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Pastor Silas Malafaia é alvo de crítica de evangélicos: ‘Silas e sua turma de hereges’, diz reverendo

 

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

O reverendo Paulo Siqueira, pioneiro do movimento ‘Voltemos ao evangelho puro e simples’, postou em sua página esta semana duras críticas ao pastor Silas Malafaia que tem aparecido em vídeos apoiando o candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB).

  • Silas Malafaia fala de perseguição religiosa no programa Vitória em Cristo

    (Foto: Reprodução You Tube)

    Silas Malafaia fala de perseguição religiosa no programa Vitória em Cristo

Em seu texto, que fala sobre o domínio de coronéis a grandes empresários, Paulo aponta o pastor Silas como herege, lamentando que o “dinheiro e o poder são os veículos que conduzem a política brasileira”.

“O sr. Silas e sua turma de hereges contemporâneos têm, há muito tempo, deturpado os valores do verdadeiro Evangelho com arrogância, ganância desenfreada, em busca dos valores deste mundo”.

O reverendo destaca que Silas Malafaia não está falando em nome de todos os evangélicos. Segundo ele, a inserção muito forte da religião nas eleições de São Paulo faz com que as pessoas possam ter a impressão de que ele esteja falando em nome de todos os evangélicos.

Paulo ainda sugere que Silas estaria em busca de poder já que dinheiro não lhe falta. “Agora, após conquistar mansões, carros importados, aviões, joias, roupas de grife, ou seja, todos os prazeres que este mundo oferece (porém não sacia e não traz a paz), o Sr. Silas, se apoiando de forma totalmente errônea a versículos isolados da Bíblia, investe na busca do poder político”.

E reafirma que Silas Malafaia não representa os “verdadeiros evangélicos deste país” e que o “povo chamado ‘protestante’ ainda existe, e está atuante, sem temer os poderes deste mundo”.

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O pastor diz que está denunciando o erro e chamando a todos para viver um Evangelho puro e simples.

“Por isso que denunciamos e trazemos a verdade, para que o mundo saiba que os valores cristãos estão acima dos valores deste mundo, e que Silas Malafaia e sua turma estão aquém do verdadeiro Evangelho de Cristo. Assim, que todos estejam atentos”.

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Ex-secretaria de estado dos EUA participa da Global Leadership Summit no Brasil (18 de outubro)

 

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Começa no dia 18 de outubro o grande evento nacional sobre liderança cristã “The Global LeadershipSummit” que acontecerá em 34 locais em 27 cidades brasileiras.

  • global leadership summit 2012

    (Foto: http://www.willowcreeksa.co.za/)

    Conferência cristã Global Leadership Summit.

 

O evento, que dará início em São Paulo, foi idealizado em Chicago por Bill Hybells, fundador e pastor sênior da Willow Creek Community Church Association.

Líderes renomados internacionais como a ex-secretária de Estado dos EUA, a Condoleeza Rice; Craig Groeschel, pastor sênior do LiveChurch.tv e o próprio Bill Hybels, serão os preletores do evento.

O Summit acontece no Brasil em parceria com a Servindo aos Pastores e Líderecom SEPAL. A SEPAL Brasil é uma organização membro da OC Global Alliance que possui uma missão interdenominacional, com diversos ministérios focados em liderança e com atuação internacional.

Segundo a assessoria de imprensa do evento, o objetivo é auxiliar na capacitação da liderança através de conhecimento, direcionamento e aperfeiçoamento com o máximo de excelência para quem já tem o dom de ser líder, mas que precisa atualizar seus métodos ou aprender novos.

O Summit no Brasil transmitirá as mesmas palestras das sessões que aconteceram em Chicago este ano. Após cada palestra em vídeo, um facilitador repassa os princípios dados e propõe atividades e reflexões sobre os temas. Com isso, os participantes têm a oportunidade de aplicar os conteúdos apresentados à sua realidade, refletindo sobre como colocar em prática o que foi abordado.

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Outros preletores com vasto conhecimento na área corporativa incluem: Jim Collins, autor e pensador de negócios; John Ortberg, pastor sênior da Menlo Park Presbyterian Church; Patrick Lencioni, fundador e presidente do The Table Group; Pranitha Timothy, diretora de cuidados pós-resgate da International Justice Mission; Willian L. Ury, co-fundador da Harvard University’s Program e Carly Fiorina, ex-presidente e diretora executiva da HP.

Maiores informações podem ser obtidas no site www.summitbrasil.org e em sua página do Facebook.

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Discriminação contra os cristãos na Europa

 

Heitor Buchaul

O título em epigrafe foi tema de um seminário, realizado no dia 2 de outubro, no Parlamento Europeu em Bruxelas por iniciativa da COMECE (Comissão dos Episcopados da União Europeia) em cooperação com alguns membros dos Grupos parlamentares EPP e ECR.

