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Jiu-Jitsu cristão no Brasil: igrejas aderem e promovem evangelização através da luta

 

Por Andrea Madambashi | Repórter do The Christian Post

Com a famoso campeonato do The Ultimate Fighter (UFC) de MMA (Artes Marciais Mistas) se popularizando no Brasil e com a exposição do esporte por lutadores cristãos famosos, cada vez mais a arte marcial atrai os evangélicos e projetos de lutas como Jiu-Jitsu começam a aparecer entre os projetos de evangelização das igrejas evangélicas do país.

  • jiu jitsu

    (Foto: http://www.facebook.com/projetojiujitsu.ieabsjc)

    Projeto Jiu-Jitsu da Igreja Evangélica Avivamento Bíblico (IEAB), em São José dos Campos.

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Como exemplo disso, está o projeto de Jiu-Jitsu realizado pela Igreja Evangélica Avivamento Bíblico (IEAB), em São José dos Campos, leste do estado de São Paulo, que tem o objetivo de promover a prática esportiva através do Jiu-Jitsu bem como a socialização dos membros da igreja e a integração da igreja com a comunidade.

O projeto conta com o apoio da LIGA JiuJitsu e é coordenada pelos pastores Samuel e Robson.

Em sua página do Facebook, o projeto posta fotos dos treinos e encontros. Em uma das fotos há a mensagem: “Deus ele usa os loucos pra confundir os sábios, usa os fracos pra confundir os fortes, musculo não é nada sem técnica, controle e fé. Jiu Jitsu para Cristo.”

“A IEAB quer ser uma igreja para a cidade. Vemos uma igreja que cresce integralmente, ou seja, em quantidade e qualidade. Uma igreja composta de pessoas transformadas espiritual, emocional, moral, física e socialmente. Queremos ser uma igreja cuja adoração caracteriza-se por uma vivência devocional pessoal e coletiva da Presença de Deus,” escreve a IEAB na página de apresentação do projeto.

“Queremos ser uma igreja plena no relacionamento com Deus e todas as pessoas. A IEAB quer ser uma igreja onde todos os crentes conheçam os seus dons e talentos dados por Deus e sirvam de acordo com eles de tal modo que todas as necessidades sejam supridas e os propósitos de Deus sejam alcançados na terra.”

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A IEAB ressalta entre os pontos da missão do projeto os de evangelizar e discipular as pessoas, curá-las integralmente, ajudá-las a crescer na comunhão com Deus e com os irmãos e equipá-las para servirem a Deus e ao próximo através dos dons espirituais.

Outros projetos de Jiu-Jitsu cristão que podem ser encontrados nas buscas do Google e nas páginas do Facebook são a Equipe Darcio Lira de Jiu-Jitsu Tradicional da Igreja Vale da Bênção, de Fortaleza, Ceará, nordeste do país, Jiu Jitsu da Igreja Cristã Terra Prometida, no Rio de Janeiro, projeto de Jiu-Jitsu da Igreja Batista de Porciúncula, também no Rio de Janeiro, entre outros.

A aderência de várias Igrejas ao esporte tem, no entanto, provocado críticas e questionamentos de líderes e pastores evangélicos.

Esportes que envolvem essa luta, como o MMA, por exemplo, são um dos mais violentos para o pastor Ciro Sanches Zibordi da Assembleia de Deus do Ministério de Cordovil, Rio de Janeiro.

“Embora o cristianismo não seja legalista, não podemos ignorar passagens como 1 Coríntios 6.12 e 1 Tessalonicenses 5.22, as quais nos ensinam que mesmo as coisas lícitas e não-pecaminosas podem ser inconvenientes para o cristão, como uma modalidade de esporte que priorize a violência, por exemplo.”

Segundo ele, por mais que seja considerado um esporte como qualquer outro, Zibordi alerta que a violência não seja ignorada.

