts curtos em suas vidas diárias, vestindo roupas modestas apenas para os cultos. Em outras, as mulheres cobrem-se em todas as ocasiões, nem mesmo tirando suas vestes na praia.

Na conservadora Assembléia de Deus dos Últimos Dias, no Rio de Janeiro, as mulheres são proibidas de usar calças bem como tecidos vermelho e preto. A Igreja diz que tem o seu código de vestimenta baseada na Bíblia.

"As mulheres da Bíblia são ordenadas a usar este tipo de roupa. Ela diz que os corpos das mulheres não foram feitos para estar em exposição para todos, apenas para os seus maridos", disse o pastor da igreja, Marcos Pereira.