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Perguntas rápidas para ateus e secularistas sensatos

 

Edson Camargo

Buscar-me-eis e achareis quando me buscarem de todo o coração.
Jr. 29:13

Nada nas ciências prova a impossibilidade da ocorrência de milagres. Muito bem. Então por que o ceticismo diante dos inúmeros relatos de milagres? Não passam de relatos? Ok. E as conclusões da ciência, não são baseadas nos relatos das experiências? Por que crer nos relatos inusitados de uns poucos cientistas e não crer em milhares de depoimentos que fortalecem-se uns aos outros ao longo de séculos?

Muitos secularistas atribuem as mais diversas motivações psicológicas para a crença em Deus. Principalmente para a crença no Deus dos cristãos, que, segundo estes, é bom, justo, e ao fim da história humana, eliminará o mal para sempre. Você tem certeza que para o ateísmo não há nenhuma motivação psicológica reconfortante, como por exemplo, a crença de que ao fim de sua vida terrena você simplesmente deixará de existir e não terá que prestar contas a nenhum Ser Superior que tudo sabe sobre você é que é perfeitamente justo e santo?

Por que afirmar a causalidade como uma lei da ciência e da investigação científica, e negá-la justamente quando busca explicar a origem do universo, apelando para o acaso? Não seria esse “acaso causador” uma enorme confluência de causas, que, necessariamente, evocam uma ordem transcendente e imaterial anterior à existência do universo?

Por que negar a existência da verdade absoluta e não parar de vociferar contra a mentira imperante? Qual seria a lei científica que explicaria, dentro da sua alma e da sua mente, essa sede de justiça?

A lei da verificabilidade empírica não é empiricamente verificável, e nem o princípio da falseabilidade de Popper é falseável. Ainda assim, são defendidos pelos secularistas e anti-religiosos como preciosos alicerces da plena manifestação da racionalidade humana, a ciência moderna. Você tem certeza de que sua casa não está construída sobre areia movediça?

Por que afirmar o primado da ciência sobre a religião e a filosofia, se até para se definir o que é ciência, os métodos cientificamente válidos (para não falar no próprio conceito de valor e validade) é preciso recorrer à filosofia, e para se fazer ciência com honestidade precisa-se evocar, inescapavelmente, questões sobre moralidade encontradas sobretudo na tradição religiosa?

As ciências, apesar da dimensão forense de algumas áreas, lidam simplesmente com fatos mensuráveis, repetíveis e quantificáveis. Como propor um fundamento adequado para a sociedade moderna baseando-se apenas na ciência, uma vez que a ética, o direito, a arte, as relações humanas, além de todo um vasto campo de conhecimento e de questões decisivas para a saúde existencial de cada ser humano só podem ser analisados à luz de áreas de investigação que lidem com aspectos qualitativos? Se o que é bom, o que é belo, o que é verdadeiro, ou mesmo o que é útil, não é assunto das “ciências duras”, por que considerá-las superiores às ciências que podem responder a questões de relevância muito maior para indivíduos e sociedades?

Por que não enfatizar os questionamentos sobre a “solução do bem”, um bem tão presente e imperante na ordem da realidade e mesmo dentro da sua alma a ponto de te incomodar com o “problema do mal”?

Por que não aceitar a explicação cristã de que o mal “ainda será plenamente destruído” mas aceitar a desculpa cientificista de que “a ciência não explica, mas ainda explicará” alguns fenômenos?

Por que evocar o método indutivo – partir dos efeitos para conhecer as causas – na ciência, e desprezá-lo numa reflexão mais profunda sobre a presença humana no universo, especialmente pelo fato de que se no mundo existem pessoas, a pessoalidade,  como não poderia existir uma Pessoa, um Deus pessoal que é a Causa primeira de toda a pessoalidade existente e evidente?

A proposta de Pascal é simples e contundente: se a fé cristã é verdadeira, vale a pena ser cristão nesta vida e conquistar a eternidade com Deus; se a fé cristã for falsa, apenas perdeu-se algo (o que é discutível) nesta vida finita. Se a cosmovisão materialista realmente tem algo de racional, deve reconhecer que há mais há ganhar do que há perder tornando-se cristão. Você não acha que a proposta de Pascal torna-se ainda mais forte se levarmos em conta a debilidade e falta de abrangência dos postulados cientificistas e materialistas aqui discutidos?

