Categorias
Noticias

Papa fala pela primeira vez sobre escândalo

 

O papa Bento 16 falou pela primeira vez sobre o vazamento de documentos confidenciais do Vaticano e disse que a cobertura da imprensa sobre o escândalo não corresponde aos fatos.

Em declarações feitas ao fim de sua audiência semanal com peregrinos em Roma, o papa disse que as informações divulgadas por alguns veículos de comunicação haviam amplificado hipóteses infundadas e foram além dos fatos, criando uma imagem do Vaticano que não corresponde à realidade.

Bento 16 também manifestou confiança em seus colaboradores mais próximos. Os documentos vazados sugerem episódios de corrupção e lutas internas de poder nas altas esferas do Vaticano.

O mordomo do papa, Paolo Gabriele, foi preso acusado de conexão com o caso. As autoridades prosseguem com investigações em busca de outros possíveis culpados.

Categorias
Artigos

Rosane Malta: "Fé me livrou da maldição do Impeachment de Collor"

EX PRIMEIRA DAMA DO BRASIL

Foto -Roseane Collor

A ex-primeira-dama Rosane Malta, que revelou ter se convertido ao evangelho, afirmou que pretende lançar ainda este ano, um livro com sua biografia em entrevista concedida a TV Folha a repórter Eliane Trindade.

Vinte anos após o impeachment de seu então marido, Fernando Collor, a biografia de Rosane mostrará seu ponto de vista sobre as questões que envolveram a ascensão e queda do ex-presidente.

Na entrevista concedida à TV Folha, Rosane afirmou que planeja uma carreira política: “Tá uma coisa de ‘stand by’. Já pensou? Fernando no Senado e eu, como federal? Seria uma boa ideia”, sorri.

Sobre o assunto, Rosanne criticou a aproximação de seu ex-marido com inimigos políticos históricos: “Política é exatamente isto. É Lula junto com Collor. É Collor junto com Renan Calheiros”, afirmou, fazendo referência à reunião promovida recentemente pela presidente Dilma que reuniu os ex-presidentes FHC, Lula e Collor, além da atuação deste último no Senado, em parceria com Calheiros, desafeto em outros tempos.

Rosane Malta acredita que foi sua conversão ao evangelho que a livrou da “maldição do impeachment”, que levou à morte o irmão de Fernando Collor, Pedro Collor, e o tesoureiro da campanha do ex-presidente, PC Farias.

Data: 30/5/2012 09:14:18
Fonte: Folha

Categorias
Artigos

Vaticano diz que escândalo de corrupção abala confiança na Igreja

 

DA REUTERS, EM ROMA

O Vaticano negou na segunda-feira, em meio à maior crise no pontificado de Bento 16, notícias de que cardeais seriam suspeitos em uma investigação sobre o vazamento de documentos, num caso que já levou à prisão do mordomo do papa.

De acordo com a imprensa italiana, o mordomo Paolo Gabriele era apenas um "leva-e-traz" numa disputa de poderes na Santa Sé. O escândalo estourou na semana passada, quando o chefe do banco do Vaticano foi repentinamente demitido, o mordomo foi detido por acusações de furto de documentos, e foi publicado um livro apontando conspirações entre os cardeais.

Os documentos vazados para os jornalistas denunciam corrupção no vasto relacionamento financeiro entre a Igreja e empresas italianas.

Embora negando a veracidade dos relatos, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse numa entrevista coletiva que "isso é naturalmente algo que pode afetar a Igreja, e testar a confiança nela e na Santa Sé".

Lombardi negou que "qualquer cardeal, italiano ou não, seja suspeito". Ele acrescentou que o papa está sendo informado do assunto, e que "continua no seu caminho de serenidade, na sua posição de fé e moral que está acima da refrega".

Carlo Fusco, advogado do mordomo, disse que ele está "muito sereno e tranquilo", e que pretende colaborar com as investigações.

BODE EXPIATÓRIO

Uma fonte anônima e responsável pelo vazamento de alguns documentos disse ao jornal italiano "La Reppublica" que o mordomo está sendo usado como bode expiatório, porque a Igreja não ousa implicar os cardeais responsáveis pelos vazamentos.

"Há vazadores entre os cardeais, mas o Secretariado de Estado não podia dizer isso, então prenderam o servidor, Paolo, que estava só entregando as cartas em nome de outros".

Ao "La Stampa", o responsável por um dos vazamentos afirmou que o objetivo das denúncias é ajudar o papa a erradicar a corrupção.

O Secretariado de Estado, órgão administrativo do Vaticano, é comandado pelo cardeal Tarcisio Bertone, poderoso braço-direito do papa, e o escândalo parece envolver uma disputa de poder entre seus aliados e inimigos, evocando as conspirações renascentistas na Santa Sé.