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A sábia oração do profeta Elias e o jugo desigual do rei Acabe

 

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Fêmea de falcão, nas proximidades do Monte Carmelo, no kibbutz de Ramot Menashe – Israel

Houve em Israel um rei perverso cujo nome era Acabe. Ele era o sétimo rei de Israel, filho de Onri, o segundo de sua família a sentar-se no trono de Israel. A história do seu reinado está registrada em 1  Reis, entre os capítulos. 16 ao 22.

Acabe casou-se com uma mulher estrangeira. Antes, Deus havia orientado seu povo dizendo que os israelitas não deveriam se casar com estrangeiros, porque os outros povos não o adoravam como único e verdadeiro Deus.

A mulher que Acabe casou-se era sidônia e se chamada Jezabel. Ela cresceu sem aprender em sua casa a adorar ao Senhor Deus, mas ao falso deus Baal. Adorar a Baal era o mesmo que adorar ao próprio Satanás.

Acabe jamais deveria ter escolhido Jezabel para ser sua esposa, pois ela não amava a Deus. O rei falhou como líder de sua família e como líder de Israel. Suas atitudes tiveram como consequência o fluxo de influências erradas em sua família e também entre os súditos judeus. A má influência de sua esposa Jezabel ultrapassou as muralhas do palácio. Ela introduziu na nação de Israel cultos pagãos. O povo começou a seguir o exemplo do monarca e sua esposa e muitas pessoas em Israel começaram a adorar os falsos deuses Baal e Astarote (1 Reis 21.25-26).

Após o casamento de Acabe, Deus colocou em seu caminho um profeta, que chamava-se Elias, que significa "meu Deus é o Senhor" (1 Reis 17.1). O profeta entregou uma mensagem dura ao monarca, fez veemente oposição a Jezabel por causa de suas tendências religiosas pagãs. Encontrou-se com o rei e disse-lhe: "Em nome do Senhor, o Deus vivo de Israel, de quem sou servo, digo ao senhor que não vai cair chuva durante os próximos anos, até que eu diga que anuncie que cairá". E foi exatamente o que aconteceu, o povo foi punido por causa da idolatria, as chuvas cessaram em Israel.

Tente imaginar essa cena. Tente imaginar o que deve ter passado na cabeça do poderoso rei Acabe e da rainha Jezabel.

Elias observou as consequências daquele casamento equivocado, e deve ter ficado muito entristecido. Por que será que ele disse que não ia chover até o dia que ele orasse e pedisse que chovesse? Porque queria que o povo só adorasse a Deus e deixasse de adorar deuses falsos. Porque era conhecedor do conteúdo das Escrituras Sagradas, sabia que nos Dez Mandamentos constava a determinação que os judeus não deveriam ser idólatras, só adorassem ao Criador dos céus e da terra; sabia que as bênçãos divinas não são dadas aos pecadores; era conhecedor do texto do livro de Deuteronômio.

"Guardai-vos, que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos inclineis perante eles; e a ira do SENHOR se acenda contra vós, e feche ele os céus, e não haja água, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o SENHOR vos dá" – Deuteronômio 11:16-17.

A carta de Tiago (5.17) cita a oração de Elias mas não diz qual pedido ele fez ao Senhor. Não temos essa informação bíblica, porém podemos compreender que foi uma oração bastante consciente. Elias sabia que Deus odeia o pecado e vela sobre sua Palavra para que ela se cumpra.

Em momentos de privações Deus não abandona aqueles que são servos fiéis. Elias foi instruído a após transmitir a mensagem a Acabe a ir à beira de um riacho de Querite, além do Jordão, ali não faltou a ele água para beber. E toda noite Deus enviou corvos com pão e carne para que se alimentasse. Quando o ribeiro secou, Deus ordenou que ele se dirigisse à casa da viúva de Sarepta, uma cidade de Sidom, com as escassas provisões de quem ele foi alimentado durante grande período de fome.

Ao passar três anos depois que o profeta Elias enfrentou os falsos profetas de Baal. Então, ele foi até o rei e disse-lhe: "Agora, vá comer, pois eu já estou ouvindo o barulho de muita chuva." Enquanto Acabe foi comer, Elias foi subir ao alto do monte Carmelo. Ali ele se inclinou até o chão, pôs a cabeça entre os joelhos, e disse ao seu ajudante: "Vá e olhe para o lado do mar." O ajudante foi e voltou dizendo: "Não vi nada." Sete vezes Elias mandou que ele fosse olhar. Na sétima vez, ele voltou e disse: "Eu vi subindo do mar uma nuvem pequena, do tamanho da mão do homem. Então Elias mandou: "Vá onde está o rei Acabe e lhe diga que apronte o carro e volte para casa." Em pouco tempo o céu se encheu de nuvens escuras, o vento começou a soprar, e uma chuva pesada começou a cair. Acabe entrou em seu carro e partiu para um lugar chamado Jezereel. O poder e a alegria do Senhor Deus estava sobre Elias, ele apertou seu cinto e correu na frente de Acabe todo o caminho até a cidade. Transtornados, Acabe e Jezabel passaram a perseguir e tentar matar o profeta, sem sucesso em todas as tentativas.

A vida de Acabe é um exemplo aos cristãos solteiros, de como ele não deve fazer ao buscar uma companheira e instituir sua família. É necessário valorizar a Deus e obedecer seus mandamentos, tê-lo como Senhor, não casar-se com incrédulos, porque o cônjuge trará para dentro do lar influências que desagradarão profundamente ao Senhor, que reterá suas bênçãos.