Filósofos cristãos apresentaram ao longo da histórias diversas formas de argumentos que provam (ou ao menos inferem e dão plausibilidade intelectual) pela via racional a existência de Deus. Se a mentalidade secularista, atéia e que se diz apegada à razão e à ciência é tão superior intelectualmente, por que até hoje nenhum destes argumentos – enumero uns aqui: o cosmológico, o ontológico, o teleológico e o moral – não foram refutados de forma decisiva pelos filósofos ateus?

Um mundo no qual se percebe ordem e a existência da pessoalidade só pode ter como Causa Primeira um Ordenador que deve necessariamente ser pessoal. Por que não crer que essa Pessoa Onipotente pôde não só criar o mundo, mas também se revelar ao homem e manter sua revelação especial – as Sagradas Escrituras – intacta e acessível aos homens até hoje? Por que Ele não poderia fazer isso?

Você tem certeza de que está mais interessado em descobrir a verdade sobre estas questões fundamentais e decisivas do que este Deus Onipotente e sabidamente amoroso (é o que afirmam milhões de cristãos) em transformar sua vida se você O procurar com determinação e honestidade?

Sinceramente? Eu duvido.

Fonte: Gospel+

Divulgação: www.juliosevero.com

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Ser Pai

 
Prof. Anísio Renato de Andrade

Ser pai… é ser fotógrafo. Pelo menos, tenho sido desde que o meu filho nasceu.

Mas, falando sério:

-Ser pai é ter a honra de participar no surgimento de um novo ser humano. É um dom divino.

-É também ter a responsabilidade de dar todo o suporte possível e necessário para que o filho cresça e amadureça.

– É estar presente.

– É ensinar.

– Dar exemplo.

– Amar.

– Ser pai é renunciar, muitas vezes, a muitas coisas, em prol dos filhos. Esta é uma forma de investimento, cujo retorno o pai nunca espera para si mas para os próprios filhos.

Um personagem bíblico que desempenhou de modo especial esse papel foi José, marido de Maria. Jesus não foi gerado por ele. Era filho de Deus. Contudo, José assumiu a paternidade como era esperado por todos, mesmo porque as pessoas não sabiam da divina concepção.

A ação de José como pai ficou evidente quando Herodes mandou matar todos os meninos com idade até 2 anos. Então, um anjo falou com José, mandando que ele fosse para o Egito. É interessante observarmos que o anjo poderia ter falado a Maria, mas não o fez. Sabemos, portanto, que, mesmo diante de Deus, José tornou-se responsável pelo menino Jesus. Aquela situação é semelhante à que acontece em muitos lares, onde pais e mães adotivos geram no coração os filhos que não tiveram.

José era um pai conectado ao mundo espiritual em favor de sua família. Ele ouvia a mensagem de Deus e obedecia. Levantou-se imediatamente, sendo ainda noite, e dirigiu-se ao Egito, numa viagem árdua, afim de proteger o menino Jesus (Mt.2.13-15, 19-22).

Nós que somos pais, devemos estar conscientes de que, antes de serem nossos, os filhos pertencem a Deus. Temos a grande responsabilidade de cuidar deles, sabendo que prestaremos contas do que fizermos.

Assim como Herodes fez, Satanás tem atacado com fúria as nossas crianças, procurando matá-las. Deus poderia ter realizado um milagre, de modo que Jesus ficasse invisível diante dos inimigos, mas não foi assim. A responsabilidade dos pais não pode ser transferida para Deus. José precisava tomar atitudes certas e rápidas para livrar o menino da morte. Nós também precisamos estar vigilantes, pois o mundo está cheio de armadilhas para destruir nossos filhos. Ensinando-os no caminho do Senhor, estaremos colocando-os a salvo e, mesmo quando atingirem a idade de serem responsáveis por si mesmos, suas personalidades estarão marcadas por virtudes que produzirão bênçãos nesta vida e na eternidade.

Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv.22.6).

Apesar da nossa imperfeição, devemos buscar o melhor desempenho da função paterna, pois é através de nós que os nossos filhos terão uma idéia, certa ou errada, de como é Deus, o Pai celestial.