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Igreja Universal deve pagar R$ 10 mil por agressão a fiel epilética confundida com ‘endemoniada’

 

Por Luana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Uma fiel da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) receberá uma indenização R$ 10 mil alegando ter sido agredida por pastores da denominação enquanto sofria um ataque epilético.

  • Igreja Universal

    (Foto:Divulgação)

    Igreja Universal condenada a pagar indenização de R$ 10 Mil por agressão

O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou a Igreja Universal a pagar R$ 10 mil a Alcione Saturnino dos Santos que em depoimento à Justiça, contou que os religiosos diziam que ela estava "possuída pelos espíritos das trevas" enquanto a agrediam. O caso ocorreu na cidade de Sumaré, 120 km de São Paulo.

A Justiça já havia condenado a Igreja Universal em primeira instância. A ré recorreu, alegando cerceamento de defesa, por conta da falta de provas, porém a solicitação de defesa não foi feita dentro do prazo legal sendo mantida a condenação por unanimidade dos desembargadores ao pagamento da indenização.

Alcione relata que durante um culto começou a sentir-se mal, momento em que avisou os pastores e foi até o fundo do templo para tomar remédios. Segundo a defesa da fiel, foi nesse momento em que os pastores teriam agredido Alcione com socos e falado que ela estava possuída.

Na ação, a Universal admitia o ataque epilético sofrido por Alcione no interior do templo, mas negou que as agressões teriam acontecido.

A Igreja Universal já sofreu condenação anterior em um caso parecido. Em agosto de 2009 foi condenada a indenizar, em 50 salários mínimos o aposentado Higino Ferreira da Costa, também epilético.

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Segundo publicação g1, na ação, o aposentado afirmou que, ao passar mal na frente de um dos templos da igreja, foi submetido a uma sessão de exorcismo e depois agredido a socos e pontapés, além de ter tido uma quantia em dinheiro roubada.

O caso de Alcione foi proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo datado de 14 de agosto de 2012. A decisão ainda não foi publicada no Diário Oficial, e ainda cabe recurso.

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Lésbica processa universidade evangélica por causa de ex-amante que fugiu

Mulher que se converteu ao Cristianismo fugiu dos EUA em meio a batalha de custódia pela filha

Bob Unruh

Uma lésbica está processando a universidade e igreja fundadas por Jerry Falwell por alegadamente ajudarem uma ex-parceira, que se tornou cristã e abandonou o estilo de vida lésbico, a fugir dos EUA com a filha biológica da nova convertida.

O caso levado diante de um tribunal federal em Vermont por Janet Jenkins busca dinheiro — por despesas legais, angústia emocional e outros ultrajes alegados — da Universidade Liberdade e da Igreja Batista Thomas Road em Lynchburg, Virgínia.

A lésbica entrou com a ação exatamente no momento em que um pastor menonita, que não tem nenhuma relação com a universidade ou a igreja, foi condenado por ajudar Lisa Miller a fugir. Lisa, que frequentava a Igreja Batista Thomas Road, viajou com sua filha para o Canadá, então para a Nicarágua, seu último local conhecido de residência.

O pastor é Kenneth Miller, que não tem nenhum parentesco com Lisa Miller de Virgínia.

Lisa Miller havia recebido ordem de um tribunal de Vermont para entregar sua filha para sua ex-parceira lésbica, que recebeu custódia total. Em vez disso, exatamente quando seus advogados no Conselho de Liberdade estavam aconselhando que a disputa poderia chegar ao Supremo Tribunal dos EUA, ela desapareceu.

Lisa Miller e sua filha Isabella

A lésbica Janet Jenkins busca também indenizações de vários cristãos e seus ministérios ou empresas, afirmando violações da Lei contra Organizações Corruptas e Mafiosas, por alegadamente ajudarem Lisa e sua filha Isabella a fugirem dos EUA.

O Conselho de Liberdade, uma equipe legal que defende os direitos cristãos e religiosos, representou Lisa Miller até ela desaparecer em 2009 sem uma palavra de seus planos.

