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Atentados de militantes islâmicos contra cristãos matam 35 na Nigéria

 

Mais violento dos ataques foi contra igreja que celebrava missa; grupo insurgente Boko Haram assume autoria

25 de dezembro de 2011 | 22h 00

ABUJA, NIGÉRIA – Radicais islâmicos lançaram neste domingo, 25, uma sangrenta onda de atentados na Nigéria, deixando 39 mortos. A pior tragédia ocorreu ao final da missa de Natal em uma igreja de Madala, cidade perto da capital nigeriana, Abuja. Pelo menos 35 morreram na explosão de uma bomba. Outra igreja foi atacada em Jos, centro da Nigéria. O grupo radical Boko Haram assumiu a autoria dos atentados. A ofensiva voltou a colocar em evidência a crescente insurgência islâmica contra um frágil governo central, no mais populoso país africano.

Cena de uma das explosões, em Madala - Afolabi Sotunde/Reuters

Afolabi Sotunde/Reuters

Cena de uma das explosões, em Madala

Em meio a um forte sentimento nacional de indignação diante da tragédia, autoridades nigerianas admitiram que não tinham como levar o auxílio médico necessário às vítimas do ataque em Madala. O resgate dos feridos foi feito com ajuda dos fiéis da Igreja de Santa Teresa e de moradores da região. Imagens de TV mostravam cenas em um hospital da região onde vítimas em prantos eram colocadas sobre um chão de cimento, pouco a pouco coberto por uma densa poça de sangue. Ao lado, no necrotério, cadáveres não identificados eram empilhados.

No ataque à igreja de Jos, um policial foi atingido por militantes, após a detonação de um explosivo. O oficial morreu na hora. Outros dois explosivos foram encontrados perto da igreja, mas acabaram desativados.

Ao cair a noite, os ataques concentraram-se em Damaturu, capital da Província de Yobe – epicentro dos confrontos entre o Boko Haram e as forças nigerianas, onde 61 mortes foram registradas nas últimas três semanas.

O pior ataque na cidade foi contra o prédio do serviço de inteligência da Nigéria. Um carro-bomba deixou quatro pessoas mortas. O chefe do escritório – tido pelas autoridades como o provável alvo dos militantes – não está entre as vítimas.

Militância

É a segunda vez que o Boko Haram lança uma onda de ataques na época do Natal. No ano passado, a série de atentados deixou 80 mortos. Em agosto, o grupo atacou o principal QG da ONU na Nigéria, deixando 24 mortos e 116 feridos.

No domingo, um porta-voz do grupo, identificado como Abul-Qaqa, reivindicou a autoria dos atentados. Ele deu entrevista ao jornal Daily Trust, o mais popular entre as comunidades muçulmanas do norte da Nigéria. O diário tem sido usado pelo Boko Haram para assumir atentados e fazer ameaças a autoridades.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, lamentou os ataques e prometeu mais firmeza contra o grupo. "(Os atentados) são uma afronta injustificável à nossa segurança coletiva e liberdade", disse.

Com AP

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Nigéria terá cúpula por segurança nacional após ataques a igrejas

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O governo da Nigéria fará uma cúpula de segurança nacional no início de 2012 após a onda de ataques islâmicos contra igrejas católicas no Natal, que deixou pelo menos 40 pessoas mortas no domingo.

De acordo com o jornal nigeriano "Vanguard", o presidente Goodluck Jonathan tomou a decisão depois de se reunir com os chefes das forças de segurança e do Exército. Jonathan foi aconselhado a declarar 2012 como o "ano da segurança," para chamar a atenção para a necessidade urgente de conter a violência que, só neste mês, já custou 65 vidas em explosões e confrontos armados.

Ataques a bomba contra igrejas durante as celebrações de Natal mataram pelo menos 40 pessoas na Nigéria. A seita islamita Boko Haram reivindicou a autoria dos atentados, que consistiram em cinco explosões pelo país.

O presidente nigeriano condenou os ataques em um comunicado emitido ontem, garantindo que a matança de pessoas inocentes em um dia no qual milhões celebram o nascimento de Jesus Cristo é um ato que merece a rejeição brutal de todos os nigerianos de paz.

"Esses atos de violência contra pessoas inocentes é um ataque injustificado à nossa liberdade e à segurança coletiva", disse. "Os nigerianos devem se unir para condenar isso."

ATAQUES

O porta-voz da Nema (sigla em inglês para Agência de Gerenciamento de Emergências Nacional, em tradução livre), Yushau Shuaib, e o porta-voz da polícia local, Richard Oguche, afirmaram que a primeira explosão aconteceu na igreja de Saint Theresa, na cidade de Madalla, próxima à capital, Abuja.

Associated Press

Destroços perto de igreja católica de Santa Theresa, em Madalla, na Nigéria

Destroços perto de igreja católica de Santa Theresa, em Madalla, na Nigéria

Pouco tempo depois, uma segunda explosão foi relatada perto de uma igreja na cidade central de Jos. Mais três novas explosões foram registradas no nordeste da Nigéria: duas na cidade de Damaturu e uma terceira, no sábado à noite, contra uma igreja em Gadaka, segundo testemunhas.

Os ataques do Natal apontam o crescimento da ambição nacional da seita islâmica, que é responsável por ao menos 491 mortes em 2011, de acordo com um levantamento feito pela agência de notícias Associated Press.

O Boko Haram, cujo nome significa "a educação não islâmica é um pecado", luta para impor a Lei Islâmica (Sharia) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e cristã no sul. O grupo, que já admitiu vínculos com a rede terrorista Al Qaeda, assumiu a autoria de vários ataques recentes no norte do país.

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Igreja que prega "cura de gays" na TV deve ser punida, diz Jean Wyllys

 

FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ganhador do Big Brother de 2005, afirmou em entrevista ao UOL e à Folha que padres e pastores devem ser sancionados por atacarem homossexuais em seus programas de TV e rádio e por promoverem programas de "recuperação" ou "cura" da homossexualidade. Segundo ele, a punição deve ser estabelecida em lei.
"A afirmação de que homossexualidade é uma doença gera sofrimento psíquico para a pessoa homossexual e para a família dessa pessoa", disse.

Leia a transcrição da entrevista de Jean Wyllys
Veja fotos da entrevista de Jean Wyllys

"Eu acho que tem que haver uma sanção. Eu quero que a gente compare, simplesmente, com outros grupos vulneráveis para saber se é bacana. Alguém que chegue e incite violência contra mulheres e contra negros, ou contra crianças ne sse país… Vai ser bem aceito?".

Jean Wyllys falou sobre o assunto no programa "Poder e Política – Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.

O deputado afirmou que os religiosos "são livres para dizerem no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado". O problema seria o uso de concessões públicas para "demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual".

Wyllys também criticou mudanças feitas pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) à ao Projeto de Lei 122 de 2006, que propõe tornar crime atitudes homofóbicas -como já ocorre com o racismo no Brasil. Segundo ele, o texto apresentado por Marta "foi redigido pelo senador Demóstenes Torres [DEM-GO], que não é homossexual e, muito pelo contrário, não tem muita simpatia pela comunidade homossexual".

A seguir, vídeo com a íntegra da entrevista de Jean Wyllys. A transcrição está disponívelem texto.