Neste dia dos pais, queremos honrá-los e homenageá-los, pedindo a Deus que os abençoe com toda sorte de bênçãos.


Em caso de utilização impressa do presente material, favor mencionar o nome do autor:
Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

Para esclarecimento de dúvidas em relação ao conteúdo, encaminhe mensagem para [email protected]

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A EFICAZ ORAÇÃO DE UM JUSTO.

Por Leandro Borges

“Orar é se relacionar de coração aberto com o Senhor, e ter a certeza de que será ouvido e amparado.”

( Pra. Bianca de Oliveira – Coordenadora Nacional do Grupo Missionário de Mulheres da Igreja do Evangelho Quadrangular ).

“Posso entender melhor as coisas de Deus quando acalmo meu coração, deixando Ele falar comigo.”

( Pra. Carla Cristina – Pastora na Igreja do Evangelho Quadrangular ).

“Cuidar do nosso próximo não deve ser apenas obrigação, mas sim fazer parte de nossa essência !”

( Pra. Liliane Genezelli – Psicóloga e Pastora na Igreja do Evangelho Quadrangular ).

“Portanto, confessem seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder. O profeta Elias era um ser humano como nós. Ele orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e meio não choveu sobre a terra. Depois orou outra vez, e então choveu, e a terra deu a sua colheita”. (Tiago cap.5 vers.16,17,18).

“Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade, e outro o fizer voltar para o bom caminho, lembrem disso: quem fizer um pecador voltar do seu mau caminho salvará da morte esse pecador e fará com que muitos pecados sejam perdoados”. (Tiago cap.5 vers.19,20).

Todo verdadeiro filho de Deus precisa ter anseio em orar de maneira eficaz. O pré-requisito para que Deus nos ouça é sermos justos, e temos essa justiça única e exclusivamente em Jesus Cristo.

A Justiça isolada não basta. Justiça significa viver e agir exatamente da maneira que Deus aprova. Jesus Cristo foi a única pessoa sobre a terra que andou de modo tão perfeito nos caminhos do Senhor, que Deus pôde lhe dar Sua plena aprovação. A justiça, assim como a Bíblia a entende, é concedida a todos os que crêem no Senhor Jesus. Observe que é exatamente isso que o apóstolo Paulo tenta explicar em (Romanos cap.10 vers.4): "Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê". Paulo está tentando explicar o porque do povo de Israel em sua grande maioria não ter aceitado o evangelho. O povo de Israel tinha rejeitado Cristo, e mesmo assim estavam procurando serem salvos por meio das suas orações e não por meio da fé. Mas Paulo tentava explicar ao povo de Israel que eles estavam completamente errados, ou seja, orando de forma errada.

A justiça que nós temos através de Jesus precisa ter conseqüências em nossa vida para que o Senhor possa ouvir as nossas orações. É uma justiça que se torna ativa. Se a justiça que Jesus nos proporciona não se refletir em nossa vida prática, nossas orações ficarão sem poder.

“A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder”.  Isso não significa nada mais do que a justiça que Jesus nos dá produzindo seus frutos e resultados maravilhosos na prática. A oração do justo tem conexão com fervor e seriedade; ela não é um ato isolado. E orar com fervor é uma das coisas que têm sua origem na justiça que recebemos através de Jesus!

A ORAÇÃO QUE PODE SER ATENDIDA:  (Justiça Dinâmica)

"A oração fervorosa de um homem justo tem grande poder e resultados maravilhosos". Isso significa que, por um lado, a oração do justo tem que ser eficaz, mas também que existem orações que não têm efeito – e isso pode acontecer mesmo depois de já termos sido justificados por Jesus.

O QUE REALMENTE FAZ PARTE DA ORAÇÃO EFICAZ DE UM JUSTO ???

1ª) – A DISPOSIÇÃO FRATERNAL DE PERDOAR:   Observe que na passagem de (Tiago cap.5 vers.16) citada no começo da matéria, diz: “Portanto, confessem seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados”. Essa afirmação está intimamente ligada com a frase: "A oração fervorosa de um homem justo tem grande poder e resultados maravilhosos." Uma oração só pode ser fervorosa quando também existe fervor e sinceridade nos relacionamentos entre os irmãos em Cristo. Talvez muitas orações não sejam atendidas pelo Senhor porque existe discórdia entre os irmãos, porque se guarda rancor no coração e porque não existe disposição de perdoar o próximo e de confessar os pecados uns aos outros.