Como cristãos, devemos orar como orou Elias, segundo a vontade de Deus, vontade esta que está patente na Bíblia Sagrada. Nenhum cristão tem necessidade de realizar núpcias com anticristãos, é um erro desnecessário esse tipo de aliança. Muitas pessoas passam por consequências dolorosas demais porque desprezam a vontade de Deus para suas vidas por causa de casamentos assim.
Todo aquele que segue a vontade própria e despreza a Palavra de Deus perece (Provérbios 13.13).

E.A.G.

Postado por Eliseu Antonio Gomes às 11:09:00 AM

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A outra face da Graça

 

Rubinho Pirola

Aprendemos desde pequenos, que graça é um favor imerecido.

Correto. Mas ainda não de todo.

Tratando-se da Graça de Deus, trazida a nós no seu culminar – no favor de Cristo, na plenitude dos tempos, na entrega do Unigênito Filho de Deus para resolver a nossa questão – existe algo a mais na sua definição.

Se graça fosse somente um favor ofertado a quem não merece, o diabo e seus demônios estariam igualmente debaixo de graça, mas isso não é verdade.

Pensemos bem: Se Deus pode destruir o inimigo, o aproveitador, o acusador das nossas almas e mentes, e não o faz, quer dizer que Ele não o está premiando, beneficiando-o de maneira nenhuma. Há um plano que às vezes nos escapa à razão. Deus que não tem absolutamente no diabo e seus anjos, inimigos à Sua altura, não destruindo-os, não põe-nos debaixo de um favor imerecido, como premia aos Seus filhos. Se assim fosse, teríamos de os expulsar pedindo um favor aos "colegas" ou aos irmãos.

Já pensou?

"Desculpem, xarás, será que me podiam dar a gentileza de irem um pouco pra lá, saindo deste corpo que não lhes pertence? Se fazem favor, companheiros da graça…"

A graça aplicada a eles, não teria um caráter de favorecimento, de beneficiá-los. Ela os poupa sim, para que se cumpra o propósito de Deus. Ela deve trazer a eles o medo, o pavor, certos que devem estar, do final que lhes está preparado.

A graça de Cristo em nós vai além. A graça em nós aponta para o amor, para a identidade que temos em Deus. Não é o que fizemos ou possamos fazer, nem o que não fizemos, ou atos nossos de merecimento, mas o que Ele fez por graça, revelando-nos outra possibilidade de vida, outra identidade; antes forasteiros, afastados, agora, um com Ele, estranhos feito filhos por adoção por graça, um benefício Dele para cada um de nós. A graça nos livra da lei perversa da meritocracia, do toma-lá-dá-cá (como aliás pregam os que querem assassinar tamanha verdade e doutrina). Ela sempre revela o amor de quem a deu e incentiva o amor e a gratidão àquele que dela se beneficia.

E mais: tem ainda um caráter ensinador.

É pela graça que o Espírito Santo trabalha em nós, edificando em cada um que dela bebe, o caráter de Cristo, despertando em nós a gratidão – que nos constrange, que nos força, que nos obriga (2 Coríntios 5:14) a servirmos a Ele – não há outro caminho a seguir.

É o que afirma Paulo a Tito:

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente.” (Tito 2.11-12)

É isso. Deus age em nós perdoando-nos, não levando em conta os nossos erros, não porque tolera a bagunça, o erro… deixando o barco correr frouxo. Mas assim age, porque tem um propósito maior – o nosso crescimento.

E não para que habitemos o céu amanhã, mas vivamos hoje, de maneira sensata, justa e pia (da maneira de Deus!).

Amém! Trabalhe em mim, Senhor! Deixe a Sua graça agir em mim.

Rubinho Pirola conspira no Genizah

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O SENHOR nos quer matar em Cristo?

 

Posted: 24 Sep 2012 08:02 PM PDT

Banco da Fé – 25 de setembro

“Se o SENHOR nos quisesse matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a oferta de alimentos, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais coisas neste tempo.” – Juízes 13:23

Essa é um tipo de promessa deduzida pela lógica. É uma inferência extraida validamente de fatos comprováveis. Não era provável que o Senhor tivesse revelado a Manoá e a sua mulher que lhes nasceria um filho e, no entanto, que tivesse em Seu coração o propósito de os destruir. A mulher raciocinou bem, e fariamos vem se seguíssemos sua linha de argumentação.

O Pai aceitou o grandioso sacrificio do Calvário, e declarou que está muito comprazido com ele; e como poderia agora ter a intenção de nos matar? Por que existitia a necessidade de um Substituto se o pecador deve morrer? O sacrifício aceito de Jesus coloca um fim ao temor.

O Senhor nos mostrou nossa eleição, nossa adoção, nossa união com Cristo, nossas bodas no Amado: como poderia agora nos destruir? As promessas estão carregadas de bençãos que exigem que sejamos preservados para vida eterna. Não é possivel que o Senhor nos rejeite e, no entanto, que cumpra com Seu pacto. O passado nos assegura, e o futuro nos reassegura. Não morreremos, mas sim viveremos, pois temos visto a Jesus, e Nele temos visto ao Pai por meio da iluminação do Espírito Santo. Por causa desse olhar que gera vida, temos de viver para sempre.

Tradução: Projeto Spurgeon