A ação legal da lésbica Jenkins alega que a Universidade Liberdade tem culpa porque uma estudante, que também era funcionária, solicitou doações para ajudar Lisa. A ação legal faz acusações semelhantes sobre um membro da Igreja Batista Thomas Road.

Mathew Staver, presidente do Conselho da Liberdade, disse ao WND que o caso é “escandalosamente ridículo”.

Ele disse que é a mesma tática que os ativistas do aborto usaram na década de 1990 contra os grupos pró-vida, defendidos com sucesso pelo Conselho da Liberdade. Os abortistas fazem acusações contra qualquer pessoa que puderem, disse ele, até mesmo pessoas que apenas fizeram uma oração sobre a indústria do aborto.

“Não sei como uma igreja com capacidade para 5 mil pessoas pode ter culpa no ato de uma única pessoa”, disse Staver.

Ele chamou a ação legal de “ação para atrair a imprensa nos tribunais federais”.

Lisa Miller desapareceu em 2009 enquanto a equipe legal estava trabalhando no caso dela. De repente, ela não mais respondeu aos e-mails ou mensagens de telefone, e quando fizeram uma visita à residência dela, ela se fora, disse ele.

“Ela nunca deu a ninguém nenhuma indicação de seus planos”, disse Staver. “Ela foi aconselhada a obedecer às ordens do tribunal”.

Desde então, ela viajou primeiramente para o Canadá, então para a Nicarágua, e pode ainda estar vivendo ali.

Staver disse que o email citado no processo — um email de uma estudante, que também era funcionária da Universidade Liberdade, pedindo ajuda para Lisa Miller — nunca existiu.

“Isso é apenas tapeação”, disse ele.

Em sua reportagem, o jornal esquerdista The New York Timestratou da condenação do Pr. Kenneth Miller num julgamento em Burlington, Vermont. O júri decidiu que ele ajudou Lisa Miller em 2009 a evitar que sua filha fosse forçada pelo tribunal a receber visitas de Jenkins, com quem Lisa teve um relacionamento lésbico por algum tempo antes da separação em 2003.

O que também complicou o caso foi o fato de que as leis do estado de Vermont, onde Jenkins residia, e as leis do estado de Virgínia, onde Lisa Miller vivia, não coincidiam.

Na época, WND fez uma reportagem sobre o caso, inclusive quando um juiz de Vermont deu a decisão de que Jenkins, que durante muitos anos não teve envolvimento na vida de Isabella, deveria primeiramente ter o direito de visitar a filha biológica de Lisa e então receber custódia completa.

As organizações esquerdistas e homossexualistas ACLU e Fundo de Defesa Legal Lambada vinham exigindo que Lisa entregasse sua filha para Jenkins, que não tem nenhum relacionamento de sangue ou adoção com a menina.

Na Virgínia, a questão era se o estado da Virgínia tem a obrigação de fazer cumprir ordens de custódia e visitação de uma união de mesmo sexo feita em outro estado, Vermont. Staver argumentou na época que a lei e a constituição estadual da Virgínia expressamente proíbem o cumprimento de qualquer direito ou ordem originária de casamento de mesmo sexo, união civil ou parceria doméstica.

Nessa altura, Staver acredita que é provável que a questão tenha de ser resolvida pelo Supremo Tribunal dos EUA.

Lisa Miller havia se recusado a permitir que sua filha fosse entregue para visitas a Jenkins depois que a menina relatou ter sido forçada a tomar banho nua com a lésbica.

As decisões dos tribunais da Virgínia haviam declarado Lisa como a única mãe da menina.

A briga de custódia ficou complicada logo no início quando o advogado da lésbica na Virgínia se retirou do caso “depois que ele foi indiciado por obstruir a justiça e adulterar evidências com relação a um assassinato que ocorreu na casa dele, onde seu colega de universidade foi sodomizado e morto”, disse o Conselho de Liberdade.

Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: Lesbian sues Liberty Univ. over missing ex-partner

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.