A atualidade do assunto atraiu grande assistência, que ouviu atenta e estarrecida os relatos dos inúmeros tipos de perseguições a que os cristãos estão sujeitos no continente europeu.

O representante do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os Cristãos na Europa citou surpreendentes estatísticas: “84% do vandalismo na França em 2010 foram dirigidos contra lugares cristãos; em 2006, 48% do clero no Reino Unido sofreram alguma forma de violência”. E acrescentou: “Os cristãos do Reino Unido sentem-se mais marginalizados do que nunca; 74% dizem que há mais discriminação contra os cristãos do que contra qualquer outro crente; mais de 60% acreditam que a marginalização aumenta no governo, no local de trabalho e na vida publica”.

Dr. Javier Borrego

A perseguição aos cristãos é um fato também nas instâncias da Comunidade Europeia e, como acontece em outros países, é perpetrada em grande medida pelo Poder Judiciário. Coube ao Dr. Javier Borrego, antigo juiz daCorte Europeia de Direitos Humanos, discorrer sobre este tema.

O jurista espanhol começou seu discurso fazendo o Sinal da Cruz, comentando em seguida: “Ter feito este sinal pode espantar a muitos, embora não causasse surpresa se fosse um muçulmano dizendo uma oração em árabe”. Segundo o magistrado, o tribunal europeu está ficando cada vez mais ideologizado, emitindo sentenças frívolas e propondo-se “o grande legislador da Europa; criando direito e fazendo engenharia social, algo que não é de sua atribuição”. Ele citou o famoso caso dos crucifixos na Itália, onde nenhuma autoridade nacional italiana foi ouvida, tendo mesmo alguns juízes europeus declarado com ironia: “Não se preocupem, em um ano não haverá mais crucifixos em lugares públicos da Europa”. No entanto, isso gerou uma saudável reação popular.

Por sua vez, chamou a atenção o discurso do jovem Mons. Florian Kolfhaus, da Secretaria de Estado da Santa Sé, salientando a enorme propaganda midiática contra a Santa Igreja e comparando-a com o caso muçulmano: “Há enorme rebuliço se desrespeitam a figura de Maomé, mas o que fazem quando o desrespeito é contra os católicos, contra Nosso Senhor ou o Santo Padre?”. E acrescentou: “Para nós, cristãos, não basta termos o direito de existir; temos que poder nos dirigir livre e abertamente a Nosso Senhor Jesus Cristo e dizer que Ele é a único Salvador. […] Nos Estados Unidos, para se ganhar a eleição, é necessário falar em Deus. Algo não anda bem na sociedade europeia”.

Houve também outras interessantes intervenções de deputados europeus, como a da deputada lituana Laima Liucija Andrikiene: “Os feriados cristãos desapareceram dos calendários enquanto subsistem as festas muçulmanas e judaicas. Para onde vamos? Qual deverá ser a nossa posição? O que devemos fazer para defender os nossos valores? […] Os católicos têm o direito de protestar. A liberdade de expressão, alegada em casos que ofendem os cristãos, tem de ter limite. Os lituanos estão perplexos, pois a perseguição antes soviética agora se apresenta com face mais humana”.

O deputado Charles Tannock, do Reino-Unido, não poupou críticas à União Europeia: “A perseguição pela UE é maior contra os cristãos. A discriminação dos cristãos é um tabu no Parlamento Europeu”. E mais adiante: “Duas mulheres no Reino Unido foram demitidas de seus empregos por portarem crucifixos, mas isso não ocorre com judeus ou muçulmanos”.

No mesmo sentido foi o discurso da deputada eslovaca Anna Zaborska: “É bom que os cristãos se mobilizem, a liberdade religiosa não é a mesma para todos e não é respeitada em todo o mundo. Há um desequilíbrio da União, da Comissão e do Parlamento [europeus] sobre a perseguição em relação aos muçulmanos e aos cristãos. A perseguição pode ser feita de maneira sutil. Por exemplo, este ano o Parlamento suprimiu de seu calendário a Assunção e Pentecostes; são pequenas coisas que se acumulam e que são símbolos de perseguição”.

Quanto às intervenções do público, merece destaque a de uma professora belga, que foi agredida mais de uma vez por muçulmanos em seu próprio país, por portar o Crucifixo.

O seminário foi concluído com as palavras do Mons. Piotr Mazurkiewicz, secretário-geral da COMECE, que salientou o problema do laicismo, uma verdadeira religião da não-religião: “Não se pode considerar como neutra uma decisão de retirar os crucifixos. Isto também significa uma tomada de posição religiosa […] a ação dos deputados faz-se necessária”

Fonte IPCO