Quando a Bíblia nos exorta e diz: "Portanto, confessem seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros…", geralmente existe culpa em ambos os lados, por ambos terem se tornado culpados dentro de um relacionamento. E isso deve ser consertado por ambas as partes envolvidas, com as duas pessoas buscando o diálogo, confessando os pecados e voltando a orar uma pela outra.

É preciso saber que: “A justiça de Jesus não pode se tornar manifesta onde existem conflitos e onde não existe a disposição sincera de um perdoar ao outro”.

Há, por exemplo, brigas em uma família. Duas irmãs não se entendem. Talvez exista inveja entre elas. Ou é um casamento que não funciona direito, um cônjuge vive afastado do outro ao invés de viverem lado a lado e de viverem um para o outro. Ou pensemos na situação dentro da igreja: simplesmente não conseguimos nos relacionar com um certo irmão ou com uma certa irmã. Em certos assuntos temos opiniões diferentes. E então foram ditas palavras não muito amáveis. Agora, tudo o que o outro faz é questionado e posto em dúvida. E como é rápido pecar com os lábios falando mal do próximo para que a gente pareça melhor.

Mas o pior de tudo é quando não se consegue de jeito nenhum iniciar uma conversa franca e aberta, não consegue se aproximar do outro para confessar o próprio comportamento errado e quando não conseguimos nos humilhar pelos nossos erros. Se a gente fizesse isso, o outro poderia se sentir vitorioso, não é? Ou já temos uma desculpa pronta de antemão: "Com ele não adianta mesmo falar". E é assim que o pecado continua existindo dentro da igreja. Talvez procuremos ignorar o fato, reprimindo a lembrança do mesmo quando vem à nossa mente ou argumentando que a coisa não é tão grave assim, mas o pecado continua sem ter sido perdoado. Enquanto o perdão não chega, o pecado continua a persistir…

Queridos irmãos, nós todos desejamos que nossas orações sejam atendidas e que sejam eficazes !!! Por isso, batalhemos com ardor para que isso possa se concretizar. E o que precisamos fazer ??? Passar por cima dos nossos próprios sentimentos, fazendo um grande esforço e indo falar com quem temos problemas, confessando os pecados uns aos outros. Quem não faz isso, mas continua frio e distanciado em relação ao outro, está no caminho completamente errado.

Em Provérbios 6 são enumeradas seis coisas que aborrecem ao Senhor, mas a sétima é uma abominação para Ele: "… o que semeia contendas entre os irmãos" (vers.19).

É preciso saber que você só vai viver em paz com Deus, quando igualmente viver em paz com seus irmãos.

2ª) – É PRECISO TER A FÉ INQUEBRANTÁVEL E INSISTENTE:  Em (Tiago cap.5 vers.17), Elias é usado para exemplificar essa verdade: "O profeta Elias era um ser humano como nós. Ele orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e meio não choveu sobre a terra”. Elias é um dos maiores profetas do Antigo Testamento, e, através do Senhor, ele foi capaz de fazer coisas grandiosas em uma época de apostasia quando as pessoas abandonavam ao Senhor. Mas exatamente Elias é classificado como o homem que "era semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos." Em sua vida, ele experimentou altos e baixos – mas orava com fervor e tinha uma fé inabalável. Elias não tinha sentimentos diferentes dos nossos. Ele era sujeito aos mesmos altos e baixos pelos quais nós passamos. Mas em sua fé ele era inabalável!

A Palavra de Deus nos ensina que não devemos olhar para as aparências, nem para os nossos sentimentos e muito menos para as circunstâncias, e que não devemos condicionar nossa vida de oração a essas coisas. Mas somos exortados e animados a orarmos com uma fé que não vacila.

Tenhamos nova coragem e novo ânimo para orarmos fervorosamente, com seriedade, e para assumirmos atitudes concretas, atitudes de justiça que são imprescindíveis para que nossas orações sejam respondidas.

“Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.” (Tiago cap.2 vers.1)

“Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-lo?” (Tiago cap.2 vers.14).

QUE DEUS TE ABENÇOE…